sexta-feira, 30 de novembro de 2012

MORAR BEM: VEJA ALGUMAS RESIDÊNCIAS DE POLÍTICOS BRASILEIROS

CONHEÇA ONDE VIVEM ALGUNS POLÍTICOS BRASILEIROS








O empresário e ex-senador Gilberto Miranda construiu uma mansão e um heliporto na ilha das Cabras, região de Ilhabela, no litoral paulista. Como se trata de bem da União, coube à AGU (Advogacia Geral da União) opinar sobre a intervenção. Com a deflagração da operação Porto Seguro, da Polícia Federal, os pareceres da AGU favoráveis à permanência do ex-senador na ilha foram revogadas.   Juca Varella/Folhapress




Edifício Hill House, na região central de São Bernardo do Campo (SP), onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva adquiriu um apartamento na cobertura em 1996. Segundo dados de 2006 da Justiça Eleitoral, Lula declarou à Receita que o imóvel vale R$ 189 mil (o valor informado à Receita não está corrigido, por isso é inferior ao valor comercial atual) Leandro Moares/Folhapress - 24.mai.2008

Castelo avaliado em R$ 25 milhões do ex-corregedor da Câmara e deputado federal Edmar Moreira (na época no DEM-MG, hoje no PR) no distrito de Carlos Alves, em São João Nepomuceno (MG). O parlamentar não declarou à Receita, nem à Justiça Eleitoral, o valor do imóvel, que foi descoberto em 2009. Na época, Edmar afirmou que a propriedade foi passada para seus filhos em 1993 Leonardo Costa/Estado de Minas/Folha Imagem


A nove quadras do apartamento de Kassab fica a casa do senador Eduardo Suplicy (PT-SP), também em uma área nobre da cidade. O imóvel do senador na declaração à Receita vale R$ 788 mil (o valor informado à Receita não está corrigido, por isso é inferior ao valor comercial atual) Lucas Lima/UOL

Residência de Agaciel Maia, ex-diretor-geral do Senado, localizada no Lago Sul, área nobre de Brasília. Avaliado em R$ 5 milhões, o imóvel foi comprado em nome do irmão de Agaciel, que não declarou o bem à Receita Federal. Ao lado de Sarney, presidente do Senado, Agaciel se envolveu no escândalos dos atos secretos. Atualmente, Agaciel é deputado distrital no DF pelo PTC Lula Marques/Folhapress - 27.fev.2009

Imóvel no Setor Marista, que possui o metro quadrado mais caro de Goiânia, de propriedade do ex-governador de Goiás Íris Rezende (PMDB). Na declaração à Receita Federal, Rezende informou que o imóvel vale R$ 360 mil (o valor informado à Receita não está corrigido, por isso é inferior ao valor comercial atual). Atualmente o local abriga uma clínica de Adriana Rezende, filha do ex-governador Cristiano Borges/UOL

Casa da ex-governadora do Rio Grande do Sul Yeda Crusius (PSDB) no bairro Vila Jardim, em Porto Alegre. À Receita Federal, a tucana informou que possui 50% do imóvel, cujo valor da declaração foi de R$ 750 mil (o valor informado à Receita não está corrigido, por isso é inferior ao valor comercial atual) Roberto Vinicius/Freelancer 

Mansão do deputado federal e ex-prefeito da capital paulista Paulo Maluf (PP) na rua Costa Rica, nos Jardins (zona oeste), um dos bairros mais nobres da cidade. Maluf possui dois imóveis na mesma rua, com valores de R$ 1,34 milhão e R$ 462 mil declarados à Receita Federal (o valor informado à Receita não está corrigido, por isso é inferior ao valor comercial atual) Luiz Carlos Murauskas/Folhapress - 06.out.2000

Assim como Collor, o governador de Alagoas, Teotônio Vilela Filho (PSDB), é proprietário de um apartamento de frente para o mar na praia de Jatiúca, uma das áreas mais nobres de Maceió. O imóvel, segundo declaração à Receita Federal, vale R$ 2,9 milhões (o valor informado à Receita não está corrigido, por isso é inferior ao valor comercial atual) Beto Macário/UOL

Casa onde mora o ex-governador de São Paulo, José Serra (PSDB), em Alto de Pinheiros, bairro nobre da zona oeste da capital paulista --não há informações sobre o valor do imóvel João Wainer/Folhapress

Vista aérea da residência particular do senador José Sarney (PMDB-AP), avaliada em R$ 4 milhões, na Península dos Ministros, em Brasília, que não foi declarado à Justiça Eleitoral nas eleições de 2006. Em julho de 2009, a assessoria do senador afirmou que o imóvel não foi declarado por esquecimento do contador Dida Sampaio/AE - 30.jun.2009

FIM DO MUNDO: NASA ALERTA SOBRE SUICÍDIOS

Nasa desmente 'fim do mundo' e alerta sobre suicídios

Cientistas rebatem rumores na internet; um deles diz receber cartas de crianças que cogitam se matar e menciona caso de pais que pensam em assassinar filhos por acreditar em rumores do apocalipse.


Da BBC


Nasa desmente 'fim do mundo' e alerta sobre suicídios (Foto: AFP/Nasa)



Após receber uma enxurrada de cartas de pessoas seriamente preocupadas com teorias que preveem o fim do mundo no dia 21 de dezembro de 2012, a agência espacial americana (Nasa) resolveu 'desmentir' esses rumores na internet.

Nesta quarta-feira (28), a Nasa fez uma conferência online com a participação de diversos cientistas. Além disso, também criou uma seção em seu website para desmentir que haja indícios de que um fim do mundo esteja próximo.

Segundo o astrobiologista David Morrison, do Centro de Pesquisa Ames, da Nasa, muitas das cartas expondo preocupações com as teorias apocalípticas são enviadas por jovens e crianças.

Alguns dizem até pensar em suicídio, de acordo com o cientista, que também mencionou um caso, reportado por um professor, de um casal que teria manifestado intenção de matar os filhos para que eles não presenciassem o apocalipse.

'Estamos fazendo isso porque muitas pessoas escrevem para a Nasa pedindo uma resposta (sobre as teorias do fim do mundo). Em particular, estou preocupado com crianças que me escrevem dizendo que estão com medo, que não conseguem dormir, não conseguem comer. Algumas dizem que estão até pensando em suicídio', afirmou Morrison.

'Há um caso de um professor que disse que pais de seus alunos estariam planejando matar seus filhos para escapar desse apocalipse. O que é uma piada para muitos e um mistério para outros está preocupando de verdade algumas pessoas e por isso é importante que a Nasa responda a essas perguntas enviadas para nós.'

Calendário maia

Um desses rumores difundidos pela internet justifica a crença de que o mundo acabará no dia 21 dizendo que essa seria a última data do calendário da civilização maia.


Outro rumor tem origens em textos do escritor Zecharia Sitchi dos anos 1970. Segundo tais teorias, documentos da civilização Suméria, que povoou a Mesopotâmia, preveriam que um planeta se chocaria com a Terra. Alguns chamam esse planeta de Nibiru. Outros de Planeta X.

'A data para esse suposto choque estava inicialmente prevista para maio de 2003, mas como nada aconteceu, o dia foi mudado para dezembro de 2012, para coincidir com o fim de um ciclo no antigo calendário maia', diz o site da Nasa.

Sobre o fim do calendário maia, a Nasa esclarece que, da mesma forma que o tempo não para quando os 'calendários de cozinha' chegam ao fim, no dia 31 de dezembro, não há motivo para pensar que com o calendário maia seria diferente - 21 de dezembro de 2012 também seria apenas o fim de um ciclo.

A agência espacial americana enfatiza que não há evidências de que os planetas do sistema solar 'estejam se alinhando', como dizem algumas teorias, e diz que, mesmo que se isso ocorresse, os efeitos sobre a Terra seriam irrelevantes. Também esclarece que não há indícios de que uma tempestade solar possa ocorrer no final de 2012 e muito menos de que haja um planeta em rota de colisão com a Terra.

'Não há base para essas afirmações', diz. 'Se Nibiru ou o Planeta X fossem reais e estivessem se deslocando em direção à Terra para colidir com o planeta em 2012, astrônomos já estariam conseguindo observá-lo há pelo menos uma década e agora ele já estaria visível a olho nu', diz o site da Nasa.


BELO MONTE: VER O QUE PRECISA SER VISTO

USINA DE BELO MONTE  
Desafios Históricos


BRASIL: TODO MUNDO "ENTENDE DE ÍNDIO"!


Kátia Abreu não tem crédito para emitir juízos sobre índios

POR JOSÉ RIBAMAR BESSA FREIRE

A senadora, empresária, fazendeira e antropóloga

Nelson Rodrigues só se deslumbrou com "a psicóloga da PUC" porque não conheceu "a antropóloga da Folha". Mas ela existe. É a Kátia Abreu. É ela quem diz aos leitores da Folha de S. Paulo, com muita autoridade, quem é índio no Brasil. É ela quem religiosamente, todos os sábados, em sua coluna, nos explica como vivem os "nossos aborígenes". É ela quem nos ensina sobre a organização social, a distribuição espacial e o modo de viver deles.

Podeis obtemperar que o caderno Mercado, onde a coluna é publicada, não é lugar adequado para esse tipo de reflexão e eu vos respondo que não é pecado se aproveitar das brechas da mídia. Mesmo dentro do mercado, a autora conseguiu discorrer sobre a temática indígena, não se intimidou nem sequer diante de algo tão complexo como a estrutura de parentesco e teorizou sobre "aborigenidade", ou seja, a identidade dos "silvícolas" que constitui o foco central de sua  – digamos assim – linha de pesquisa.

A maior contribuição da antropóloga da Folha talvez tenha sido justamente a recuperação que fez de categorias como "sílvicola" e "aborígene", muito usadas no período colonial, mas lamentavelmente já esquecidas por seus colegas de ofício. Desencavá-las foi um trabalho de arqueologia num sambaqui conceitual, que demonstrou, afinal, que um conceito nunca morre, permanece como a bela adormecida à espera de alguém que o desperte com um beijo. Não precisa nem reciclá-lo. Foi o que Kátia Abreu fez.

Com tal ferramenta inovadora, ela estabeleceu as linhas de uma nova política indigenista, depois de fulminar e demolir aquilo que chama de "antropologia imóvel" que seria praticada pela Funai. Sua abordagem vai além do estudo sobre a relação observador-observado na pesquisa antropológica, não se limitando a ver como índios observam antropólogos, mas como quem está de fora observa os antropólogos sendo observados pelos índios. Não sei se me faço entender. Mas em inglês seria algo assim como Observing Observers Observed. 


Os argonautas do Gurupi

Todo esse esforço de abstração desaguou na criação de um modelo teórico, a partir do qual Kátia Abreu sistematizou um ousado método etnográfico conhecido como abreugrafia que, nos anos 1940, não passava de um prosaico exame de raios X do tórax, uma técnica de tirar chapa radiográfica do pulmão para diagnosticar a tuberculose, mas que foi ressignificado. Hoje, abreugrafia é a descrição etnográfica feita com o método inventado por Kátia Abreu, no caso uma espécie de raio X das sociedades indígenas.

Esse método de coleta e registro de dados foi empregado na elaboração dos três últimos artigos assinados pela antropóloga da Folha: Uma antropologia imóvel (17/11), A Tragédia da Funai (03/11/) e Até abuso tem limite (27/10) que bem mereciam ser editados, com outros, num livro intitulado "Os argonautas do Gurupi". São textos imperdíveis, que deviam ser leitura obrigatória de todo estudante que se inicia nos mistérios da antropologia. A etnografia refinada e apurada que daí resulta quebrou paradigmas e provocou uma ruptura epistemológica ao ponto de não-retorno.

A antropóloga da Folha aplicou aqui seu método revolucionário – a abreugrafia – que substituiu o tradicional trabalho de campo, tornando caducas as contribuições de Boas e Malinowski. Até então, para estudar as microssociedades não ocidentais, o antropólogo ia conviver lá, com os nativos, tinha de "viver na lama também, comendo a mesma comida, bebendo a mesma bebida, respirando o mesmo ar" da sociedade estudada, numa convivência prolongada e profunda com ela, como em  'Lama', interpretada por Núbia Lafayette ou Maria Bethania.

A abreugrafia acabou com essas presepadas. Nada de cantoria. Nada de anthropological blues. Agora, o antropólogo já não precisa se deslocar para sítios longínquos, nem viver um ano a quatro mil metros de altura, numa pequena comunidade nos Andes, comendo carne de lhama, ou se internar nas selvas amazônicas entre os huitoto, como fez um casal de amigos meus. E tem ainda uma vantagem adicional: com a abreugrafia, os antropólogos nunca mais serão observados pelos índios.

Em que consiste, afinal, esse método que dispensa o trabalho de campo? É simples. Para conhecer os índios, basta tão somente pagar entrevistadores terceirizados. Foi o que fez a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) que, por acaso, é presidida por Kátia Abreu. A CNA encomendou pesquisa ao Datafolha que, por acaso, pertence à empresa dona do jornal onde, por acaso, escreve Kátia. Está tudo em casa. Por acaso.


Terra à vista

Os pesquisadores contratados, sempre viajando em duplas – um homem e uma mulher – realizaram 1.222 entrevistas em 32 aldeias com cem habitantes ou mais, em todas as regiões do país. Os resultados mostram que 63% dos índios têm televisão, 37% tem aparelho de DVD, 51% geladeira, 66% fogão a gás e 36% telefone celular. "A margem de erro" – rejubila-se o Datafolha – "é de três pontos percentuais para mais ou para menos".

"Eu não disse! Bem que eu dizia" – repetiu Kátia Abreu no seu último artigo, no qual gritou "terra à vista", com o tom de quem acaba de descobrir o Brasil. O acesso dos índios aos eletrodomésticos foi exibido por ela como a prova de que os "silvícolas" já estão integrados ao modo de vida urbano, ao contrário do que pretende a Funai, com sua "antropologia imóvel" que "busca eternizar os povos indígenas como primitivos e personagens simbólicos da vida simples".

A antropóloga da Folha, filiada à corrente da "antropologia móvel", seja lá o que isso signifique, concluiu:

"Nossos tupis-guaranis, por exemplo, são estudados há tanto tempo quanto os astecas e os incas, mas a ilusão de que eles, em seus sonhos e seus desejos, estão parados, não resiste a meia hora de conversa com qualquer um dos seus descendentes atuais".

Antropólogos da velha guarda que persistem em fazer trabalho de campo alegam que Kátia Abreu, além de nunca ter conversado sequer um minuto com um índio, arrombou portas que já estavam abertas. 

Qualquer aluno de antropologia sabe que as culturas indígenas não estão congeladas, pois vivem em diálogo com as culturas do entorno. Para a velha guarda, Kátia Abreu cometeu o erro dos geocêntricos, pensando que os outros estão imóveis e ela em movimento, quando quem está parada no tempo é ela, incapaz de perceber que não é o sol que dá voltas diárias em torno da terra.

No seu artigo, a antropóloga da Folha lamenta que os índios "continuem morrendo de diarreia". Segundo ela, isso acontece, não porque os rios estejam poluídos pelo agronegócio, mas "porque seus tutores não lhes ensinaram que a água de beber deve ser fervida". Esses tutores representados pela FUNAI – escreve ela – são responsáveis por manter os índios "numa situação de extrema pobreza, como brasileiros pobres". Numa afirmação cuja margem de erro é de 3% para mais ou para menos, ela conclui que os índios não precisam de tutela.

Quem precisa de tutela intelectual é Kátia Abreu – retrucam os antropólogos invejosos da velha guarda, que desconhecem a abreugrafia. Eles contestam a pobreza dos índios, citando Marshall Sahlins através de postagem feita no facebook por Eduardo Viveiros de Castro: "Os povos mais 'primitivos' do mundo tem poucas posses, mas eles não são pobres. Pobreza não é uma questão de se ter uma pequena quantidade de bens, nem é simplesmente uma relação entre meios e fins. A pobreza é, acima de tudo, uma relação entre pessoas. Ela é um estatuto social. Enquanto tal, a pobreza é uma invenção da civilização. Ela emergiu com a civilização…"


Miss Desmatamento

A conclusão mais importante que a antropóloga da Folha retira das pesquisas realizadas com a abreugrafia é de que os "aborígenes", já modernizados, não precisam de terras que, aliás, segundo a pesquisa, é uma preocupação secundária dos índios, evidentemente com uma margem de erro de três pontos para mais ou para menos.

Reduzir o índio à terra é o mesmo que continuar a querer e imaginá-lo nu – escreve a antropóloga da Folha, que não quer ver o índio nu em seu território. "Falar em terra é tirar o foco da realidade e justificar a inoperância do poder público. O índio hoje reclama da falta de assistência médica, de remédio, de escola, de meios e instrumentos para tirar o sustento de suas terras. Mais chão não dá a ele a dignidade que lhe é subtraída pela falta de estrutura sanitária, de capacitação técnica e até mesmo de investimentos para o cultivo".

A autora sustenta que não é de terra, mas de fossas sépticas e de privadas que o índio precisa. Demarcar terras indígenas, para ela, significa aumentar os conflitos na área, porque "ocorre aí uma expropriação criminosa de terras produtivas, e o fazendeiro, desesperado, tem que abandonar a propriedade com uma mão na frente e outra atrás".

Ficamos, então, assim combinados: os índios não precisam de terra, quem precisa são os fazendeiros, os pecuaristas e o agronegócio. Dados apresentados pela jornalista Verenilde Pereira mostram que na área Guarani Kaiowá existem 20 milhões de cabeças de gado que dispõem de 3 a 5 hectares por cabeça, enquanto cada índio não chega a ocupar um hectare. Um discípulo menor de Kátia Abreu, Luiz Felipe Pondé, também articulista da Folha, tem feito enorme esforço para acompanhar a produção intelectual de sua mestra, usando as técnicas da abreugrafia, sem sucesso, como mostra artigo por ele publicado com o título Guarani Kaiowá de boutique (9/11), onde tenta debochar da solidariedade recente aos Kaiowá que explodiu nas redes sociais.

Kátia Regina de Abreu, 50 anos, empresária, pecuarista e senadora pelo Tocantins (ex-DEM,atual PSD), não é apenas antropóloga da Folha. É também psicóloga formada pela PUC de Goiás, reunindo dois perfis que deslumbrariam Nelson Rodrigues. Bartolomé De las Casas, reconhecido defensor dos índios no século XVI, contesta o discurso do cronista do rei, Gonzalo Fernandez de Oviedo, questionando sua objetividade pelo lugar que ele ocupa no sistema econômico colonial: 

“Se na capa do livro de Oviedo estivesse escrito que seu autor era conquistador, explorador e matador de índios e ainda inimigo cruel deles, pouco crédito e autoridade sua história teria entre os cristãos inteligentes e sensíveis”.

O que é que nós podemos escrever na capa do livro "Os Argonautas do Gurupi" de Kátia Abreu, eleita pelo movimento ambientalista como Miss Desmatamento? Que crédito e autoridade tem ela para emitir juízos sobre os índios? O que diriam os cristão inteligentes e sensíveis contemporâneos? Respostas em cartas à redação, com a margem de erro de 3% para mais ou para menos.


DESASTRES NATURAIS: A NOSSA CONTRIBUIÇÃO PARA A DESTRUIÇÃO


Os desastres naturais 
e o fator humano



QUANDO um carro é bem conservado, pode ser um meio de transporte seguro. Mas quando é mal usado e negligenciado, pode ser perigoso. De certo modo, pode-se dizer o mesmo sobre o planeta Terra.

Na opinião de muitos cientistas, mudanças na atmosfera e nos oceanos induzidas pelos humanos tornaram nosso planeta um lugar perigoso por contribuir para que os desastres naturais sejam piores e mais freqüentes. E o futuro parece incerto. “Estamos no meio de um grande e descontrolado experimento no único planeta que temos para viver”, disse um editorial sobre mudança climática, da revista Science.

Para entender melhor como a atividade humana pode estar afetando a freqüência e a gravidade dos desastres naturais, precisamos saber um pouco sobre o que está por trás dos fenômenos naturais. Por exemplo, o que faz com que fortes tempestades, como furacões, se formem?


Trocadores globais de calor


O sistema climático da Terra tem sido comparado a uma máquina que converte e distribui a energia solar. Como os trópicos recebem a maior parte do calor do Sol, o resultante desequilíbrio nas temperaturas causa deslocamentos na atmosfera. A rotação diária da Terra faz com que essa massa de ar úmido em movimento forme redemoinhos, alguns se tornando depressões, ou áreas de baixa pressão atmosférica. As depressões, por sua vez, podem tornar-se tempestades.

Se prestar atenção à rota usual das tempestades tropicais, notará que elas tendem a movimentar-se para longe do equador — para o norte ou para o sul — em direção às regiões mais frias. Ao fazer isso, as tempestades também servem como enormes trocadores de calor, ajudando a temperar o clima. Mas quando a temperatura da superfície dos oceanos — a “sala da caldeira” da máquina climática — ultrapassa cerca de 27 graus Celsius, as tempestades tropicais podem ganhar energia suficiente para se tornar ciclones, furacões ou tufões — nomes usados basicamente para o mesmo fenômeno, dependendo da região em que ocorre.

O pior desastre natural da história dos EUA, em termos de perda de vidas, ocorreu por causa de um furacão que atingiu violentamente a cidade-ilha de Galveston, Texas, em 8 de setembro de 1900. Ondas causadas pela tempestade provocaram entre 6 mil e 8 mil mortes na cidade, além das quase 4 mil mortes em áreas próximas, e derrubaram umas 3.600 casas. De fato, nem uma única construção em Galveston ficou ilesa.

Conforme mencionado no artigo anterior, muitas tempestades fortíssimas têm ocorrido em anos recentes. Os cientistas estão pesquisando se isso está relacionado ao aquecimento global, que talvez esteja fornecendo mais energia às tempestades. No entanto, as mudanças nas condições atmosféricas talvez sejam apenas um sintoma do aquecimento global. Outra conseqüência potencialmente destrutiva talvez já esteja em evidência.


Aumento no nível do mar e desmatamento


De acordo com um editorial na revista Science, “o nível do mar subiu de 10 a 20 centímetros [4 a 8 polegadas] no século passado, e podemos esperar piora”. Como isso pode estar relacionado ao aquecimento global? Os pesquisadores sugerem dois fatores possíveis. Uma possibilidade é que o gelo que cobre as regiões polares esteja derretendo, aumentando assim o volume dos oceanos. A outra, é a expansão térmica — à medida que os oceanos ficam mais quentes, seu volume aumenta.

As pequenas ilhas Tuvalu, no Pacífico, talvez já estejam sentindo os efeitos do aumento do nível do mar. A revista Smithsonian observa que dados coletados no atol de Funafuti mostram que o nível do mar ali subiu “uma média de 5,6 milímetros por ano na década passada”.

Em muitas partes do mundo, o crescimento populacional causa mais expansão urbana, mais favelas e mais degradação ambiental. Esses fatores podem aumentar a gravidade dos desastres naturais. Veja alguns exemplos.

O Haiti é muito populoso e tem uma história de desmatamento. Certa reportagem recente sugeriu que, apesar dos problemas econômicos, políticos e sociais serem graves, nada ameaça mais a existência do país do que o desmatamento. Essa ameaça tornou-se evidente de maneira trágica em 2004, quando chuvas torrenciais causaram deslizamentos de terra que ceifaram milhares de vidas.

A versão asiática da revista Time aponta para “aquecimento global, represas, desmatamento e queimadas” como agravantes dos desastres naturais que assolaram o sul da Ásia. Em outro extremo, o desmatamento pode piorar a seca, fazendo com que o solo perca a umidade mais rapidamente. Em anos recentes, por causa da seca, florestas na Indonésia e no Brasil, que normalmente são muito úmidas para queimar, sofreram os incêndios mais destrutivos já registrados. No entanto, as condições meteorológicas extremas de modo algum são a única causa de desastres naturais. Muitas regiões estão sujeitas a desastres gerados bem no interior da Terra.


Quando o solo entra em convulsão


A camada externa da crosta terrestre é feita de placas de vários tamanhos que se movimentam umas em relação às outras. De fato, há tanto movimento na crosta terrestre que vários milhões de terremotos podem ocorrer anualmente. É claro que muitos deles passam despercebidos.

Diz-se que cerca de 90% de todos os terremotos ocorrem ao longo de falhas, nas extremidades das placas. Apesar de serem raros, abalos sísmicos muito destrutivos também ocorrem no interior das placas. De acordo com estimativas, o terremoto que causou mais mortes em toda a história foi o que atingiu três províncias da China em 1556. Talvez tenha ceifado até 830 mil vidas.

Os terremotos também podem ter efeitos secundários mortais. Por exemplo, em 1.° de novembro de 1755, um deles arrasou a cidade de Lisboa, Portugal, que tinha uma população de 275 mil pessoas. Mas a tragédia não terminou aí. O terremoto causou incêndios e também tsunamis, segundo estimativas, de até 15 metros de altura, que invadiram a terra, vindos do oceano Atlântico. Tudo isso resultou em mais de 60 mil mortes.

Novamente, porém, o elemento humano é responsável até certo ponto pela gravidade de tais desastres. Um fator é a densidade populacional em áreas de alto risco. “Quase metade das grandes cidades do mundo ficam em áreas de risco sísmico”, diz o autor Andrew Robinson. Outro fator são as construções — os materiais usados e a qualidade estrutural. A verdade da frase: “Não são os terremotos que matam as pessoas, mas sim os prédios”, é confirmada muitas vezes. Mas se as pessoas são muito pobres para construir estruturas resistentes a terremotos, que outra escolha elas têm?


Vulcões — construtores e destruidores


“Pelo menos 20 vulcões provavelmente estarão em erupção enquanto você lê estas palavras”, declara um relatório do Instituto Smithsonian nos Estados Unidos. Falando de maneira geral, a teoria das placas tectônicas dita que terremotos e vulcões ocorrem em regiões similares — nas falhas, especialmente nas falhas oceânicas; na crosta terrestre, onde o magma ascende do manto através de fissuras; e nas zonas de subdução, onde duas placas se chocam, entrando uma sob a outra.

O vulcanismo de subdução é a maior ameaça em termos de número de erupções observadas e ocorrências perto de áreas habitadas. A Orla do Pacífico, conhecida como Círculo de Fogo, é salpicada com centenas de vulcões. Um pequeno número deles também pode ser encontrado nos pontos quentes, que ficam longe das extremidades das placas. As ilhas havaianas, os Açores, as ilhas Galápagos e as ilhas Sociedade, todas parecem ser produto de vulcanismo em pontos quentes.

Na verdade, os vulcões têm tido uma longa e construtiva participação na história da Terra. De acordo com o site de uma universidade, até “90% de todos os continentes e bacias oceânicas são o produto de vulcanismo”. Mas o que faz com que algumas erupções sejam extremamente violentas?

As erupções começam com uma ressurgência de magma do interior quente da Terra. Alguns vulcões simplesmente vazam lava, que raramente avança com velocidade suficiente para pegar as pessoas de surpresa. Mas outros explodem com mais energia do que uma bomba nuclear! Os fatores que determinam isso incluem a composição e viscosidade do material derretido que alimenta o vulcão e a quantidade de água superaquecida e gases dissolvidos nesse material. À medida que o magma se aproxima da superfície, água capturada no caminho e gás se expandem rapidamente. Com a composição certa de magma, o efeito pode ser bem semelhante ao do refrigerante que jorra ao ser aberto.

Felizmente, os vulcões em geral dão sinais antecipados de que entrarão em erupção. Foi o que ocorreu com o monte Pelée em 1902, na ilha caribenha da Martinica. Mas uma eleição estava para ocorrer numa cidade próxima, Saint Pierre, e os políticos incentivaram as pessoas a ficar ali, apesar das cinzas, mal-estar e medo que tomavam conta da cidade. De fato, a maioria das lojas já estavam fechadas havia vários dias!

Oito de maio era o Dia da Ascensão do Senhor e muitas pessoas foram à catedral católica a fim de rezar para que fossem salvas do vulcão. Naquela manhã, pouco antes das 8 horas, o monte Pelée entrou em erupção expelindo uma massa incandescente de piroclastos — cinzas, brasas, obsidianas, pedra-pomes e gás superaquecido — que chegava a temperaturas entre 200 e 500 graus Celsius. 

Rente ao chão, a negra nuvem mortal desceu pela montanha, cobriu a cidade, derreteu o sino da igreja, incendiou os navios que estavam no porto e matou quase 30 mil pessoas. Foi a erupção mais mortífera do século 20. Mas não teria sido assim se as pessoas tivessem acatado os sinais de aviso.


Os desastres naturais vão aumentar?


No seu relatório anual World Disasters Report 2004, a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho declara que, durante a década passada, os desastres geofísicos e os relacionados às condições meteorológicas aumentaram em mais de 60%. “Isso reflete tendências a longo prazo”, diz o relatório, que foi publicado um pouco antes dos catastróficos tsunamis de 26 de dezembro, no oceano Índico. Com certeza, se as populações em áreas de alto risco continuarem a aumentar e as florestas continuarem a diminuir, há pouco motivo para otimismo.

Além disso, muitos países industrializados continuam a lançar cada vez mais gases de efeito estufa na atmosfera. 

De acordo com um editorial na revista Science, adiar a redução dessas emissões “é como recusar tomar remédio para uma infecção em fase de desenvolvimento: isso com certeza vai sair mais caro no futuro”. Referindo-se a esses custos, um relatório canadense sobre diminuição de desastres disse: “A mudança climática pode ser considerada a questão ambiental mais profunda e abrangente com a qual a comunidade internacional já lidou.”

Atualmente, porém, a comunidade internacional não consegue nem mesmo entrar em acordo sobre se as atividades humanas contribuem para o aquecimento global, quanto mais concordar sobre como lidar com ele. Essa situação traz à lembrança a verdade bíblica: “Não é do homem  . . . o dirigir o seu passo.” ( Jeremias 10:23) Ainda assim, há esperança para essa situação, conforme veremos no próximo artigo. De fato, as aflições atuais, incluindo as condições tempestuosas da sociedade humana, dão ainda mais evidência de que o alívio está próximo.


Fonte: Estudo e Pesquisa


CAMPANHA PREMEDITADA PELA EXTINÇÃO DA FUNAI TEM APOIO DA MÍDIA



Jornalista australiano critica 'tolerância' brasileira ao infanticídio em aldeias indígenas



Soraya Mendanha





O jornalista australiano Paul Raffaele manifestou indignação, em audiência pública na Comissão de Direitos Humanos (CDH) nesta quinta-feira (29), com o que chamou de tolerância do governo brasileiro à prática do infanticídio em tribos indígenas isoladas.

Durante cerca de duas semanas de convivência com os índios Suruwahás, no Sudoeste do Amazonas, para produzir o documentário Amazon's Ancient Tribe - First Contact, Paul constatou que o grupo incentiva o assassinato de recém-nascidos deficientes ou filhos de mães solteiras, por acreditarem que são maus espíritos.

O jornalista afirmou que a Funai, e consequentemente o governo brasileiro, faz vista grossa à prática e que essa tolerância escapa de sua compreensão.

- Acredito que a Funai seja o órgão errado para administrar os territórios indígenas. O departamento está cheio de antropólogos que querem proteger a pureza cultural dos índios, mesmo quando isso envolve enterrar bebês vivos ou abandoná-los na floresta para serem comidos vivos por onças e outras feras - destacou.

Paul Raffaele disse discordar da política da Funai e do governo brasileiro de tentar manter tribos indígenas isoladas do resto da sociedade. Segundo ele, ao agirem assim, concordam e aprovam com uma das piores violações aos direitos humanos em todo o mundo.

- Não consigo entender por que não há, no Brasil, uma grande discussão a respeito do assunto. Como o povo brasileiro aceita as regras desses antropólogos? Não conheço nenhum outro país no mundo que aceite crianças enterradas vivas - ressaltou.

O jornalista, que trabalha há cerca de 50 anos visitando tribos isoladas, disse que, na maioria dos locais em que esteve, os jovens queriam ter contato com o mundo externo para buscar formação educacional e conhecimento. Raffaele afirmou que a Funai desencoraja esse tipo de atitude e incentiva os índios a permanecer na “Idade da Pedra”.

- Eles não perguntam o que os índios, principalmente os jovens, querem. Eles dizem a esses jovens o que devem fazer. Fecham as tribos no que eu chamo de museu antropológico vivo - disse.

Raffaele lembrou que membros da Funai e do governo brasileiro negam que ainda haja assassinato de bebês e crianças em tribos indígenas, mas ressaltou que existem provas contundentes que comprovam a prática, especialmente entre tribos mais isoladas.

- Não estou falando de algo que aconteceu há séculos. Pode ter acontecido ontem e acontecer amanhã. Está na hora de o governo brasileiro ficar do lado de todas as suas crianças e não apenas daquelas não indígenas - disse.

O senador Magno Malta (PR-ES), autor do requerimento da audiência, criticou a posição dos que defendem o ato como uma prática cultural. Ele disse acreditar que a cultura é sempre menor do que a vida e que não há justificativa para qualquer tipo de defesa à morte.

- Deus não criou a cultura, criou a vida - destacou.

Representantes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), do Ministério Público e parlamentares presentes à audiência ressaltaram a importância do tema e afirmaram que debaterão o assunto dentro dos órgãos, para que possam ser desenvolvidos projetos que levem mais cidadania às comunidades indígenas isoladas.

Os índios Suruwahá vivem em uma área no município de Camaruã, no Sudoeste do Amazonas. O grupo, composto hoje por cerca de 140 pessoas, é também conhecido como “povo do veneno”, devido à prática e veneração do suicídio, que constitui uma das características mais marcantes de sua cultura.

O consultor legislativo Fabiano Augusto Martins Silveira, representante do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), afirmou que as condutas verificadas na tribo podem ser classificadas não só como infanticídio, mas também como homicídio. De acordo com ele, cabe aos órgãos de proteção agir para impedir suicídios e homicídios.

- Não podemos ser tolerantes com aqueles que aceitam ou propagam a morte - disse.


quinta-feira, 29 de novembro de 2012

O SER HUMANDO E A CAPACIDADE DE SURPREENDER ... SEMPRE!


Policial de Nova York dá botas para mendigo e causa comoção no Facebook
 
Diana Figueiredo
 
 
O policial, não identificado, calçou as botas em um mendigo na Times Square
Foto: Reprodução do Facebook/ NYPD/ Jennifer Foster
 
Uma mulher e o marido estavam visitando a Times Square, em Nova York, no último dia 14 de novembro quando avistaram um mendigo descalço pedindo esmolas. Enquanto ela se aproximava, viu um policial falando com o homem: “Tenho botas que servem em você. Vamos colocá-las, e vou cuidar de você”. O policial calçou meias e as botas no mendigo. De longe, Jennifer Foster tirou uma foto, que foi enviada depois para a página do departamento de polícia (NYPD).
 
 
Desde terça-feira passada, a imagem já foi compartilhada mais de 78 mil vezes e curtida mais de 317 mil vezes. Há comentários como “Muito bom, América”, “Fantástico”, e “É assim que se faz”. Segundo Jennifer publicou na internet, o policial não sabia que ela estava assistindo (e fotografando).
 
 
Ela não conseguiu ver o nome do policial. “Nunca fiquei tão impressionada em toda a minha vida. Este oficial da polícia deu à nossa profissão uma demonstração de que a bondade humana não se perdeu em mim ou em qualquer um dos funcionários responsáveis ​​pela aplicação da lei”, disse Jennifer.
 
 
Polícial que calçou mendigo é identificado
 
O Departamento de Polícia de Nova York divulgou hoje o nome e a foto do policial envolvido no ato de bondade. O nome dele é Larry DePrimo, e a imagem abaixo é de 2011.

O policial foi identificado como Larry DePrimo 
 
Foto: Reprodução do Facebook / NYPD