terça-feira, 31 de janeiro de 2012

RESPEITO: COMPARTILHE ESSA IDÉIA!

... E COMO TEM DEFICIENTE MENTAL 
POR AÍ!!!


www.caetanearaltamira.blogspot.com

FACEBOOK: AUMENTE A SEGURANÇA NAS SUAS "CONVERSAS"

Como evitar que terceiros tentem acessar sua conta no Facebook

 

 
Para o TechTudo

 
As configurações de segurança do Facebook oferecem algumas ferramentas que podem ajudar para que terceiros não invadam o seu perfil. Confira como ativá-las neste tutorial.

Passo 1. Ao acessar o Facebook, aperte em “Página inicial”, no topo direito superior da tela, e depois em “Configurações da conta”. Por fim, clique em “Segurança”, no lado esquerdo;

Acessando as configurações de segurança (Foto: Reprodução) 

Acessando as configurações de segurança (Foto: Reprodução)

Passo 2. Em “Notificações de login”, clique em “Editar” e marque a opção “Email”. Desta forma, você será notificado quando sua conta for acessada de um computador ou dispositivo móvel que nunca utilizou antes. Ou seja, se em algum momento você não estiver acessando o Facebook ou, até mesmo, entrar em outro computador, você saberá que alguém está tentando invadir seu perfil;

Receba notificações por email caso sua conta seja acessada em outro PC (Foto: Reprodução) 

Receba notificações por email caso sua conta seja acessada em outro computador (Foto: Reprodução)

Passo 3. A opção “Aprovações de Login” utiliza confirmações por SMS (mensagem de texto) para dificultar que as pessoas não autorizadas usem sua conta. Quando alguém tentar acessar o seu Facebook de um computador, onde sua conta nunca foi acessada, será necessário inserir um código de segurança (enviado para seu celular). Em “Aprovações de login”, clique em “Editar” e siga as instruções que solicitarão que você insira o número de celular com DDD (sem o zero e sem espaços);

Adicione um número de telefone à sua conta (Foto: Divulgação) 

Adicione um número de telefone à sua conta (Foto: Divulgação)

Passo 4. Aguarde, cerca de 30 minutos, o envio de um código de ativação por SMS e insira na nova tela para ativar o serviço. Caso a senha não chegue, repita a operação e escolha um número de outra operadora, se assim preferir. Vale lembrar que no Brasil algumas operadoras impedem essa mensagem de texto.
Insira o código de ativação recebido por SMS (Foto: Reprodução) 
Insira o código de ativação recebido por SMS (Foto: Reprodução)

Além de utilizar esta configuração de segurança, é importante usar uma senha de difícil combinação e alterá-la com frequência. Isto ajuda a evitar invasões em sua conta no Facebook.

O TechTudo apoia o Brasil Sem Vírus, movimento que dissemina práticas de segurança e distribui antivírus gratuitamente. Estima-se que 80% dos brasileiros já estiveram com os computadores ameaçados por vírus e ataques de hackers. Você pode ajudar sua rede de amigos enviando uma vacina para eles. Seja voluntário

RACISMO: REFLEXÃO PARA OS "MENOS INTELIGENTES"

A DEFINIÇÃO DE RAÇA/COR DO IBGE, 

artigo de José Eustáquio Diniz Alves

 

Publicado em junho 28, 2010 por


Prof. José Eustáquio Diniz Alves
Prof. José Eustáquio Diniz Alves

O autor do blog no álbum "Retratos de Família".
[EcoDebate] Já ouvi várias pessoas e pesquisadores dizendo que o Brasil nunca teve um presidente negro, mesmo sendo grande a presença de pessoas negras no conjunto da população do país. Mas outro dia um aluno me perguntou: o Lula não é um presidente negro?

Bem, para responder a esta pergunta precisamos saber o que é considerado “negro” no Brasil. A maioria dos pesquisadores brasileiros constróem a classificação de negro com base nos dados de cor da pele pesquisados pelo IBGE. O negro seria a soma das pessoas que se auto declaram “pardas” e “pretas”.

Não se trata, portanto, de uma classificação biológica ou física com base no genótipo. Pardos e pretos são categorias de classificação da cor da pele tomadas a partir da auto identificação da pessoa que responde a pergunta do IBGE. Assim, um entrevistador pode achar que a cor da pele de uma pessoa é preta, mas o próprio entrevistado pode se achar da cor parda ou branca.

É o que aconteceu a pouco tempo atrás com o jogador Ronaldo que se declarou da cor branca, enquanto o seus pais disseram que ele era pardo. Evidentemente, pode ser mais uma dificuldade que o “fenômeno” tem em distinguir “cores” e “formas”, mas a auto declaração de cor da pele reflete o sentimento e o desejo da pessoa no momento da entrevista e, se ele se diz branco, é como branco que ele deve ser classificado.

Recentemente, questionado, no meio de uma conversa, se já foi vítima de preconceito racial, Neymar – o jovem jogador do Santos – respondeu, de bate pronto: “Nunca. Nem dentro, nem fora do campo. Até porque não sou preto, né?”

Na metodologia adotada pelo IBGE – onde em cada domicílio apenas uma pessoa responde por todos os moradores – valerá a “auto-declaração” da pessoa que está respondendo a pesquisa. Tomando o caso do Ronaldo: se fosse ele que respondesse a pesquisa ele iria dizer que era branco, mas se fosse o pai dele, classificaria o filho como pardo. Já Neymar, provavelmente, marcaria diretamente a opção de cor parda.

Uma dificuldade maior surge na definição das cores. O manual do recenseador do censo demográfico de 2000 do IBGEi não esclarece com muitos detalhes o que são as cores branca e preta, mas explica um pouco mais o que são as classificações amarela e indígena e diz que os pardos são aqueles que tenham alguma miscigenação: mulata, cabocla, cafuza, mameluca ou mestiça. Evidentemente, estas definições do manual do recenseador não simplificam as opções das pessoas, pois, mesmo existindo uma maior facilidade para definir os extremos das cores branca e preta, o “meio de campo” fica muito indefinido. Existem muitas pessoas pretas ou brancas que poderiam facilmente ser classificadas como sendo da cor parda. Um filho de índio que viva fora de seu aldeamento terá dificuldade para se definir enquanto índio ou pardo. Um descendente de asiático que tenha alguma miscigenação poderá se classificar com amarelo ou como pardo.

Chegamos, assim, na principal dificuldade existentes nos estudos de cor/raça, qual seja, definir a cor PARDA. Fica evidente pela definição do manual do recenseador do IBGE que pardo não é “marron”, “trigueiro”, “escurinho” ou uma outra tonalidade de cor entre o branco e o preto. Pardo, na definição do manual é uma mistura de cor, ou seja, é uma pessoa gerada a partir de alguma miscigenação, seja ela “mulata, cabocla, cafuza, mameluca ou mestiça”ii.

Sem dúvida são pardos os filhos de indivíduos brancos (ou indígenas) com pretos – afro-descendentes. Mas também são pardos: o filho de uma pessoa branca com uma indígena, o filho de uma pessoa amarela com uma indígena, o filho de uma pessoa branca com pessoa amarela, ou os filhos de pessoas pardas com as demais cores ou com indivíduos indígenas. Portanto, pardo são todas as pessoas mestiças nascidas de relacionamentos sexuais entre indivíduos de etnias diferentes.

Pelo exposto, percebe-se que é um erro se classificar como NEGROS todos os indivíduos que se auto declaram pardos. Existem muitos pardos no Brasil que são ameríndios-descendentes e outros que são asiático-descendentes. Portanto, existe uma parcela da população parda no Brasil que não tem qualquer ascendência africana.

Voltando à nossa pergunta original: Lula é um presidente negro?

Sem dúvida, o presidente Lula é mestiço – como somos quase todos nós, a maioria do povo brasileiro. Mas ele é um mameluco ou um cafuzo? Ou ele é filho de uma cabocla com mulato?

Qualquer que seja a resposta, não resta dúvidas que o presidente Lula é mestiço. Provavelmente deve ter se auto-declarado pardo para o IBGE. Assim, para todos os pesquisadores e estudiosos das questões “raciais” que adotam a definição de NEGRO como a soma de “preto” e “pardo”, a resposta é inequívoca: o presidente Lula é negro e, para a surpresa de quem acredita que a elite de origem européia monopoliza o cargos máximos do país, o Brasil tem um presidente não-branco.

Certamente, toda esta longa digressão sobre a cor do presidente não vai alterar o fato de que o indivíduo Lula vai continuar sendo o que é, assim como o Brasil vai continuar sendo o mesmo. Mas, ao considerar a complexidade da questão, talvez a discussão de cor/raça fique um pouco menos maniqueísta e os pesquisadores olhem menos para os contrastes dicromáticos e mais para a diversidade de tons do arco-íris, que reflete melhor a riqueza da miscigenação brasileira.

José Eustáquio Diniz Alves, colunista do EcoDebate, é Doutor em demografia e professor titular do mestrado em Estudos Populacionais e Pesquisas Sociais da Escola Nacional de Ciências Estatísticas – ENCE/IBGE, expressa seus pontos de vista em caráter pessoal. E-mail: jed_alves{at}yahoo.com.br

EcoDebate, 28/06/2010

FÉRIAS: DICAS PARA PLANEJAR BEM SEU DESCANSO

VIAJAR POR CONTA PRÓPRIA OU ESCOLHER AGÊNCIA DE TURISMO?


Viagem
Assim como tudo na vida, viajar também exige planejamento financeiro. Por isso, muitas pessoas se perguntam se é melhor viajar por conta própria ou optar pelos pacotes de turismo. A escolha, no entanto, não é simples. Antes de sair de férias, é preciso avaliar os pontos positivos e negativos de ambas as opções e analisar qual é o mais adequado para você e sua família.

Planejar com antecedência

Como escolher as férias ideais

O primeiro passo para uma viagem realmente relaxante é o planejamento prévio. Pode parecer pouco divertido, mas esquematizar toda a viagem antes é uma forma eficiente de poupar gastos e evitar imprevistos. Antes de tudo, é importante levantar informações sobre o lugar que se pretende conhecer, o tipo de hospedagem, o período da viagem, a forma de transporte e etc. Com esses dados, ficará mais fácil decidir entre a viagem por conta própria ou as agências de turismo.

Como você terá tempo, poderá avaliar bem os custos de um pacote de viagem, comparar preços e colocar os possíveis gastos na ponta do lápis. Além de ajudar na escolha, esse tipo de atitude facilita o planejamento financeiro, uma vez que você terá mais tempo para juntar dinheiro, se for o caso, ou se organizar para pagar a viagem.

Viagem por conta própria

Viajando por conta própria você terá mais liberdade para tomar decisões. Isso quer dizer que ficará ao seu critério o dia e o horário da partida, a hospedagem, os passeios que fará, entre outras coisas. Dessa forma, é possível comprar uma passagem aérea promocional ou dividir a gasolina do carro com outras pessoas, por exemplo. Você também poderá procurar um hotel mais barato ou  alugar uma casa para mais pessoas, decidir os pontos turísticos que deseja conhecer e criar um roteiro pessoal, baseado nos seus interesses. Quem preza por esse tipo de liberdade, terá mais problemas ao optar por um pacote de turismo, que torna a viagem menos flexível.

Pacotes de Viagem

Os pacotes turísticos, por seu turno, têm a vantagem de oferecer preços mais em conta, pois as agências tem contatos e parecerias. Existe também a facilidade no pagamento da viagem, que pode ser parcelado ou feito após a realização do passeio. Esses fatores tornam o pacote turístico bem atrativo, mas é preciso levar em consideração tudo o que será oferecido pela agência, como hospedagem, alimentação, translado, passeios no local e etc. Lembre-se também dos gastos adicionais, que não estarão incluídos no pacote. Esses quesitos ajudarão você a escolher a forma de viagem mais barata e ideal para as sua expectativas.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

HACKERS: AGÊNCIAS BANCÁRIAS SERÃO ATACADAS NESTA SEMANA

Hackers planejam ataques a sites de bancos; Itaú já saiu do ar 

 

MÁRCIO NEVES
DE SÃO PAULO



Hackers brasileiros do grupo Anonymous divulgaram nesta segunda-feira o inicio de uma ação para tirar do ar sites de instituições bancárias públicas e privadas no Brasil. 

Segundo o grupo, a ação batizada de #OpWeeksPayment é um protesto contra a corrupção e será feita ao longo da semana com o intuito de deixar a cada dia um serviço de internet banking fora do ar por pelo menos 12 horas.

Ainda de acordo com o Anonymous, esta semana foi escolhida para as ações, pois concentra dias em que a maioria das empresas fazem o pagamento de salários a seus funcionários e, portanto, quando os sites de internet banking têm maiores demandas de acesso. 

Nesta segunda-feira o primeiro alvo foi o site do banco Itaú, que conforme a Folha constatou, ficou indisponível entre as 10h05 e as 10h11, após realizar diversas tentativas de acesso neste período. 

As tentativas foram feitas por conexões de três redes diferentes. 

Entre as 10h11 e as 10h20, o site passou a funcionar, mas com lentidão. 

A assessoria de imprensa do Itaú confirmou por meio de nota que houve indisponibilidade do site do banco por alguns momentos na manhã de hoje, mas não informou os motivos do problema. 

O grupo de hackers ainda comemorou a instabilidade do site do banco em seu perfil no twitter.
A Folha apurou ainda que além do primeiro ataque realizado nesta segunda-feira contra o Itaú, dois bancos públicos e dois privados estão na mira dos hackers para novos ataques. 

Em nota, a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) disse que os ataques a sites dos bancos, se bem sucedidos, "atingiriam e prejudicariam a população que utiliza os serviços eletrônicos para obter informações e realizar transações bancárias". 

Ainda segundo a entidade, as instituições financeiras têm "mecanismos e contingências capazes de inibir eventuais ataques como os supostamente seriam tentados contra os bancos". 

"A Febraban vem postulando com empenho a aprovação de lei especifica que criminalize ataques e fraudes eletrônicas. A aprovação de uma lei sobre o tema, que vem sendo discutida no Congresso Nacional há vários anos, ajudaria no combate a este tipo de conduta", disse. 

RACISMO: RESPOSTA INTELIGENTE PARA UM TEMA REGADO DE HIPOCRISIAS, DE AMBOS OS LADOS..

Eis o perigo de mexer com pessoas inteligentes

 


Danilo Gentili (CQC) e sua resposta:

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O humorista Danilo Gentili postou a seguinte piada no seu twitter:
 
"King Kong, um macaco que, depois que vai para a cidade e fica famoso, pega uma loira. Quem ele acha que é? Jogador de futebol?"
 
A ONG Afrobras se posicionou contra: "Nos próximos dias devemos fazer uma carta de repúdio. Estamos avaliando ainda uma representação criminal", diz José Vicente, presidente da ONG. "Isso foi indevido, inoportuno, de mau gosto e desrespeitoso. Desrespeitou todos os negros brasileiros e também a democracia. Democracia é você agir com responsabilidade" , avalia Vicente. 

Alguns minutos após escrever seu primeiro "twitter" sobre King Kong, Gentili tentou se justificar no microblog: 

"Alguém pode me dar uma explicação razoável por que posso chamar gay de veado, gordo de baleia, branco de lagartixa, mas nunca um negro de macaco?" (GENIAL) "Na piada do King Kong, não disse a cor do jogador. Disse que a loira saiu com o cara porque é famoso. A cabeça de vocês é que têm preconceito."
 
Mas, calma! Essa não foi a tal resposta genial que está no título, e sim ESTA:
 
"Se você me disser que é da raça negra, preciso dizer que você também é racista, pois, assim como os criadores de cachorros, acredita que somos separados por raças. E se acredita nisso vai ter que confessar que uma raça é melhor ou pior que a outra, pois, se todas as raças são iguais, então a divisão por raça é estúpida e desnecessária. Pra que perder tempo separando algo se no fundo dá tudo no mesmo?
Quem propagou a ideia que "negro" é uma raça foram os escravagistas. Eles usaram isso como desculpa para vender os pretos como escravos: "Podemos tratá-los como animais, afinal eles são de uma outra raça que não é a nossa. Eles são da raça negra".
Então quando vejo um cara dizendo que tem orgulho de ser da raça negra, eu juro que nem me passa pela cabeça chamá-lo de macaco, MAS SIM DE BURRO.
Falando em burro, cresci ouvindo que eu sou uma girafa. E também cresci chamando um dos meus melhores amigos de elefante. Já ouvi muita gente chamar loira caucasiana de burra, gay de v***** e ruivo de salsicha, que nada mais é do que ser chamado de restos de porco e boi misturados.
Mas se alguém chama um preto de macaco é crucificado. E isso pra mim não faz sentido. Qual o preconceito com o macaco? Imagina no zoológico como o macaco o deve se sentir triste quando ouve os outros animais comentando:
- O macaco é o pior de todos. Quando um humano se xinga de burro ou elefante dão risada. Mas quando xingam de macaco o presos. Ser macaco é uma coisa terrível. Graças a Deus não somos macacos.
Prefiro ser chamado de macaco a ser chamado de girafa. Peça a um cientista que faça um teste de Q.I. com uma girafa e com um macaco. Veja quem tira a maior nota.
Quando queremos muito ofender e atacar alguém, por motivos desconhecidos, não xingamos diretamente a pessoa, e sim a mãe dela. Posso afirmar aqui então que Darwin foi o maior racista da história por dizer que eu vim do macaco?
Mas o que quero dizer é que na verdade o sei qual o problema em chamar um preto de preto. Esse é o nome da cor não é? Eu sou um ser humano da cor branca. O japonês da cor amarela. O índio da cor vermelha. O africano da cor preta. Se querem igualdade deveriam assumir o termo "preto" pois esse é o nome da cor. Não fica destoante isso: "Branco, Amarelo, Vermelho, Negro"?. O Darth Vader pra mim é negro. Mas o Bill Cosby, Richard Pryor e Eddie Murphy que inspiram meu trabalho, não. Mas se gostam tanto assim do termo negro, ok, eu uso, não vejo problemas. No fim das contas, é só uma palavra. E embora o dicionário seja um dos livros mais vendidos do mundo, penso que palavras não definem muitas coisas e sim atitudes.
Digo isso porque a patrulha do politicamente correto é tão imbecil e superficial que tenho absoluta certeza que serei censurado se um dia escutarem eu dizer: "E aí seu PRETO, senta aqui e toma uma comigo!". Porém, se eu usar o tom correto e a postura certa ao dizer "Desculpe meu querido, mas já que é um afrodescendente, é melhor evitar sentar aqui. Mas eu arrumo uma outra mesa muito mais bonita pra você!" Sei que receberei elogios dessas mesmas pessoas; afinal eu usei os termos politicamente corretos e não a palavra "preto" ou "macaco", que são palavras tão horríveis.
Os politicamente corretos acham que são como o Superman, o cara dotado de dons superiores, que vai defender os fracos, oprimidos e impotentes. E acredite: isso é racismo, pois transmite a ideia de superioridade que essas pessoas sentem de si em relação aos seus "defendidos"
Agora peço que não sejam racistas comigo, por favor. Não é só porque eu sou branco que eu escravizei um preto. Eu juro que nunca fiz nada parecido com isso, nem mesmo em pensamento. Não tenham esse preconceito comigo. Na verdade, SOU ÍTALO-DESCENDENTE. ITALIANOS NÃO ESCRAVIZARAM AFRICANOS NO BRASIL. VIERAM PRA CÁ E, ASSIM COMO OS PRETOS, TRABALHARAM NA LAVOURA. A DIFERENÇA É QUE ESCRAVA ISAURA FEZ MAIS SUCESSO QUE TERRA NOSTRA.
Ok. O que acabei de dizer foi uma piada de mau gosto porque eu não disse nela como os pretos sofreram mais que os italianos. Ok. Eu sei que os negros sofreram mais que qualquer raça no Brasil. Foram chicoteados. Torturados. Foi algo o desumano que só um ser humano seria capaz de fazer igual. Brancos caçaram negros como animais. Mas também os compraram de outros negros. Sim. Ser dono de escravo nunca foi privilégio caucasiano, e sim da sociedade dominante. Na África, uma tribo vencedora escravizava a outra e as vendia para os brancos sujos.
Lembra que eu disse que era ítalo-descendente? Então. Os italianos podem nunca ter escravizados os pretos, mas os romanos escravizaram os judeus. E eles já se vingaram de mim com juros e correção monetária, pois já fui escravo durante anos de um carnê das Casas Bahia.
Se é engraçado piada de gay e gordo, por que não é a de preto? Porque foram escravos no passado hoje são café com leite no mundo do humor? É isso? Eu posso fazer a piada com gay só porque seus ancestrais nunca foram escravos? Pense bem, talvez o gay na infância também tenha sofrido abusos de alguém mais velho com o chicote.
Se você acha que vai impor respeito me obrigando a usar o termo "negro" ou "afrodescendente" , tudo bem, eu posso fazer isso só pra agradar. Na minha cabeça, você será apenas preto e eu, branco, da mesma raça - a raça humana. E você nunca me verá por aí com uma camiseta escrita "100% humano", pois não tenho orgulho nenhum de ser dessa raça que discute coisas idiotas de uma forma superficial e discrimina o próprio irmão."

COMO MUDAR O MUNDO? ALGUÉM SE HABILITA? SEM HIPOCRISIA.

COMO MUDAR O MUNDO? 

artigo de Esther Vivas

Publicado em janeiro 23, 2012 por

 
Esther Vivas[EcoDebate] Como mudar o mundo? Esta é a pergunta que se fazem milhares de pessoas empenhadas em mudar as coisas, a pergunta que se repete frequentemente nos encontros sociais alternativos… uma pergunta que como bem dizia o filósofo francês Daniel Bensaïd não têm resposta porque “Não nos enganemos, ninguém sabe como mudar o mundo”. Não temos um manual de instruções mas sim temos algumas pistas de como fazê-lo e algumas hipóteses de trabalho.

A luta na rua e nos movimentos sociais é a primeira premissa, já que não haverá mudaas espontâneas desde cima. Aqueles que hoje ostentam o poder não renunciarão sem mais a seus privilégios. Qualquer processo de mudaa será fruto da tomada de consciência dos de baixo e do combate para recuperar nossos direitos desafiando desde a rua os que mandam. Assim demonstra a história.

Mas também é necessário construir alternativas políticas que avancem mais além da mobilização social, já que não podemos limitar-nos a ser um lobby daqueles que mandam. É necessário ser capaz de propor opções políticas alternativas antagônicas às hoje dominantes e que tenham seu centro de gravidade nas lutas sociais. Sendo muito conscientes de que o sistema não se muda desde dentro das instituições mas sim desde a rua, mas que não podemos renunciar a espaços que também nos pertencem.

Hoje as instituições estão sequestradas pelos interesses privados e do capital. Uma minoria social, que é a que detém o poder econômico, está totalmente sobre representada nas mesmas e conta com o apoio incondicional da maior parte de quem ostenta cargos eletivos. A dinâmica de ‘portas giratórias’: aqueles que na atualidade estão nas instituições e amanhã nos conselhos assessores das principais empresas do país é uma constante e uma realidade. Nos apresentam a ideologia neoliberal como socialmente dominante e isto é falso. E por isso pensamos que vocês anti-capitalistas e anti-sistema seriam úteis nas instituições rompendo com o discurso político hegemônico. Demonstrando que “outros mundos” são viáveis e que “outra prática política” é tão possível como necessária.

Há que avaar em ambas direções e subordinar esta última a primeira, criando mecanismos de controle de baixo para cima e aprendendo com os erros do passado tanto da esquerda política como social. Partindo de que ninguém tem verdades absolutas, de que o processo de mudaas será coletivo ou não será, de que há que aprender uns com os outros, de que é necessário trabalhar sem sectarismos nem seguidismos e que frequentemente os rótulos separam mais que unem. Sem por isso cair em relativismos nem em renúncias ideológicas. Seguramente estas sejam as lições mais difíceis: romper com o domínio moral e ideológico do sistema capitalista e patriarcal.

E como mudar o mundo não é coisa de dois dias… mas sim que é uma tarefa de longo percurso, se requer constância, perseveraa e de uma “lenta impaciência”, como assinalava de novo Daniel Bensaïd, é necessário ir avaando em nossas utopias desde o cotidiano em paralelo a mobilização social contra as políticas atuais e em defesa de outras medidas. Modificando o mundo em nosso dia a dia. Demonstrando com nossa prática que “outra maneira de viver” é tão possível como desejável. Alternativas desde a economia cooperativa e autogestionária, o consumo crítico e agroecológico, as finaas éticas, os meios de comunicação alternativos… são iniciativas imprescindíveis para caminhar até outro modelo de sociedade.

Sendo conscientes de que estas não são um fim em si mesmo mas sim um meio para avaar sem perder de vista um horizonte de sociedade mais justa e equitativa para todas e todos. Apostar por uma economia solidária no dia a dia e reivindicar também uma economia fiscal progressiva, que os que mais têm paguem mais, que se eliminem as SICAV, se combata a fraude fiscal; construir projetos agroecológicos e trabalhar também para que se proíbam os transgênicos, a favor de um banco público de terras; ter nossas poupaas em uma cooperativa de crédito mas reivindicar um sistema bancário público a serviço dos de baixo. O caminho se demonstra andando e não podemos esperar amanhã.

Ainda que não esqueçamos que uma mudaa de modelo social requer a mobilização consciente da maioria da população e um processo de ruptura com o atual marco institucional e econômico. A irrupção da “revolução” no panorama político, a raiz das revoluções de Túnez e Egito, a pesar de suas debilidades e limites, é por isso uma magnífica e inesperada notícia que nos deparamos neste 2011.

Assim mesmo temos que situar nosso papel no mundo e o impacto de nossas práticas no ecosistema. Vivemos em um planeta finito, ainda que o sistema capitalista se encarregue de que nos esqueçamos frequentemente disso. Nosso consumo tem um impacto direto ali onde vivemos e se todo o mundo consumir como fazemos aqui um só planeta não bastaria. Mas igualmente nos estimulam a um consumismo desenfreado e compulsivo, prometendo-nos que quanto mais consumo mais felicidade, ainda que a promessa depois nunca se cumpra. Há que começar a propor que talvez possamos “viver melhor com menos”.

De todos modos, nos querem fazer culpados da práticas que nos impõem. Nos dizem que vivemos em uma sociedade consumista porque as pessoas gostam de comprar, que existe agricultura industrial e transgênica porque assim queremos… mentira. Nosso modelo de consumo se baseia na lógica de um sistema capitalista que produz mercadorias em grande escala e que necessita que alguém as comprem para que o modelo siga funcionando. Nos querem fazer cúmplices de políticas que somente eles se beneficiam. Afortunadamente o mito do mais e melhor começou a romper-se. A crise ecológica que vivemos acendeu as luzes de alarme e sabemos que esta crise climática tem suas raízes em um sistema produtivista e de curto prazo.

Hoje uma onda de indignação recorre a Europa e o mundo… rompendo o ceticismo e a resignação, que durante anos tem prevalecido em nossa sociedade, e recuperando a confiaa en que a ação colectiva serve e é útil para mudar a atual ordem das coisas. Aprendemos da Primavera árabe, do “não pagaremos sua dívida” do povo islandes, do levante popular, greve geral após greve geral, na Grécia e agora o grito de Occupy Wall Street no “coração da besta” que assinala que frente ao 1% que manda somos o 99%. Os tempos se comprimem e se aceleram. Sabemos que podemos.

*Esther Vivas, colaboradora internacional do EcoDebate, é co-autora de “Resistencias globales. De Seattle a la crisis de Wall Street”, entre outros livros. Artígo publicado na revista Iglesia Viva.
Tradução: Paulo Marques. 


EcoDebate, 23/01/2012