quinta-feira, 31 de maio de 2012

ENERGÉTICOS: SAÚDE EXIGE CUIDADOS

Energéticos e malhação, uma mistura arriscada

  

Uma cena comum hoje em dia, nas academias e pistas de corrida das cidades, é o uso de bebidas energéticas para correr, fazer aulas de spinning, cardiotreinos, atividades aeróbicas em geral que exijam um pouco mais do organismo. A indústria de energéticos passou a mirar nos atletas e esportistas ávidos por uma performance melhor (além dos baladeiros que misturam a bebida com álcool) e muita gente tem aderido ao modismo. O resultado é um faturamento de nove bilhões de doláres apenas em 2011, pelas cerca de 500 marcas em todo o mundo.


Para a saúde, no entanto, as consequências não são tão “positivas” assim. Não por acaso, no Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) permite os termos “Bebida energética” ou “Energy Drink” nos rótulos, mas proíbe expressões como “Estimulante”, “Melhora de desempenho” e equivalentes. Ainda não há pesquisas científicas que comprovem os riscos reais de ingerir energético para malhar, mas a comunidade médica global tem se mobilizado para alertar a população.

A cafeína, um dos princípios ativos dessas bebidas, estreita os vasos do cérebro e do coração, enquanto a atividade física pede justamente o contrário, que passe mais sangue. 

Assim, é possível haver aumento da pressão arterial, além da irritação do aparelho digestivo, principalmente em pessoas que já tenham alguma predisposição – quem tem refluxo ou gastrite deve evitar. Muita cafeína também prejudica a qualidade do sono se a bebida for ingerida no início da noite.

Cardiopatas que queiram consumir energéticos devem ter cuidado redobrado e, antes, ter uma boa conversa com seu médico de confiança.  É raro, mas uma overdose de cafeína pode provocar danos mais sérios, segundo o neurologista e diretor do Instituto do Cérebro de Brasília, Dr. Ricardo Teixeira. “Em 2007, por exemplo, um competidor de motocross na Austrália teve uma parada cardíaca após beber oito latas de energético num espaço de tempo de cinco horas”, relata.

 
Vale ressaltar que os energéticos estão longe de ser o suplemento ideal para qualquer atividade física. Até mesmo o café é contraindicado antes de malhar… Quem corre, nada ou pratica spinning ou ciclismo precisa mesmo é de carboidratos, presente em pães, macarrrão e batata, por exemplo. E a musculação, por sua vez, requer proteínas encontradas nas carnes e laticínios. Médicos especialistas em fisiologia do exercício podem adequar a dieta à rotina das pessoas que queiram intensificar sua atividade física. 

Além disso, há suplementos nacionais e estrangeiros que fornecem carboidratos e proteínas adicionais, se a necessidade for comprovada pelo profissional de saúde.

Respeite os sinais do seu corpo e não o sobrecarregue. Na maioria das vezes, resultados rápidos são perigosos e podem prejudicar não só o seu treino, mas todas as outras áreas da sua vida.

www.jblog.jb.com.br


 

quarta-feira, 30 de maio de 2012

XPERIA GO: BONITO, RESISTENTE, À PROVA D'AGUA, ETC, ETC...

Super-resistente e à prova d'água, Sony lança Xperia Go com Android 4

 

 
 Para o TechTudo




Xperia Go o Sony à prova d'agua (Foto: Divulgação)
Xperia Go o Sony à prova d'agua (Foto: Divulgação)


A Sony anunciou na manhã desta quarta-feira (30) o lançamento de seu primeiro smartphone à prova d'água, o Xperia Go. A empresa pretende lançá-lo até setembro na Europa, mas há planos para envia-lo para outros países. Junto com ele, a empresa revelou também o Xperia Acro S, um pouco menos resistente mas com configurações muito mais robustas.

O Xperia Go não é atraente apenas por resistir à água, poeira e quedas. O aparelho tem boa configuração de hardware, com um processador dual-core de 1 GHz, câmera de 5 megapixels e, claro, um visor super-resistente de vidro mineral com 3,5 polegadas. O Xperia chega as lojas rodando o Android 2.3, mas segundo a Sony ele receberá o Android 4.0, Ice Cream Sandwich.

Já o Acro S tem uma configuração um pouco melhor, mas não tem a mesma resistência de seu irmão. O aparelho tem tela de 4,3 polegadas com resolução de 1280 x 720, câmera de 12 MP e um processador também dual-core, porém um pouco mais forte, com 1,5 GHz. O Acro S já será lançado com o Android 4.0 Ice Cream Sandwich, além do Cetificado PlayStation, trazendo consigo o catálogo de jogos da empresa.



Xperia Acro S (Foto: Divulgação)Xperia Acro S (Foto: Divulgação)
 
 
Para confirmar a resistência dos produtos, a Sony os enviou para uma agência internacional que certifica a resistência de objetos, quase como o Inmetro faz no Brasil. O Xperia Go recebeu certificação IP67, provando ser totalmente à prova d’agua, resistente até a submersões no líquido, além de ser resistente a quedas e poeira. O outro modelo, Acro S, também passou pelos mesmos testes mas recebeu uma certificação menor, a IP55 e IP57, que o qualifica como resistente à água e poeira, mas o máximo que ele suporta são alguns esguichos de líquidos.


O VATICANO E SEUS ETERNOS MISTÉRIOS

Mordomo do papa é preso por vazar documentos
  
Investigações sobre vazamento de documentos confidenciais da Santa Sé levam a servidor direto de Bento XVI, que se diz 'doído e atingido', mas consciente da 'grave' situação
 www.em.com.br

 
Paolo Gabriele, de 42 anos (à direita do pontífice), era considerado um dos integrantes de destaque da chamada 'família papal'
Paolo Gabriele, de 42 anos (à direita do pontífice), 
era considerado um dos integrantes de 
destaque da chamada "família papal"
Roma – Um homem identificado por fontes da Santa Sé como o mordomo do papa Bento XVI foi detido no Vaticano depois que a polícia o encontrou “em posse ilegal de documentos reservados” da cúpula da Igreja Católica. A prisão foi confirmada ontem pelo vice-diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Ciro Benedittini, pouco depois de o porta-voz, Federico Lombardi, ter informado que agentes tinham localizado o homem e que ele havia sido colocado à disposição da magistratura vaticana “para mais investigações”. O mordomo é Paolo Gabriele, de 42 anos, considerado um dos membros da chamada “família do papa”.


Esse seleto grupo de pessoas é composto também por seus dois secretários, os sacerdotes Georg Gänswein e Alfred Xuereb, e quatro laicas da consagrada comunidade italiana Memores Domini, que cuidam do apartamento papal (residência oficial do papa). Gabriele é um romano que trabalha nesses aposentos desde 2006, depois de ter estado a serviço do prefeito da Casa Pontifícia, o arcebispo James Harvey. Segundo as fontes vaticanas, os agentes encontraram “uma grande quantidade de documentos reservados” na casa em que Gabriele vive com sua mulher e três filhos na Avenida Porta Angelica, anexa ao Vaticano.


O papa Bento XVI se sentiu “doído e atingido” com a prisão de seu mordomo. Assim que soube da prisão, Bento XVI disse que está “consciente da situação” e a definiu como “uma questão dolorosa”. Ele foi detido quinta-feira, de acordo com as fontes, e posto à disposição do promotor de Justiça do Vaticano, Nicola Picardi, que o interrogou ontem. A prisão de Gabriele, já conhecido como “Il curvo” (“O corvo”), surpreendeu nos meios vaticanos, e algumas fontes duvidam que ele seja o autor dos vazamentos e, sim, “um bode expiatório”. A detenção ocorreu após as investigações realizadas nos últimos dias pela polícia do Vaticano para esclarecer os casos de vazamentos à imprensa de documentos reservados enviados ao papa Bento XVI e seu secretário Gänswein. As investigações foram feitas segundo as instruções recebidas por uma comissão criada em abril pelo pontífice para esclarecer esses casos.


TRAMAS O escândalo começou quando uma rede de televisão italiana divulgou cartas enviadas pelo atual núncio nos Estados Unidos e ex-secretário-geral do governo da Cidade do Vaticano, Carlo Maria Vigano, a Bento XVI, nas quais denunciava a “corrupção, prevaricação e má gestão” na administração do Vaticano. Em uma dessas mensagens, Vigano denunciou também que os banqueiros que integram o chamado “comitê de finanças e gestão” do governo e da Secretaria de Estado “se preocupam mais com seus interesses do que com os nossos”, e que em dezembro de 2009, em uma operação financeira, “queimaram (perderam) US$ 2,5 milhões”.


Depois da divulgação desses documentos, Lombardi denunciou a existência de uma espécie de Wikileaks para desacreditar a Igreja Católica. Mas o vazamento não ficou por aí. Em 19 de maio saiu às livrarias o livro Sua Santita, do jornalista Gian Luigi Nuzzi, com uma centena de novos documentos revelando tramas e intrigas no pequeno Estado. Entre as informações confidenciais que foram reveladas está a de que a organização terrorista espanhola ETA pediu ao Vaticano no início de 2011 para enviar à Nunciatura de Madri vários de seus membros para acertar com a Igreja o anúncio do fim de sua atividade armada, mas o cardeal Tarcisio Bertone o rejeitou, após falar com o bispo de San Sebastián, José Ignacio Munilla.


Lombardi anunciou que a Santa Sé levará à Justiça os autores do vazamento de todos esses documentos reservados e cartas confidenciais ao papa Bento XVI, cuja publicação qualificou como “ato criminoso”. A detenção de “Il curvo” foi anunciada um dia depois de o Banco do Vaticano (IOR) ter demitido seu presidente, Ettore Gotti Tedeschi, “por não ter desenvolvido funções de primeira importância para seu cargo”.




DROGAS: LEGALIZAR É ABSURDO, BURRICE E IRRESPONSABILIDADE.


Artigos
Descriminação das drogas – A Comissão de Juristas andou queimando mato?
 

Veja online




Os iluminados brasileiros continuam tentando a quadratura do círculo no que diz respeito às drogas. Também estamos vendo como seria o Brasil se entregue à tal Comissão de Juristas que elabora propostas de revisão do Código Penal. Ela já propôs a legalização do aborto, a definição do crime de homofobia (que abre as portas para o vale-tudo jurídico) e agora quer descriminar as drogas. Leiam o que informa a VEJA Online. Volto em seguida.

A Comissão de Juristas do Senado, que discute mudanças no Código Penal, aprovou nesta segunda-feira proposta para descriminalizar o porte de drogas para consumo próprio. Pelo texto, não haveria mais crime se um cidadão fosse flagrado usando entorpecentes. Atualmente, a conduta ainda é considerada crime, mas sujeita à aplicação de penas alternativas.

Os juristas, porém, sugeriram uma ressalva para a hipótese do uso de drogas. A pessoa poderá responder a processo caso consuma “ostensivamente substância entorpecente em locais públicos, nas imediações de escola ou outros locais de concentração de crianças ou adolescentes ou na presença destes”. Nessa hipótese, o usuário ficará sujeito a cumprir uma pena alternativa. A pena envolveria uma advertência sobre os efeitos do consumo de drogas, prestação de serviços à comunidade ou medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo.

O relator da comissão e procurador regional da República, Luiz Carlos Gonçalves, disse que o colegiado deu um passo para propor o fim da dúvida sobre se o porte de drogas para uso próprio é um ato criminoso ou não. Ele disse que a legislação atual, a Lei 11.343/2006, não é clara o suficiente nesse aspecto. A comissão sugeriu que a quantidade estipulada para consumo próprio será aquela em que a pessoa se valeria para uso durante cinco dias.

Tráfico

Os juristas decidiram que, pela proposta, o simples fato de ser realizada a venda de uma substância entorpecente seria considerado tráfico de drogas. “Se a pessoa é surpreendida vendendo, não importa a quantidade, é tráfico”, disse o relator. A comissão vai discutir nesta tarde se cria a figura de tráfico de drogas com maior ou menor potencial lesivo, com penas diferentes para variados tipos de substâncias.

O conselho tem até o fim de junho para apresentar uma proposta de reforma do Código Penal ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Caberá à Casa decidir se transforma as sugestões dos juristas em um único projeto ou as incorpora em propostas que já tramitam no Congresso.


O que mais fascina nesses argumentos em favor da descriminação das drogas é a suposição de que elas tenham o dom de abolir os mecanismos de mercado. O que quero dizer com isso? Se o Poder Público, como seria o caso, criasse um forte estímulo à procura por uma determinada mercadoria, dar-se-ia o óbvio: o aumento da oferta. Isso quer dizer, no caso, o aumento do tráfico.

É inacreditável que estejamos debatendo esse assunto no momento em que o crack se revela um verdadeiro flagelo nacional. Tenho a certeza de que, nessas horas, o que se tem em mente são aqueles descolados de classe média, de rabinho de cavalo (faço uma caricatura para provocar as almas mais sensíveis) e olhar esgazeado-inteligente, que curtem um fuminho com a família na sala. Existem? Existem! Mas são a exceção. No mais das vezes, a droga representa destruição da individualidade, da família e do futuro. O crack, então, é um verdadeiro “pobrecida”: embora já tenha chegado à classe média, é e sempre será uma droga dos miseráveis.

Os que preferem fumar maconha a pensar com lógica (ou os que argumentam como se fumassem) gostam de lembrar que campanhas de esclarecimento levaram à queda no consumo de cigarros. Inferem daí que a legalização das drogas, se acompanhada das devidas advertências, poderia causar redução de consumo. É uma piada! Na hora em que consumir drogas deixar de ser crime, haverá uma explosão do consumo. Não há nenhuma razão para que fique abaixo do de cigarro ou álcool. “Ah, mas a venda continuará proibida…” É mesmo? Ninguém precisa andar mais de um quilômetro a partir do portão de casa para comprar. Os aviões — pequenos vendedores — vão se multiplicar, sempre portando quantidades que não caracterizam tráfico.

Notem que a tal comissão, muito preocupada com a família, quer coibir a venda nas imediações das escolas. Ah… São milhares de estabelecimentos de ensino Brasil afora. Não há polícia para isso. Este já é o país com mais de 50 mil homicídios por ano! Imaginem se haverá mão de obra (agora sem hífen, na nova ortografia “fumada”) disponível para isso.

Mais: o país está a um passo de aprovar o “álcool zero” ao volante. Uma taça de vinho, nesse caso, renderia severas punições a um motorista, mas não o consumo de maconha, cocaína ou crack antes de dirigir. Não existe “bafômetro” para essas drogas.

Espero que o Senado tenha o bom senso de jogar no lixo boa parte das sugestões feitas por essa tal comissão.


Por Reinaldo Azevedo
Fonte:UNIAD - Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas


DROGAS: O BRASIL "DE CABEÇA FEITA"

Descriminalização de drogas divide opiniões


Opinião do blog: esta intenção presta um desserviço ás futuras gerações. Tentando copiar modelos fracassados em outros países, o Brasil dá um exemplo clássico de retrocesso. Com os graves problemas sociais existentes no país, principalmente em saúde e educação, a "liberação" do uso das drogas, só vai piorar esse quadro crônico.




Luis Costa/arquivo
droga
 

O anteprojeto de lei aprovado nessa segunda-feira por uma comissão de juristas que prevê alterações no Código Penal e propõe a descriminalização do uso de drogas divide autoridades e especialistas ouvidos pelo Hoje em Dia. De acordo com o texto, que ainda depende de discussão no Congresso Nacional, não há crime se o usuário “adquire, guarda, tem depósito, transporta ou traz consigo drogas para consumo pessoal”. Atualmente, a lei brasileira considera o consumo de entorpecentes de menor potencial ofensivo com penas alternativas.

A juíza Marixa Fabianne Lopes Rodrigues, titular do Tribunal do Júri de Contagem, na Grande BH, é radicalmente contra a iniciativa. Para a magistrada, se aprovada, a descriminalização vai promover uma escalada do tráfico e do consumo. “De modo geral, o brasileiro tenta tirar vantagem da situação. A descriminalização vai funcionar como um incentivo, tanto para traficantes como para usuários. No meu entender, será um retrocesso”.

Posição semelhante tem o promotor de Justiça, Jorge Tobias de Souza, coordenador da Promotoria de Combate e Repressão ao Tráfico de Drogas em Minas Gerais. Ele acredita que o projeto de descriminalização de drogas no Brasil tem como base experiência semelhante aplicada em Portugal, durante uma década, que, segundo o presidente da Associação para um Portugal Livre de Drogas (APLD), Manuel Pinto Coelho, apresentou resultados deploráveis e provocou um aumento de 66% no consumo de drogas naquele país.

Da mesma forma, Souza desmistifica a tão decantada liberação de drogas na Holanda. “O fornecimento é permitido apenas para a maconha e só para holandeses cadastrados. As outras drogas continuam ilícitas e combatidas”.

Por outro lado, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em Minas Gerais (OAB-MG), Luiz Cláudio Chaves, é favorável à descriminalização das drogas e que o usuário receba tratamento. Para Chaves, o sistema prisional já está sobrecarregado e as vagas devem ser reservadas para criminosos no lugar de usuários de drogas, que serão encaminhados para tratamento. Da mesma forma, a enfermeira e psiquiatra Paula Cambraia Vianna, ex-professora da UFMG, é totalmente favorável ao projeto.

“Atualmente, o usuário só é punido, e não tratado. Precisamos é acabar com o tráfico”, avalia ela, considerando que o anteprojeto deverá priorizar o tratamento aos usuários, ao invés da punição.

Por sua vez, o sociólogo e cientista político Rudá Ricci defende a descriminalização apenas para a maconha, sob controle total do Estado. Ele entende que drogas mais pesadas, como a cocaína e o crack, não podem ser descriminalizadas, mas combatidas com rigor.

terça-feira, 29 de maio de 2012

MARKETING: O FLAMENGO MOSTRA A SUA GRANDEZA

Fla trata oferta de fornecedora de material esportivo como irrecusável

Adidas oferece R$ 350 milhões por dez anos de contrato, além de internacionalização da marca, desafiando fôlego financeiro da Olympikus

 

Por GLOBOESPORTE.COM
Rio de Janeiro


Patricia Amorim Flamengo (Foto: Janir Junior / Globoesporte.com)
Patricia Amorim já apresentou a proposta à
Olympikus (Foto: Janir Junior / Globoesporte.com)


O Flamengo tem em mãos uma proposta milionária da Adidas para assumir o fornecimento de material esportivo e o posto de patrocinadora do clube a partir de 2015. A empresa oferece um contrato no valor de R$ 350 milhões por dez temporadas, num total de R$ 35 milhões anuais, conforme informou nesta segunda-feira o jornalista Renato Maurício Prado em seu blog. É quase o dobro do que atualmente paga a Olympikus, dona do posto até 2014: R$ 18 milhões anuais. A Adidas aceita adiantar R$ 25 milhões seis meses antes de o contrato entrar em vigor. O clube tem 100 dias para responder, a contar a partir do dia 2 de maio.

Nesta segunda-feira, a presidente Patricia Amorim recebeu na Gávea o presidente da Olympikus, Pedro Grandene, para informar sobre a oferta recém-chegada da empresa alemã. A atual fornecedora tem o direito de tomar conhecimento de qualquer proposta e, caso o valor seja igualado, possui a preferência na renovação.

A Olympikus investe na construção do museu do Flamengo e paga parte dos salários dos atacantes Deivid e Vagner Love.

Na conversa de duas horas, a mandatária entregou ao empresário a proposta da Adidas. Se o Flamengo decidir romper com a Olympikus antes do término do vínculo, a multa será de R$ 35 milhões e mais R$ 8 milhões do pagamento adiantado para a construção do museu do clube, na sede social.

A proposta é tratada pelo Flamengo como irrecusável. Além do alto valor oferecido, a empresa alemã quer fazer do Rubro-Negro um de seus clubes classe A, como são os gigantes Bayern de Munique, Chelsea, Milan e Real Madrid na Europa. O projeto é de internacionalização da marca em todos os mercados.

Resta saber se a Olympikus terá interesse e fôlego financeiro para igualar a oferta. Além do investimento no museu, a empresa injeta milhões no Flamengo e também ajuda em parte do pagamento dos salários dos atacantes Deivid e Vagner Love.



GOVERNOS TAMBÉM SÃO HACKERS!

Mega-ataque virtual foi criado por governos, diz empresa


COLABORAÇÃO PARA A FOLHA






A criação do vírus de espionagem Flame e sua recém-descoberta difusão em países como Israel, Irã, Síria e Egito foram bancadas por governos, disse a empresa de segurança digital Kaspersky Labs à BBC.

A inciativa foi considerada "uma das ameaças mais complexas já descobertas" e já teria atingido mais de 600 alvos naqueles países, entre computadores pessoais e sistemas governamentais e comerciais.

Representada por seu especialista sênior em ameaças virtuais, Vitaly Kamluk, a Kaspersky afirmou à rede britânica que o Flame, que teve sua primeira atividade registrada pela empresa em 2010, coleta informações cruciais para espionagem como capturas de tela, tráfego de rede, conversas em áudio e teclas pressionadas.

"É basicamente um aspirador industrial de informações-chave", disse Kamluk.

O especialista diz que há três personagens principais na criação de um código malicioso: criminosos virtuais, hackers ativistas e governos.

Por conta da sofisticação, do tamanho e da disposição geográfica dos alvos do ataque em questão, Kamluk disse que "não restam dúvidas" sobre a existência de um agente governamental por trás da criação do Flame.

O mesmo tipo de vírus, que tem como objetivo espionagem direcionada, já foi utilizado contra a infraestrutura nuclear do Irã, com código malicioso que foi chamado de Stuxnet.

O posterior Duqu, que continha trechos do código do Stuxnet, agia de forma semelhante.

Por ser um "toolkit", conjunto de pequenos programas, o Flame é mais difícil de ser estudado que ameaças comuns, disse Kamluk --e pode levar anos para ser completamente desvendado.


OITO ANOS DE ATIVIDADE


O laboratório de segurança digital CrySys, da Universidade de Tecnologia e Economia de Budapeste (Hungria) divulgou um relatório sobre a atividade do Flame, sugerindo que o vírus pode estar entre o quinto e oitavo anos de atividade --"talvez até mais".

O documento publicado reafirma a complexidade do vírus --a que o grupo de pesquisa se refere como "sKyWIper"--, assim seu espaço total alocado em disco, que não é detalhado pelo CrySys.

A Kaspersky alega que a soma de todos os componentes do Flame passa de 20 Mbytes --anormal para um programas maliciosos.

Uma agência de cibersegurança iraniana disse em seu site nesta segunda (28) que o Flame é "intimamente relacionado" ao Stuxnet, o primeiro exemplo publicamente conhecido do que pode ser chamado de "ciberarma".


Com Reuters


DROGAS: O BRASIL ESTÁ PREPARADO?

Comissão sugere descriminalizar uso e plantio de drogas

 

NÁDIA GUERLENDA
DE BRASÍLIA



Cannabis Sativa, a maconha

A comissão de juristas que discute a reforma do Código Penal no Senado aprovou nesta segunda-feira (28) incluir na lista de sugestões que será enviada ao Congresso a descriminalização do plantio, da compra e do porte de qualquer tipo de droga para uso próprio.

As propostas da comissão, consolidadas, devem ser encaminhadas até o final de junho. Apenas após votação nas duas Casas as sugestões viram lei.

Hoje, o consumo de drogas já não é crime, mas é muito raro que alguém faça isso sem também praticar uma das outras condutas criminalizadas: cultivar, comprar, portar ou manter a droga em depósito.

A autora da proposta, a defensora pública Juliana Belloque, afirmou que se baseou na tendência mundial de descriminalização do uso e na necessidade de diminuir o número de prisões equivocadas de usuários pelo crime de tráfico.

Ela citou reportagem publicada pela Folha que apontou um crescimento desproporcional do aprisionamento de acusados de tráfico desde 2006, quando entrou em vigor a atual lei de drogas: enquanto as taxas de presos por outros crimes cresceram entre 30% e 35%, o número de punidos por tráfico aumentou 110%. A alta se explica, de acordo com especialistas, pela confusão entre usuário e traficante.

A comissão aprovou uma exceção em que o uso de drogas será crime: quando ele ocorrer na presença de crianças ou adolescentes ou nas proximidades de escolas e outros locais com concentração de crianças e adolescentes.

Nesse caso, as penas seriam aquelas aplicadas atualmente ao uso comum: advertência sobre os efeitos das drogas, prestação de serviços à comunidade e o comparecimento obrigatório a programa ou curso educativo.

Para diferenciar o usuário do traficante, os juristas estabeleceram a quantidade máxima de droga a ser encontrada com o acusado: o equivalente a cinco dias de uso. Como a quantidade média diária varia conforme a droga, o texto estabelece que serão utilizadas as definições da Anvisa.

A comissão também aprovou a diminuição da pena máxima para o preso por tráfico. Hoje são cinco a 15 anos de prisão e a proposta estabelece cinco a 10.

Dos nove juristas presentes de um total de 15 da comissão, apenas o relator, o procurador da República Luiz Carlos Gonçalves, votou contra a descriminalização.

Para ele, o fato de o usuário não ser punido acabará estimulando que ele seja considerado pela polícia e pela Justiça um traficante, o que aumentaria o encarceramento - exatamente o efeito contrário que a comissão pretende atingir.

A "PROPOSITAL" IGNORÂNCIA DA SENADORA KÁTIA ABREU

A senadora, a Folha e o extermínio indígena


Por Raphael Tsavkko Garcia em 29/05/2012 na edição 696


No dia 16 de maio, a Folha de S.Paulo, como de costume, publicou mais um artigo que presta tremendo desserviço aos movimentos sociais brasileiros. No caso específico, aos indígenas que lutam por seus direitos há mais de 500 anos enquanto são vítimas de extrema violência por todo o país nas mãos de latifundiários que ocupam ilegalmente suas terras.

Falo de um artigo da senadora governista Katia Abreu (PSD/TO) sobre uma suposta “manipulação” do conflito agrário, mais especificamente sobre como se dá (terras) demais para os índios, que eles já têm terra suficiente (até mais do que devia), que a Funai é malvada, e mais um punhado de frases de efeito e vazias com o intuito de ganhar apoio para coalhar de soja e gado a terra dos índios e todo e qualquer espaço verde restante no país, como se eles fossem inquilinos incômodos, e não os legítimos donos da terra.

A ideia central é a de isolar os indígenas em pequenas e restritas reservas, deixando-os à míngua (vale também lembrar o senso comum de que se o índio usa roupas ou precisa de remédios, por exemplo, está aculturado e deveria viver na cidade como “gente de bem”, esquecendo que as doenças foram trazidas pelos brancos e que uma cultura não é estática), enquanto o espaço “vazio” é preenchido por soja, gado, trigo e engorda os bolsos dos latifundiários com amplo espaço no Congresso e no governo.

Os indígenas são tratados – há séculos – como se fossem indigentes que apareceram para atrapalhar o “progresso”, como se não habitassem a terra há milhares de anos, milhares, aliás, antes de qualquer branco ou latifundiário ter “posse” sobre algum pedaço desse país. Mas, aliada de Dilma e do PT, Katia Abreu tem todo espaço do mundo para pregar e impor seu discurso e conta com conivência entusiasmada dos barões da mídia, muitas vezes patrocinados pelos líderes da “agroindústria”.

Mas, claro, a Folha abre um pequeno espaço para o contraditório... realmente pequeno. Eis o que a Folha publicou da carta que enviei imediatamente após ler tantos absurdos:

A questão indígena

“No texto ‘A manipulação de um conflito’ (Tendências/Debates, 22/5), a senadora Kátia Abreu demonstra seu absoluto desconhecimento sobre como vivem os índios no Brasil. A senadora defende que os índios sejam confinados em pequenos parques e que o resto da terra seja usado para o plantio de soja.

Raphael Tsavkko Garcia”

E agora o que efetivamente escrevi:

“A senadora Katia Abreu demonstra mais uma vez – como se fossem necessárias mais provas – seu total e absoluto desconhecimento sobre como vivem os índios no Brasil, sobre sua cultura e modo de vida.

“Querer dizer que os índios representam apenas pequena parte da população brasileira – e isso usando dados desatualizados sobre o real número de indígenas, talvez de propósito – e, então, não teriam direito à terra é, no mínimo má-fé, além de alegado desconhecimento.

“Em primeiro lugar, estamos falando do povo originário do país, os legítimos donos da terra, que tiveram seus direitos esmagados há e por mais de 500 anos, logo, tratá-los como se estivessem pedindo algo que não lhes é de direito, é não só ridículo, como criminoso. Em segundo lugar, muitas das tribos indígenas que ainda não foram totalmente devastadas pelo ‘homem branco’ precisam de espaço para caçar, plantar, enfim, para exercer livremente seu modo de vida e, sejamos honestos, frente aos apartamentos cada vez menores e espaços cada vez mais restritos do ‘homem da cidade’, não me parece pedir muito.

“O que a senadora Katia Abreu defende é que os índios sejam confinados em pequenos parques, tratados como bichos e que o resto da terra seja usado para soja a ser exportada e para engordar o bolso de seus comparsas.”

Seria mais honesto que a Folha não fingisse honestidade editorial praticamente mudando o sentido daquilo que é enviado e mutilando totalmente a mensagem. Mas está dado o recado. É um pequeno espaço, uma pequena revolta, sem financiamento de nenhuma indústria, em defesa da dignidade humana e contra o agronegócio explorador.

***
[Raphael Tsavkko Garcia é jornalista, blogueiro, mestrando em Comunicação (Cásper Líbero) e bacharel em Relações Internacionais]


IMPOSTOS: O BRASIL DE TRABALHADORES, POLÍTICOS E "CACHOEIRAS"

Brasileiro trabalha até hoje só para pagar impostos



Do UOL, em São Paulo
 
 

INFOGRÁFICO: O PESO DOS IMPOSTOS

Clique na imagem e compare os impostos do país

O equivalente ao rendimento que o trabalhador brasileiro obteve de 1º de janeiro deste ano até hoje (29) será usado só para o pagamento de impostos, taxas e contribuições. Em 2012, foram necessários quase cinco meses para arcar com toda a carga tributária exigida pelos governos federal, estaduais e municipais. Os cálculos são do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário).

O volume de dias trabalhados pelo brasileiro só para pagar impostos soma 150 dias e é superior ao de países como México (95 dias), Chile (97 dias), Argentina (101 dias), Estados Unidos (102 dias) e Espanha (137 dias). É praticamente o mesmo observado na França (149 dias) e inferior ao visto na Suécia (185 dias).

Média de dias trabalhados para arcar com tributos vem subindo


O total de dias é bem superior ao das décadas anteriores. Na década de 70, por exemplo, em média, foram necessários 76 dias trabalhados por ano somente para pagar tributos, ou dois meses e 16 dias. Na década de 80, a média subiu para 77 dias (dois meses e 17 dias) e, na década de 90, para 102 dias (três meses e 12 dias).

Parte da tributação no Brasil incide sobre os rendimentos. É o caso, por exemplo, do Imposto de Renda. O cidadão também paga imposto sobre o consumo, que já vem embutido no preço dos produtos e serviços, como PIS, Cofins, ICMS, IPI e ISS. Paga, ainda, imposto sobre o patrimônio, como o IPTU e o IPVA.

De todo o rendimento bruto, o contribuinte brasileiro terá de destinar 40,98%, em 2012, para arcar com essa tributação. Em 2003, a média foi de 36,98% do rendimento, contra 37,81% em 2004, 38,35% em 2005, 39,72% em 2006, 40,01% em 2007, 40,51% em 2008, 40,15% em 2009, 40,54% em 2010 e 40,82% em 2011.

PORQUE ESTAS EMPRESAS NUNCA CUMPREM AS CONDICIONANTES?

Amazônia: MP pede paralisação de mina da Vale por danos a índios



Atividades da Onça Puma, em Ourilândia do Norte/PA

O Ministério Público Federal apresentou nesta segunda-feira um processo contra a mineradora Vale para paralisar as atividades em uma jazida de níquel por não realizar medidas de compensação a dois povoados indígenas afetados. A mina é operada pela empresa Onça Puma, filial de Vale e está localizada na localidade amazônica de Ourilandia do Norte, no estado do Pará, próxima das terras dos índios xikrin e kayapós.

O procurador André Casagrande Raupp afirmou em comunicado que a Vale era obrigada a tomar várias medidas para garantir a sobrevivência física e cultural dos dois povos indígenas, segundo o contrato de concessão da mina, assinado há dois anos, mas não cumpriu nenhuma das condições.

Além de pedir a paralisação das atividades, a procuradoria solicitou uma indenização de RS$ 1 milhão por mês, desde o início das obras em 2008, para cada um dos povos indígenas. Existe o risco que a mina contamine o rio Cateté, em cuja ribeira vive o povo Xikrin, o ar da região e cause poluição sonora, segundo estudos realizados pela Vale citados pela procuradoria.


As pesquisas também indicam o perigo da mina aumentar os fluxos migratórios à região, o que poderia gerar um aumento do desmatamento e invasão das terras indígenas por parte de madeireiros.

O povo Xikrin tem aproximadamente 1,3 mil indivíduos, enquanto a terra Kayapó é composta por quatro aldeias e somam 4,5 mil pessoas, segundo dados oficiais citados pela denúncia.

A mina de níquel de Onça Puma é uma das maiores do mundo desse tipo e conta com uma central de processamento do mineral, segundo informações da companhia.


RESPOSTA: LUXO, DESPERDÍCIO E PILANTRAGENS

CÂMARA DISTRITAL DE  BRASÍLIA


Distritais adiam mudança para novo prédio da Câmara, que está pronto.
As obras custaram três vezes mais que o preço inicial






A nova sede da Câmara Legislativa do Distrito Federal está praticamente pronta. Faltam pequenos detalhes no acabamento, os móveis e a vontade dos deputados distritais. Eles só não mudaram ainda por causa da repercussão do escândalo que assola Brasília desde 27 de novembro. Temem piorar a situação em função do luxo do novo prédio, que ficou quase três vezes mais caro que o estimado inicialmente. O Correio entrou no edifício.

Construído de frente para o Eixo Monumental, ele tem dimensões monumentais, além de tudo para garantir o conforto dos parlamentares e seus assessores. Milionária e vazia, porém, a obra agora está mais para um elefante branco símbolo do desperdício de recursos públicos.

São 10 pavimentos, sendo três de subsolo apenas para estacionamento privativo, com mil vagas. Ao todo, 48 mil metros quadrados de área construída. Cada um dos 24 gabinetes conta com 90 metros quadrados, mais que a maioria dos apartamentos de Brasília. Ainda há auditório para 500 pessoas, ao menos 12 elevadores, galeria suspensa no plenário, praça, espelhos d’água, lanchonete, restaurante, banheiros por todos os lados. Tudo cercado de muito vidro e com o que há de mais moderno em iluminação, refrigeração e segurança.



Os gabinetes dos distritais ficam nos quatro últimos andares. No mais alto, estão os dos integrantes da Mesa Diretora. De todos é possível avistar o Eixo Monumental ou o Parque da Cidade. Nos dois primeiros pavimentos, chamados de térreo inferior e térreo superior, há amplas salas de reunião e salões para serem usados em cerimônias fechadas e públicas. No que batizaram de térreo inferior, há salas com pisos de madeira nobre, virados para a praça e os espelhos d’água. O plenário fica em um prédio à parte, sem janelas.



O acesso ao plenário se dá pela praça ou um amplo corredor e vidro, que o liga ao edifício de 10 pavimentos. O desenho do plenário da nova Câmara Legislativa é muito parecido com o da Câmara dos Deputados. Antes de entrar nele, há um salão, igual ao Salão Verde do Congresso Nacional. Pronto, o plenário permanece fechado por grossas correntes e enormes cadeados. Mas através da porta de vidro principal se vê o piso coberto de carpete e o fino acabamento do teto.



Preço inflado

Orçada em R$ 42 milhões em 2001, a obra da Câmara Legislativa já havia consumido mais de R$ 83 milhões em 2007. E chegará a R$ 120 milhões. Somente com mobília, serão gastos R$ 10,7 milhões. São 15.357 objetos, entre sofás, mesas, armários, gaveteiros, estações de trabalho, aparadores, vestiários e lixeiras. Os itens foram discriminados no edital de licitação. Uma curiosidade: há 24 distritais, mas a nova Câmara pretende equipar 36 gabinetes de deputados.



Chama atenção também o detalhamento das especificações dos itens que ocuparão as áreas internas da nova Câmara.

As cadeiras em que vão se sentar os distritais também estão muito bem explicadas em 13 tópicos. Entre eles, que o material será em couro natural, com encosto de cabeça independente e tela antitranspirante, além de contra-assento com proteção em plástico injetado, braços cromados ou em alumínio com regulagens de altura e de abertura, apoia-braços em poliuretano, regulagem de tensão do encosto, base de alumínio com cinco patas, pistão a gás cromado. Os servidores também terão um item para conforto. Serão comprados mil apoios para pé com três estágios de altura. Onze empresas foram escolhidas para fornecer o material.



A nova sede acarretará em aumento no número de servidores responsáveis pela vigilância. Segundo a instituição, isso ocorrerá porque a área da sede vai praticamente triplicar, passando de 18 mil metros quadrados do atual prédio na Asa Norte, para 48 mil metros quadrados na nova Casa. Além de aumentar a quantidade de servidores responsáveis por manter a Câmara limpa e segura, a direção do Poder Legislativo candango tomou a decisão de terceirizar esse tipo de mão de obra. Vale lembrar que três dos deputados distritais são donos de empresas de vigilância e limpeza, inclusive Leonardo Prudente (sem partido), que renunciou à Presidência da Câmara. Todas as firmas prestam serviços ao Governo do Distrito Federal.




Em formato circular, prédio do plenário reflete na fachada espelhada do edifício de 10 pavimentos da nova sede: modernidade e sofisticação (Renato Alves/CB/D.A Press
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Em formato circular, prédio do plenário reflete na fachada espelhada do edifício de 10 pavimentos da nova sede: modernidade e sofisticação

Planos desfeitos

Assim com fizeram com os pedidos de impeachment do governador José Roberto Arruda (sem partido), os deputados distritais têm protelado a mudança para a nova sede da Câmara Legislativa. O sorteio dos gabinetes estava marcado para 2 de dezembro, com a presença de Arruda. Em 15 de dezembro, a nova sede abrigaria a última sessão do ano da Câmara Legislativa, quando os deputados votariam o orçamento do GDF para 2010. A inauguração oficial do prédio seria em 2 de fevereiro, com a mudança definitiva dos parlamentares e todos os funcionários.



Mas tudo foi desmarcado após a divulgação em série dos vídeos de autoria do ex-secretário de Assuntos Institucionais do GDF Durval Barbosa. Oito dos 24 deputados aparecem recebendo dinheiro de suposto esquema de propina. Todos os 19 parlamentares da antiga base de Arruda estão sob suspeição, devido aos depoimentos de Durval. Agora, o novo presidente da Câmara Legislativa, Wilson Lima (PR), diz que o novo prédio pode ser inaugurado em 1º de maio. “Mas, antes, vou me reunir com todos os deputados”, ressalta. Para ele, não há problema algum nos custos do nababesco edifício. “Aquela Casa é do povo. O povo merece estar num local confortável.”



Memória

Obra problemática

Iniciada na gestão do hoje senador Gim Argello (PTB) como presidente da Casa, em 2001, a obra da nova sede da Câmara Legislativa foi durante muito tempo apenas um esqueleto às margens do Eixo Monumental. A construção ficou paralisada entre 2005 e 2008. Faltou dinheiro e sobraram questionamentos na Justiça. Engenheiros chegaram a condenar a estrutura do prédio que, em função da exposição por tanto tempo sem acabamento, poderia ter sido comprometida.



Durante a presidência de Alírio Neto (PPS), no entanto, os deputados se mobilizaram para retomar a obra. Em 2007, para tentar apressar a conclusão do prédio, Alírio fez um acordo com o governador José Roberto Arruda (DEM), pelo qual entregou ao Executivo o papel de fiscalizar a construção e realizar novo processo licitatório. Cláusulas do novo edital foram questionadas pelo Tribunal de Contas do DF, mas as pendências acabaram sanadas.



No orçamento para 2008, os distritais aprovaram uma emenda da Mesa Diretora que destinou R$ 24 milhões para a conclusão do prédio. O dinheiro foi retirado do limite de emendas a que os deputados tinham direito, graças a um acordo fechado entre os parlamentares nas vésperas da votação.



Enquanto os parlamentares locais se comprometeram com uma parte para finalizar a obra, o GDF injetou o restante do dinheiro para terminar a sede da Câmara. A obra, então, foi retomada no ano passado e, hoje, está praticamento concluída, ao custo de R$ 120 milhões.


Mais fácil segurar mandato', diz Alexandre sobre aumento do número de vereadores

O jornalista comenta projeto que quer aumentar número de vereadores. Para Alexandre, a discussão é uma contradição vendo que as cidades não conseguem garantir os serviços básicos.



No Distrito Federal, onde os vereadores são chamados de deputados distritais, a câmara local construiu um palácio suntuoso para sua sede. Estava orçado em R$ 42 milhões, mas custou R$ 120 milhões e foi entregue há dois anos. Pois agora, só em projeto arquitetônico de uma reforma, vão gastar R$ 165 mil. Enquanto isso, hospitais públicos e escolas estão em situação precária.

Em Jaraguá do Sul, Santa Catarina, painéis pela cidade, mostravam que um vereador ganha o mesmo que uma dúzia de professores; que faltam médicos, creches e hospitais; que um operário trabalha 44 horas por semana e um vereador, cinco horas. O cartaz concluía: não precisamos de mais vereadores.

A emenda constitucional só estabelece o limite máximo, mas não obriga chegar a ele. em Cachoeira do Sul, um abaixo assinado com 5,2 mil assinaturas fez o prefeito convocar um referendo para saber se o povo quer ou não aumentar o número de vereadores de dez para quinze. Uma pesquisa do Jornal do Povo, de lá, mostrou que 87% da população não quer o aumento. Os vereadores recorreram ao Tribunal de Justiça, alegando que só eles podem convocar referendo que foi suspenso por uma liminar. O julgamento pelo tribunal será dia 6.

Por que essa vontade de ter mais vereadores? É que o número de votos para se reeleger diminui, fica mais fácil segurar o mandato que deve ser bom, porque já passou o tempo em que ser vereador não tinha remuneração. Valia pela honra de servir aos conterrâneos.


segunda-feira, 28 de maio de 2012

HACKERS: ELES NÃO NOS DEIXAM EM PAZ!

Malware promete destruir computadores no dia 9 de julho


Para o TechTudo

DNS Changer é um vilão para qualquer computador (Foto: Reprodução) (Foto: DNS Changer é um vilão para qualquer computador (Foto: Reprodução))
DNS Changer (Foto: Reprodução)
Um malware que muda o método de acesso dos computadores aos servidores de DNS pode fazer com que estas máquinas parem de funcionar no próximo dia 9 de julho. O cavalo de troia, que infecta tantos PCs como Macs, é chamado de DNS Changer e redireciona os dados dos aparelhos para os de um servidor criado por hackers.
 
 
O trojan, ao "sequestrar” o tráfego da web do usuário, é capaz de enviar arquivos infestados de propagandas.

Milhares de computadores de todo o mundo foram infectados com o malware e ficaram ameaçados de sequer conseguirem acessar à Internet.

Com a operação Rove Digital, o FBI conseguiu prender os desenvolvedores do vírus. Todos foram presos e até mesmo um servidor especial das autoridades americanas foi criado para que os computadores infectados com o malware pudessem navegar na web tranquilamente.

No entanto, o servidor será retirado do ar no próximo dia 9 de julho. Assim, as máquinas ficarão impossibilitadas de acessar à Internet. Ou seja, se você acha que existe alguma possibilidade de o seu computador estar infectado com este vírus, acesse o site
DNS Changer Check-up.

Caso a avaliação seja positiva, uma organização chamada DNS Changer Working Group listará ferramentas antivírus para você limpá-lo.

 Via Mashable