domingo, 31 de julho de 2011

A BANALIZAÇÃO DA VIOLÊNCIA NO BRASIL

Cotidiano da violência: cada vez mais banal?

 

Cotidiano da violência: cada vez mais banal? (Foto: Wagner Almeida)
A rua para uma infância? (Foto: Wagner Almeida)

A perseguição policial num bairro de periferia termina com um corpo crivado de balas estendido no chão. Alguém traz um pano colorido e cobre o homem morto. Os pés ficam a descoberto,  tendo ao lado os chinelos gastos. Já não há mais pressa, não há mais ambições ou sentimentos diversos. Apenas um corpo estendido no chão à espera de legistas e outros profissionais do mesmo gênero. É um crime a mais, uma morte a mais no cômputo das estatísticas criminais que tomam conta da capital paraense. Faz parte do cenário das grandes cidades, é forçoso admitir.

O que destoa nesse cenário é o olhar das crianças. Estão sempre ali, a menos de um metro dos cadáveres. Riem. Brincam. Olham tudo como se aquela cena fosse a mais comum de todas, como se aquele que está ali jogado no terreno seco, com marcas de perfuração no corpo, com o sangue espalhado ao redor, fosse uma diversão a mais sob o sol quente.

É como se a novidade não fosse tão nova assim, não despertasse mais que uma pausa nos folguedos e na correria da idade. Tudo é brincadeira. E oportunidade para, quem sabe, aparecer na imagem de um cinegrafista ou nas lentes de um fotógrafo. Ao lado do morto ainda insepulto, crianças posam, como numa festa de aniversário. Quem sabe comemoram a própria sobrevivência.

Mas não deve ser nisso que outra criança pensa, enquanto deixa o corpo ir e vir num balanço no alpendre da própria casa. À frente, casas de madeira, uma rua estreita de terra, poças de água e mato. É um cenário de pobreza, algo que também já se tornou comum aos olhares menos atentos.

A criança que brinca no final da tarde na varanda de casa tem à sua frente um homem morto, sendo examinado por peritos legistas. Nada disso interfere no comportamento dela. A brincadeira prossegue, indiferente. É como se tudo aquilo fosse ficando cada vez mais natural. E acaba sendo naquela realidade.


PARÁ: CAMPANHAS SOBRE A DIVISÃO CONTINUAM

Por enquanto, um embate sem o ‘Não’

 

Por enquanto, um embate sem o ‘Não’ (Foto: Adauto Rodrigues)


A movimentação cada vez mais intensa das frentes pela divisão do Pará para a criação dos Estados de Carajás e do Tapajós acionou a luz amarela entre aqueles que desejam se engajar na campanha contra a medida.

Ao longo da semana, os comentários nos bastidores políticos de Belém eram de que a campanha do “Não” estava desarticulada.

O aparecimento de uma frente contra Carajás, comandada pelo ex-secretário de Saúde de Belém Sérgio Pimentel, não dissipou os temores e ainda acabou sendo motivo de preocupação. A avaliação de fontes ouvidas pelo DIÁRIO é de que o grupo de Pimentel, formado até agora apenas por vereadores, teria pouca legitimidade e poderia até passar a imagem de que há um racha entre os partidários da não divisão, enquanto as frentes pró-Carajás e pró-Tapajós têm marchado unidas.

Ao DIÁRIO, Pimentel garantiu que fará o registro do grupo dele para ter direito ao tempo de rádio e TV - considerado o ponto alto da campanha - e autorização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para receber doações de financiadores da proposta.

O TSE já publicou uma primeira resolução sobre o plebiscito, que está marcado para 11 de dezembro. O entendimento até agora é de que poderá haver apenas uma frente oficial para defender cada proposta, no total de quatro grupos distintos, cada um com igual tempo nos veículos de massa (sendo dois pela divisão para a criação de Carajás e Tapajós e outros dois para coordenar as campanhas contra).

Caso Pimentel venha mesmo a registrar a frente contra Carajás, caberia a outros grupos políticos registrarem apenas a frente contra Tapajós. Nos bastidores, há quem avalie que ex-secretário de saúde, homem de confiança do prefeito de Belém, Duciomar Costa, não seria um bom nome para encabeçar a campanha. “Falta legitimidade. Ele não tem uma boa imagem e essa frente não reuniu pessoas de peso”, disse uma fonte ouvida na sexta-feira pelo DIÁRIO.

MARCHA LENTA

Além do criticado grupo de Pimentel, o movimento mais forte contra a divisão está sob o comando do chefe da Casa Civil, Zenaldo Coutinho, mas a campanha ainda não ganhou as ruas como ocorre com o movimento pró-divisão. Coutinho afirma, contudo, que não há motivo para que os que estão aguardando a campanha do “Não” se preocupem. “Não há motivo para agonia e aflição. Estamos na fase de constituir o time. A campanha só começa dia 13 de setembro e agora em agosto vamos definir os detalhes”, disse o chefe da Casa Civil ao ser indagado se não há atraso na mobilização da campanha. Zenaldo garante que o grupo encabeçado por ele fará a campanha contra a divisão do Pará, e não apenas contra a criação de um dos estados. Afirma que as conversas com parlamentares estão adiantadas e promete anunciar ainda nesta semana “nomes de peso” para dar corpo à frente, já registrada em cartório. Coutinho não quis adiantar nomes.

Ele afirma também que três agências de publicidade de Belém já se comprometeram a trabalhar na campanha do Não: a Griffo, de Orly Bezerra, responsável pela campanha de Simão Jatene ao governo do Estado, a Galvão, de Pedro Galvão, que também atuou na propaganda de Jatene ao lado de Bezerra, e a Mendes, que já vinha criando algumas peças. “Elas vão trabalhar gratuitamente. Não precisamos de bengala da Bahia”, disse .
 

MISÉRIA NO BRASIL: TARDIA CONSTATAÇÃO OFICIAL?

Miséria persiste em 30 das 200 cidades com PIB mais alto


ANTÔNIO GOIS
PEDRO SOARES

DO RIO 


Daniel Marenco/Folhapress
Antônio Serra, 75, mora em uma casa de taipa em Porto de Brotas, comunidade de São Francisco do Conde (BA)
Antônio Serra, 75, mora em uma casa de taipa em Porto de Brotas, comunidade de São Francisco do Conde (BA)  

Olhando apenas para a atividade econômica, o município de São Desidério parece uma ilha de prosperidade no extremo oeste da Bahia. 

A intensiva produção de algodão, soja e milho faz a cidade, de 28 mil habitantes, se orgulhar de ter a segunda maior produção agropecuária do país, e o 112º PIB per capita (soma de bens e serviços produzidos, dividida pelo total de habitantes) entre os 5.564 municípios brasileiros.
Essa aparente riqueza, no entanto, não se traduz em bons indicadores sociais. 

Tal contradição se repete em municípios onde a riqueza é gerada por empreendimentos industriais ou lavouras de exportação que concentram renda e criam relativamente poucos empregos. 

De acordo com o Censo de 2010 do IBGE, 30% da população de São Desidério, por exemplo, vive em domicílios com renda média per capita inferior a R$ 70, linha de miséria do governo federal. 

Comparando o PIB per capita, o município está entre os 2% mais ricos do país. Analisando a miséria, figura entre os 20% mais pobres. 

Uma análise feita pela Folha nos indicadores sociais dos 200 municípios de maior PIB per capita mostra que São Desidério não é um caso isolado. Em 30 dessas cidades, a proporção de brasileiros vivendo com menos de R$ 70 per capita fica acima da média nacional, de 9,6%. 

A maioria desses municípios é de pequeno porte, mas concentra grandes empreendimentos, o que explica que o PIB per capita seja elevado. 

Entre as características mais comuns deste grupo estão atividades ligadas à indústria de petróleo (dez casos), cultivo de soja ou grãos (oito) e hidrelétricas (cinco). 

Segundo Júlio Miragaya, economista do Conselho Federal de Economia, essas atividades geram muita riqueza, mas empregam pouco.

José Ribeiro, economista e demógrafo da OIT (Organização Internacional do Trabalho), concorda: "É importante desmistificar a ideia dos grandes empreendimentos como agentes exclusivos do desenvolvimento".

Sheila Zani, responsável pelo cálculo do PIB municipal do IBGE, faz outra ponderação: nem sempre a riqueza gerada é absorvida pela cidade. "Muitos dos empregados mais qualificados moram em grandes centros, onde a é renda absorvida." 

Se não há necessariamente geração de emprego local, algumas dessas cidades ao menos deveriam se beneficiar de arrecadação maior. "Mas a gestão municipal não consegue reverter o montante expressivo de impostos na melhoria das condições de vida", diz Ribeiro, da OIT. 

Em São Desidério, é fácil entender por que o PIB não se traduz em bem-estar. Há grandes fazendas com lavouras mecanizadas. Os donos moram em outras cidades e chegam de avião. A riqueza fica na mão de poucos e vai para fora da cidade. 

SUA PERSONALIDADE PODE ESTAR EM RISCO!

Facebook e Twitter estão criando uma geração vaidosa e obcecada por atenção, advertem cientistas

 

 
Bernardo Cury Da redação

 
Cuidado com o vício na Internet (Foto: Reprodução: iStockphoto)
Cuidado com a internet (foto: Daily Mirror)
Facebook e Twitter criaram uma geração de pessoas obcecadas em si mesmas, que têm desejo infantil por atenção constante em suas vidas, acreditam os cientistas.

A exposição repetida em sites de redes sociais deixa os usuários com uma "crise de identidade". Baroness Greenfield, professora de farmacologia na Universidade de Oxford, acredita que o crescimento de "amizades" na internet, assim como um maior uso de jogos de computador, pode efetivamente criar uma "nova fiação" no cérebro, fazendo voltar aos instintos de uma criança.

Isso pode resultar em concentração reduzida, uma necessidade de gratificação instantânea e uma pobre habilidade verbal. Mais de 750 milhões de pessoas de todo o mundo usam o Facebook para postar fotografias e vídeos e postar atualizações regulares de seus atos e pensamentos.E  milhões de pessoas também se inscrevem no Twitter "pois permite que membros escrevam pequenos textos e mensagens multimídias sobre si mesmos", disse Greenfield.

Mulheres preferem web. (Foto: Daily Mail)
Vício em redes sociais (Foto: Daily Mail)
A ex-diretora do organismo de investigação do Royal Institution também falou: "O que me preocupa é o tanto que sai de banalidade no Twitter. Por que alguém deveria estar interessado no que o a outra pessoa comeu no café da manhã? Isso me lembra uma criança pequena: 'Olhe para mim, mamãe, eu estou fazendo isso'! É quase como se eles estivessem com algum tipo de crise de identidade. Em um certo sentido é como manter o cérebro em uma espécie de túnel do tempo".
 
A acadêmica comentou que alguns usuários do Facebook sentem a necessidade de se tornar "subcelebridades", que são vistos e admirados por outros. "É quase como se as pessoas estivessemvivendo em um mundo que não é um mundo real, mas um mundo onde o que conta é que as pessoas pensam de você ou (se) podem clicar em você", disse ela. "Pense nas implicações para a sociedade se as pessoas se preocupam mais com o que as outras pessoas pensam sobre elas do que o que pensam sobre si mesmas".

Sua posição foi reiterada por Sue Palmer, especialista em alfabetização, que acredita que as pessoas, meninas em particular, possuem uma ideia de que devem se vender para outras pessoas no Facebook. Ela conclui: "as pessoas costumavam ter um retrato pintado, mas agora podemos mais ou menos projetar nossa própria imagem online. É como ser a estrela do seu próprio reality-show que você cria e coloca para o mundo".

Via MailOnline

MORTE DE VICIADO EM GAMES ACENDE ALERTA PARA OS PAIS

Viciado em Xbox é morto com coágulo no sangue após sessões de 12 horas de jogo

 

 
Bernardo Cury Da redação
 
 
Chris Staniforth (Foto: Reprodução)
Chris Staniforth (Foto: Reprodução)
O britânico Chris Staniforth, de 20 anos, morreu com coágulos no sangue depois de ficar jogando Xbox por 12 horas a cada sessão. O jovem sofreu um bloqueio pulmonar quando desenvolveu uma trombose venosa profunda.

Seu pai David, 50, declarou ao jornal The Sun: "como pai, você acha que jogar videogame não pode fazer mal algum aos seus filhos, porque você sabe o que eles estão fazendo. Crianças de todo o país estão jogando esses games por longos períodos e não percebem que isso pode matá-los".

Tudo começou quando Chris estava em uma entrevista de emprego e contou a um amigo que estava sentido dores no tórax. Ele disse que acordou no meio da noite com uma "sensação estranha" no peito e uma frequência cardíaca incrivelmente baixa, embora tenha voltado ao normal depois.

David conta que logo depois da entrevista, começou a sofrer novamente: "ele deixou cair um pacote de goma de mascar e quando foi pegá-la, caiu para trás e começou a sofrer espasmos". Seu amigo chamou uma ambulância, mas os paramédicos não conseguiram salvá-lo.

Nesta sexta-feira (29), um médico legista confirmou TVP (trombose venosa profunda) como a causa da morte, apesar de Chris ter apenas 20 anos de idade, não possuir um histórico de doença e nem complicações médicas. TVP é um coágulo no sangue que se desenvolve em uma das veias profundas no corpo que ocorre geralmente na perna ou inferior do tronco. TVP geralmente está associada a longos períodos de inatividade, como sentar em um voo de longa distância.

Seu pai contou que Chris sentava-se entretido por horas em cada jogo: "Chris viveu por seu Xbox. Quando ele ganhava um jogo poderia jogá-lo por horas e horas a fio, às vezes 12 horas sem parar".

Ele tinha a esperança de ter uma carreira em computadores e foi oferecido um lugar para estudar Game Design da Universidade de Leicester.

Para evitar que outros pais sofram o mesmo que ele, David lançou uma campanha de sensibilização sobre TVP e jogos de computador. Ele admite que são viciantes e divertidos, mas destaca os perigos que podem surgir com esta ação compulsiva.

David não culpa a Microsoft, fabricante do Xbox, simplesmente não quer que outro filho morra por jogar videogame por horas. A Microsoft recomenda que os jogadores deem um tempo para pausas e exercícios e que tenham outras atividades.

Via The Sun

sábado, 30 de julho de 2011

ESTADOS UNIDOS: DIFICULDADES PARA EVITAR A QUEDA

Câmara rejeita acordo democrata para dívida dos EUA

 

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
Atualizado às 16h48.


Por 246 votos contra e 173 a favor, a Câmara dos Representantes (deputados) rejeitou um projeto de lei democrata cujo objetivo era a ampliação do limite da dívida dos Estados Unidos. A proposta precisava de, no mínimo, dois terços para ser aprovada. 

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, vai encontrar o líder democrata no Senado, Harry Reid, e o líder da Câmara de Representantes, Nancy Pelosi, ainda hoje. O intuito do encontro é o de que o presidente receba atualizações acerca do debate. 

Se o Congresso falhar em aumentar o teto da dívida até 2 de agosto, os americanos podem enfrentar elevação da taxa de juros e a queda do dólar. 

Com o aumento do custo das taxas de empréstimo, hipotecas e empréstimos estudantis ficarão mais caros e o efeito será sentido por grande parcela da população. 

IMPASSE
 
Há meses a Casa Branca e o Congresso estão envolvidos em negociações para chegar a um acordo que permita elevar o teto da dívida pública dos EUA e, assim, evitar o risco de calote. 

Nas últimas semanas, o presidente Barack Obama e líderes dos dois partidos --Democrata e Republicano-- se reúnem quase diariamente, mas ainda não conseguiram solucionar o impasse. 

Analistas afirmam que o calote da dívida americana poderia provocar um salto da taxa de juros nos Estados Unidos e potencialmente ameaçar a recuperação econômica mundial. 

A oposição republicana exige que um acordo para elevar o teto da dívida seja vinculado a cortes no orçamento americano, para reduzir o deficit recorde, calculado em cerca de US$ 1,5 trilhão (R$ 2,3 trilhões) para o ano fiscal que termina em setembro. 

Apesar de representantes de ambos os partidos concordarem com a necessidade de reduzir gastos, há muitas divergências sobre o que cortar e que programas atingir. 

Os republicanos se recusam a aceitar qualquer proposta que inclua aumento de impostos. Obama, no entanto, insiste na necessidade de acabar com cortes de impostos que beneficiam a camada mais rica da população, criados ainda no governo de George W. Bush. 

Os democratas, por outro lado, relutam em tocar em programas sociais que os republicanos querem enxugar. 

A QUEDA DO IMPÉRIO AMERICANO?

Teto da dívida: o buraco é mais embaixo

 

Republicanos e democratas podem até chegar a um acordo para elevar o teto da dívida americana antes do dia 2 de agosto e, assim, evitar o que o presidente Barack Obama chamou de "Armageddon". 

Mas o buraco é mais embaixo. 

Mesmo com acordo, é quase certo que a nota de crédito dos Estados Unidos --que hoje é AAA, a máxima-- vai ser rebaixada. Agências de classificação de risco como a Standard & Poor's já avisaram que, a menos que se chegue a um acordo que preveja uma redução de US$ 4 trilhões no déficit ao longo de 10 anos, haverá um "downgrade". 

Além disso, seja qual for o acordo, ele vai resultar em mais areia no anêmico crescimento americano. Isso porque o problema fiscal americano é de médio prazo. No curto prazo, cortar gastos do governo e benefícios a desempregados vai só piorar a situação, porque vai reduzir a arrecadação. 

Ou seja, diante de um crescimento anualizado de apenas 1,3% no segundo trimestre, o certo seria manter aos amortecedores fiscais para resgatar a economia da crise. E não cortar já. 

A médio prazo, isso sim, é necessário reestruturar a Previdência Social e o programa de saúde Medicare. É isso que torna a situação fiscal dos EUA insustentável. 

Agora, os planos atuais em discussão não lidam com esses problemas estruturais --cortam apenas perfumaria e rede de apoio social. 

E quando vier o inevitável downgrade da nota de crédito, o que acontece?
É pouquíssimo provável que algum acordo chegue aos US$ 4 trilhões e planos para sustentabilidade fiscal almejados pelas agências de risco. 

Por isso, provavelmente elas vão reduzir a nota dos EUA de AAA para AA ou AA+.
Na prática, isso significa que ficará mais caro para os Estados Unidos tomarem empréstimos (por meio de emissão de títulos, por exemplo, os investidores vão exigir maior remuneração, já que os EUA não mais são considerados tomadores 100% seguros). 

Nas contas do JP Morgan, um downgrade levaria os juros dos Treasuries a subir entre 0,6 e 0,7 ponto porcentual no longo prazo --e isso custaria US$ 100 bilhões por ano. 

Ou seja, os EUA vão pagar US$ 100 bilhões a mais em juros por ano --dinheiro esse que deixa de ir para escolas, requalificação de americanos desempregados que não conseguem se recolocar, infraestrutura, etc, etc. 

O cenário é ruim, mas não é apocalíptico. Como explicou David Wessel em coluna recente no "The Wall Street Journal", apenas um punhado de instituições financeiras com regras mais estritas teriam de se livrar dos títulos americanos se eles perderem a nota de crédito máxima. 

Fundos mútuos de investimentos, que detêm US$ 684 bilhões em títulos da dívida americana, não iria vendê-los nem deixar de comprá-los. Tampouco as seguradoras.
O chamado "repo market", no entanto, que usa os títulos doTtesouro como colateral, pode sofrer turbulências. 

Mas, de forma geral, não é que todo mundo vá sair vendendo os títulos americanos e refugiar em papeis da dívida de países que mantêm a nota AAA, como Áustria, Noruega e Cingapura. 

Os títulos do Tesouro americano são os mais líquidos do mundo, com US$ 580 bilhões negociados por dia quase dez vezes mais liquidez que os gilts britânicos (US$ 34 bilhões) e os Bunds alemães (US$ 28 bilhões). Ou seja, é extremamente fácil para o investidor comprar e vender Treasuries, nenhum outro papel chega perto disso. 

E para o anêmico crescimento dos EUA, quanto vai custar o inevitável corte de gastos do governo de curto prazo? 

Para Willem Buiter, do Citibank, cortes de gastos no curto prazo de até US$ 200 bilhões vão reduzir o PIB em 0,2% a 0,7%. 

Portanto, não se trata do melhor timing para cortar estímulos do governo e rede de proteção social a desempregados, certo? Não para a facção mais à direita dos republicanos. Como diz esta semana a revista The Economist: "A direita americana já foi líder mundial quando se tratava de repensar o governo; agora, é um pigmeu intelectual." 

Patrícia Campos MelloPatrícia Campos Mello é repórter especial da Folha e escreve sobre política e economia internacional. Foi correspondente em Washington durante quatro anos, onde cobriu a eleição do presidente Barack Obama, a crise financeira e a guerra do Afeganistão, acompanhando as tropas americanas. Tem mestrado em Economia e Jornalismo pela New York University. É autora dos livros "O Mundo Tem Medo da China" (Mostarda, 2005) e "Índia - da Miséria à Potência" (Planeta, 2008).

NÃO HÁ LIMITES PARA A MALDADE HUMANA

Pai de três crianças desaparecidas pesquisou no Google: "como quebrar um pescoço"

 

Bernardo Cury Da redação
 
 
 
John Skelton (Foto: MailOnline)
John Skelton (Foto: MailOnline)
John Skelton, pai de três crianças desaparecidas desde novembro passado, usou o site de pesquisa Google para saber como se quebrava um pescoço. Ele foi acusado nesta quinta-feira (28) a três acusações de cárcere privado.

Seu filhos, Andrew, 9, Alexander, 7 e Tanner Skelton, 5, desapareceram no final de semana de Ação de Graças em 2010. No tribunal, a juíza Margaret Noe declarou que ao ler os relatórios de investigação do FBI e da polícia estadual descobriu que Skelton pesquisou na internet informações de como quebrar um pescoço cerca de uma semana antes das crianças desaparecerem. 

Ela ainda acrescentou que Skelton supostamente disse aos investigadores: "as crianças vão hibernar até se formarem". O pai assumiu às autoridades que envolveu cada um menino em um cobertor, deu um bicho de pelúcia para cada um, os colocou em sua van e os levou embora. 


As crianças desaparecidas (Foto: MailOnline) 
As crianças desaparecidas (Foto: MailOnline)
 
 
Skelton foi detido em um hospital de Ohio, onde está recebendo tratamento para uma suposta tentativa de suicídio. A família dos meninos reagiu com compreensão, mas ficou decepcionada depois de ouvir sobre o acordo judicial. 

Kathye Herrera, porta-voz da família, disse: "a família apoia todas as decisões tomadas pela aplicação da lei. Há um sentimento de desânimo por John não receber a pena que merece... Isso não terminará até que os meninos voltem para casa".

John Skelton e sua esposa estavam separados na época e agora estão divorciados. Em troca de se declarar culpado, os promotores retirariam a acusação de sequestro, mas ainda pode enfrentar outras acusações mais tarde. "Eles ainda podem acusá-lo de homicídio", diz o advogado de defesa, John Glaser.

O pai pode pegar até 15 anos de prisão quando for sentenciado no dia 15 de setembro.

HIDRELÉTRICAS: DEPOIS DE ALTAMIRA ... ITAITUBA, MARABÁ ...

Obras da usina Teles Pires devem começar até outubro, diz PAC2

 

SÃO PAULO (Reuters) - As obras da usina hidrelétrica (UHE) Teles Pires (MT) deverão ser iniciadas até 30 de outubro deste ano, de acordo com o Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC2) apresentado nesta sexta-feira.

Para isso, a licença de instalação da usina terá que ser emitida pelo Ibama até 19 de agosto deste ano.

Localizado no rio de mesmo nome, a usina Teles Pires tem entrada em operação prevista para maio de 2015. A usina de 1.820 megawatts (MW) é de responsabilidade do Consórcio Hidrelétrica Teles Pires, do qual participam as empresas Neoenergia (50,1 por cento), Odebrecht (0,9 por cento), Eletrosul (24,5 por cento) e Furnas (24,5 por cento), essas duas últimas controladas pela Eletrobras.

O balanço do PAC também que considera que 76 por cento das obras de energia do estão com andamento "adequado", 9 por cento estão em estado de atenção e 1 por cento em estado preocupante, no critério que considera a quantidade de ações.

Segundo o PAC, 14 por cento das obras do setor de energia no programa estão concluídas.
A apresentação divulgada pelo governo com a atualização dos dados da obra detalha apenas os projetos que estão em operação ou tem obras em estágio "adequado".

Entre estas, está a usina hidrelétrica (UHE) Belo Monte, que teve as obras iniciadas em junho. Segundo o balanço, a hidrelétrica localizada no rio Xingu deverá ter 3 por cento por cento das obras concluídas até o fim do ano. A usina tem entrada em operação prevista para 20 de fevereiro de 2015.

No rio Madeira, a UHE Jirau também tem obras em ritmo "adequado", segundo o plano. Com 55,4 por cento das obras concluídas, atualmente, o empreendimento terá que executar até 60 por cento das obras até dezembro deste ano.

As obras da usina foram paralisadas no início de 2011, depois que funcionários que trabalhavam no empreendimento se rebelaram e alojamentos foram destruídos.

Segundo o balanço do PAC, atualmente, a concretagem das estruturas principais e a montagem eletromecânica das turbinas está em andamento. O início da operação está previsto para janeiro de 2013.

Outro empreendimento no rio Madeira, a UHE Santo Antônio, tem 51,1 por cento das obras realizadas. A operação comercial da primeira unidade geradora está marcada para 31 de dezembro deste ano.

O plano ainda menciona que a usina termelétrica nuclear Angra III está em ritmo de obras adequado, com 10,9 por cento de realização. A previsão para conclusão é dezembro de 2015.

(Por Anna Flávia Rochas; Edição de Carolina Marcondes)

ALÍVIO: CELULARES NÃO CAUSAM CÂNCER

Estudo afirma que telefones celulares não causam câncer

 

Léo TorresDa redação

Cancerígeno? (Foto: Reprodução)Cancerígeno? (Foto: Reprodução)
Um estudo feito com mil crianças e adolescentes usuários de telefones celulares acabou de ser divulgado pelo Journal of the National Cancer Institute. O estudo foi feito com base na comparação de um grupo de pacientes diagnosticados com tumor cerebral e um grupo de controle formado por usuários de aparelhos celulares que gozam de boa saúde.
Segundo o relatório dos cientistas, "a ausência de uma relação entre resposta à exposição, tanto em termos de volume de uso de celulares quanto à localização dos tumores atesta contra uma relação de causa e efeito". Resumindo para leigos: o uso constante de aparelhos celulares parece não causar tumores cerebrais, independente de onde os mesmos apareçam.
Essa pesquisa é mais uma na série de testes que vem sido feitos para tentar comprovar a relação entre tumores cancerígenos no cérebro e as ondas emitidas por telefones celulares.
Entre eles estão uma pesquisa divulgada em maio pela Agência Internacional para Pesquisa sobre o Câncer da Organização Mundial da Saúde. Segundo a pesquisa, o uso de aparelhos celulares é "possivelmente cancerígeno para humanos".
Além disso, um estudo publicado em fevereiro descobriu que o uso de celulares causa o aumento da atividade em regiões do cérebro. Entretanto, dizia não poder afirmar se esse aumento era prejudicial, inócuo ou mesmo positivo para o cérebro.
Inseguro a respeito do uso de aparelhos de telefone celular? Se você ainda fica preocupado com seu cérebro, uma atitude que pode ser tomada para reduzir a incidência de radiação sobre a cabeça é usar mais as mensagens de texto e, cada vez menos, ligações de voz. Que tal a ideia?
Via: Mashable

quinta-feira, 28 de julho de 2011

COUNTER STRIKE LIBERADO NO BRASIL

Justiça libera o game Counter Strike no Brasil

 

Renan Dayube Da redação
 
 
Agora os fãs do Counter Strike, um dos games de tiro mais popular do Brasil, já poderão comprar o jogo nas lojas. Uma decisão judicial liberou a venda do título, tornando improcedente a sentença de 2008 de proibir qualquer forma de comercialização de Counter Strike no Brasil.

Counter Strike com o mapa da cidade do Rio de Janeiro (Foto: Divulgação)Counter Strike com o mapa da cidade do Rio de Janeiro (Foto: Divulgação)
 
O game recebeu classificação de 18 anos, deixando bem claro que é voltado para o público adulto e que o jogador irá entrar em contato com cenas de violência explícita. Essa sentença foi dado dias após a Suprema Corte dos Estados Unidos anunciar que a lei que proibia a venda de jogos violentos para menores de idade no país havia sido vetada.

Para Rodrigo de Assis Torres, advogado da Dannemann Siemsen, escritório responsável pelo caso: “Em um país democrático, julgamentos estéticos e morais sobre obras artísticas são para o cidadão fazer e não para o Estado decretar. Essa é a essência da liberdade de expressão.”.

Counter Strike, que é um mod de Half Life, foi um dos responsáveis pela popularização dos jogos por rede no início do Século XXI, sendo visto por muitos especialistas como o título que contribuiu para a expansão das Lan Houses.

Pelo mundo existem inúmeras ligas do jogo, muitas delas contando até com jogadores profissionais, que organizam campeonatos para ver quais são os melhores gamers do mundo. Um exemplo é a ESWC, que faz os eventos e Lan Houses espalhadas pelos continents e se encontram em Paris para uma grande final.


CLIMA NO PARÁ NÃO É MAIS O MESMO


Baixa umidade preocupa no sul do Pará



Baixa umidade preocupa no sul do Pará (Foto: Lucivaldo Sena/Agência Pará)
Em Floresta do Araguaia, sensação térmica chega a 40º (Foto: Lucivaldo Sena/Agência Pará)
A baixa umidade do ar tem deixado os municípios do sul do Pará em alerta. Os índices relativos, nessa região, têm alcançado em média 22%. Pelos padrões estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o aceitável é de no mínimo 30% e por isso a preocupação já paira na população dessas cidades e nos órgãos responsáveis pela observação meteorológica no Estado.
O Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) aponta o município de Conceição do Araguaia como o mais afetado. “A temperatura tem sido muito elevada no local. Há um mês não chove. A sensação térmica chega a 40º e consequentemente a umidade do ar diminui, chegando a medir apenas 22%”, explica o meteorologista David Santos. “Fora do verão, a umidade do ar chega a 60%”, completa.
Conforme o Sipam, esses baixos índices são muito tradicionais na região por causas do período de verão. Essa sensação de ressecamento e abafado é ocasionada pela circulação do vento que inibe a formação de nuvens na área, assim impedindo que a chuva caia no local. No verão amazônico, a quantidade de água da chuva no sul do Estado chega a apenas 10 milímetros. Comparando com outros períodos, que registram 200 milímetros, essa é a época do ano mais crítica.
DOENÇAS
E uma das consequências mais graves é o aumento no número de focos de calor e o surgimento de doenças respiratórias. De acordo com o meteorologista David Santos, se a situação climática continuar dessa forma, a partir do mês de agosto o número de focos de calor pode aumentar e se transformar em queimadas. “A vegetação seca aliada ao calor e às altas temperaturas, é bem provável que as queimadas aumentem”, avalia David.
A estimativa é que até o mês de novembro as temperaturas fiquem mais elevadas, tendo o seu ápice nas queimadas em setembro.
Mas não são apenas as queimadas e o excesso de calor que chamam atenção. Esses dois fatores juntos podem ocasionar doenças respiratórias. Segundo a pneumologista Raimunda Carvalho, os principais problemas que podem aparecer são os resfriados e as infecções respiratórias.
Ela explica que por causa da baixa umidade as vias aéreas ressecam gerando processos gripais. “Quem já tem tendência alérgica ou de rinite e sinusite é mais atingido”.
A pneumologista afirma que algumas atitudes podem reduzir esse incômodo com o ressecamento. A recomendação é que alguns cuidados sejam tomados, como utilizar uma bacia com água no ambiente fechado, toalhas molhadas ou até mesmo um aparelho umidificador para reduzir a sensação de secura. (Diário do Pará)

CROCODILO DE 5 METROS DEVORA RIVAL NA AUSTRÁLIA


Turistas ficam em choque ao ver crocodilo devorando rival na Austrália


Cena foi flagrada em um parque perto de Darwin. ‘Foi um choque ver esse tipo de coisa’, disse Michael Milatos.


Do G1, em São Paulo


Um grupo de turistas ficou em choque ao flagrar um crocodilo de mais de 5 metros de comprimento devorando um rival durante um passeio em um parque perto de Darwin, na Austrália, segundo reportagem do jornal "Northern Territory News".

Turistas flagraram crocodilo devorando outro em parque na Austrália. (Foto: Reprodução/NT News)Turistas flagraram crocodilo devorando outro em parque na Austrália. (Foto: Reprodução/NT News)

"Foi um choque ver esse tipo de coisa. Eles eram animais muito grandes", disse Michael Milatos, de 54 anos, que era uma das seis pessoas que estavam no barco.

Segundo Milatos, havia duas jovens de Sydney no grupo que entraram em pânico e queriam logo sair dali. "Nosso barco tinha cerca de cinco metros, mas o crocodilo parecia ter mais do que isso", afirmou ele.

CORRUPÇÃO: DOSSIÊ JADER BARBALHO.




Clique no título acima  e veja o dossiê completo sobre Jader Barbalho.



ESTE BLOG SE JUNTA Á LUTA DA SOCIEDADE BRASILEIRA CONTRA A CORRUPÇÃO NO SISTEMA POLÍTICO E EM TODAS AS INSTÂNCIAS DO BRASIL.




ESTÁ CHEGANDO A HORA DE TIRAR OS "FICHAS SUJAS" DA POLÍTICA BRASILEIRA.

ABAIXO A CORRUPÇÃO!!!

VATICANO: CUMPLICIDADE COM A PODRIDÃO HUMANA


Nota do Blog: Como descendente da raça negra, não poderia deixar de manifestar o meu mais veemente repúdio contra umas das mais repugnantes passagens da história da humanidade, suportada sempre com a participação efetiva e dissimulada da Igreja Católica. 
Inquisição, pedofilia, o que mais falta?



África revela detalhes
da época da escravidão


Continente viveu anos de tráfico de negros com países como Brasil e EUA e cartas mostram que o Vaticano apoiou abertamente esse sistema

Veja o vídeo:

..Na semana que o Brasil comemorou a libertação dos escravos, a reportagem do Domingo Espetacular fez descobertas surpreendentes. Na África, foram encontrados registros que mexem com a história da escravidão brasileira.

O continente africano é marcado por um triste passado, em que milhões de pessoas foram submetidas a formas degradantes de trabalho e de vida, por causa da cor da pele.

Em Luanda, capital de Angola, há um museu sobre a escravatura, instalado em uma capela no século 18, que foi construída por um militar português. O local servia para evangelização dos escravos. Ao lado, barracões funcionavam como depósitos de seres humanos. Nem as crianças escapavam.

O museu guarda documentos e objetos da época, que mostram o sofrimento dos escravos e a detalhes da vida diária.

Os pesquisadores não têm dúvida: líderes do Vaticano apoiaram abertamente a escravidão. Em uma carta, antes do descobrimento do Brasil, o papa Nicolau 5º deu autorização ao rei de Portugal para subjugar pessoas à escravidão.

Conheça lugares e outros documentos que registraram esta história, responsável até os dias de hoje por grandes problemas na sociedade brasileira e de países africanos.

A África guarda até hoje registros que revelam detalhes da época da escravidão. Documentos mostram a existência de uma rede que sustentava a prática e seus abusos.

Em muros de pedras, os homens eram presos em argolas, onde podiam passar horas, até dias, com as mãos amarradas e sofrendo maus-tratos.

Do litoral africano, saíram milhares de navios negreiros para traficar escravos em países como o Brasil e os Estados Unidos.

BARRIGUINHA: VEJA AS DICAS PARA ACABAR COM ELA!


8 passos para secar a barriga

 

Pode acreditar: dá, sim, para zerar o abdômen até o verão que já está batendo à porta. Não, não vamos falar de dietas milagrosas, mas de truques simples revelados por especialistas em nutrição. Claro que nem por isso você vai deixar de lado os exercícios e a alimentação balanceada -- a dupla que combate a gordura pra valer.

Por CARLA CONTE




1. BOTE OS DENTES PARA TRABALHAR

Mastigar bem faz toda a diferença nesse processo de enxugar a barriga. “Quanto mais você fracionar o alimento, mais fácil fica a digestão, o que evita aquele efeito estufa no abdômen”, garante Marcella Amar, da clínica Essentiale, no Rio de Janeiro. “Se não mastigamos, há uma sobrecarga no estômago e um aporte maior de fluxo sanguíneo, o que distende essa região”, completa a nutricionista e fitoterapeuta Vanderlí Marchiori, de São Paulo.

2. COMA MENOS E MAIS VEZES

Excesso de comida faz volume no estômago. Por isso, diminua o tamanho das refeições principais e faça pequenos lanches entre elas. “Procure também se alimentar sem pressa e em ambiente calmo. Quem come num piscar de olhos tende a engolir mais ar, o que também aumenta a barriga”, afirma a nutróloga ortomolecular Tamara Mazaracki, do Rio de Janeiro.

3. PREFIRA OS ALIMENTOS DE FÁCIL DIGESTÃO

Alguns itens, como as frutas, os grãos integrais e as verduras, passam mais rapidamente pelo intestino e azeitam seu funcionamento. Já os de absorção lenta favorecem a fermentação, responsável pelo aspecto de barriga inchada. “Logo, evite comidas gordurosas, como queijos, carne vermelha, grão-de-bico, repolho, couve-flor e doces”, recomenda a nutricionista Marcella.

4. CAPRICHE NAS FIBRAS, MAS SEM EXAGERO

Elas ajudam o intestino a funcionar, o que elimina aquele aspecto de abdômen estufado. E estão presentes nas frutas, nas hortaliças e nos produtos integrais, como granola, aveia e linhaça. Mas exagerar na dose pode ter o efeito contrário, provocando cólicas e inchaço. “Para facilitar a eliminação do excesso, é importante beber bastante líquido durante o dia”, sugere Vanderli Marchiori.


5. TROQUE OS REFINADOS POR INTEGRAIS

Deixe de lado o pão, o arroz, a farinha e a massa convencional e opte pelas versões integrais. De novo, além de terem mais fibras e ajudarem o intestino a funcionar melhor, esses alimentos baixam o índice glicêmico, o que evita a produção excessiva de insulina, hormônio que estimula o organismo a estocar gordura.

6. MANEIRE NO SALGADO

Evite alimentos muito condimentados e/ou salgados. Excesso de sódio provoca retenção hídrica, responsável pelo aspecto de inchaço no corpo -- inclusive na barriga, claro. "Os condimentos irritam o intestino e aumentam a formação de gases”, explica Tamara Mazaracki. Portanto, olho vivo nos vilões: azeitonas, anchovas, salgadinhos em geral, picles, carne seca, defumados e embutidos (salame, presunto, bacon), queijos salgados e muito temperados (gorgonzola, parmesão, roquefort), catchup e molhos prontos para saladas.

7. BEBA ÁGUA, MUITA ÁGUA

Pelo menos dois litros ao longo do dia, mas não durante as refeições, o que dificulta a digestão e favorece a fermentação – e o aumento do volume abdominal. Os líquidos, como água, chás e sucos, além de ajudarem a regular o intestino, permitem também a eliminação do sal. Quanto mais se bebe, mais diluído fica o sódio e mais facilmente ele vai embora com a urina. Mas bebidas gasosas ficam fora dessa, pois dilatam a barriga. “Alimentos ricos em potássio (caso das frutas e dos legumes) são outros que contribuem nessa tarefa de expulsar o sal que ficou sobrando”, completa Tamara.

8. DÊ UMA CHANCE PARA A GORDURA DO BEM

Já está provado que alguns tipos, como a mono e a poliinsaturada -- em doses moderadas, bem entendido --, agem contra os pneuzinhos, principalmente no abdômen. Além disso, elas são capazes de baixar o índice glicêmico da refeição, o que reduz a produção de insulina -- ela de novo! Por isso, abra espaço no seu cardápio para o azeite de oliva, o abacate e as frutas oleaginosas, como a castanha-do-pará e a amêndoa.

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