segunda-feira, 30 de abril de 2012

FOSCO JÁ ERA! VEJA A NOVA ONDA PARA SEU CARRO

Chega de fosco! Saiba o que está na moda do envelopamento



Black Piano, StickerBomb e muitas cores marcam as novas tendências


Bell Gama


   Reprodução

Com a popularização do envelopamento, novas opções começam a se popularizar no Brasil, como o StickerBomb


Em 2011 Robinho, craque do Milan, procurou uma oficina especializada porque queria deixar a seu Porsche Cayenne do jeito dos carros que ele via na Europa: com pintura fosca. Sem saber muito como poderia fazer aquilo, conheceu o envelopamento. Seu utilitário esportivo - que era branco brilhante - após algumas horas se transformou em branco fosco. Igual ao Robinho, milhares de brasileiros aderiram a onda fosca. Mais fácil e barato do que a pintura, o envelopamento de carros virou moda no mundo todo.

Entre os benefícios estão a renovação do visual, a conservação da pintura original e a praticidade da limpeza a partir de R$ 800.

Como uma moda, a onda fosca passou e cada vez mais as empresas estão trazendo novidades para o consumidor que enjoa rápido do visual do carro. Leandro Del Grande é gerente da Foscomania – que cuidou do envelopamento do carro de Robinho -, e diz que agora a tendência é o teto “Black Piano”, ou seja, um adesivo importado que deixa o teto do carro com a aparência brilhante e envidraçada.

Além disso, novas películas da ColorSkin estão chegando com uma cartela de cores super abrangente: ter um carro amarelo, vermelho, azul e não é mais uma opção definitiva. Um dos benefícios é que você pode transformar o seu pratinha em laranjão e quando revender não pagará o preço de ter um carro diferente, pois a película sai facilmente e deixa a pintura intacta, como nova.


   Reprodução

Black Piano simula teto envidraçado em tom escuro


Além do “Black Piano” e das novas cores, outra tendência é o perolizado que dá um brilho esverdeado e a película camaleão com aparência multicolor, muito procurada pelos admiradores dos carros tuning. Segundo Leandro, o “pretinho básico” dos carros são as faixas esportivas, ou seja, nunca saem de moda.

StickerBomb

A moda pelo envelopamento pegou tanto que para muitas pessoas se transformou em profissão. Roberto Vannucchi é apaixonado por tuning e trabalhou durante dez anos em uma empresa de envelopamento de carros. “Na época, só se fazia envelopamento de carros para empresas e frota.

Agora, o mercado expandiu muito. Há cursos lotados todas as semanas de pessoas querendo aprender”. Tanto que Roberto divide seu tempo entre a fotografia e o envelopamento. Dono da Oversign, ele acredita que a última tendência são os “StickerBomb”, um adesivo único que imita vários adesivos juntos.

 
Reprodução

Aplicação de adesivo StickerBomb também pode ser feita no interior


Geralmente ele é é colocado em apenas alguns lugares do carro como o para-choques e paralamas. “Fiz recentemente um ‘StickerBomb’ para uma menina cheio de imagens de Barbie e HelloKitty”. Ou seja, o mais legal da nova moda é que dá para personalizar completamente as referências que serão colocadas no seu carro. Um “StickerBomb” sai a partir de R$ 300. Roberto Vanucchi curte tanto o envelopamento que o seu veículo pessoal se transformou em uma vitrine ambulante do trabalho. O seu Vectra já se transformou 4 vezes.

Cuidados

O envelopamento parcial do carro ainda não é o mais pedido entre os consumidores. A maioria das pessoas ainda opta por mudar o visual do carro por completo. Nesse caso, é preciso comunicar a alteração de cor no DETRAN. Quem envelopa o carro em mais de 50% precisa solicitar uma guia de alteração de cor, pagar a vistoria do veículo e emitir um novo Certificado de Registro e Licenciamento. A mudança custa em média R$ 280. Se o veículo transitar irregularmente pelas ruas, o motorista pode levar uma multa grave de R$ 127,69 perder cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação.


   Reprodução

Modelos foscos ainda seguem na moda, mas ganharam opções coloridas


Outro cuidado que se deve ter é em relação a qualidade das películas. Antes de contratar o serviço é preciso se certificar de que o material usado é para ser aplicado em veículos. “Alguns adesivos possuem solvente na cola o que ao longo dos anos vai estragando a pintura. O adesivo para envelopamento veicular possui água na composição da cola e por isso não tem problema”, afirma Roberto Vannucchi.

Segundo a 3M, uma das maiores fabricantes de adesivos, em carros repintados ou com funilaria a fazer não são indicados para adesivação. A marca também garante que a conservação é bem simples. Durante a lavagem deve-se usar panos macios e úmidos com detergente ou sabão neutro. Durante a lavagem é necessário evitar utilizar água pressurizada, evitando danos ao adesivo. A película da 3M tem garantia de 1 ano no sentido horizontal (capô e teto) e 3 anos no sentido vertical (laterais, paralamas e para-choques).

www.foscomania.com.br
www.oversign.com.br

EMBRATEL: LIGAÇÕES DE GRAÇA. SERÁ QUE O EQUIPAMENTO FUNCIONA?

DDD em orelhões da Embratel passa a ser gratuito a partir de hoje


DE SÃO PAULO





A partir desta segunda-feira até 31 de dezembro de 2012, as chamadas de longa distância nacional dos mais de 1.500 orelhões da Embratel, originadas com o código 21, serão gratuitas.

A gratuidade valerá, no início, para o mínimo de 70% dos orelhões, alcançando 100% até 30 de junho de 2012.

A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) aplicou essa medida cautelar para a empresa por seu "desempenho insatisfatório" na execução do plano de revitalização da telefonia de uso público, iniciado em setembro de 2011. Mais de 400 orelhões da empresa estão fora de funcionamento.

A Embratel tem a obrigação de deixar ao menos um orelhão funcionando nas localidades que possuem entre 100 e 300 habitantes e estão a mais de 30 quilômetros de qualquer telefone fixo.

São cidades pequenas e afastadas, portanto, que serão beneficiadas pela medida. De acordo com a agência, mais de 900 orelhões da empresa estão na região Norte, e cerca de 350 no Nordeste.

A Anatel determinou ainda que a Embratel renove seu conjunto de orelhões. Até 30 de setembro de 2012, 80% devem estar funcionando. Até 31 de dezembro de 2012, o índice deve ser de 95%, sob pena de restrição à cobrança de outras chamadas, inclusive originadas em terminais de acesso individual.

A Embratel informou em nota que toda a sua planta de orelhões está sendo totalmente renovada e possui previsão de conclusão para dezembro de 2012. Desse total, 75% serão substituídos até julho deste ano.


PRÁ RELAXAR: VICE DA GAMA NÍVEL 300

ENQUANTO ISSO, EM TODOS OS CANTOS DESSE PAÍS ...

 

BELO MONTE: REALIDADE INSTALADA 5

Instalação de Belo Monte altera rotina de moradores de Altamira

 
 
Em menos de um ano, o município de Altamira teve sua rotina mudada com a instalação do canteiro de obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. Se, por um lado, o comércio teve muito a comemorar, por outro, o inchaço populacional deixou evidente a falta de planejamento para esse crescimento.

“Aumentar meu lucro em 80% é ótimo, mas o aluguel ter aumentado de R$ 400 para R$ 1,5 mil é péssimo”, resume Darlene Peres Monteiro, de 28 anos, dona de uma lanchonete na cidade. Na opinião do gari Adir Ribeiro dos Santos, de 42 anos, Altamira ficou mais suja. “A sujeira da cidade aumentou em mais de 80%. Agora, tenho de fazer o mesmo trajeto de limpeza três vezes por dia para deixar as ruas do jeito que ficavam antes”, avalia.

“Infelizmente as pessoas que vieram de fora costumam sujar a cidade mais do que os antigos moradores”, disse o gari à Agência Brasil, ao apontar em direção à Rua 1° de Janeiro. “É lá onde fica um dos refeitórios dos trabalhadores que estão na cidade. Eles saem de lá e jogam os pratos e copos descartáveis no chão”, lamenta Adir.

O gari pensa em aproveitar o boom de Belo Monte para conseguir um emprego melhor. Já fez, inclusive, um curso de pedreiro no centro de capacitação do Consórcio Construtor de Belo Monte (CCBM), na busca por uma vaga na obra.

A Norte Energia, empresa responsável pela construção e operação da usina, diz que, para aliviar os problemas de sujeira na cidade, repassou três caminhões coletores de lixo, além de um trator e uma pá mecânica para a prefeitura. Está também prevista a construção de um aterro sanitário na cidade, que ainda está na fase de projeto.

Apesar de a sujeira nas ruas dar muito trabalho ao gari, são os problemas de trânsito os que mais o afligem. “Em menos de seis meses, dois colegas meus, que também trabalham na limpeza, foram atropelados. Antes o trânsito era mais solto. Agora não tem mais espaço, e os carros ficam a toda hora tirando fino da gente e desrespeitando a sinalização”.

Altamira tem novas placas e sinais de trânsito, instalados pela Norte Energia. De acordo com a empresa, foram colocadas 5 mil placas, para sinalização de trânsito e das ruas, além de 138 semáforos e R$1,8 milhões gastos com veículos para ajudar nos serviços públicos do município.

“Eles colocaram muitos sinais, mas os carros sempre estão desobedecendo as regras e furam sinal a toda hora. É por isso que digo: não adiante ter sinal se as pessoas não sabem usá-lo”, argumenta Adir.
Os bancos também são problema. “As filas sempre atravessam quarteirão porque a população aumentou e atendimento não”, critica Adir. “Os bancos daqui já eram uma tragédia. Agora são um inferno", corrobora a comerciante Jaciléia Xavier de Melo, de 31 anos.

A situação poderá ficar ainda mais crítica quando os salários dos operários passarem a ser creditados nessas instituições financeiras. Mas isso, de acordo com a Norte Energia, poderá ser amenizado caso a empresa consiga instalar agências bancárias nos canteiros de obra. Isso depende, ainda, de autorização do Banco Central.

"A energia da cidade também piorou. Toda semana falta energia em diversos pontos. Já a água, que era uma negação, conseguiu ficar ainda pior”,acrescentou Jaciléia. A água é um dos principais problemas de Altamira, segundo o diretor de Enfermagem do Hospital Santo Agostinho, Renato da Silva. Ele explica que não há tratamento de água na cidade como um todo, o que torna “muito comum”, a ocorrência de infecções intestinais.

Jaciléia aponta algumas vantagens trazidas pela obra. “Além da sinalização da cidade, melhoraram as escolas, depois que a empresa [Norte Energia] ampliou o número de salas, montou a sala de informática e ampliou os livros da biblioteca [no Colégio Antônio Godin Lins]. Isso deixou minha filha mais motivada para ir à escola, melhorando em vários aspectos seu rendimento".

Apenas para atender ao Projeto Básico Ambiental, a Norte Energia diz já ter investido R$ 175 milhões em ações de saúde, educação, segurança, saneamento e infraestrutura em todos municípios localizados na área de influência da usina.

Tendo como base dados da saúde e da limpeza de Altamira, o secretário de Planejamento do município, Carlos Bórtolli, disse à Agência Brasil que a população cresceu de 99 mil habitantes, em 2010, para algo entre 143 mil e 148 mil habitantes em 2012.

Ele argumenta que todos os problemas apontados pela população têm a mesma origem. “Faltaram medidas adequadas para o boom populacional disparado por Belo Monte. Isso deveria ter sido mais bem planejado por parte do Estado e da Norte Energia. Tão bem ou melhor do que o projeto e a engenharia dedicados à usina".


(Agência Brasil)

ENERGIA EÓLICA TAMBÉM GERA IMPACTOS NEGATIVOS

Fazendas eólicas 'aquecem' temperatura local, diz estudo

 

Imagens de satélite usadas por pesquisadores mostram que áreas próximas a turbinas fazendas sofreram alterações climáticas.

 

Da BBC

 


Fazenda eólica no Texas  (Foto: Foto USDA/WikiCommons)
Fazenda eólica no Texas
(Foto: Foto USDA/WikiCommons)
Fazendas eólicas podem afetar as condições meteorológicas das regiões em que se situam, provocando a elevação de temperaturas durante a noite.

Essa foi a conclusão de um estudo realizado no Estado americano do Texas. Os pesquisadores usaram informações de satélites e observaram que áreas situadas perto de turbinas eólicas tendem a esquentar mais do que as que não contam com fazendas eólicas nas imediações.

A pesquisa, publicada na revista especializada Nature Climate Change, confirmou as conclusões de um estudo anterior, datado de 2010, também realizado em uma região específica dos Estados Unidos e que utilizou modelos criados por computador para mostrar que fazendas eólicas podem provocar aquecimento regional.

Os cientistas acreditam que o aquecimento é provocado pelas turbinas das usinas, que liberam ar quente ao nível do solo.

A área em que foi feita o estudo, localizada no centro-oeste do Texas, registrou um crescimento no número de programas de construção de turbinas, em meados da década passada, passando de 111 em 2003 para 2325 apenas seis anos depois.

Sensores de incêndios

Pesquisadores utilizaram informações geradas pelos sensores Moderate Resolution Imaging Spectroradiometer (Modis), contidos nos satélites Aqua e Terra, da Nasa, que são capazes de medir radiações infravermelhas emitidas por incêndios na superfície do planeta.

As informações geradas pelos Modis podem ser transformadas rapidamente em ''mapas ativos de incêndios'', que permitem localizar focos de incêndios florestais e avaliar para onde eles estão se movendo. Essas informações costumam ser usadas por corpos de bombeiros.

As informações dos sensores Modis foram usadas para medir as temperaturas na região estudada no começo e ao final do boom de construção de usinas - respectivamente os períodos que vão de 2003 a 2005 e de 2009 a 2011.

Ao longo desse período, a região centro-oeste do Texas como um todo observou um aumento de temperatura - e de forma mais acentuada nas áreas próximas a fazendas eólicas.

Mas os pesquisadores avaliaram que outros fatores podem ter influído nos resultados, como mudanças de vegetação, mas afirmaram que tais fatores ocorreram em escala muito pequena.

As mudanças não ocorreram de forma idêntica em todas as áreas próximas a fazendas eólicas. De acordo com os cientistas, o aquecimento observado foi de cerca de 0.72ºC por década.

O pesquisador-sênior Liming Zhou advertiu que a experiência não representa um sinal de que as temperaturas seguem aumentando. ''A tendência de aquecimento se aplica apenas à região e ao período estudados e não deve ser estendida de forma linear para outras regiões por períodos mais longos''.

'Resultados consistentes'

O especialista diz que à noite o ar acima do nível do solo costuma ser mais quente do que o ar no nível do solo. Mas Zhou e seus colegas acreditam que as lâminas das turbinas eólicas estão simplesmente agitando o ar, misturando ar quente e ar frio e fazendo com que parte do calor chegue ao nível do solo.

''Os resultados dessa pesquisa me parecem bem consistentes'', diz Steven Sherwood, do Centro de Pesquisas de Mudanças Climáticas, da University of New South Wales, da Austrália.

De acordo com Sherwood, a estratégia de provocar um aquecimento artificial costuma ser usada por produtores de frutas que sobrevoam seus pomares de helicóptero para combater geadas matinais'.

'Essa pequisa é o primeiro passo na potencial exploração de informações satelitais para quantificar os possíveis impactos de grandes fazendas eólicas sobre o clima e as condições meteorológicas'', afirmou Zhou, da Universidade Estadual de Nova York em Albany, à BBC.

Ele conta que ele e sua equipe de pesquisadores estão agora ampliando seu estudo para outras fazendas eólicas e construindo novos modelos para melhor entender os processos físicos do aquecimento que estaria sendo provocado pelas usinas eólicas.

PRÁ RELAXAR: SUCESSO NAS TELONAS

NUNCA NA HISTÓRIA DESSE PAÍS, UMA "CACHOEIRA" FEZ TANTO ESTRAGO



 

TERRAS: INCRA E RECEITA VÃO CRIAR CADASTRO

Para criar cadastro, Incra e Receita vão revisar registros de terra



AGUIRRE TALENTO
DE BELÉM 

 

 


O Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e a Receita Federal vão revisar todos os registros de terra do país para produzir um cadastro nacional de imóveis rurais, o CNIR. 

O pente-fino servirá para corrigir irregularidades nos registros e combater a grilagem (apropriação ilegal de terras públicas), que tem origem na inconsistência dos dados fundiários brasileiros. 

No próximo mês, Incra e Receita começam a cruzar dados, para depois inspecionar casos divergentes. 

Caso encontrem muitos problemas, pode ser convocado um recadastramento de todos os imóveis rurais. 

A ideia é lançar, até 2014, um sistema que integre os cadastros rurais à declaração de Imposto de Renda.

"Já achamos situações em que o dono declara à Receita uma área menor do que ele realmente tem, para pagar menos imposto, e uma área maior ao Incra, para deter maior território", diz Evandro Cardoso, coordenador de cadastro rural do Incra.

Há até cidades onde a área das propriedades de terra cadastradas é maior do que o território do município. 

A iniciativa, porém, chega com mais de dez anos de atraso, pois estava prevista em lei de 2001. Ainda não há previsão do custo, por isso integrantes do projeto temem esbarrar na falta de recursos.

Outro problema comum é a propriedade rural estar em local diferente das coordenadas geográficas apontadas no registro de terra. 

Isso ocorre porque, dos 5,5 milhões de registros do Incra, só 38 mil passaram por georreferenciamento --técnica mais avançada para definir a localização de um terreno. 

"Há fragilidade na localização dos títulos concedidos até o ano 2000, sem georreferenciamento", diz Girolamo Treccani, professor de direito agrário da UFPA (Universidade Federal do Pará). 

Esse problema não vai ser resolvido pelo cruzamento de dados, que não prevê georreferenciamento das áreas. 

O Incra diz não ter estrutura para realizar essa ação, mas espera reduzir o problema com inspeções em irregularidades encontradas. 

Além do Incra, os próprios Estados vão complementar o CNIR e resolver a lacuna do georreferenciamento.

O Ceará faz isso desde 2004, visitando todos os municípios e conferindo as coordenadas das propriedades de terra uma por uma. O trabalho deve ser concluído em 2014. 

Outro Estado, o Pará, onde a situação é mais grave, já planeja correção nos títulos. O presidente do Iterpa (Instituto de Terras do Pará), Carlos Lamarão, estuda o trabalho com outros orgãos do governo estadual. "Cem por cento de nossos títulos não têm correspondência exata com a real localização das terras", diz. 

ACREDITE NO PODER DO SEU VOTO

Eleitor tem até 9 de maio para transferir ou tirar título

 

Do G1 SP

 



Os eleitores brasileiros têm até o dia 9 de maio para transferir ou tirar o título de eleitor a tempo de participar das eleições municipais de outubro. Apenas na semana passada, mais de 80 mil pessoas procuraram os cartórios eleitorais do estado de São Paulo. Destes, 22 mil são jovens eleitores que ainda não são obrigados a votar, com idades entre 16 e 18 anos.

Os cartórios eleitorais ficarão abertos das 9h às 18h, inclusive neste feriado. O movimento ainda é tranquilo, mas nos últimos dias os eleitores podem enfrentar filas – o sistema deve ficar mais lento com a grande quantidade de pedidos.

Para tirar o título de eleitor, é preciso levar cópias e originais do RG ou certidão de nascimento e comprovante de residência. Homens com mais de 18 anos também precisam apresentar o certificado de reservista. A carteira de motorista e o passaporte azul não são aceitos como documento de identidade.

Para transferência de título, é preciso levar o documento, a identidade, comprovante de residência e de votação nas últimas eleições.

A estudante Lina Lessa Lucas tem 17 anos e ainda não seria obrigada a votar, mas já quis tirar seu título. “Eu acho que é um direito meu, um dever, principalmente um direito, que eu já queria exercer”, afirmou.

domingo, 29 de abril de 2012

CIGARROS: PREOCUPAÇÃO COM O CONTRABANDO E NÃO COM A SAÚDE

A partir de 1º de maio, cigarro não poderá custar menos de R$ 3


Victor Martins




A partir desta terça-feira, feriado do trabalhador, entra em vigor o preço mínimo para o cigarro. Qualquer maço do fumo vendida abaixo de R$ 3 será considerado produto de origem clandestina.

 Representantes do setor disseram, durante o Fórum de Comandatuba, na Bahia, que a medida é um marco para a indústria de tabaco.

Segundo o gerente de comunicação da Sousa Cruz, Fernando Bomfiglio, a diferenciação de preço vai ajudar o consumidor a identificar as marcas ilegais. “O cliente muitas vezes não tem a percepção de que esta entrando em um mercado ilegal. Essa nova política vai deixar as coisas mais claras”.

O Brasil consume hoje 105 bilhões de cigarros por ano e cerca de 20% desse total é ilegal, vindo principalmente do Paraguai.


COMPRAR, COMPRAR, COMPRAR. E NA HORA DE PAGAR?

Brasileiro vai às compras e gasta mais do que pode

O governo baixou impostos sobre eletrodomésticos e móveis. Os salários estão melhores


 
 
Os bancos anunciaram uma histórica redução dos juros. O governo baixou impostos sobre eletrodomésticos e móveis. Os salários estão melhores. O desemprego, em um patamar baixo. À população, só resta atender aos apelos de um mundo que incentiva o consumo voraz. Brasileiros compram como nunca, um movimento explicado pelas facilidades e o desejo reprimido de anos. Mas o que está por trás das nossas escolhas, que muitas vezes nos levam a perder o controle dos gastos e colocar o ato desenfreado de comprar acima de valores consagrados?

Mais do que riqueza e status, o consumo seria uma tentativa de indicar superioridade biológica. A tese é defendida no livro Darwin vai às compras – Sexo, evolução e consumo (Ed. Bestbusiness), do professor de psicologia evolutiva Geoffrey Miller, da Universidade do Novo México, nos Estados Unidos, e recém-lançado no País.

“A ciência mostra que compramos o que nos ajuda a exibir características pessoais que já temos – ou gostaríamos de ter. A segunda opção é mais comum em quem desfruta da prosperidade pela primeira vez. Parecer inteligente, interessante ou confiável impressiona”, disse o especialista em entrevista exclusiva ao JT.

As milhares de pessoas que tiveram uma expressiva ascensão social nos últimos tempos transferem para os objetos de desejo o que elas aspiram ser. “Esse comportamento é compreensível, mas não justificável”, diz a psicóloga Valéria Meirelles, autora da tese de doutorado “Atitudes, crenças e comportamentos de homens e mulheres diante do dinheiro ao longo da vida adulta”, a ser defendida em agosto na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

Valéria diz que a nova classe média está vivendo no ‘agora’, se endividando e comprometendo o que seria uma qualidade de vida de verdade. “Ninguém gosta de decidir no presente algo que é incerto no futuro. Por isso, não poupam. Mas o atual e furioso fluxo de gastos causa angústia.”

Essa sensação ruim acompanhou a gerente de reservas de hotelaria Mayra Vieira, de 33 anos. Disposta a dar uma guinada na carreira, ela optou por uma pós-graduação cara. “Sabia que seria difícil pagar, mas precisava do curso para crescer”, diz. O problema foi assumir um gasto elevado e não resistir às vitrines. “Continuei comprando muita roupa e maquiagem. E nem usava tudo.”

Pagando uma pós cara e sem resistir ao shopping, Mayra se endividou. Mas quitou tudo e aprendeu a poupar.

O consumo tenta preencher uma necessidade de pertencimento, que é natural do ser humano. “Nossas emoções são mais frágeis do que imaginamos”, diz Valéria. A ostentação de itens como celular, roupa e carro, que são imediatamente visíveis, dão à pessoa a ilusão de que é alguém melhor numa sociedade competitiva e de comparação com o outro.

“O desenvolvimento pessoal de verdade é trabalhoso, exige estudo e adiar desejos momentâneos em nome de algo maior”, diz a psicanalista Vera Rita de Mello Ferreira, especialista em psicologia econômica e professora na Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi). “Nossos ancestrais só se preocupavam em sobreviver, não em melhorar. Daí a dificuldade de pensar a longo prazo.”

Seria a educação a balizar esse desejo de reconhecimento. Mas como o tema finanças nas escolas só começa a aparecer agora, são gerações inteiras sem muita ideia do que fazer com o dinheiro. “A recente expansão de crédito chega a ser preocupante. As pessoas não sabem administrar o que ganham e estão derrapando na inadimplência e no endividamento”, diz Vera Rita.

O perfil de quem resiste às tentações mercadológicas é de alguém centrado, organizado, que não liga para o que os demais dizem e lida bem com a realidade. Não é impossível chegar lá. O primeiro passo é entender que dinheiro é bom, traz tranquilidade, conforto e satisfação. Mas não cura tristeza nem leva à felicidade.

Fonte: Jornal da Tarde


POLÍCIA: FREQUENTE DESRESPEITO A CIDADÃOS DE BEM

"Virei bandido", diz empresário abordado por engano pela PF no Pará

MARIANA VERSOLATO
DE SÃO PAULO





Um empresário de 40 anos de Santarém (PA) afirma ter sido humilhado por agentes da Polícia Federal ao ser confundido com um vizinho investigado por exploração de máquinas caça-níqueis.

Dono de um restaurante na cidade, Junior Chaves diz ter sido acordado em casa por cerca de 30 policiais federais às 8h de quarta-feira (25). Os agentes tinham um mandado de busca e apreensão. Na casa estavam ainda a mulher e os sogros do empresário.

"Ouvi o interfone tocando de forma até estúpida, achei que fosse alguém brincando, um bêbado. Quando abri a janela vi 30 policiais do lado de fora, enfileirados no muro da minha casa, com armas na mão. Quando perguntei sobre o que se tratava, gritaram: `Polícia Federal, abre a porta, bandido! A casa caiu!'."

Chaves conta que mora em uma avenida movimentada e uma multidão assistia à cena. "Me senti muito humilhado e envergonhado."

Segundo o relato do empresário, após abrir o portão com as mãos na cabeça, os policiais lhe deram uma chave de braço e o empurraram em direção à casa. Pediram então para ele chamar quem mais estivesse ali. Sua mulher apareceu escoltada por um policial e, logo em seguida, viu seus sogros.

"Minha esposa disse que eu não era bandido. Perguntaram então se ela não sabia que era casada com um marginal, com um vagabundo."

Chaves disse que só se deu conta do que estava acontecendo quando os policiais o chamaram pelo nome de seu vizinho. "Quando eu disse que não era ele, perguntaram:'Você quer pagar uma de otário pra gente? Faz um mês que estamos te seguindo. O delegado disse ainda que não importava que eu não fosse, que era para calar a boca ou seria preso por desacato."

O número da casa que estava no mandado era do imóvel de Chaves, mas o nome era de seu vizinho.

Alguns policiais, porém, foram à casa de seu vizinho e confirmaram o engano. O delegado ainda pediu o contrato de aluguel do empresário para conferir as informações e levou o documento.

Segundo Chaves, um policial cochichou no ouvido do outro e todos "murcharam". "Saíram sem pedir desculpas. Só disseram que esperavam que eu entendesse, porque estavam cumprindo ordens."

O empresário disse que não pretende, por enquanto, acionar a Justiça para pedir indenização.

"Gostaria apenas que se retratassem publicamente. Não consigo dormir, a família toda ficou muito abalada com essa humilhação. Depois a PF disse na imprensa que a operação havia ocorrido dentro da normalidade, mas não podem achar isso normal. Para quem assistiu à cena na rua, virei bandido."

O empresário ficou com uma cópia do mandado de busca. Ele conta que um delegado da Polícia Civil e seu vizinho, que já foi libertado, lhe pediram desculpas. "Eu sou branco e tenho 1,81 metro. Meu vizinho é mais moreno, careca. Não temos nada a ver. Não sei que investigação foi essa que eles fizeram."

A operação Caça e Caçador, de combate ao jogo ilegal na região de Santarém, envolve as polícias Federal e Civil do Pará, e já dura dez meses.

Procurada, a Polícia Federal disse que só poderia comentar as afirmações do empresário nesta segunda-feira (30).

ETERNO VICE DA GAMA

HOMENAGEM AO INCOMPARÁVEL, AO ÚNICO, AO ETERNO
"VICE DA GAMA"

 

SE ESSE TIME JOGAR CONTRA O VASCO, ELE AINDA SERÁ VICE.

BOTAFOGO 3 A 1 - Campeão da Taça Rio 2012

sábado, 28 de abril de 2012

COTAS RACIAIS: O PIOR TIPO DE RACISMO

NOTA DO BLOG: Concordamos plenamente com a opinião da leitora. Consideramos como hipocrisia tal debate.

'Lei das cotas carrega o pior tipo de racismo', avalia leitora

LEITORA MARIA CRISTINA ROCHA AZEVEDO
DE FLORIANÓPOLIS (SC)




O índio Araju Sepeti é retirado à força do plenário do STF após protestar durante o julgamento das cotas raciais
O índio Araju Sepeti é retirado à força do plenário do STF após protestar durante o julgamento das cotas raciais

A razão pela qual os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) não conseguiram justificar a aprovação do racismo no Brasil é que este não pode ser dito em voz alta.

Quem defende essa lei preconceituosa e discriminatória das cotas raciais em universidades públicas simplesmente considera, lá no fundo da alma, negros e pardos como seres humanos que sem privilégios não chegam a lugar algum.

Os próprios negros militantes da causa apresentam-se como sendo de uma "casta superior".

Já os brancos pobres, por serem brancos, conseguiriam superar as barreiras por si, naturalmente. Os racialistas, inclusive os do STF, comportam-se ainda como "nhonhôs" magnânimos, típicos das fazendas coloniais, distribuindo pequenas bondades aqui e ali, reduzindo assim o peso de seu preconceito, mas, de certa forma, mantendo os grilhões bem azeitados.

Não existe outra explicação plausível. A lei das cotas carrega em seu bojo o pior tipo de racismo, fantasiado de politicamente correto.

TÁ ESTRESSADO? DICAS PARA RELAXAR

Alimentos para controlar a ansiedade
 
Controle a ansiedade com alimentação
Foto Ambro/http://bit.ly/g43yMx

Com a correria do dia a dia e as constantes cobranças da sociedade contemporânea, muitas pessoas acabam ficando ansiosas, seja pela chegada de ocasiões especiais ou para dar conta das tarefas rotineiras. Para controlar essa ansiedade, nada como uma alimentação equilibrada e rica em produtos naturais, disponíveis na sua cozinha.

Algumas terapias complementares têm tentado auxiliar no controle dessa sensação, que quando em excesso, provoca estresse profundo, o que faz muito mal ao organismo.

Uma delas, que trabalha com o reequilíbrio bioenergético, aliado a uma reorientação alimentar, melhora a qualidade de vida e ajuda muito no controle da ansiedade, a Bioenergopatia.

A primeira coisa a fazer para evitar o problema é tirar do cardápio os vilões da ansiedade: chocolate, café e açúcar. Alguns alimentos têm substâncias com o poder de ajudar no controle dessa sensação ruim que é a ansiedade, são eles: leite e iogurte desnatado, queijo branco, nozes, banana, arroz, batata, feijão, lentilha, castanhas, abacate, soja e derivados. Alguns carboidratos como pães e cereais integrais, biscoitos integrais, massas integrais, arroz integral e selvagem, legumes, frutas e mel, também são boas pedidas.

Outras dicas podem ser seguidas por quem quer se livrar da ansiedade:

- Procure facilitar todas as condições para ter uma excelente noite de sono;

- Alimente-se corretamente no café da manhã com fontes de triptofano, substância responsável pela promoção da sensação de bem-estar, como as já citadas e peixes e frutos do mar, aves, carnes magras, vísceras, frutas oleaginosas, açúcar mascavo, mel, entre outros;

- Faça um alongamento durante o banho matinal, para facilitar a entrada do ar nos pulmões e, consequente, a oxigenação do sangue;
- Durante o trabalho tire alguns períodos para pequenos alongamentos e pausas para relaxar;

- Não sofra por antecipação. Os acontecimentos são frutos de sua postura mental. Se não puder controlá-los, controle a sua reação perante os fatos;

- Lembre-se: mantenha a mente calma e poderá encontrar muitas possibilidades para resolver suas questões.

Por Carmem Sanches

DEVO, NÃO NEGO, MAS QUERO NEGOCIAR!

Negociar as dívidas: por onde começar?



Negociar as dívidas por onde começar

Sempre comento que o primeiro passo para quem está endividado é reconhecer quais dívidas estão pendentes e em quais instituições - se bancos, cartões de crédito, financeiras, carnês atrasados, empréstimos e outras formas de crédito - e começar a renegociar o pagamento. No entanto, fica a dúvida de muita gente: como faço para negociar o que estou devendo?

Negociar é algo que não aprendemos muito na cultura brasileira; em geral acabamos por aceitar contratos quase sem ler - até porque muitos veem em letras tão pequenininhas... - e em função disso celebramos contratos sem negociar os termos. Negociar significa fazer bons negócios para ambos os lados: o comprador e o vendedor. No caso, o devedor e o credor, que também quer receber o dinheiro devido.

O primeiro ponto a analisar é quanto de sua renda você vai usar para pagar um eventual novo parcelamento de dívida, que será o resultado da sua negociação. Depois é discutir os novos termos de pagamento não como quem é culpado e, portanto, se envergonha da situação; nada disso. Só de você manifestar o desejo de pagar e quitar a dívida já é prova mais que suficiente do seu caráter e seriedade. As instituições financeiras estão acostumadas com propostas de pagamento de dívida, daí não se justifica autoflagelação, vergonha ou piedade.

Elaborei aqui um passo a passo para quem quer fazer as contas entrarem na linha sem muito sofrimento:

1. Verifique o valor das dívidas. Se forem muitas, analise criteriosamente qual será quitada primeiro: se o montante do cartão de crédito, as parcelas atrasadas de financiamento de carro ou o cheque especial. Somente se você tiver muito dinheiro disponível decida quitar tudo de uma vez, pois ficar sem liquidez (dinheiro para o dia a dia) pode levar a mais dívidas.

2. Analise quais dívidas são urgentes e podem afetar seu cotidiano. Um exemplo é a dívida de contas de consumo em aberto: se não forem pagas você ficará sem serviços essenciais, como água, luz, telefone. As empresas são abertas a negociar o parcelamento dos valores atrasados de modo que você possa pagar um determinado valor sem deixar de pagar as próximas contas. Cuidado se for pagar tudo e ficar sem dinheiro: isso pode fazer o processo de dívida começar novamente...

3. Procure a empresa ou instituição financeira credora e apresente uma proposta de pagamento. Cuidado com a primeira proposta oferecida: nem sempre é a mais recomendada ou tem menos juros. Não pense que, por eles serem empresa e você consumidor que não tem o poder de propor uma solução. Lembre que ambos querem um bom negócio, do seu lado a quitação do débito e do deles o recebimento do dinheiro.

4. Veja as condições e prazos de pagamento de modo a evitar atrasos que podem invalidar a negociação. Se a proposta ficar alta demais para sua condição financeira atual, tenha sangue frio o suficiente para aguardar um pouco, poupar algum valor e voltar à mesa de negociação em melhores condições. Esta tática é adotada pelas empresas quando elas também precisam renegociar seus contratos atrasados.

5. Pegar empréstimo com juros mais baixos e ali consolidar suas dívidas, quitando tudo e ficando somente com um empréstimo pode ser uma solução desde que bem calculada. Os empréstimos consignados, comumente usados para estes casos podem ajudar bastante, pois os juros são bem menores do que a maioria das outras instituições financeiras. Entretanto vale o alerta: o seu salário ficará menor, pois as parcelas do crédito consignado serão debitadas na hora que o dinheiro for creditado na conta. É uma modalidade de empréstimo que nunca atrasa, já que sai direto do seu salário por decisão do banco, e não da empresa.

Negociar também pode ser algo incorporado no cotidiano quando fizer suas compras. Pesquise, pechinche, negocie preços mais baixos, melhores condições de parcelamento, leia os contratos antes de começar uma nova dívida. Quem hoje tem boas reservas financeiras certamente negociou muito na vida, e você pode fazer o mesmo para ter um bom patrimônio e a melhor relação custo-benefício no que for consumir. Comece já!

Suyen Miranda é publicitária e consultora de finanças pessoais, atuando no Brasil, Mercosul, Portugal e Angola. Já foi consumidora compulsiva voraz e tornou-se poupadora e empreendedora, e acredita que toda mulher pode e deve ser autônoma e independente financeiramente. suyen@suyenmiranda.com.br



BELO MONTE: REALIDADE INSTALADA 4

Belo Monte: grande número de trabalhadores aumenta movimento nas casas de prostituição da região

 

Fonte: Agência Brasil

Pedro Peduzzi
Enviado especial

 


Altamira (PA) – O número das casas de prostituição em Altamira (PA) aumentou desde a instalação da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. Basta uma conversa com qualquer taxista da cidade para saber que, a toda semana, chegam moças – em geral, na faixa dos vinte anos – perguntando a localização desses estabelecimentos e interessadas em aproveitar a oportunidade de lucrar com a presença dos milhares de novos habitantes.

Estimativas da prefeitura de Altamira apontam que a cidade, que tinha pouco mais de 99 mil habitantes em 2010, abriga atualmente cerca de 145 mil pessoas. Só nas obras da usina há, atualmente, cerca de 8 mil pessoas trabalhando. Deste total, 75% são homens e 40% vieram de outros estados. Em 2013, ano de pico da obra, o número de operários deve chegar a 23 mil.

Boa parte desses trabalhadores busca “prazer rápido e fácil” em locais como a Amoricana, a mais tradicional casa do ramo na cidade. “Antes só tinha a gente [trabalhando como casa de prostituição]. Agora há, no mínimo, outras sete casas”, disse à Agência Brasil, Célio*, que, junto com a namorada, é o responsável pelo negócio. “A gente faturava por volta de R$ 1 mil por dia. Agora, com a chegada da usina, a média fica entre R$ 2 mil e R$ 4 mil”, informou o jovem que, quando a casa está aberta, trabalha de garçom e segurança.

“Para eles [funcionários de Belo Monte], essa é a diversão que melhor alivia o estresse do trabalho pesado. Tem muito cara sozinho na cidade. Carente mesmo. Por isso, é muito comum vermos inícios de namoros entre trabalhadores contratados para as obras e moças da casa”, disse. Ele estima que 60% dos clientes da casa trabalham em Belo Monte.

Recém-chegada de Santarém (PA), Julia*, de 23 anos, está há 12 dias em Altamira, após ser convidada por uma amiga que dizia ganhar R$ 6 mil na cidade. “Das 14 meninas que trabalham aqui, só uma é de Altamira”, diz outra moça, que chegou à cidade após “fazer um dinheiro” no Mato Grosso e em Minas Gerais.

O preço do programa cobrado por todas as meninas entrevistadas pela Agência Brasil era o mesmo: R$150. Mas no começo do mês, quando os trabalhadores estão com o salário no bolso e o movimento aumenta, esse preço fica mais alto.

“A gente nota que eles não buscam apenas sexo. Muitos pagam apenas para conversar. Estes, aliás, são nossos clientes favoritos”, disse Kelly*, de 22 anos, vinda também de Santarém. “A maioria das meninas daqui veio da minha cidade”. Ela diz que consegue receber entre R$ 3mil e R$5 mil mensais fazendo programas. “Faço isso porque quero juntar dinheiro para comprar um terreno ou uma casa”, justificou.

Perto dali, outra casa de prostituição – esta, inclusive, com a tradicional luz vermelha à frente –, é administrada por três irmãs, donas de outros dois estabelecimentos semelhantes na cidade.

“A gente é meio psicóloga para essas pessoas [que foram a Altamira para trabalhar em Belo Monte]”, disse Luzia*, uma das irmãs, à Agência Brasil, enquanto entregava pulseiras às moças que passavam segurando copos com bebidas e energéticos pagos por clientes. “Essas pulseiras servem para a gente registrar o número de bebidas vendidas aos clientes e, depois, pagar a comissão das meninas”.

As três casas empregam, entre outras moças, 14 vindas de Rondônia. A proprietária, no entanto, desaconselha esse tipo de vida para as mulheres que pretendem ir a Altamira para ganhar dinheiro com programas. “É melhor vir para fazer um curso [profissionalizante] e tentar emprego em Belo Monte”.

É o que tenta fazer Diane*, que chegou há pouco mais de dois meses, vinda de Macapá (AP). “Já vim para cá pensando em trabalhar na usina”, disse ela, que já conseguiu vaga em um curso de soldadora promovido pelo Consórcio Construtor de Belo Monte (CCBM).

“A vida com certeza será melhor. Vida trabalhando é diferente. Dinheiro é bom, mas nesse ramo a gente passa por um monte de constrangimento”. Fazendo programas, ela consegue lucrar quase R$ 3 mil mensais. No entanto, perguntada se vai abandonar os programas após conseguir trabalho na usina, é categórica: “Pretendo manter os dois empregos”.

“A primeira impressão que tive aqui é que é igual a um garimpo, com muitos homens vivendo para trabalhar e, nas poucas horas de folga, buscando prazer rápido e fácil”, disse Lia*. Quando chegou, há pouco mais de três meses, a garota de programa trabalhou em um bar onde a situação era bem mais complicada e arriscada do que a da casa em que trabalha atualmente.

“A gente não podia sair de lá nenhum dia da semana. E as pessoas que frequentavam eram muito ignorantes”, disse. Por motivos como esses, ela desaconselha qualquer mulher de ir a Altamira para tentar a vida fazendo programas. “Mas infelizmente a esperança de ganhar dinheiro fácil acaba atraindo a gente e a falta de preparo não nos deixa tentar outro tipo de trabalho”.

Tanto a prefeitura de Altamira quanto a Norte Energia, empresa responsável pela construção e operação da usina, dizem promover ações para evitar a propagação de doenças sexualmente transmissíveis na cidade e nos canteiros de obra.

A prefeita Odileida Sampaio (PSDB) disse à Agência Brasil que “as secretarias de Saúde e de Promoção Social contam com equipes qualificadas que têm instruído essas moças sobre formas de evitar a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis e aids”. Ela, no entanto, diz que, por causa da falta de dinheiro, essas ações acabam limitadas a fazer apenas “o necessário do necessário”, inclusive no tocante à segurança pública. 

Já a Norte Energia disse que “tem realizado ações de educação, prevenção e controle de DST/Aids e prevenção de gravidez na adolescência”, conforme previsto no Projeto Básico Ambiental, e que, até o momento, 14 comunidades de Altamira foram beneficiadas com essas ações. Nos canteiros de obra, os trabalhadores “recebem treinamento, informações e orientações relativas ao comportamento ético e profissional”, que contribuem para a multiplicação das noções preventivas contra a exploração sexual.

* os nomes fictícios

Edição: Fábio Massalli