sexta-feira, 30 de setembro de 2011

POLÍCIA DÁ DICAS PARA SE EVITAR ASSALTOS "BOBOS"

  SUA ATENÇÃO PODE EVITAR ASSALTOS.
 
 1º  AVISO DA POLÍCIA CIVIL


CUIDADO em BARES, RESTAURANTES , IGREJA e outros locais de encontros coletivos.

Bandidos estão dando de 10 x 0 em criatividade  em nós e na Polícia, portanto, vamos acabar com isso...Vejam: Você e seus amigos ou familiares estão num bar ou restaurante, batendo papo e se divertindo. De repente chega um indivíduo e pergunta de quem é o carro tal, com placa tal, estacionado na rua tal, solicitando que o proprietário dê um pulinho  lá fora para manobrar o carro, que está dificultando a saída de outro carro.

Você, bastante solícito vai, e ao chegar até o seu carro, anunciam o assalto e levam seu carro e seus pertences, e ainda terá sorte se não levar um tiro...

Numa mesma noite, o resgate da Polícia Militar atendeu a três pessoas baleadas, todas envolvidas no mesmo tipo de história.

Repasse esta notícia para alertar seus amigos...  O jeito, em caso semelhante ir acompanhado!Chame alguns amigos para ir junto, e de longe verifique se é verdade.

Isto também pode acontecer, quando se está na igreja, supermercado... ou em outros locais de encontros coletivos.

'MENSAGEM TRANSMITIDA PELO ATENDIMENTO 190 '


2º  AVISO DA POLÍCIA CIVIL

NOVA MODALIDADE DE ASSALTOS A VEÍCULOS

Imagine que você vai para o seu carro que deixou estacionado bonitinho, abre a porta, entra, tranca as portas para ficar em segurança e liga o motor. Você não faz sempre assim? 

Entretanto, olhando pelo espelho interno, você vê uma folha de papel no vidro traseiro, que te bloqueia a visão. 

Então, naturalmente, xingando quem colocou um maldito anúncio no seu vidro traseiro, você põe o carro em ponto morto, puxa o freio de mão, abre a porta e sai do carro para tirar o maldito papel, ou o que seja que esteja bloqueando a sua visão.

Quando chega na parte de trás, aparece o ladrão, vindo do nada, te rende, entra e leva o seu automóvel c/ a chave na ignição, o motor que estava ligado (se tiver bloqueador já vai estar liberado), c/ a sua carteira, documentos e o que mais houver lá. 

Assim, se houver alguma coisa bloqueando a sua visão, não desça do carro.

Arranque o seu veículo usando os espelhos retrovisores externos, espere e desça em outro local, mais à frente, c/ total segurança.


3º  AVISO DA POLÍCIA CIVIL

MUITO IMPORTANTE!
 
À noite, se atirarem  um ovo no pára-brisas de seu carro (reconhecível pelo amarelo da gema) 

      * Mantenha a calma e a VELOCIDADE
      * Não use o limpador de pára-brisas!
      * NUNCA coloque água no pára-brisas!
      * Aumente a velocidade porque os LADRÕES estão por perto.

 
Explicação: O ovo e a água ao se unirem, formam uma substância viscosa, tal como o leite, e você vai precisar parar, pois bloqueará a sua visão em cerca de 90%. Fuja dali o mais depressa possível! Este é o ultimo método que eles inventaram.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

BELO MONTE: REGIÃO NÃO ACEITA SER REFÉM DO PROJETO

Justiça Federal do Pará para obras da usina Belo Monte

Decisão veta mudança no rio Xingu, mas consórcio poderá erguer casas e canteiros



A Justiça Federal do Pará determinou nesta quarta-feira (28) a suspensão imediata de parte das obras de construção da usina hidrelétrica de Belo Monte porque o empreendimento coloca em risco a pesca na região. De acordo com a decisão, entre 500 e mil famílias da região que dependem da pesca para sobreviver seriam afetadas pela continuidade das obras.

Segundo decisão do juiz federal Carlos Eduardo Castro Martins, da 9ª Vara Ambiental, o consórcio Norte Energia, responsável pelas obras de construção da usina, está proibido de fazer qualquer alteração no leito do rio Xingu, como “implantação de porto, explosões, implantação de barragens, escavação de canais, enfim, qualquer obra que venha a interferir no curso natural do rio Xingu com consequente alteração na fauna ictiológica”.

Apesar do impedimento de alterar o curso do rio, o consórcio pode continuar as obras de implantação de canteiros e de residências, já que essas construções não interferem na navegação e na atividade pesqueira.

O pedido de suspensão das obras foi movido pela Acepoat (Associação dos Criadores e Exportadores de Peixes Ornamentais de Altamira), que atua na região com o aval do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).

A associação alega que, se as obras continuarem, as principais espécies de peixes na região do Xingu serão extintas.

Se o consórcio desrespeitar a decisão judicial, a multa diária é de R$ 200 mil, embora ainda caiba recurso ao TRF (Tribunal Regional Federal) da 1ª Região, com sede em Brasília (DF).
 
www.r7.com

BELO MONTE: POLÍTICOS LOCAIS COMEÇAM "A CAIR NA REAL".

Prefeitura de Altamira pede suspensão imediata da licença de Belo Monte

Publicado em setembro 29, 2011 por HC



Em ofício enviado ao procurador-chefe da Procuradoria da República no Pará, prefeita, vereadores e lideranças empresariais acusam a empresa de descumprir as condicionantes.

O Ministério Público Federal no Pará (MPF/PA) recebeu, esta semana, documento da prefeitura de Altamira pedindo providências diante do descumprimento, pela Norte Energia, das obras e investimentos necessários para evitar e compensar os impactos da obra de Belo Monte. “Tal desobediência nos força a pedir a suspensão imediata da referida licença (de instalação)”, diz o ofício, assinado pela prefeita, por todos os vereadores da câmara municipal e por mais de quarenta sindicatos, associações empresariais e de moradores.

O documento foi enviado também à própria Nesa e a várias autoridades federais e estaduais, inclusive à presidenta da República Dilma Rouseff, a quem a prefeitura dirige um apelo: “que nos ajude nesta dura empreitada, uma vez que o ex-presidente, senhor Luís Inácio Lula da Silva, prometeu em público nesta cidade, no dia 22 de junho de 2010, que o empreendimento traria grandes benefícios para Altamira e as outras dez cidades no entorno desse megaprojeto, o que encheu de entusiasmo toda a população, mas o que se vê na prática, até o momento, são penosas frustrações, como mais pobreza, insegurança e caos social”.

“Os estudos preliminares ao empreendimento criaram um sonho de uma Altamira de primeiro mundo, com uma infraestrutura urbana e saneamento nunca antes imaginada por nossa sociedade. Não pode agora a nossa população ver transformado este sonho em pesadelo, e passar a acreditar que essa obra só veio para agredir o meio ambiente e trazer miséria para a já sofrida população de Altamira”, acrescenta o documento.

O MPF já tinha alertado o Ibama e a Justiça Federal em junho passado, quando a licença de instalação foi emitida, que permitir o início das obras sem exigir o cumprimento das condicionantes era abrir a porta para o caos na região. O Ibama recebeu recomendação para não emitir a licença, mas ignorou-a. E na Justiça Federal há um processo pedindo a suspensão da LI – nº 18026-35.2011.4.01.3900 – que até hoje não foi julgado.

“Avisamos que isso ia acontecer porque já acompanhamos projetos desse tipo no Pará várias vezes. Uma vez que a licença é concedida, dificilmente o empreendedor se compromete com as necessidades dos atingidos. Se o Ibama não exige as compensações previamente, elas não saem do papel. E depois que as obras começaram ninguém se importa mais com o sofrimento de quem está pelo caminho. É a aplicação na prática da velha teoria do fato consumado em grandes projetos de desenvolvimento”, lamenta Ubiratan Cazetta, procurador-chefe da Procuradoria da República no Pará.

“A prefeitura fazer esse apelo agora é sinal de que a situação está muito grave, porque de um modo geral os políticos da região sempre foram favoráveis à obra de Belo Monte, apoiando mesmo as licenças concedidas sem embasamento técnico, por acreditarem que o projeto traria melhorias para a população, apesar dos graves impactos. O que o MPF sempre sustentou e agora se confirma é que não podemos atropelar as normas do licenciamento sob pena de causar caos social e desastres ambientais”, diz o procurador Cláudio Terre do Amaral, que atua em Altamira. Os procuradores estão analisando as informações para tomar medidas em resposta ao ofício da prefeitura.

A prefeitura enumera uma série de projetos e obras, compromissos assumidos pela Norte Energia para que a cidade estivesse preparada para os impactos da obra e da migração decorrente – a previsão mais otimista é de que a população duplique nos próximos anos. Nenhuma das obras foi concluída e a maioria ainda nem começou. Ao contrário do canteiro de obras da usina que, segundo a prefeita Odileida Maria Sampaio, está “avançado em relação ao cumprimento das condicionantes”.

“Ressalta-se que todos esses problemas evidenciam a falta de responsabilidade do empreendedor quanto a cumprir com a contra-partida social, econômica e ambiental, colocando em risco a população da cidade. Como se diz no jargão popular: empurrando a dignidade do cidadão altamirense com a barriga”, prossegue o texto.

A lista de promessas não cumpridas inclui escolas, postos de saúde, sistema de abastecimento de água e esgoto, melhorias urbanas e o treinamento e contratação de mão de obra local. Em vez disso, diz a prefeitura, “o Consórcio Construtor de Belo Monte está importando mão de obra indiscriminadamente”.

Migrantes chegam diariamente em Altamira em busca de emprego, mas em lugar de se dirigirem ao balcão de atendimento que a Norte Energia prometeu instalar, ficam sentados pelas calçadas em frente à sede do Consórcio preenchendo fichas. Segundo o município, a situação é “caótica”: a demanda por vagas em sala de aula aumentou e os hospitais da cidade e dos municípios vizinhos não têm capacidade física para atender a população.

Para os moradores de Altamira permanecem sem resposta também questões diretamente relacionadas ao empreendimento, como a delimitação das áreas que serão inundadas e para onde serão realocados os atingidos. Por esse motivo, além de pedir a suspensão da licença de instalação até que sejam cumpridos os acordos já assinados, a prefeitura quer fiscalização de todos os planos, programas e projetos futuros, que constam do Projeto Básico Ambiental.

Fonte: Ministério Público Federal no Pará
EcoDebate, 29/09/2011

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

HIDRELÉTRICAS: ALERTA PARA ALTAMIRA.

Terra sem lei: prostituição, drogas e violência na maior obra do PAC

Por Maria Laura Neves (texto) e André Vieira (fotos) 
 

Uma mãe tem 13 anos e está grávida de 4 meses. Outra, de 43, mudou o filho de estado para afastá-lo do tráfico. Uma mulher viu o marido ser morto a tiros no quarto onde dormiam. As cicatrizes na vida dessas três mulheres têm uma origem em comum: a chegada de 20 mil trabalhadores, quase todos homens, ao vilarejo de Jaci Paraná, no município de Porto Velho para a construção das usinas hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, a maior obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal. A falta de preparo e de planejamento para receber esses migrantes fez com que a população do sul da floresta Amazônica — em especial as mulheres — arcasse com os custos do progresso

André Vieira
FAROESTE  Novo bairro em Jaci Paraná, construído depois da chegada das usinas

Jaci, em tupi, quer dizer “deusa-lua”, entidade protetora dos amantes e da reprodução. Paraná quer dizer grande rio. Jaci Paraná é o nome de um pequeno, pobre e empoeirado vilarejo de Porto Velho, onde a deusa indígena deve estar tendo bastante trabalho. Jaci é o maior bordel a céu aberto de Rondônia e talvez um dos maiores do país. Tudo em Jaci gira em torno da prostituição. São 44 pequenos cabarés construídos em casas feitas de tábuas de madeira e telhas de fibra. É mais do que a soma de todos os mercados, padarias e farmácias da região. A qualquer hora, do dia ou da noite, garotas de programa se exibem na porta dos bares, vestidas em pequenos shorts jeans e tops apertados, deixando as gordurinhas da barriga à vista. Elas começaram a chegar de vários estados do país há três anos, pouco antes da construção das usinas hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio. Juntas, as obras empregam 35 mil trabalhadores, na grande maioria homens, e formam a maior obra do PAC, o principal projeto de desenvolvimento de infraestrutura do governo federal. A partir daí, Jaci virou a promessa do novo Eldorado brasileiro, a terra das oportunidades — para homens e mulheres.
"A prostituição infantil é sutil. Dar um presente é suficiente para dormir com uma menina" – Noelle Xavier, delegada

A sexta-feira seguinte ao dia 5 é a data mais aguardada do mês em Jaci Paraná — a 30 quilômetros de Jirau e 90 de Santo Antônio, a vila virou o polo dormitório dos trabalhadores. É quando os funcionários das obras vão para os bares festejar as folgas do fim de semana com o pagamento no bolso. Jogam sinuca e carteado, fumam, tomam cerveja e gastam boa parte do salário em fichas de jukebox, que toca forró, brega e sertanejo em um volume que torna impossível qualquer conversa. Os hits são “Madri”, de Fernando e Sorocaba, e as músicas da banda Calcinha Preta. Durante o dia, é possível encontrar homens vestidos com o uniforme de trabalho, circulando nos bordéis. À noite, “os amigos” (como são chamados pelas prostitutas) chegam nos bares de sorriso no rosto, banho tomado, cabelo penteado, calça jeans, camiseta e, quase sempre, boné. Os cabarés e as ruas de terra ficam lotados de homens, na maioria das vezes jovens. As meninas chegam a fazer 15 programas na mesma noite e ganhar R$ 1 mil em algumas horas de trabalho.

Elas dividem os ganhos com as cafetinas, donas dos bares, que, em geral, são mulheres mais velhas com longa experiência na profissão. A maioria delas veio de uma mesma cidade, Sapezal, em Mato Grosso, onde há uma corrutela (como os locais costumam chamar a área onde ficam os bordéis) famosa. Muitas garotas acompanharam suas chefes na busca pelos salários das obras do PAC. Outras vieram do Acre, do Maranhão e do próprio estado de Rondônia. Quase sempre viajam de carona com pouco ou nenhum dinheiro e pagam a viagem aos caminhoneiros em serviços. Os bares costumam ter de duas a quatro funcionárias fixas: a gerente e as outras ajudantes, que moram em cubículos de madeira nos fundos dos cabarés, na beira da estrada. Os quartos são precários, construídos, muitas vezes, sobre as fossas. O mau cheiro é permanente. 

É parte do trabalho das prostitutas fazer com que os clientes consumam durante o máximo de tempo possível antes do programa. Elas conversam, sorriem, fumam, dançam, sentam no colo deles, antes de chegar ao objetivo final. Os preços em Jaci, aliás, estão inflacionados: uma cerveja de garrafa custa R$ 5, uma sandália rasteirinha, R$ 80. Alguns clientes frequentam os cabarés apenas como bar. “Tem homem que quer só conversar. Eles vieram de longe e ficam muito sozinhos. Tenho até de pedir pra eles irem embora”, diz Cláudia*, uma morena de cabelos compridos, sorriso doce e olhos grandes. Ela tem 24 anos, está grávida de cinco meses e pede para não ser identificada — a família não sabe o que ela faz exatamente em Jaci. Ela diz que recebe R$ 3 mil mensais pelo trabalho como gerente do bar e como prostituta, e mora de graça em um quarto de dois metros quadrados nos fundos do boteco, onde nos recebeu. Assim que entramos no quartinho, um amigo que nāo notou nossa presença a puxou pelo braço para a cama. Ela rispidamente tirou a mão dele e ordenou que saísse. Ele obedeceu rapidamente e ela, sorrindo, mas sem coragem de nos olhar nos olhos, esticou uma pequena fronha limpa em cima do colchão sujo e florido, onde dorme e trabalha. 

Mãe de três filhos, dois meninos de 8 e 6 anos e uma menina de 3, ela saiu pela primeira vez de Porto Velho há três meses em busca dos ganhos de Jaci, famosos na região. Diz que faz programas para sustentar “os meninos” e sonha com um emprego na usina. O pai dos filhos mais velhos morreu assassinado há cinco anos. “Até hoje não sei o motivo. Ele trabalhava numa fazenda por aqui. Atiraram quando ele tava saindo pela porteira, de carro”, diz, com lágrimas nos olhos. “É o amor da minha vida. Tu quer saber se sinto saudade dele? Ôxi, até hoje. Mas gosto de falar disso, não”. Viúva, Cláudia se apaixonou pelo professor de biologia da escola, com quem foi morar. Ele largou a mulher para ficar com a aluna e tiveram uma filha. “Digo que estudei, não digo que casei. Larguei a escola por causa da bebê, mas durante todo o tempo que fiquei com ele só fazia estudar. Fiz curso de digitação, de recepcionista.” A paixão acabou, ele voltou para a ex-mulher e os cursos não ajudaram Cláudia a encontrar um emprego na cidade. Foi quando ela engravidou de um novo namorado. Ele contestou a paternidade e o namoro acabou. Cláudia deixou os três filhos com a irmã e mudou-se para Jaci. No começo de maio, quando a visitamos pela última vez, ela nos contou que o pai do bebê renegado foi procurá-la no bordel. Deu um pequeno par de brincos e disse que sentia saudade. “Eu acho que gosto dele, mas não vou voltar agora só porque ele quer. Mas, olhe, tem que gostar muito para vir me procurar nesse fim de mundo, tem não?”. 

Ainda nesta matéria
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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

ÍNDIOS: AGRONEGÓCIO "QUER" TERRAS INDÍGENAS.

MT: OPAN lança Nota Pública sobre grupo de trabalho para avaliar/rever demarcações de terras indígenas

Publicado em setembro 26, 2011 por HC


Família Araweté - Altamira-PA
Mais um golpe contra os povos indígenas. OPAN considera um risco ver parlamentares que incentivam zoneamento ruralista e exclusão de terras indígenas criarem grupo para rever demarcações.

Cuiabá, MT – A Operação Amazônia Nativa (OPAN), organização que apoia os direitos dos povos indígenas, vem a público manifestar preocupação com a notícia que a Assembleia Legislativa e o governo de Mato Grosso vão formar um grupo de trabalho para avaliar propostas de criação de terras indígenas e atos pretéritos de homologação. As ressalvas referem-se aos interesses dos legisladores envolvidos na iniciativa, no momento em que eles próprios encaminham projetos extremamente nocivos aos povos, como o a lei de zoneamento socioeconômico e ecológico que elimina 14 terras indígenas do mapa e o recrudescimento de grandes desmatamentos motivados pela expectativa de flexibilização do Código Florestal Brasileiro.

De acordo com o coordenador geral da OPAN, Ivar Busatto, ao propor a revisão das demarcações de terras indígenas, os parlamentares parecem legislar a favor de um lado só. “Eu quero ver que deputado vai se empenhar em rever as diminuições realizadas sem respaldo técnico em áreas como a Terra Indígena Jarudore, no município de Poxoréu, que de 100 mil hectares hoje tem menos de cinco mil, com o agravante de que os indígenas se sentem presos em sua área pobre em recursos naturais por causa da hostilidade do entorno. Ou a Terra Indígena Teresa Cristina, em Santo Antônio de Leverger, também do povo Bororo, que tinha 65 mil hectares e foi reduzida à metade”, exemplifica.

A demarcação de terras indígenas segue o trâmite legal que abrange a realização de laudos antropológicos e estudos aprofundados, incluindo também a possibilidade de contestação da sociedade durante o processo. Nesse sentido, a criação de um grupo de trabalho formado por parlamentares para questionar as demarcações não qualifica o debate, na medida em que o politiza sem avaliações técnicas legítimas que garantam o respeito à legislação federal.

Uma das principais motivações para a revisão das demarcações em Mato Grosso tem a ver com as pressões de fazendeiros para permanecer na Terra Indigena Marãiwatsédé, do povo Xavante, apesar da determinação judicial de sua retirada. Isso fere mais uma vez a Constituição, que veda a remoção de indígenas de suas terras, à exceção de risco de epidemia ou catástrofes que ponham em risco sua população ou a soberania do país, e mesmo assim com o aval do Congresso Nacional. A legislação garante ainda que os indígenas possam voltar ao seu território assim que cessem os riscos. “Em Maraiwatsede, eles foram retirados à força e ainda estão sendo contestados ao tentarem retornar”, lembra Busatto.

Alheio a isso, o deputado federal Homero Pereira (PR/MT), por exemplo, é autor de pelo menos três projetos de lei na Câmara Federal que preveem a exclusão sumária de terras indígenas em Mato Grosso. 

Outro perigoso elemento é o precedente que a revisão das demarcações pode abrir para qualquer área salvaguardando sempre os interesses não indígenas. “Se considerado o ponto de vista dos que só enxergam um modelo de desenvolvimento econômico possível neste estado e desconsideram os territórios tradicionais indígenas, com todos os elementos fundamentais à sobrevivência física e espiritual de cada povo, a maioria das terras indígenas “soa um abuso”. No entanto, o artigo 231 da Constituição Federal é claro ao estabelecer que as terras tradicionalmente ocupadas são “as terras por eles habitadas em caráter permanente, as utilizadas para suas atividades produtivas, as imprescindíveis a preservação dos recursos naturais necessárias a seu bem-estar e as necessárias a sua reprodução física e cultural segundo seus usos, costumes e tradições”.

Além disso, a OPAN defende que abuso muito maior é o evidente incentivo ao conflito representado pela camuflagem de terras indígenas na proposta do zoneamento do estado, da falta de disposição do governo para estabelecer parcerias a fim de garantir direitos indígenas como saúde, educação e infraestrutura, ou para reprimir pressões de desmatamento que atingem diretamente recursos naturais dentro e fora de terras indígenas, prejudicando crucialmente as condições de sobrevivência e reprodução cultural das 38 etnias que habitam Mato Grosso.

21 de Setembro de 2011

OPAN A OPAN foi a primeira organização indigenista fundada no Brasil, em 1969. Atualmente suas equipes trabalham em parceria com povos indígenas do Amazonas e do Mato Grosso, desenvolvendo ações voltadas à garantia dos direitos dos povos, gestão territorial e busca de alternativas de geração de renda baseadas na conservação ambiental e na manutenção das culturas indígenas. Contatos com imprensa Andreia Fanzeres: +55 65 33222980 / 84765620 Email: comunicacao@amazonianativa.org.br OPAN – Operação Amazônia Nativa http://www.amazonianativa.org.br

Lola Campos Rebollar
Coordenadora Técnica-OPAN
EcoDebate, 26/09/2011

domingo, 25 de setembro de 2011

BELO MONTE: JUSTIÇA POLEMIZA O PROJETO


TRF-1 cria indefinição sobre competência para julgamento de processos relativos à Belo Monte

Luana Lourenço

Uma decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) trouxe nova indefinição para o entrave jurídico que impede a tramitação de oito processos que questionam a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará. Em julgamento essa semana, a 3ª Seção do tribunal decidiu que a competência para avaliar os processos é da 9ª Vara Federal em Belém. No entanto, a mesma seção havia decidido, na semana anterior, que a competência era da Vara de Altamira.
Com decisões em sentidos opostos, os processos, agora, estão sendo separados entre as varas de Belém e Altamira. Autor da maioria das ações, o Ministério Público Federal (MPF) no Pará diz que as decisões contraditórias do TRF-1 podem inviabilizar o julgamento dos casos em tempo hábil, uma vez que as obras preparatórias da hidrelétrica já começaram. Os processos em tramitação questionam violações de direitos indígenas, desobediência a leis ambientais e o não cumprimento das exigências sociais de Belo Monte.
O MPF vai pedir ao TRF-1 que resolva a contradição entre as duas decisões para evitar que os outros processos relativos a Belo Monte também sejam separados. “É lamentável que o TRF1, em uma semana, altere tanto suas decisões, separando processos que precisam ser julgados por um mesmo juiz. E, agora, não temos ideia de quando serão julgados os processos de Belo Monte que estão na primeira instância. Alguns deles tratam de irregularidades graves, que estão tendo consequências, neste exato momento, na vida da população de Altamira sem que o Judiciário se pronuncie”, observou o procurador-chefe do MPF no Pará, Ubiratan Cazetta.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

INDIGENISTAS: NOBRE CAUSA POUCO RECONHECIDA.

‘Se não se falar nas tribos isoladas, elas não são protegidas’, diz indigenista brasileiro

Publicado em setembro 23, 2011 por HC



O indigenista brasileiro José Carlos Meirelles se transformou em defensor dos povos “não contatados”. Não por acaso, coordenou a expedição que obteve as primeiras imagens dessas tribos isoladas e é um dos poucos especialistas que estabeleceram contato visual com elas. Seu empenho é demonstrar que existem, para preservá-las dos predadores econômicos. Entrevista realizada por Inmaculada de La Fuente, em El País.

Meirelles é engenheiro, mas diversos avatares o levaram ao indigenismo. Depois de dirigir a Fundação Nacional do Índio (Funai), assessora o governo do estado do Acre. Há 20 anos foi viver em uma área próxima de uma comunidade isolada. Nesse local, ele e outros pesquisadores realizam um acompanhamento respeitoso da tribo vizinha, sem aproximar-se nem interferir com ela. “Sabem que os observamos e têm mostras de que nossa missão é pacífica. Se eles quiserem, estamos à sua disposição. Se não, não interviremos”, disse. Essas são as regras.

El País: O senhor defende uma causa apaixonante, mas complexa: tornar visíveis povos que querem permanecer na invisibilidade. Não é paradoxal?

José Carlos Meirelles: Sem dúvida, o melhor para esses povos é que não se fale neles e assim preservar seu tipo de vida. Mas o silêncio os colocava à mercê de qualquer agressão. E, em uma sociedade que crê na imagem, valia a pena trazer à luz sua realidade e fazer pressão, levando em conta a situação na Amazônia.

El País: Discutiram a possibilidade de lhes perguntar se querem que se saiba de sua existência?

Meirelles: Não lhes pediram permissão, mas era necessário provar sua existência. Dou-lhe um exemplo: há três anos, o presidente peruano Alan García afirmava que não havia mais povos isolados, que eram teorias de indigenistas loucos. Fez-se uma exposição e ninguém mais nega. O Brasil, por exemplo, admite sua existência de forma oficial. É um avanço.

El País: Até que ponto estão completamente isolados?

Meirelles: Eles nos conhecem desde 1905, quando chegaram as empresas da borracha. Um contato através do conflito: viram que havia gente que queria algo deles e inclusive que os matavam. Sabem portanto que há outros modos de vida. Mas não precisam se incorporar ao chamado progresso tecnológico. Um celular? Não serve para nada. Medicamentos? Tenho certeza de que são saudáveis.

El País: Sua sobrevivência corre perigo?

Meirelles: Suas terras são cobiçadas pela indústria madeireira, as empresas de petróleo ou de mineração de ouro… para encontrar ouro são utilizados produtos como o mercúrio, que contamina os rios e os peixes. Eles são vulneráveis.

El País: Além das tribos americanas, registraram povos isolados em outros continentes?

Meirelles: Fora da América, há na Índia e Papua Nova Guiné. A Funai cuida de contabilizá-los e protegê-los.

El País: O que têm em comum, à margem das diferenças geográficas e culturais?

Meirelles: Alguns grupos são agricultores e cultivam batata, mandioca, amendoim, banana… outros são caçadores e coletores. São sociedades igualitárias, se esforçam para ser iguais ao outro, não melhores.

El País: Que valor ambiental tem para o planeta sua sobrevivência?

Meirelles: Ao protegê-los, preserva-se uma grande superfície da Amazônia ambiental, exatamente porque eles não podem viver em outro ambiente. Mas além disso sua forma de vida faz parte da diversidade humana. Lembram-nos que é possível viver de outra maneira.

Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

Entrevista de El País, no UOL Notícias.
EcoDebate, 22/09/2011

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

ATAQUES PROGRAMADOS: SEU ANTIVÍRUS ESTÁ ATUALIZADO?

Grupos de hackers pedem que usuários deletem contas no PayPal

 

 
Thássius Veloso Do Tecnoblog


 
Os dois principais grupos de hackers em atividade publicaram um comunicado em conjunto. No texto, eles atacam o PayPal, serviço de pagamentos eletrônicos, e o governo dos Estados Unidos. Para completar, fazem um pedido: que todos os usuários deletem suas contas no PayPal o quanto antes. Se depender do Anonymous e do LulzSec, é guerra.
Sony ganha acesso aos dados do PayPal  (Foto: Divulgação)PayPal (Foto: Divulgação)
 
 
Dessa vez, entretanto, sem o uso indiscriminado de computadores programados para tirar do ar sites de grandes empresas, como Visa e Mastercard. A convocação dos dois grupos pode ser considerada até mesmo pacífica, uma vez que não envolve qualquer ameaça de cyberataque.

O Anonymous e o LulzSec, que se autodenominam grupos de hackerativismo, afirma que o PayPal entregou uma lista com mil IPs de usuários que participaram do ataque ao serviço de pagamentos no ano passado, bem quando aconteceu toda a polêmica envolvendo o Wikileaks. De fato, o FBI teve muito trabalho na última semana apreendendo computadores de suspeitos de integrarem os grupos de ativismo virtual.

De acordo com o manifesto, que foi publicado no PasteBin, normalmente um repositório de códigos para programadores, os acusados de envolvimento com atividade hacker contra o PayPal podem enfrentar multas de até 500 mil dólares, sem falar na possível prisão por até 15 anos.

O PayPal é acusado de congelar e encerrar contas de usuários sem aviso prévio, seguindo determinação do governo americano. Eles parecem esquecer, porém, que o PayPal é uma empresa baseada nos EUA, que têm de cumprir com suas obrigações em respeito às leis daquele país. O Anonymous e o LulzSec dizem que não se pode confiar no serviço de pagamentos, e que as contas devem ser encerradas. “Eles não merecem os seus negócios, e também não merecem seu respeito”.

Você pode ler o manifesto nessa página (em inglês).

Via: ZDNet

ATAQUES CIBERNÉTICOS: O MELHOR É SE PREVENIR, SE POSSÍVEL!

Grupo hacker Anonymous planeja destruir o Facebook em 5 de novembro

 

 
Alessandro Iglesias Para o TechTudo


 
Grupo Anonymous em protesto contra a Igreja de Cientologia, em Hollywood (Foto: Divulgação)
Grupo Anonymous (Foto: Divulgação)

Membros do grupo hacker Anonymous anunciaram hoje (10) sua iniciativa de ataque à rede social Facebook. Agendada para o dia 5 de novembro, a ofensiva é motivada, conforme alegam seus integrantes, pela “ausência de escolha em relação à privacidade” vigente na rede de Mark Zuckerberg, e contra a suposta política de venda de informações sigilosas disponíveis no Facebook a governos mundiais. A mobilização teve sua autoria inicial e parcial confirmada nesta madrugada pela conta oficial do grupo no Twitter, na qual membros frisaram a não adesão completa do corpo hacking do Anonymous.

Quem são?

O Anonymous é um grupo de hacking que fez fama este ano por estar envolvido em diversas invasões a sites governamentais, de empresas de cartões de crédito à rede PSN (Playstation Network) da Sony. Além de chegarem ao cerne desses sítios, muitas vezes dados e informações sigilosas foram divulgadas on line, o que acarretou uma série de problemas às instituições vitimadas e, claro, moveu diversos holofotes na direção do chamado “hacktivism” praticado pelo Anonymous.


Símbolo do grupo de hacking Anonymous (Foto: Reprodução) 
Símbolo do grupo Anonymous (Foto: Reprodução)
O grupo, cujos membros fazem aparições públicas usando a típica máscara do personagem anarquista dos quadrinhos e filme V de Vingança, Guy Fawkes, escolheu o dia 5 de novembro por ser a data do grande ataque visto nessa série. Uma motivação extra, contudo, seria a criação de uma rede social feita pelo Anonymous, chamada AnonPlus, onde a privacidade de seus membros seria total e retaliações não teriam lugar, bastante diferente do que advogam haver hoje no Facebook. Essa rede aparentemente ganhou força quando a conta do grupo no Google+, denominada Your Anon News foi apagada sem maiores satisfações.

O Facebook ainda não emitiu nenhum comunicado a respeito da ameaça, e já há uma mensagem oficial do Anonymous publicada em seu canal do YouTube: <br>

Via Mashable

HACKERS ANONYMOUS: INDEFENSÁVEIS ???

Anonymous nomeia 24 de setembro o "Dia da Vingança" contra os Estados Unidos e planeja ataques cibernéticos

 
Thiago Barros Para o TechTudo
 
 
 
O Dia da Vingança. (Foto: Divulgação)
O Dia da Vingança. (Foto: Divulgação)
“Dia da Vingança. 24 de setembro, madrugada, em todas as cidades, todos os lugares. Nós não perdoamos. Nos espere”. Foi assim que o famoso grupo de atividade hacker Anonymous comunicou na manhã desta quinta-feira à imprensa uma série de ciberataques para o próximo sábado.

Os alvos principais já foram anunciados: Wall Street, bancos corruptos e o NYPD (Departamento de Polícia de Nova York). O plano do Anonymous - e, segundo eles, de “todas as pessoas que amam os Estados Unidos e lutam por liberdade”- é dar uma resposta à ação violenta dos policiais em um protesto pacífico contra a corrupção em Nova York no ano passado.

Na ocasião, muitos manifestantes utilizaram máscaras como aquelas criadas por Gary Fawlkes que ficaram famosas no filme "V de Vingança" e foram adotadas pelo Anonymous como um de seus principais símbolos. Por este motivo, os manifestantes foram presos por não terem o direito de fazer protestos no anonimato.
Além disso, segundo a Anonymous, muitas pessoas foram machucadas e sofreram com o abuso de autoridade dos policiais. Por isso, eles e outros grupos de atividades cibernéticas prometem se vingar com o que sabem fazer de melhor: hackear. O Dia da Vingança, como eles próprios o nomeiam, afetará dezenas de cidades nos Estados Unidos no próximo dia 24.

Via: Techcrunch

GLOBALIZAÇÃO: O MUNDO DE NOVO "EM PERIGO".

Em dia tenso, Banco Mundial diz que mundo está em 'zona de perigo'



Em mais um dia de queda nos mercados financeiros ao redor do mundo, o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, disse que o mundo está em uma "zona de perigo" e que a crise da dívida em países desenvolvidos pode se espalhar para emergentes.
"Ainda acho improvável um segundo mergulho recessivo das maiores economias do mundo, mas minha confiança nisso está sendo erodida diariamente pelas notícias econômicas", declarou Zoellick, durante o encontro do FMI e do Banco Mundial em Washington, nesta quinta-feira.

"Uma crise feita no mundo desenvolvido poderia se tornar uma crise para países emergentes. Europa, Japão e EUA têm de agir para enfrentar seus grandes problemas econômicos antes que eles se tornem problemas maiores para o resto do mundo."

Ao mesmo tempo, as bolsas globais repercutiam de forma pessimista as advertências, na véspera, do Fed (banco central americano) sobre as perspectivas para a recuperação econômica dos EUA.

Tanto no Dow Jones, em Nova York, quanto na Bovespa, as cotações caíram quase 3% na abertura do pregão. A cotação do dólar chegou a R$ 1,94, mas no início da tarde estava em R$ 1,88.

Na quarta-feira, o Dow Jones já havia caído 2,5%, depois de o Fed dizer que "os recentes indicadores apontam para a contínua fraqueza do mercado de trabalho (americano), e as taxas de desemprego permanecem elevadas".

O banco anunciou a compra de US$ 400 bilhões em títulos de longo prazo para colocar no mercado valor semelhante em títulos de curto prazo, em uma estratégia para aumentar a liquidez na economia americana, principalmente para fomentar empréstimos a hipotecas e negócios.

Brics

Ainda no encontro desta quinta, Zoellick disse que os países dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) devem se concentrar em medidas internas e pediu que evitem a tentação do protecionismo.

Segundo Zoellick, após um período de alta durante o ápice da crise econômica mundial, o protecionismo registrou queda recentemente, devido às pressões inflacionárias em muitos países, mas pode voltar a crescer.
"Não deixem os países navegarem para o protecionismo", afirmou. "Haverá a tentação de alguns países de começar a proteger suas indústrias manufatureiras."

O presidente do Banco Mundial, porém, lembrou que, no caso do Brasil, a indústria vem enfrentando dificuldades devido à pressão provocadas pela valorização do real frente ao dólar.

Zoellick citou ainda a necessidade de reformas estruturais nos países da América Latina, para que possam diversificar suas economias, já que a demanda por produtos agrícolas pode não se manter em alta indefinidamente.

Caminho ''estreito''

As advertências de Zoellick foram ecoadas por Christine Lagarde, diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), que disse que a situação econômica global está em uma posição "perigosa" e que o caminho rumo à recuperação é "mais estreito do que três anos atrás".

Lagarde ainda afirmou que os líderes internacionais devem agir rapidamente em termos de consolidação fiscal, controle de dívidas internas e reformas do setor público.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

TECNOLOGIA: ODISSÉIA NO ESPAÇO

Projeto conceitual de um avião que não emite poluentes

 

Marcela Vaz Da redação
 
 
 
Lockheed Stratoliner. (Foto: Divulgação)Lockheed Stratoliner. (Foto: Divulgação)
 
O designer William Brown desenhou um avião com asas maiores, que possibilitariam atingir altitudes mais elevadas e um voo mais longo, podendo viajar pelo globo terrestre sem a necessidade de reabastecer.

Além disso, quatro turbinas de hidrogênio criogênico potencializariam o voo com zero emissão de gás poluente. Elas poderiam também operar em estado de baixa energia, semelhante a aviões de combate, poupando uma quantidade substancial de combustível. O avião Lockheed Stratoliner foi baseado na ave fuselo, que possui o recorde de voo mais longo do planeta.

Lockheed Stratoliner. (Foto: Divulgação)Lockheed Stratoliner. (Foto: Divulgação)

Lockheed Stratoliner. (Foto: Divulgação)Lockheed Stratoliner. (Foto: Divulgação)
Lockheed Stratoliner. (Foto: Divulgação)Lockheed Stratoliner. (Foto: Divulgação)
Lockheed Stratoliner. (Foto: Divulgação)Lockheed Stratoliner. (Foto: Divulgação)

MOVIMENTOS SOCIAIS???

MPF pede proteção da PF para servidores do Incra em Anapu, PA

Publicado em setembro 21, 2011 por HC


Clima hostil e ameaças foram registradas contra os funcionários públicos que estão fazendo revisão ocupacional em lotes de reforma agrária do município.

O Ministério Público Federal no Pará (MPF/PA) requisitou à Polícia Federal que destaque um contingente policial para acompanhar servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) que estão trabalhando em Anapu. Os servidores estão sendo ameaçados e hostilizados na cidade depois que começaram a fazer a revisão ocupacional em lotes de reforma agrária, revisão solicitada pelo próprio MPF/PA.

O trabalho é necessário para evitar que madeireiros e grileiros continuem a ameaçar agricultores como os do Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) Esperança, idealizado por Dorothy Stang e constantemente invadido para retirada ilegal de madeira. Os conflitos no PDS reduziram depois que o Incra começou a revisão, mas há protestos de moradores ligados a madeireiros.

O prefeito de Anapu, Francisco de Assis dos Santos Sousa, chegou a enviar um ofício recentemente ao presidente do Incra apontando a situação de insegurança: “A revolta que está sendo criada por esses servidores coloca em risco sua própria integridade física e nós, que somos autoridade deste município, não podemos nos responsabilizar por sua segurança”.

Diante dessas informações, o procurador Cláudio Terre do Amaral quer que agentes da Polícia Federal sejam deslocados para Anapu para dar segurança aos servidores públicos até o término do processo de revisão ocupacional em execução.

O problema das constantes invasões de madeireiros em Anapu já está sendo acompanhado pela Polícia, que ano passado instaurou um inquérito a pedido do MPF/PA para investigar os responsáveis pelo assédio aos agricultores para retirada ilegal de madeira de terras da União.

Além disso, outras medidas foram tomadas pelo Incra para dar mais segurança aos assentados que não querem permitir o desmatamento: foi instalada uma guarita na estrada que leva ao PDS Esperança e isso tem impedido a entrada de madeireiros e a saída de madeira serrada ilegalmente.

Fonte: Ministério Público Federal no Pará

terça-feira, 20 de setembro de 2011

CORRUPTOS E CORRUPTORES: "PEÇAM PRÁ SAIR!"


'Tropa de elite 2' vai representar o Brasil na disputa pelo Oscar 2012

Do G1 RJ
 

'Tropa de elite 2' (Foto: Divulgação/Divulgação)
Wagner Moura em cena de 'Tropa de elite 2'
(Foto: Divulgação)
O filme "Tropa de elite 2", de José Padilha, vai representar o Brasil na disputa pelo Oscar 2012, divulgou o Ministério da Cultura na manhã desta terça-feira (20). O anúncio foi feito pela comissão especial de seleção no Palácio Gustavo Capanema, no Centro do Rio de Janeiro.

"Por sua qualidade técnica e artística, 'Tropa 2' saltou à frente dos outros indicados", disse a secretária do audiovisual, Ana Paula Santana, que acrescentou que a votação entre os membros da comissão foi unânime.

A produção vai concorrer a uma vaga entre os indicados ao prêmio de melhor filme estrangeiro na 84ª edição do Oscar. O longa-metragem foi escolhido de uma lista de 15 concorrentes, incluía "Bruna Surfistinha", "Assalto ao Banco Central", "As mães de Chico Xavier" e outros.

Seleção

A comissão é formada pela secretária do audiovisual do Ministério da Cultura, Ana Paula Dourado Santana; pelo presidente da Associação Brasileira de Cinematografia, Carlos Eduardo Carvalho Pacheco; pelo ministro do Departamento Cultural do Itamaraty, George Torquato Firmeza; e pelos representantes da Academia Brasileira de Cinema, Jorge Humberto de Freitas Peregrino, Nelson Hoineff, Roberto Farias e Silvia Maria Sachs Rabello.

"'Tropa 2' é um filme com autêntica chance de ganhar uma indicação. E, sendo indicado, é um filme com autêntica chance de vencer o Oscar", opinou Hoineff, membro da comissão de seleção. "Essa continuação é mais bem acabada: o roteiro é melhor, a fotografia é melhor, por isso teve uma receptividade maior do público", disse o cineasta Roberto Farias, que também faz parte do grupo.

Segundo a secretária do audiovisual, os produtores de "Tropa de elite 2" vão receber apoio "logístico e financeiro" do governo para promover o longa-metragem no exterior e apoiar a candidatura a uma vaga na disputa do Oscar de melhor filme estrangeiro.

ROUBOS VIRTUAIS: CRIMINOSOS CONTINUAM ATACANDO!

Desvio de dinheiro pela internet leva 11 pessoas à prisão

 

Walrimar Santos
Integrantes da quadrilha acusada de desviar, pela internet, mais de R$ 2,5 milhões das contas de um banco privado em Fortaleza, no Ceará

Uma quadrilha responsável pelo desvio de mais de R$ 2,5 milhões, via Internet, das contas de um banco privado em Fortaleza, no Ceará, foi desarticulada nesta segunda-feira (19) durante a operação “Reloaded”, da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), vinculada à Polícia Civil do Pará. Ao todo, 11 pessoas foram presas simultaneamente, por ordem judicial, nos Estados do Pará e Ceará.

Com os presos foram encontrados equipamentos de informática, televisores LCD e veículos zero quilômetro, além de uma submetralhadora Uzi, de uso restrito das Forças Armadas, que estava com um dos acusados, localizado pelos policiais civis em Castanhal, município do nordeste do Estado.

Em Fortaleza foram presas três pessoas. Uma delas é Wellington Patrick Borges Souza, paraense, líder da quadrilha e responsável por elaborar e vender programas que invadem contas bancárias acessadas via internet. Ele já foi preso em 2004 pela Polícia Federal, em Parauapebas, no sudeste do Estado, durante a “Operação Cavalo de Troia”, e condenado em maio deste ano por crimes praticados pela internet. Ele também invadia contas com valores que variavam de 1 mil a 3 mil reais.

Líder do esquema - Os outros dois presos na capital cearense são Francisco Edson Andrade da Costa e Nerilane Costa de Castro Pessoa. No Pará, foram presas oito pessoas acusadas de receber em contas particulares os valores desviados. Em Santarém, oeste do Estado, foi presa Ornelinda Maria Paz Andrade. Já em Castanhal, a Polícia Civil prendeu Valdir Parizotto, com quem foi apreendida a submetralhadora e munição. Segundo as investigações, ele é o responsável pelo esquema de desvio de dinheiro em Castanhal e tem ligações com quadrilhas de assaltantes e traficantes de drogas no município.

Na Região Metropolitana de Belém foram presos José Pedro Amorim Sobrinho; Evelise Lassance Cunha de Alencar; Marcos José de Sousa Durães; Wysney Rafael Silveira de Assis; Liliana de Nazaré Lobato dos Santos e Cleverton da Silva Nunes. Evelise, que recebeu R$ 50 mil em sua conta, é ex-funcionária do Tribunal de Justiça do Pará. Em 2007, a acusada já esteve presa na Divisão de Investigações e Operações Especiais (DIOE) por contrabando de 18 mil mídias, usadas para abastecer o comércio informal na capital paraense.

As ordens de prisão e de busca e apreensão começaram a ser cumpridas por volta de 5h. De acordo com a delegada Beatriz, Wellington Patrick é considerado um “cracker” - criminoso virtual – qualificado como nível sênior, pois desenvolve e vende programas para a prática de crimes. Ele já responde a processos criminais nos Estados de Santa Catarina e São Paulo. Com ele, em Fortaleza, os policiais civis apreenderam ainda papéis timbrados usados para montar documentos e matrizes para confecção de CPFs (Cadastros de Pessoas Físicas).

Segundo a polícia, a quadrilha desarticulada é responsável por cerca de 40% de todos os crimes de desvio de dinheiro de contas via internet no Pará. “Em muitos casos que investigamos sempre surgia essa quadrilha”, informou a delegada Beatriz Silveira. As investigações para desmontar a quadrilha começaram em abril deste ano. Até o momento, foram presas 17 pessoas envolvidas com a mesma quadrilha. Os presos em Fortaleza devem ser transferidos para Belém até o final desta semana. Já os demais foram transferidos para a DRCO e responderão pelos crimes de furto mediante fraude e receptação qualificada.

A ação policial foi comandada pelos delegados Beatriz Silveira, titular da Delegacia de Crimes Tecnológicos da DRCO, e delegado João Bosco Rodrigues, diretor de Polícia Especializada. As prisões contaram com o apoio de policiais do Ceará e do Núcleo de Apoio à Investigação (NAI), em Castanhal, tendo à frente os delegados Fernando Rocha e Augusto Damasceno.

Walrimar Santos - Polícia Civil

TAPAJÓS E CARAJÁS: REALIDADE POSSÍVEL!

Tapajós e Carajás, realidade possível. Entrevista com Edilberto Sena

Publicado em setembro 20, 2011 por HC


“Será a primeira vez no país que a divisão de um estado será realizada através de um plebiscito”, diz Edilberto Sena, em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line. Segundo ele, os vários outros novos estados emancipados no Brasil foram feitos através de decisão de cima para baixo, sem participação das populações. “Esta é uma oportunidade importante de politização dos eleitores e das eleitoras para a decisão de emancipar ou não as duas regiões”.

Na opinião de Sena, só crescimento econômico, como existe hoje, não adianta para se criar um novo estado. “O Pará atual é o quarto maior exportador de produtos primários e semielaborados do país. No entanto, é o décimo sexto em desenvolvimento humano, na lista do Índice de Desenvolvimento Humano – IDH. 

Inaceitável! Com o SIM ou com o NÃO, o povo necessita dar um basta nisso o quanto antes”, desabafa.
Edilberto Sena é padre coordenador geral da Rádio Rural de Santarém, presidente da Rede Notícias da Amazônia – RNA e membro da Frente em Defesa da Amazônia – FDA.
Confira a entrevista.

IHU On-Line – Desde os anos 1950 surgem propostas para dividir o estado do Pará. Como o senhor vê a proposta de criar os estados de Tapajós e Carajás no território do Pará? Quem se favorece com a criação desses estados?

Edilberto Sena – O sonho de emancipação da região oeste do Pará, também chamado estado do Tapajós, é mais antigo que 1950. Já no tempo do Imperador Pedro II se pensava em dividir a grande província do Grão-Pará. Dentre as principais razões para a necessidade de emancipação desta região está a questão da distância da capital (750 km entre Santarém e Belém, 52 horas de barco, uma hora de avião e uma longa viagem pelas rodovias BR 163 e Transamazônica). Além disso, o que mais prejudica a região é o que chamo de ideologia Centro versus Periferia, pela qual o centro se apodera da maior parte das rendas do estado e as periferias ficam com as sobras. Mas nós, que lutamos pela emancipação, temos consciência que variados são os interesses envolvidos no caso: políticos, ficha limpa e ficha suja, grandes empresas, donos de agronegócio, gaúchos e mato-grossenses da soja. Porém, não apenas eles. Em todos os 26 municípios do oeste do Pará, há movimentos sociais, de estudantes universitários, inclusive grupos da Igreja Católica que lutam pela emancipação da região oeste deste estado.

No próximo dia 11 de dezembro haverá o plebiscito pelo SIM ou pelo NÃO da emancipação. Duas regiões estão em jogo no plebiscito, o sul e o oeste do estado, Carajás e . Será a primeira vez no país que a divisão de um estado será realizada por meio de um plebiscito. Os vários outros novos estados emancipados no Brasil foram feitos através de decisão de cima para baixo, sem participação das populações. Esta é uma oportunidade importante de politização dos eleitores e das eleitoras para a decisão de emancipar ou não as duas regiões.

IHU On-Line – Quais serão as implicações políticas e econômicas para a região, caso o Pará seja dividido em outros estados?

Edilberto Sena – Consequências serão várias. Entre outras, a possibilidade das duas populações estarem mais próximas dos centros administrativos, exigindo seus direitos, intervindo nas decisões de interesse coletivo, a possibilidade de se construir uma constituição realmente nova, cidadã, com regras mais participativas da população. Além disso, haverá maior entrada de recursos políticos e financeiros nas duas regiões, se a população desses territórios exercer seu papel cidadão.

IHU On-Line – Como se dará o desenvolvimento social na região caso sejam criados os dois novos estados?

Edilberto Sena – O desenvolvimento social das duas populações será uma possibilidade. Como a concretização dos dois novos estados terá ainda uma longa estrada a ser trilhada, além do plebiscito, se o SIM passar, o projeto vai para o Congresso Nacional e até à Presidência da República. Isso vai levar uns cinco ou, quem sabe, dez anos. Nesse período, haverá oportunidade de envolvimento das populações dos municípios na compreensão do que é participação democrática, de como se construir uma constituição estadual que rompa a ideologia centro versus periferias. Ter-se-á possibilidade de inclusão de artigos que estão na Constituição Federal e que não são postas em prática, como o uso do referendo e plebiscito para decisões importantes do estado, entre outras. O desenvolvimento só será possível com maior envolvimento da sociedade civil politizada. Essa é a grande possibilidade de acontecer no processo de emancipação.

Riquezas naturais são abundantes nas duas regiões, especialmente aqui na região oeste, em que abundam florestas, rios, lagos e minerais. O grande capital está também interessado no novo estado para poder dominar mais facilmente, explorar, saquear, como já faz hoje, mas dominando o poder político. Esse será o grande embate no processo de emancipação e só a intensa politização das organizações populares, que há em abundância na região, poderá controlar o domínio do poder econômico. Só crescimento econômico, como existe hoje, não adianta para se criar um novo estado. O Pará atual é o quarto maior exportador de produtos primários e semielaborados do país. No entanto, é o décimo sexto em desenvolvimento humano na lista do Índice de Desenvolvimento Humano – IDH. Inaceitável! Com o SIM ou com o NÃO, o povo necessita dar um basta nisso o quanto antes.

Há que se enfrentar outro grande desafio: o federalismo brasileiro, extremamente concentrador de poder no governo central. Brasília, assim, trata a Amazônia como uma colônia de exploração de riquezas para aumentar o PIB nacional. Daí, a lei Kandir, de triste lembrança, está aí para sugar as riquezas da região sem trazer desenvolvimento. Como a maioria dos políticos atuais é oportunista e incompetente para defender os interesses de seus eleitores, não os vemos lutarem para mudar este centralismo democrático do país.

IHU On-Line – Como a Igreja se posiciona diante dessa possibilidade separatista?

Edilberto Sena – A Igreja Católica é uma força importante na politização da população. A diocese de Santarém já entrou na luta pela emancipação. Acontece que o Regional Norte II da CNBB é composto de 14 bispos, dos quais seis são das duas regiões que buscam emancipação. Apesar de o bispo de Santarém estar engajado na campanha emancipatória, alguns outros não veem como vantagem lá no sul do Pará. E menos ainda os da região do entorno de Belém. O raciocínio deles é de receio de perda de benefícios para seus irmãos de lá; não se preocupam com as perdas dos irmãos de cá.

IHU On-Line – Como os movimentos sociais reagiram diante da possibilidade de criar dois novos estados? Que articulações estão sendo feitas para impedir a criação de Tapajós e Carajás?

Edilberto Sena – Hoje, aumenta a participação dos movimentos sociais na politização da população, especialmente aqui no oeste do estado, onde o sonho de emancipação é mais antigo e as populações são mais nativas. Na região sul, a presença de migrantes predomina, inclusive com ostensivo domínio de grandes empresas, como a Vale do Rio Doce, grandes fazendas e grilagem.  Existe mesmo a possibilidade de o SIM passar no oeste e não passar no sul do estado, pois a votação no plebiscito será com perguntas separadas para as duas regiões, de forma que o eleitor poderá votar SIM para o oeste e votar NÃO para o sul do estado.

IHU On-Line – Como ficaria a situação de Belo Monte, no Tapajós?

Edilberto Sena – As hidrelétricas são grandes desastres impostos pelo governo federal, nessa esdrúxula federação em que a presidente se arvora em dona da Amazônia e impõe essas hidrelétricas na região, sem respeitar os direitos dos povos aqui existentes. Agora mesmo o presidente do Ibama, subserviente aos planos de sua chefe, decide permitir o desmatamento de 1437 hectares de floresta, inclusive com 168 hectares de Área de Proteção Permanente, para acelerar a construção do desastre Belo Monte lá no rio Xingu. As hidrelétricas, tanto Belo Monte como as na bacia do Tapajós, não têm nada a ver com a emancipação. Elas são um plano, parte do Projeto IIRSA para atender o grande capital, que já está implantado na região e que a população organizada pode impedir, como já se está tentando fazendo.

IHU On-Line – Como o senhor vê a iniciativa de decidir essa questão através de um plebiscito? Como a população tem reagido à possibilidade de dividir o Pará?

Edilberto Sena – O plebiscito é importante por permitir que as populações se expressem com liberdade. Mais ainda, por ser oportunidade de politização, se as forças formadoras de opinião abrirem debates, seminários, como está acontecendo aqui na região oeste. O Rio Grande do Sul nos deu um grande exemplo, no tempo do governo Olívio Dutra, de que outro modo de administrar a coisa pública é possível. Ele ainda será convidado a vir aqui em Santarém nos dar uma aula do que é possível fazer junto com o povo. Para uns, somos loucos sonhadores de um sonho impossível, por causa do sistema capitalista. Mas nós preferimos nos mirar em Mahatma Gandhi e Nelson Mandela e em seus ideais que venceram contra terríveis sistemas.

(Ecodebate, 20/09/2011) publicado pela IHU On-line, parceiro estratégico do EcoDebate na socialização da informação.