quarta-feira, 31 de agosto de 2011

"O OLHO DO DONO É QUE ENGORDA O GADO". VOTE A FAVOR.

Prós e contras à criação de novos Estados e a divisão do Pará 

 

O Deputado Parsifal reafirma o seu apoio à criação do Estado de Carajás. 

É interessante observar que alguns políticos mudam de idéia, ou pelo menos arrefecem ou aumentam o seu entusiasmo conforme estejam na situação ou na oposição. 

Alguns políticos quando estão no governo não querem nem saber da divisão do Pará, e quando na oposição se tornam entusiastas na criação de Carajás e Tapajós. Felizmente o Dep. Parsifal, neste caso, está sendo coerente e mantém a sua posição, apesar da natural oposição do governo paraense à divisão do Estado. 

Como qualquer ação ou obra humana, a divisão do Pará tem seus aspectos positivos e negativos, convém, portanto analisar de forma pragmática a questão e verificar o peso das vantagens e das desvantagens. 

Prós 

Os exemplos de Goiás e Mato Grosso foram muito positivos, tanto para os Estados originais como para os Estados criados. Quem por exemplo conheceu o território goiano que hoje é o Estado do Tocantins, sabe o enorme desenvolvimento da região após a emancipação, não dá nem para comparar, e o mesmo se pode dizer do Estado de Mato Grosso. 

Outra coisa, costumam exagerar os custos da emancipação, se esquecendo que a máquina pública, em se tratando de prédios, materiais, equipamentos e funcionalismo já existe, as despesas serão basicamente quase que somente na capital, para a construção das sedes dos três poderes. 

Outra coisa é claro que a arrecadação do Pará deve diminuir, mas não é tanto quanto se imagina, os gastos serão reduzidos muito mais que a receita, em conseqüência haverá na verdade um efeito positivo nas finanças do Estado do Pará. 

O efeito significativo deve acontecer na política de forma positiva, assim como negativa. 

O efeito positivo é que vai ficar mais fácil conhecer os políticos e suas "fichas", facilitando a cobrança e a fiscalização por parte da sociedade. Outro efeito positivo será o aumento da representatividade e da força política do Norte, no Congresso Nacional. 

Contra 

O efeito negativo se dará na área política com a multiplicação de governos e políticos no poder. Serão mais dois governadores, vices-governadores, Senadores, Dep. Federais, Presidentes de Assembléias etc. 

Levando-se em conta o alto custo que representam os políticos no Brasil a despesa será enorme, e isso só as despesas legais (Vejam o escândalo na ALEPA). Temos que levar em conta ainda, que salvo raras exceções a atual safra de políticos paraenses não é das melhores, portanto com a criação de dois novos estados, existe uma boa chance de que teremos a multiplicação por três de maus políticos exercendo mandatos. 

Resumo 

Administrativa e financeiramente é vantajoso para a população do Pará como um todo a criação do Tapajós e Carajás, o problema na verdade é político, e saber se estas vantagens serão capitalizadas em favor do povo ou dos maus políticos e sua malta é o grande desafio. 

Tucuruí por exemplo é um município pequeno e com uma grande arrecadação, a quinta do Estado... E do que nos vale isso? 

A vantagem de ter uma grande arrecadação e a redução do território, não trás necessariamente (Graças aos maus e incompetentes governos e políticos) maiores benefícios aos municípios e a sociedade com um todo. O mesmo pode acontecer aos novos Estados após a divisão. 

Do que adianta ter o melhor e mais moderno avião do mundo, e entregar a um piloto inepto e irresponsável? Um Estado ou um município não é muito diferente.

Este é o verdadeiro desafio para a criação dos novos Estados, e para a divisão do Pará.


Equipe Folha.

HIDRELÉTRICAS E ÍNDIOS: MINIMIZANDO IMPACTOS

ESBR doa equipamentos à Funai para proteção de índios isolados

Data : 25/8/2011
 

Os equipamentos doados incluem desde binóculos especiais para visão noturna até  veículos como motos e caminhonetes

O presidente da Energia Sustentável do Brasil (ESBR) Victor Paranhos e o presidente da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) Márcio Meira, assinaram em Brasília nesta terça-feira (23) um termo de doação em que a ESBR entrega à FUNAI dezenas de equipamentos para proteção de índios isolados. A doação, no valor de R$ 409.500,00, inclui desde binóculos para visão noturna até veículos como motos e caminhonetes, embarcações, receptores GPS, lanternas, mochilas cargueiras e coletes salva-vidas, entre outros equipamentos. O termo de doação faz parte dos compromissos sociais e ambientais assumidos pela ESBR quando recebeu a licença para construção da Usina Hidrelétrica Jirau, no rio Madeira (Porto Velho – RO).
 
“Este é um momento importante para a FUNAI porque evidencia que a empresa está cumprindo com as obrigações sociais e ambientais, atendendo todas as exigências do licenciamento ambiental” afirmou Márcio Meira, presidente da Fundação Nacional do Índio, durante a cerimônia de assinatura do termo de doação.  Segundo Meira, esta ação faz parte do Programa de Apoio às Comunidades Indígenas, desenvolvido pela empresa. E lembrou ainda que o Brasil vive um novo momento, em que empreendimentos e grandes obras de infraestrutura ocorrem acompanhados de um intenso programa de  obrigações por parte das empresas, como as compensações sociais e ambientais.
 
O diretor de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Energia Sustentável do Brasil, Antonio Jorge, que também participou da cerimônia, ressalta a importância do trabalho que a Fundação vem desenvolvendo. "A intenção da Energia Sustentável foi equipar a FUNAI para que ela continue atuando na identificação e proteção dos povos indígenas". E destacou que esse processo tem sido acompanhado de um intenso diálogo e participação das comunidades indígenas.
 
Para Aloysio Antonio Castelo Guapindaia, da diretoria de Promoção ao Desenvolvimento Sustentável da FUNAI, os equipamentos doados são importantes para o trabalho das equipes etno-ambientais da região Amazônica.

As Frentes de Proteção Etno-Ambiental da FUNAI são responsáveis pelo trabalho de vigilância e proteção aos índios isolados e às terras que habitam. De acordo com o Coordenador-Geral de Índios Isolados (CGII), Elias Biggio, as Frentes não fazem contato com os grupos, o que requer da FUNAI ações intensivas para conter as invasões, permitindo assim a total autonomia dos povos indígenas isolados. Um diagnóstico elaborado pela CGII em 2006 resultou na identificação da existência de 68 referências de grupos de índios isolados nos estados da Amazônia Legal (Acre, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Roraima), com exceção de uma referência que está localizada no estado de Goiás. Atualmente, existem seis Frentes de Proteção Etno-Ambiental na Amazônia Legal, situadas no Acre, Amazonas, Mato Grosso, Pará e Rondônia, regiões onde existe o maior número de referências sobre índios sem contato. Essas Frentes são responsáveis por realizar ações de localização, proteção, vigilância e fiscalização, em uma área de aproximadamente quinze milhões de hectares.

Autor : Assessoria   Fonte : Assessoria
 

BOICOTE DE EMPRESAS COMO COMBATE Á CORRUPÇÃO E ENRIQUECIMENTO ILÍCITO

NOTA DO BLOG: Boicotar estas empresas, não adquirindo ou divulgando seus produtos, talvez seja uma das formas mais inteligentes de se evitar o enriquecimento ilícito, a injustiça social e a corrupção no país, atitude há muito em prática nos países da Europa.

Domingos Dutra (PT-MA) diz que há integrantes dos três Poderes envolvidos com trabalho escravo.

 

Publicado em agosto 31, 2011 por HC

Segundo o deputado, essa é uma das razões pelas quais a PEC sobre o assunto está “empacada” na Câmara desde 2004.

Brizza Cavalcante

Bate papo sobre trabalho escravo - dep. Domingos Dutra (pres da frente parlamentar mista pela erradicação do trabalho escravo)

O presidente da Frente Parlamentar Mista pela Erradicação do Trabalho Escravo, deputado Domingos Dutra (PT-MA), disse nesta terça-feira, durante chat promovido pela Agência Câmara de Notícias, que “há, com certeza, parlamentares federais, estaduais e municipais, integrantes do Poder Executivo das três esferas e até membros do Judiciário envolvidos com o trabalho escravo”.

Segundo ele, esse é um dos motivos pelos quais ainda não foi aprovada a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 438/01, que determina o confisco de terras onde for constatada exploração de trabalhadores em condições análogas à de escravidão.

Questionado se o envolvimento de parlamentares não justificaria a cassação, ele afirmou que sim. “Porém, até o momento, nenhum partido e nenhuma entidade da sociedade civil provocou a Câmara e o Senado a respeito da quebra de decoro, o que é lamentável, já que pessoas físicas e parlamentares individualmente não podem requerer a cassação de colegas”, afirmou.

Boicote

Dutra classificou de absurdo o caso das lojas Zara, que recentemente foram denunciadas por trabalho escravo. “Essas empresas aumentam seus lucros por meio da forma mais degradante de exploração humana, que é o trabalho escravo. Ainda bem que ela foi flagrada pelo Estado, sendo punida pecuniariamente, porém a melhor punição deve ser da sociedade, rejeitando os seus produtos”, disse.

O internauta Mineiro citou outras empresas acusadas de utilizar trabalho escravo, como Ecko, Tyrol e Cobra D´Água, e questionou o deputado sobre qual a melhor punição nesses casos.

O deputado citou também as Casas Pernambucanas e disse que a punição mais efetiva “deverá ser a perda da propriedade e dos bens nelas encontrados, conforme estabelece a PEC 438/01. Por isso, até o momento a proposta está enganchada e não é votada no Plenário da Câmara”.

A PEC já foi aprovada pelo Senado e pela Câmara, em primeiro turno, mas aguarda a segunda votação em segundo turno na Câmara desde agosto de 2004.

Dilma

Perguntado sobre o que a frente parlamentar poderia fazer pela aprovação da PEC, Dutra disse que está solicitando audiência à presidente Dilma Rousseff, para pedir que ela oriente a sua base na Câmara a votar a proposta. “Já conversamos com o presidente Marco Maia, e ele garantiu que neste ano pautará a PEC. Estamos mobilizando a sociedade civil para pressionar a Câmara e o governo e vou sugerir à executiva da frente que, se a PEC não entrar na pauta, façamos greve de fome”, acrescentou.

O internauta Rodrigo questionou o deputado sobre a razão pela qual os governos do PT (Lula e Dilma) não aprovaram essa proposta há muito mais tempo.

Em resposta, Dutra disse que, “no Governo Lula, a PEC foi aprovada no Senado e teve a primeira votação na Câmara, empacando na segunda votação. As causas são muitas, mas a principal é a composição conservadora do Congresso”.

O deputado observou que o presidente da República pode muito, mas não pode tudo, em razão da autonomia dos Poderes. “A situação estaria melhor se o eleitor, ao votar em um presidente progressista, escolhesse também um Congresso progressista. Infelizmente, a maioria do Congresso ainda é atrasada e acaba impedindo avanços legislativos e chantageando o Poder Executivo. Dilma está começando, enfrentando dificuldades, como o combate à corrupção. Acho que ela é forte e que vai nos ajudar a aprovar a PEC”, disse.

A internauta Sarah ainda perguntou sobre as ações do Governo Dilma contra o trabalho escravo. Dutra citou o programa Brasil sem Miséria; a fiscalização das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), para evitar abusos; e as ações do Ministério do Trabalho, com os grupos móveis de fiscalização. “Porém, a presidente precisa abraçar, se apaixonar pela PEC 438”, disse.

Agronegócio

O internauta José Tomaz questionou o deputado sobre a postura da presidente da Confederação da Agricultura e da Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu (DEM-TO), “que insiste em negar a existência da escravidão contemporânea”.

Dutra afirmou que “a senadora é dinossaura e continua com a mentalidade dos portugueses que importaram negros da África para serem escravos em suas fazendas”, além de ser “cega pelo agronegócio e pelos lucros”.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Wilson Silveira
Edição – Regina Céli Assumpção
Matéria da Agência Câmara de Notícias, publicada pelo EcoDebate, 31/08/2011
 

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

GUERRA VIRTUAL: NOVA ESTRATEGIA DE LUTA CONTRA BELO MONTE

Ativistas miram bancos em protesto virtual contra Belo Monte 






São Paulo - Um "ato mundial em 140 caracteres" promovido nesta quinta-feira (25) critica as obras da usina de Belo Monte. Ativistas e movimentos sociais fazem, no decorrer do dia, um tuitaço para divulgar os impactos ambientais e sociais da obra, O alvo principal do protesto virtual é o sistema bancário, o qual, segundo os ativistas, é o maior financiador da obra, principalmente o Banco Nacional Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

As hashtags – expressões que demarcam temas em manifestações em redes sociais como Twitter e Facebook – sugeridas são #PareBeloMonte e #BeloMonteNao.

O banco estatal, que prevê financiar 80% dos R$ 30 bilhões previstos para a obra, tem sido cobrado a aplicar contrapartidas sociais, ambientais e jurídicas na análise de pedido de empréstimos. Segundo os organizadores do protesto virtual, se aplicados esse critérios, o banco tornaria a usina inelegível para o recebimento de recursos.

É por se tratar de um banco estatal que “Belo Monte: com meu dinheiro não!” é um dos lemas. Além do BNDES, outros bancos, privados e públicos, também estão na mira, assim como empreiteiras, empresas e órgãos do governo envolvidos com a hidrelétrica.

Ao divulgar a iniciativa, foram sugeridos como "alvos" do poder público a Eletrobras, a presidenta Dilma Rousseff, o Blogue do Planalto, a Empresa de Pesquisas Energéticas (EPE) e o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Entre empresas, a Vale Carreiras e a Camargo Correia são citadas. Os bancos criticados são Itaú, Banco do BRasil, Bradesco e Santander.

No último sábado (20), ativistas em pelo menos 30 cidades do mundo, promoveram atos contra a construção da hidrelétrica no rio Xingu. Planejada desde o fim da década de 1970, o projeto alcançou licença ambiental e o governo brasileiro realizou licitação para a obra. Desde a gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e na administração da atual presidenta Dilma Rousseff, a hidrelétrica é considerada fundamental para dar conta da demanda de energia elétrica crescente no país, porém, criticada por vários segmentos da sociedade.

ALTAMIRA E A SITUAÇÃO ATUAL EM TEMPOS DE BELO MONTE

Primeiros efeitos da construção da usina de Belo Monte já são notados nas ruas de Altamira

Publicado em agosto 26, 2011 por HC


O tráfego de veículos é infernal e os preços dos alimentos sobem sem parar.

A grande polêmica ambiental que fustiga a Amazônia brasileira responde pelo nome de Belo Monte. Depois de mais de 35 anos de vaivéns e discussões sobre a viabilidade e o impacto socioambiental do projeto, em junho passado começaram as obras para construir no leito do rio Xingu a terceira maior hidrelétrica do mundo, depois da chinesa Três Gargantas e a de Itaipu (outra megarrepresa levantada nos anos 1970 por Brasil e Paraguai, no rio Paraná). Reportagem de Francho Barón, El País.

A obra, que se realiza no estado do Pará, no coração da Amazônia, tem uma envergadura comparável à do Canal de Panamá e afeta várias etnias indígenas e algumas localidades que vivem em uma aprazível precariedade desde sua fundação há mais de um século. Enquanto o governo brasileiro e o consórcio responsável pela construção e exploração da hidrelétrica, a Norte Energia, afirmam que Belo Monte contribuirá para sanar as deficiências energéticas do Brasil e levará o desenvolvimento econômico a uma região deprimida, grupos ambientalistas e setores indigenistas, incitados por uma recente condenação do projeto pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos, não descansam em seu propósito de paralisar as obras.

Altamira é a localidade onde se concentra o grosso das organizações que se opõem à construção de Belo Monte. Com a chegada dos primeiros contingentes de maquinário pesado, o município se transformou em um formigueiro de ativistas que, sob o guarda-chuva da plataforma Xingu Vivo, se esforçam diariamente para conseguir a paralisação do projeto. Os primeiros efeitos da obra, que foi iniciada no final de junho passado, já são percebidos nas ruas de Altamira: o tráfego de veículos é infernal, encontrar um quarto disponível na precária oferta hoteleira da cidade se transformou em missão impossível e os preços dos alimentos subiram vertiginosamente. Não param de chegar profissionais de todo tipo e esperam-se ondas de trabalhadores atraídos pelas possibilidades de emprego. Calcula-se que a população de Altamira, que beira os 100 mil habitantes, será duplicada no momento crucial da obra.

Diante do desembarque progressivo de uma população flutuante de médio e alto poder aquisitivo (profissionais de alta qualificação, administradores, gestores ou executivos), em Altamira não param de brotar novos negócios, alguns deles inusitados na região, como o primeiro prostíbulo que oferece um nutrido plantel de senhoritas em uma das estradas de acesso à cidade. “Nosso público é gente de certo nível econômico. Aqui não entram peões cheirando a cachaça”, explica um empregado do local.

Por enquanto, a única coisa perceptível é uma discreta eclosão demográfica e um crescimento desordenado da economia local, embora tanto o Executivo de Brasília como a Norte Energia anunciem melhoras extraordinárias em infraestruturas, saneamento, educação, saúde pública e, em geral, na qualidade de vida de Altamira e arredores. “Todo mundo imagina a Amazônia como um paraíso natural, mas como se pode constatar em Altamira a realidade é muito diferente”, afirma João Pimentel, diretor de relações institucionais da Norte Energia. “Esta cidade tem uma infinidade de problemas e nosso objetivo é criar empregos para a população local e trazer melhoras em todos os sentidos”, acrescenta o diretor.

Um dos territórios indígenas que sofrerão o impacto de Belo Monte é ocupado pela etnia juruna. No povoado indígena de Boa Vista, no km 17 de uma das estradas de acesso a Altamira, algumas moradias de madeiras se espalham ao redor da maloca, a casa comunitária. A atmosfera no povoado é decadente e boa parte das pessoas que conversam pausadamente à sombra de uma árvore não mostram traços indígenas. De repente chega um veículo empoeirado carregado de utensílios de cozinha, e os moradores se agrupam para comprar frigideiras. Embora não sejam numerosos nessa comunidade, os jurunas se opõem frontalmente à construção de Belo Monte, porque segundo eles seu território seria alagado e não teriam alternativa senão buscar outro lugar para viver. A líder da aldeia, Sheyla Jakarepi Juruna, declara: “Houve constantes violações de nossos direitos, como o de sermos consultados diante de um projeto desta magnitude. Até hoje não foram escutadas as objeções dos indígenas”.

À opinião de Sheyla somam-se as de outros conhecidos líderes indígenas amazônicos, como o popular e midiático cacique Raoni, dos kaiapó, que desde o ano passado vem prevendo um banho de sangue se as obras de Belo Monte continuarem seu curso. Segundo o chefe ancião, as tribos arara, araweté, xikrin, asurini, parakanã e juruna que povoam a região estão preparadas para ir à guerra em qualquer momento, em defesa de seus territórios. A Norte Energia, entretanto, reduz a importância da oposição indígena e calcula em 2.200 o número de índios que vivem na área afetada pelas obras. “Podemos garantir que não haverá impacto negativo nestas populações. Não inundaremos nenhuma área indígena nem haverá deslocamentos dessas comunidades. Pelo contrário, essas pessoas se beneficiarão de nossos programas de melhoras, como o combate à malária, no qual investimos 36 milhões de reais (mais de 15 milhões de euros) para os próximos seis anos. O demais são falácias e mentiras”, acrescenta Pimentel.

Segundo o executivo da Norte Energia, os meios de comunicação, principalmente os internacionais, vêm desinformando sistematicamente sobre tudo o que se relaciona à hidrelétrica de Belo Monte. “A imprensa internacional se posiciona contra porque se trata de um projeto 100% brasileiro e não precisaremos importar equipamentos nem tecnologia de outros países. Isso deve incomodar fora do Brasil”, opina.

A Norte Energia admite que a construção da hidrelétrica complicará a situação em vários bairros de Altamira que hoje ficam inundados durante os períodos de chuvas e cheias do rio Xingu. Em alguns casos trata-se de conglomerados de palafitas e barracos onde milhares de pessoas vivem amontoadas em condições insalubres. As ONGs que se opõem à construção da represa afirmam que essas famílias terão de abandonar suas casas e ocupar terras em outras áreas, incluindo os territórios indígenas, aumentando a voltagem de um conflito agrário que fustiga a Amazônia paraense há décadas. A Norte Energia replica que dentro do pacote de compensações a população local se inclui o realojamento de mais de 5 mil famílias que hoje vivem em zonas de inundação. “Vamos lhes dar uma moradia digna”, garante Pimentel.

Outro grande questionamento ao projeto se refere a um trecho de cerca de 100 quilômetros do rio Xingu, a chamada Volta Grande, que segundo alguns estudos de impacto na bacia hídrica sofrerá uma queda brutal de sua vazão durante os meses de seca, no verão. A consequência mais imediata seria que esse trecho ficaria impraticável para a pesca e a navegação, atividades básicas no modelo de subsistência das comunidades indígenas presentes na área.

A terceira grande objeção à construção da hidrelétrica tem a ver com a viabilidade econômica do negócio. A Norte Energia afirma que Belo Monte vai gerar em média 4.570 MW de energia firme, com picos de mais de 11 mil MW. As organizações contrárias afirmam que esses números, combinados com o alto custo da obra, transformam Belo Monte em um projeto inviável e sem sentido. Segundo Renata Pinheiro, do movimento Xingu Vivo, “esta hidrelétrica está avaliada em R$ 30 bilhões, que vão sair do bolso do contribuinte. Belo Monte só vai funcionar a 39% de sua capacidade. Isto se deve às características do rio Xingu, onde existe uma variação enorme de volume de água entre o verão e o inverno, aproximadamente 30 vezes menos. No verão as turbinas ficariam praticamente paradas”.

Por esse motivo, várias análises técnicas concordam que esta hidrelétrica, para ser realmente rentável, deverá contar com o apoio de represas semelhantes em outros pontos do rio Xingu. Conclusão: o grande temor dos ambientalistas é que Belo Monte seja apenas a ponta do iceberg, a primeira de uma série de obras que modificariam irreversivelmente o curso e os equilíbrios internos de um dos maiores afluentes do rio Amazonas. Por enquanto, essa alteração do leito do Xingu inundará uma área de mais de 500 hectares e impactará direta ou indiretamente um território de 5 mil quilômetros quadrados.

Com o início das obras, Altamira enfrenta o caos interno. Os promotores lidam com a previsão de que progressivamente chegarão à região cerca de 100 mil pessoas que vão exigir serviços e infraestrutura básica para viver. Hoje a cidade não conta nem com uma rede de esgoto. A capacidade hospitalar está à beira do colapso e o pequeno aeroporto não suportará em breve o aumento do tráfego aéreo que já se faz notar. A Norte Energia deverá solucionar todas essas deficiências com o cumprimento de 40 condições, aceitas pelo governo brasileiro e pelo próprio consórcio, que se traduzem em obras de infraestrutura e melhoras para o município em várias questões chaves. Segundo os adversários de Belo Monte, as obras já começaram e Altamira ainda não recebeu nenhuma contrapartida. Por enquanto tudo são promessas.

“As 40 condições estão relacionadas à preparação da região do ponto de vista sanitário, educacional, de segurança, da proteção de áreas reservadas. Se não forem cumpridas e os investimentos continuarem aumentando nesta região, o crescimento ocorrerá de maneira desordenada. O resultado será o aumento das tensões sociais. Já estamos vendo isso nas pessoas que vivem em áreas que serão inundadas e que estão se assentando em terrenos públicos e privados. Também nos conflitos relacionados à madeira e o aumento dos preços de muitos produtos”, denuncia Marcelo Salazar, coordenador do Instituto Socioambiental em Altamira.

“Altamira tem necessidades básicas não atendidas. Por exemplo, há um alto desemprego e não há saúde nem esgotos. As condições que devemos cumprir têm um cronograma de execução e algumas delas não serão realidade até que a hidrelétrica comece suas operações. Há duas fases cruciais: uma em 2015 e a última em 2019. Neste segundo momento teremos cumprido 100% de nossos compromissos. Ninguém pode pretender que haja uma rede de esgoto em dois dias. Em alguns casos são obras de envergadura, que levam seu tempo”, retruca João Pimentel.

Segundo o consórcio, cerca de 20 mil pessoas vão trabalhar no levantamento da barragem durante o período de máxima atividade da obra. Consequentemente, ambas as partes no conflito concordam que a população atual de Altamira será duplicada. Mas quando acabar a obra e cair em pique a demanda de trabalhadores, o que acontecerá com essas 100 mil pessoas que vierem para trabalhar em Belo Monte? “Teremos uma quantidade enorme de desempregados que aumentarão as ocupações ilegais de terras indígenas ou de áreas protegidas, isto agravará o conflito agrário nessa região e sem dúvida alguma os níveis de desflorestamento”, prevê Renata Pinheiro.

“Paralelamente a Belo Monte haverá outras grandes obras no Brasil que também precisarão de mão-de-obra. A previsão é que quando terminarem os trabalhos aqui haja uma migração de trabalhadores para outros lugares”, rebate Pimentel.

Em Altamira existe uma resistência nada desprezível à obra, sempre minimizada pela Norte Energia. Boa parte da população que apoia a construção da barragem o faz com base em considerações econômicas pessoais ou conjunturais, relegando a um segundo plano a análise socioambiental do projeto. É o caso de Zé Carlos, recepcionista de um hotel em Altamira, que afirma que Belo Monte “fez que tenhamos lista de espera todas as semanas”.

Belo Monte custará entre 11,3 e 13 bilhões de euros. O governo de Dilma Rousseff afirma que para continuar sua corrida incontável de desenvolvimento econômico o Brasil precisa acometer esta obra, que marcará um antes e um depois na história da Amazônia.

Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

Reportagem do El País, no UOL Notícias.
EcoDebate, 26/08/2011

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

INFIDELIDADE: VOCÊ CONCORDA COM ESSA OPINIÃO?

Alexandre Borges a jornal: 'Casamento aberto, às vezes, é uma opção'

 

Ator contou que tem maturidade suficiente para 'segurar' uma traição.


Do EGO, no Rio

 
-Divulgação/-Divulgação
Alexandre Borges
Alexandre Borges contou em entrevista ao jornal "O Dia" que perdoaria uma traição. O ator, que é casado há 16 anos com Julia Lemmertz, disse que não se separaria caso a mulher se envolvesse com outra pessoa.

"Sexo sem amor é possível, real, e está valendo para o homem e para a mulher. Se a Júlia me dissesse que se envolveu com alguém só por sexo, não me separaria. Não existe mais mulher que fica em casa esperando o homem enquanto cozinha. Eu seguraria uma traição. Tenho maturidade suficiente para isso. E ninguém está livre de encontrar na rua uma ex-namorada que não via há muito tempo. Quem é casado não pode olhar? Se olhar, não pode sentir nada? Casamento aberto, às vezes, é uma opção", afirmou.

MEIO AMBIENTE: CAOS FUNDIÁRIO NA REGIÃO DE BELO MONTE

FORT Xingu apresenta projeto para resolver caos fundiário na região de Belo Monte

 

Nota do blog: A omissão do órgão fundiário ( INCRA), na maioria das situações, é que tem propiciado o aumento do caos fundiário na região. Coberta por áreas federais ( Resex e terras indígenas ), a atuação deste órgão como ordenador da questão fundiária se faz fundamental para solução dos problemas.

 

Interesses políticos particulares não podem se sobrepor à políticas públicas fundiárias, como vem acontecendo há alguns anos na região de Altamira. O Estado precisa se fazer presente e ser reconhecido pela sociedade como o responsável único pela definição da política fundiária na região.

Um dos maiores obstáculos ao desenvolvimento sustentável da região que vai receber a usina hidrelétrica de Belo Monte é a falta de ordenamento fundiário, que facilita a grilagem de terras e favorece o desmatamento ilegal e a violência no campo. Para resolver este problema, o Fórum Regional de Desenvolvimento Econômico e Socioambiental da Transamazônica e Xingu (FORT Xingu) elaborou um projeto de regularização fundiária e ambiental, que será apresentado ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e ao Comitê Gestor do Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável do Xingu (PDRSX).

O projeto foi concebido com assessoramento técnico de organizações parceiras, especialmente de profissionais da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC) e da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (EMATER). O principal objetivo é promover o ordenamento fundiário, propiciando a regularização ambiental das propriedades rurais da região, bem como permitir que as atividades produtivas possam se desenvolver de forma sustentável, garantindo aos produtores incentivos como o acesso ao crédito nas instituições financeiras.

O território da Transamazônica e Xingu tem uma estrutura produtiva alicerçada principalmente em estabelecimentos rurais de micro e pequeno porte, com predominância dos módulos de exploração familiar de até 300 hectares. Esses estabelecimentos agrícolas apresentam-se com baixa capacidade de investimento, tanto dos proprietários pessoa física, como das empresas rurais legalmente constituídas, apresentando também baixo nível tecnológico na exploração das atividades agropecuárias. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são de mais de 23 mil propriedades rurais sem documentação em toda a região.

A grande maioria destas propriedades está ocupada há décadas por famílias atraídas para a região pelo governo federal na década de 70, durante a abertura da Transamazônica. Mas o projeto de integração regional ficou pela metade e o Estado se ausentou da região durante quase 30 anos, deixando de concluir a titulação das áreas e de acompanhar o processo de ocupação. O resultado é um verdadeiro caos fundiário e produtores que há anos atuam na atividade agropecuária, mas não conseguem o documento da terra.

Um cenário que reflete a importância do ordenamento fundiário na região é o do setor florestal. Somente em Altamira existem mais de 20 indústrias madeireiras paradas por falta de matéria-prima de origem legal. Isso acontece porque como as propriedades rurais não estão legalizadas, não se pode fazer planos de manejo florestais sustentáveis nas reservas legais destas áreas, impedindo o setor de trabalhar e fechando mais de 15 mil postos de trabalho em toda a região. Para se ter idéia do que isso significa, a construção de Belo Monte deve empregar, diretamente, pouco mais do que isso.

O projeto do FORT Xingu prevê um esforço efetivo das três esferas governamentais para tirar a regularização fundiária do papel. Para o fórum, não adianta apenas injetar recursos em programas já existentes, como o Terra Legal, que surgiu como uma esperança, mas acabou frustrando a todos na região, pois obteve poucos avanços. O FORT Xingu defende uma integração entra o MDA, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), a sociedade civil, o governo federal, o estadual e os municipais em uma grande força-tarefa para solucionar de vez o problema. 

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

OMISSÃO DE ORGÃOS AMBIENTAIS ESTIMULA DESMATAMENTO.

Imazon estima taxa de desmatamento de Belo Monte

 
 Durante a avaliação do licenciamento da hidrelétrica (UHE) de Belo Monte no Pará, o Ibama solicitou uma análise do risco de desmatamento indireto desta obra; ou seja, o desmatamento além da área que seria alagada ou usada para as construções. O desmatamento indireto seria causado principalmente pela imigração (que poderia atingir até 96 mil pessoas) e pelo estímulo ao aumento de atividades econômicas locais. Especificamente, o Ibama solicitou a estimativa das áreas sob risco de desmatamentos e sugestões para reduzir o risco.

O Imazon estimou a taxa provável de desmatamento até 2031 considerando cenários com e sem a construção da UHE e diferentes tendências de desmatamento. Combinando a tendência do desmatamento mais baixa do período 2006-2009 com as projeções de população com o projeto, foi projetado que seriam desmatados em torno de 800 km2 adicionais em 20 anos. Já considerando a tendência do desmatamento mais elevada do período 2000-2005, projetou-se que seriam desmatados de 4.408 km2 a 5.316 km2 adicionais, dependendo do nível de imigração.

Para mitigar o risco de desmatamento, considerou-se a criação e implantação de Áreas Protegidas propostas (14.608 km2), o reforço da fiscalização e do licenciamento ambiental de imóveis rurais. O estudo levou em consideração a criação de áreas propostas pelo Projeto Básico Ambiental (PBA) (1.023 km2), e pelo próprio estudo (241km2), e também a criação das Florestas Nacionais propostas pelo Sistema Florestal Brasileiro.

Num cenário de alta taxa de desmatamento, a criação das áreas propostas evitaria 4.187 km2 de desmatamento ou 79% da área sob risco indireto do projeto. Considerando uma baixa taxa de desmatamento, seriam evitados 3.184 km2. Portanto, o desmatamento evitado neste cenário equivaleria a 3,6 vezes a área de risco adicional do projeto.

O potencial de mitigação das Áreas Protegidas só seria efetivo se não ocorresse deslocamento do desmatamento evitado nessas áreas para os imóveis privados. Assim, seria necessário aumentar a eficácia da fiscalização ambiental das áreas privadas. Para isso seria necessário aumentar a cobrança das multas já aplicadas além de manter o embargo econômico de áreas desmatadas ilegalmente.

A terceira opção para mitigação seria apoiar o licenciamento ambiental dos imóveis rurais. Até fevereiro de 2011, cerca de três quartos dos imóveis rurais da região em torno de Altamira estavam fora do Cadastro Ambiental Rural (CAR) o que dificulta a punição de quem desmata ilegalmente. O empreendedor poderia apoiar as Secretarias Municipais e Estadual de Meio Ambiente no esforço para o cadastramento dos imóveis. (As informações são do Imazon)
 

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

AMBIENTALISTAS E NOSTRADAMUS: "PREVISÕES"

MPF/PA pede paralisação das obras de Belo Monte para evitar remoção de índios

Publicado em agosto 18, 2011 por HC


É o primeiro processo no Judiciário brasileiro que aborda o direito da natureza, irreversivelmente afetada pelas barragens na Volta Grande do Xingu.

O Ministério Público Federal no Pará (MPF/PA) iniciou ontem, 17 de agosto, um processo judicial pedindo a paralisação das obras da hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu. Na ação, os procuradores da República apontam a inevitável remoção de povos indígenas – o que é vedado pela Constituição – e discutem, pela primeira vez no Judiciário brasileiro, o direito da natureza.

“Belo Monte encerra vários confrontos: entre a geração de energia hidrelétrica e os direitos indígenas; entre o interesse de empreiteiras e o direito da natureza; entre o direito ao crescimento econômico e os princípios do direito ambiental”, dizem na ação os procuradores da República Felício Pontes Jr, Ubiratan Cazetta, Bruno Valente, Daniel Avelino, Bruno Gütschow e Cláudio Terre do Amaral.

Se posicionando nesse confronto, os procuradores que acompanham o empreendimento apresentam como argumento à Justiça, pela primeira vez, o direito da natureza, violado por Belo Monte. A usina, de acordo com todos os documentos técnicos produzidos, seja pelo Ibama, pelas empreiteiras responsáveis pelos estudos, seja pela Funai, o MPF ou os cientistas que se debruçaram sobre o projeto, vai causar a morte de parte considerável da biodiversidade na região da Volta Grande do Xingu – trecho de 100km do rio que terá a vazão drasticamente reduzida para alimentar as turbinas da hidrelétrica.

Esse trecho do Xingu é considerado, por decreto do Ministério do Meio Ambiente (Portaria MMA n° 9/2007), como de importância biológica extremamente alta, pela presença de populações animais que só existem nessa área, essenciais para a segurança alimentar e para a economia dos povos da região. A vazão reduzida vai provocar diminuição de lençóis freáticos, extinção de espécies de peixes, aves e quelônios, a provável destruição da floresta aluvial e a explosão do número de insetos vetores de doenças.

“Quando os primeiros abolicionistas brasileiros proclamaram os escravos como sujeitos de direitos foram ridicularizados. No mesmo sentido foram os defensores do sufrágio universal, já no século XX. Em ambos os casos, a sociedade obteve incalculáveis ganhos. Neste século, a humanidade caminha para o reconhecimento da natureza como sujeito de direitos. A visão antropocêntrica utilitária está superada. Significa que os humanos não podem mais submeter a natureza à exploração ilimitada”, diz a ação judicial.

Para o MPF, Belo Monte representa a violação não só dos direitos dos índios, ribeirinhos e agricultores que hoje vivem no Xingu, mas viola o direito da natureza e o direito das gerações futuras ao desenvolvimento sustentável. “Belo Monte expõe o confronto entre o desenvolvimento a qualquer custo e os princípios do direito ambiental. A solução deve ser sempre em favor do último, diante do bem maior a ser preservado, que é a vida em sentido holístico. Belo Monte compromete, de maneira irreversível, a possibilidade das gerações presentes e futuras de atenderem suas próprias necessidades”, diz o MPF.

Apesar de ser um debate novo no judiciário brasileiro, o direito da natureza e das gerações futuras é objeto de pelo menos 14 convenções e tratados internacionais, todos promulgados pelo Brasil, além de estar presente na Constituição Federal. Os procuradores lembram, na ação, o compromisso com o futuro da Confederação Indígena do Iroquois, na área dos Grandes Lagos na América do Norte, que inspiraram a Constituição dos Estados Unidos. Quatro séculos atrás, as seis etnias indígenas que compunham a Confederação já afirmavam: “Em cada deliberação, devemos considerar o impacto de nossas decisões para as próximas sete gerações”.

Remoção – A ação foi oferecida na Justiça Federal de Belém e se baseia nas constatações do estudo de impacto ambiental e dos estudos antropológicos da Funai para afirmar que, por causa dos graves impactos ambientais, haverá forçosamente a remoção das populações indígenas que vivem na Volta Grande do Xingu.

Todos os documentos que embasam o licenciamento ambiental apontam para a mesma conclusão: haverá mudança drástica na cadeia alimentar e econômica das populações indígenas e a remoção se tornará inevitável. Os dois povos diretamente afetados são os Juruna da Terra Indígena Paquiçamba, na margem direita da Volta Grande e os Arara, da Terra Indígena Arara da Volta Grande, na margem esquerda.

Os povos indígenas Juruna e Arara tiveram os primeiros contatos traumáticos com não-índios na região da foz do Xingu, nos séculos XVII e XVIII. Estupros, doenças e assassinatos obrigaram as duas etnias a fugirem rio acima até a Volta Grande, onde conseguiram se estabelecer como coletores, pescadores e caçadores, exímios conhecedores do rio e da floresta. Com a implantação de Belo Monte, serão obrigados novamente a abandonar suas casas.

A própria Funai enumera os impactos de Belo Monte sobre as duas Terras Indígenas: aumento da pressão fundiária e desmatamento no entorno, meios de navegação e transporte afetados, recursos hídricos afetados, atividades econômicas – pesca, caça e coleta afetadas, estímulo à migração indígena (da terra indígena para núcleos urbanos), aumento da vulnerabilidade da organização social, aumento das doenças infectocontagiosas e zoonoses.

Para o MPF, está claro que a destruição dos ecossistemas da Volta Grande e as pressões causadas pelo fluxo migratório vão inviabilizar a permanência dos índios em suas terras, o que é expressamente vedado pela Constituição brasileira no artigo 231: “É vedada a remoção dos grupos indígenas de suas terras, salvo, ad referendum do Congresso Nacional, em caso de catástrofe ou epidemia que ponha em risco sua população, ou no interesse da soberania do País, após deliberação do Congresso Nacional, garantido, em qualquer hipótese, o retorno imediato logo que cesse o risco”.

Como não está configurado interesse da soberania nacional nesse empreendimento, o MPF pede a paralisação das obras e a suspensão do projeto. Caso esse pedido não seja concedido, como reparação, os procuradores pedem que a Norte Energia seja obrigada a indenizar os povos indígenas Arara e Juruna e os ribeirinhos da Volta Grande do Xingu, pelos impactos e perda da biodiversidade, em valor que ainda deverá ser apurado.

O processo tramita na 9ª Vara da Justiça Federal em Belém, com o número 0028944-98.2011.4.01.3900.
Veja a íntegra da ação aqui.

Fonte: Ministério Público Federal no Pará
EcoDebate, 18/08/2011

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO: AMBIENTE EM GUERRA.

Governo muda limite de três parques nacionais na Amazônia para abrigar hidrelétricas


Medida Provisória altera demarcação de três parques nacionais na Amazônia e libera exploração mineral no entorno de dois deles; com a mudança, empreiteiras poderão instalar canteiros de obras das usinas de Tabajara, Santo Antônio e Jirau.

Três parques nacionais na Amazônia – do tipo de unidade de conservação (UC) mais protegido no País – tiveram seus limites alterados para abrigar lagos e canteiros de obras das usinas hidrelétricas de Tabajara, Santo Antônio e Jirau, em Rondônia. Medida provisória editada pela presidente Dilma Rousseff e publicada na edição de ontem do Diário Oficial da União também autoriza a exploração mineral no entorno de dois dos parques. Reportagem de Marta Salomon, em O Estado de S.Paulo.

Foram alterados os limites dos Parques Nacionais da Amazônia, Campos Amazônicos e Mapinguari. Duas outras unidades deverão ter os limites alterados em breve para o licenciamento ambiental de quatro hidrelétricas do complexo do Rio Tapajós, que ficarão entre as maiores das novas usinas da Amazônia, ao lado de Belo Monte, Santo Antônio e Jirau.

Os empreendimentos localizados nas unidades de conservação já alteradas eram defendidos pelo Ministério de Minas e Energia, até mesmo a mineração de ouro na área de 10 quilômetros no entorno do Parque Nacional Mapinguari, o maior dos três parques a ter o limite alterado, com 17,5 mil quilômetros quadrados, o equivalente a mais de 11 vezes a área da cidade de São Paulo.

Outro motivo para a alteração dos limites dos parques foi a regularização fundiária de ocupações de terras públicas até o limite de 1,5 mil hectares, além do conflito com áreas de assentamentos para a reforma agrária na região. A floresta remanescente nessas regiões só poderá ser explorada por meio de planos de manejo previamente autorizados.

O presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Rômulo Mello, diz que a alteração do limite dos parques nacionais não impõe perdas à proteção da floresta. “Essas mudanças refletem bem a perspectiva de negociação que procuramos. Nossa postura não é travar, é negociar. 

Garantimos a conservação e permitimos que os empreendimentos sigam adiante”, afirmou. “Fazemos o jogo do ganha-ganha”, insistiu.

A Hidrelétrica de Tabajara, no município de Machadinho do Oeste, em Rondônia, é uma das obras previstas na segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Sua construção dependia da alteração dos limites do Parque Nacional Campos Amazônicos, criado em 2006. A previsão é que a hidrelétrica produza 350 megawatts (MW).

Lobby. A inclusão da Hidrelétrica de Tabajara no PAC teve forte lobby do presidente interino do PMDB, senador Valdir Raupp (RO). Para o projeto seguir adiante, faltava tirar do caminho da obra as restrições impostas às unidades de conservação. O Parque Nacional Campos Amazônicos perdeu ao todo, por meio da MP, 340 quilômetros quadrados e ganhou outros 1,5 mil quilômetros quadrados.

No caso do Parque Nacional Mapinguari, o ajuste ocorreu por conta da revisão do alcance do canteiro de obras e dos lagos das Hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, no Rio Madeira. A perda de 70 quilômetros quadrados teria sido compensada com um acréscimo feito anteriormente em permuta com o Estado de Rondônia. O Parque Nacional da Amazônia perdeu agora 280 quilômetros quadrados, supostamente compensado, com folga, por acréscimo anterior a pouco mais de 1 mil quilômetros quadrados.

PARA LEMBRAR

O Estado revelou anteontem que as Unidades de Conservação (UCs) se tornaram o mais recente objeto de disputa entre ambientalistas e defensores do agronegócio. Na semana passada, durante audiência pública na Câmara, o deputado Moreira Mendes (PPS-RO), presidente da frente parlamentar da agropecuária, anunciou uma “grande campanha” para impedir que novas UCs sejam criadas sem a prévia autorização do Congresso Nacional. Hoje, a criação é feita por meio de decreto presidencial. Os ruralistas afirmam que a expansão dessas unidades pode comprometer a produção de alimentos no País. 

EcoDebate, 17/08/2011

terça-feira, 16 de agosto de 2011

BELO MONTE: ARGUMENTOS ...


INIMIGOS DA BELO MONTE POR SER PROJETO INTEIRAMENTE NACIONAL



Norte Energia alerta: alternativas para atender à crescente demanda no país são mais caras

A Usina Hidrelétrica (UHE) Belo Monte enfrenta três inimigos, segundo o diretor de Relações Institucionais da Norte Energia, João Pimentel: o desconhecimento de alguns segmentos da população; a ideologia, para ele equivocada, da parcela da opinião pública que se recusa aceitar qualquer intervenção naquela região do país; e a oposição exercida por alguns setores empresariais do exterior, pelo fato de seu projeto ser inteiramente nacional.

Ele também ressaltou que, embora boa parte dos equipamentos que serão instalados no rio Xingu, Estado do Pará ter sido contratada em empresas multinacionais, ela está sendo produzida inteiramente no Brasil. 

Crescente demanda 
Para os que fazem oposição ao projeto, o executivo da Norte Energia argumenta que as alternativas para atender à crescente demanda no país, são mais caras, como as usinas nucleares, ou produzem mais danos ao meio ambiente, como as térmicas movidas a carvão ou a óleo diesel e óleo combustível. 

A troca de uma grande hidrelétrica por pequenas unidades, segundo Pimentel, produz o mesmo dano ambiental, a um custo financeiro mais elevado. As declaração foram feitas durante entrevista coletiva concedida na Feira Internacional de Soluções para Obras & Infra-estrutura (Construction Expo 2011), realizada paralelamente à Feira Internacional de Peças e Serviços de Engenharia (M&T Peças e Serviços), entre os últimos dias 10 e 13 deste mês, em São Paulo, no Centro de Exposições Imigrantes.

Pimentel lembrou que o projeto da UHE Belo Monte - que foi desenvolvido sob a liderança do governo Federal, com a coordenação da Funai e apoio do Ibama - teve a preocupação de assegurar os interesses dos povos indígenas da região e de interferir minimamente no meio ambiente, além de garantir melhores condições de saneamento à população da área de influência da usina.

Apenas na área ambiental, a Norte Energia irá investir R$ 3,2 bilhões, a título de compensação pelo impacto ambiental resultante na construção da hidrelétrica na região. São recursos que serão destinados à saúde, habitação e na realocação das famílias que residem nas áreas que serão alagadas, explicou o executivo.

A primeira turbina de Belo Monte entrará em operação em fevereiro de 2015 e a sua 18ª unidade, em janeiro de 2019, período em que a demanda por energia elétrica terá dobrado no Brasil.

Pesquisas mostram que a demanda por energia irá crescer a um ritmo de 4,5% ao ano e em 2019, chegará a um índice per capita de 3.300 KW/h, muito abaixo da Espanha, por exemplo, que consome 5 mil KW/h, da Alemanha - 7 mil KW/h -, e quase um quarto do consumo per capita nos Estados Unidos, que é de 14 mil KW/h. São números que, segundo o executivo da Norte Energia comprovam a necessidade de uma usina com as dimensões da Belo Monte. 


segunda-feira, 15 de agosto de 2011

MITOS E VERDADES SOBRE O SEXO


MITOS E VERDADES SOBRE O SEXO


1.PÉS, MÃOS, NARIZ GRANDES, PÊNIS IDEM?

Mito. Nenhuma parte do corpo masculino indica a dimensão do pênis. “Os tamanhos da mão, do pé e do pênis são determinados por genes diferentes”, explica Eliano Pellini, chefe do setor de Saúde e Medicina Sexual da Faculdade de Medicina do ABC.

As extremidades do corpo são influenciadas pelo hormônio do crescimento, que pode ser consumido via medicamentos. O tamanho do pênis depende principalmente da quantidade de sangue que ele consegue absorver, predeterminada pela genética. Ou seja: essa história de que existem produtos para aumentar o dito cujo é puro mito.

Mito.  Gosto é algo extremamente subjetivo. ”Uma pessoa pode transar pouco, mas gostar bastante de sexo. E vice-versa”, explica a sexóloga Ana Canosa.

Há a impressão de que eles gostam mais da atividade sexual porque a ala masculina é educada para manifestar desejo sempre que possível como forma de reafirmar a virilidade. Já a mulherada é incentivada a não expressar seus anseios sexuais, muito menos em voz alta. Mas o equívoco de achar que os rapazes têm maior pendor para a coisa também tem raízes biológicas: ”Os homens só precisam de um incentivo visual para se excitar. O tesão feminino depende de fatores emocionais e hormonais”, esclarece Amaury Mendes Junior. Ginecologista e terapeuta da Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana. Nas mulheres, a vontade de transar é diluída. O pico ocorre durante a ovulação – e diminui no período menstrual. Para quem afirma que eles gostam mais de sexo porque têm mais testosterona do que elas, um lembrete: há homens que apresentam níveis de testosterona mais altos do que outros. Nem por isso, gostam mais de transar.

3. ESPERMA FAZ BEM PARA A PELE?
Mito - dos brabos... Nenhuma pesquisa científica atesta eventuais benefícios do contato do esperma com a pele.

Então, não se anime com a idéia de que seu namorado tem uma fábrica de cosméticos dentro da cueca. Segundo a dermatologista Maria Elisa Bianchi, a crença apareceu porque o líquido seminal contém vitamina C, enzimas, cálcio, potássio, zinco, ácido cítrico, frutose e açúcar, substâncias que permitem que os espermatozóides cheguem até o óvulo. Vale lembrar que sexo oral transmite doenças. Portanto, CAMISINHA. E, aviso as mais neuróticas: uma colher de chá contém 20 calorias. Melhor comer logo um biscoito de maizena. Ou não...

4. SOLTEIROS FAZEM MAIS SEXO DO QUE CASADOS?
Mito. Embora a freqüência sexual de um casal tenda a cair com o passar dos anos, ela ainda é maior do que a dos solteiros.

A pesquisa Sexualidade dos Brasileiros – feita pelo Datafolha com 1.888 pessoas entre 18 e 60 anos – mostra que 24% dos casados fazem sexo todos os dias contra 12 % dos solteiros. O raciocínio é simples: os descomprometidos podem até ter mais liberdade, mas precisam esforçar-se mais para conseguir sexo.

5. AMENDOIN E OVO DE CODORNA SÃO AFRODISIACOS?
Mito. Não há comprovação científica de que amendoim, ovo de codorna ou qualquer outro alimento ajam diretamente no desejo sexual.

O que há de fato são alimentos que melhoram aspectos fisiológicos, como a melhora de fluxo sanguíneo, contração muscular ou regulação de hormônios sexuais. Por tabela, contribuem para a saúde sexual, como um todo.  ”O ovo de codorna não possui nenhum nutriente que interfira nos aspectos fisiológicos. O amendoim é rico em argenina e vitamina E, que agem como vasodilatadores, além do zinco, que melhora a síntese de estrogênio e testosterona”, explica Roseli Rossi, diretora da Clínica Equilibro Nutricional e especialista em nutrição química e fito terapia funcional.

6. A POSIÇÃO QUE MAIS FACILITA O PRAZER FEMININO É: POR CIMA?
Meia verdade. A posição não é garantia absoluta de orgasmo.

“Nela, a mulher fica livre para estimular o clitóris com a mão e controlar o vaivém da forma que mais lhe agrada. E também se sente no domínio da situação”, diz Carla Cecarello, coordenadora do Projeto Ambulatório da Sexualidade.

7. MULHER NÃO GOSTA DE SEXO ANAL; HOMENS ADORAM?
Mito. Segundo a pesquisa Sexualidade dos Brasileiros, 57% das entrevistadas são admiradoras da prática.

Por muito tempo, o sexo anal foi visto como coisa vulgar, o que até hoje impede que algumas mulheres assumam o gosto pela coisa. ”Muitas só praticam com quem julgam ser o príncipe encantado, como se guardassem parte de sua virgindade para um cara especial”, diz a sexóloga Ana Canosa. Os especialistas lembram que a modalidade pode ser extremamente prazerosa. ”E até amplificada, se o homem estimular o clitóris da parceira”, explica José Domingos Borges, ginecologista do Hospital Nove de Julho. Mas é sempre bom tomar os devidos cuidados: camisinha e lubrificante.

8. TODO HOMEM FANTASIA FAZER SEXO COM DUAS MULHERES?
Quase verdade.  ”A maioria dos homens sonha transar com duas mulheres ao mesmo tempo”, diz a sexóloga Jaqueline Blender.

 A fantasia recorrente tem lá suas razões: demonstrar virilidade ao satisfazer mais de uma parceira ou até ter o prazer estético de ver duas mulheres juntas. ”Poucos homens a transformam em experiência real porque há o medo de não dar conta das duas mulheres”, explica Jaqueline.

9. GRÁVIDAS E MULHERES MENSTRUADAS FICAM TARADAS?
Nem mito, nem verdade. A vontade de transar nesses dois estados muda de mulher para mulher.

Grávidas têm maior vaso congestão pélvica, o que aumenta a irrigação sanguínea nos genitais, facilita a excitação e pode provocar orgasmos mais intensos. Algumas mulheres vêem a gestação como o auge de sua feminilidade e isso aumentam a excitação. Mas a gravidez traz mudanças hormonais. ”Nessa fase, ocorre um aumento do progesterona, hormônio que permite que o útero possa receber o embrião e seu desenvolvimento. E, contrapartida, essa substância deixa a mulher em baixa”, explica Alexandre Pupo ginecologista do Hospital Sírio Libanês.

10. HOMENS GOSTAM DE DORMIR APÓS O SEXO?
Verdade. Depois do gozo, o organismo de ocitocina, hormônio que da a sensação de bem-estar e ajuda no relaxamento muscular.

11. NÃO IMPORTA O TAMANHO DO PÊNIS E SIM O PRAZER QUE ELE PROPORCIONA NA HORA DA TRANSA?
Verdade. O sucesso de uma relação sexual está no envolvimento e na entrega dos parceiros e não no tamanho do membro e nas curvas do corpo. O prazer que o homem pode proporcionar para a mulher não depende do tamanho de seu pênis e, sim, da forma que ele a trata n cama.

No entanto, o pênis em estado ereto menor do que 8 cm pode dificultar a relação sexual com penetração, mas um pênis acima desse tamanho pode proporcionar prazer a qualquer mulher.

12. E O TAMANHO DO CLITÓRIS? ELE INTERFERE NO PRAZER?
Mito. O tamanho do clitóris não influencia na hora da relação. O que importa é a maneira como o parceiro acaricia esse órgão que dá muito prazer para a mulher.

13. O ORGASMO MULTIPLO EXISTE?
Verdade. Isso acontece porque algumas mulheres conhecem o próprio corpo e são capazes de se entregar ao ato sexual com intensidade. Orgasmos múltiplos ocorrem quando, logo depois de a mulher atingir um orgasmo, o parceiro continua a estimulação, fazendo com que ela tenha vários outros seguidos.

14. TODAS AS PESSOAS TÊM ORGASMO DA MESMA MANEIRA?
Mito. Cada um tem diferentes reações. Algumas pessoas sentem esse prazer de maneira mais intensa e prolongada. Em outras, ele é mais sutil e curto.

15. MANTER RELAÇÕES SEXUAIS NO PERÍODO DA MENSTRUAÇÃO PREJUDICA A SAÚDE DA MULHER?
Mito. Durante o ciclo menstrual, não existe nada que atrapalhe ou prejudique a saúde. Neste caso, depende se o casal se sente bem ou não transando neste período.

16. É VERDADE QUE A MULHER DEPOIS DOS 50 ANOS CONSEGUE TER MAIS ORGASMOS?
Mito. Uma mulher com mais idade vive sua sexualidade mais plenamente do que um que está no início da sua vida sexual. Neste caso, não existe uma ligação com a idade e sim, com a experiência que tem.

17. A PRÁTICA DO SEXO ANAL PODE CAUSAR HEMORRÓIDAS?
Mito. O sexo anal pode ser praticado sem problemas, desde que o par não tenha o problema de hemorróida que é a dilatação de uma veia da região anal. Do contrário, a prática causará muita dor, podendo agravar o quadro.

18. UMA PESSOA QUE TENHA ALGUMA DST PODE NÃO APRESENTAR SINTOMAS?
Verdade. São os chamados “portadores assintomáticos”. Foram contaminados, mas como não apresentam os sintomas, nem percebem o problema.


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