terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

A ARTE DE CUIDAR DA PRÓPRIA VIDA: COMPARTILHE!

A Arte De Cuidar Da Própria Vida

Muitas pessoas reclamam da falta de tempo para as atividades cotidianas, para o lazer, para o papo entre amigos, para estudar, mas para muitas dessas pessoas o tempo é grande e de tão grande sobra. O que comprova isso é disposição que as pessoas encontram para falar sobre o vida do outro, sobre os fracassos e quase nunca sobre as vitórias.

Falar da vida alheia agora tá na mídia, tá na moda, quanta audiência tem o BBB, com que finalidade assistimos? Para sabermos da vida dos confinados ou para sabermos quem falou da vida de quem? Pronto formou se aí um ciclo vicioso.

As pessoas perdem horas do seu dia único, para falar sobre o outro, mas que tempo lhe sobra para pensar sobre os próprios defeitos? 

Um certo dia uma mulher muito sábia ficou sabendo que o povo de sua cidade falava muito mal dos seus filhos, ela ficava se perguntando porque de falar tão mal dos seus filhos se eram rapazes estudiosos e dedicados, foi aí que ela resolveu perguntar para um deles se não se sentia incomodado com o povo falando mal dele, ele respondeu com a mesma sabedoria de sua mãe que enquanto o povo falava dele ele crescia como ser humano, como profissional e que ele já estava tão longe que um dia essas pessoas o perderia de vista, pois elas se preocuparam tanto com a vida dele que ficaram estacionadas no mesmo lugar.

É uma realidade triste as pessoas poderiam aproveitar seu tempo com coisas boas que proporcionassem benéficos para sua própria vida, visto que depois sentem-se sobrecarregadas de problemas e muitas vezes o tempo de solucioná-los ficou para trás, bem naqueles dias em que a vida do outro era mais interessante que a sua.

A sua vida merece ser respeitada pelo seu semelhante e esse respeito deve ser mutuo e duradouro, não importa como o outro vive, pois cada um tem sua forma própria de viver e não existe certo ou errado desde que um respeite o outro, sem julgamentos, sem ofensas e intrigas, não torne sua existência tão insignificante achando melhor se dedicar a vida alheia.

Sei que para muitos pode ser difícil se livrar do veneno da própria língua, é por isso que cuidar da própria vida exige esforço, exige que tenhamos consciência de que nossa vida está se tornando decadente pela falta de cuidado, pelo abandono, que coisa mais triste pensar que quando falamos do outro, estamos nos afastando de nós mesmos, estamos abandonando nossa própria existência. E não podemos confundir isso tudo com liberdade de expressão, visto que não podemos chamar de liberdade  aquilo  que nos aprisiona.

Quando cuidamos da própria vida percebemos melhor as nossas falhas, procuramos melhorar e sairmos da sombra das falhas do outro.


Acredito que antes de nos dedicarmos a qualquer que seja a atividade, devemos parar, observar o quanto estamos cuidado das nossas vidas, só assim entenderemos um pouco sobre as formas de cuidado e que cuidar da própria vida pode se tornar uma arte prazerosa e cheia de recompensas, que só serão percebidas no convívio com aqueles que apesar das semelhanças são tão diferentes em sua subjetividade.

Quando digo cuidar da própria vida, na verdade digo que devemos deixar o outro viver a sua maneira, sem precisar de alguém passando adiante seu modo de viver e isso não significa diminuir o contato com as outras pessoas, significa criar laços saudáveis de relacionamento, não cuidar da vida do outro, mas cuidar da dor, não causar dor. Precisamos ser empáticos, só assim seremos capazes de imaginar como seria se estivéssemos na mesma situação do outro, será que gostaríamos de receber as criticas que fazemos? Será que estamos no direito de julgar aquilo que em nossa concepção está errado? Será que estando na mesma situação agiríamos melhor que o outro ?

São questionamentos como estes que precisamos fazer antes de entrar na vida alheia para julgar, criticar aquilo que não nos diz respeito. Se  estamos muito preocupados com a vida do outro o que se pode pensar é que precisamos suprir de alguma forma essa lacuna que deixa nossa vida tão desinteressante aos nossos olhos. O que digo pode ser melhor  compreendido através do seguinte conto:

Há muitos anos atrás, antes dos seres humanos habitarem na terra, havia um lugar que se chamava “Bicholândia”, este lugar era habitado apenas por animais, esses animais viviam lutando por sua sobrevivência, menos a dona cobra que se arrastava de um lugar para o outro para observar o que os outros bichos faziam, ela observava e em seguida criticava, contava para animais e zombava.

Um certo dia ela foi contar para a formiga que o joão de barro estava fazendo uma casa, mas que nunca encontraria uma esposa, a formiga muito sábia disse a cobra para ir trabalhar, procurar mantimentos, pois o inverno estava se aproximando e todos tinham que ficar um bom tempo em um lugar quentinho e precisavam de alimento, mas a dona cobra não deu ouvidos a formiga, não se contentando foi comentar com o jacaré, que a formiga trabalhava tanto, mas só ficava no buraco que a beleza desse trabalho não era visto, o senhor jacaré assim como a formiga disse que o inverno se aproximava e que já era preciso se preparar para sobreviver a ele.

Depois de um mês de trabalho os bichos conseguiram se organizar, cada um com aquilo que conseguiu para sobreviver ao inverno mais frio do século, menos a dona cobra que dedicou todo seu tempo observando e criticando os outros bichos. Quando começou a nevar a floresta já se encontrava deserta todos os bichos em suas tocas e protegidos, quando se viu sozinha numa floresta tão fria e assustadora a dona cobra entrou em desespero, olhou ao seu redor e nada, não havia mais ninguém, nenhum lugar para escapar daquele inverno, depois de sofrer muito, ela encontrou um oco em uma árvore se se enroscou, enquanto estava lá ela começou a perceber que se preocupou tanto com a vida dos outros bichos que abandonou a sua, que ao invés de falar dos outros poderia ter feito seu trabalho e se preparado para o futuro.

Assim somos nós humanos, enquanto falamos do outro, nos perdemos de nós mesmos, da nossa existência, e passamos a viver a vida que não nos pertence, que sentido faz viver assim? Precisamos nos aperfeiçoar na arte de viver a própria vida.

Autora: Lua


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

ESPIRITUALIDADE: UM ESTADO DE ESPÍRITO?

ESPIRITUALIDADE: 
O QUE QUER DIZER?

Hoje em dia é muito comum pensarmos que a espiritualidade não combina com nossa vida diária. Pensamos que a espiritualidade é coisa de pessoas religiosas e que não tem nada a ver com nossa vida normal. Este é um pensamento muito corrente.

Neste nosso mundo moderno, depositamos cada vez mais nossas expectativas de felicidade em aquisições materiais, incluindo pessoas. Tentamos satisfazer nosso vazio interior conquistando coisas exteriores: queremos um parceiro ou parceira, uma família, viajar para o exterior, comprar um carro último tipo, trocar nosso celular, ter um notebook, um novo emprego, mais dinheiro, nunca envelhecer. A lista de coisas que queremos é infindável.

O maior problema não está em desejar todas essas coisas, mas sim em acreditar que elas são as detentoras de nossa felicidade e que sem elas nossa felicidade não pode existir. 

Porque acreditamos firmemente nisso, quando não conseguimos satisfazer nossos desejos e expectativas, sofremos imensamente e culpamos os outros, ou as situações exteriores, por nosso sofrimento. É por não entendermos que a felicidade é um estado interior, que não está fora de nós, que quando sofremos buscamos acabar com nosso sofrimento nos refugiando em coisas exteriores, que, de fato, não conseguem nos proteger contra o nosso sofrimento.

Depositamos nas coisas e nos outros a solução dos nossos problemas e dessa forma nunca os resolvemos.

Mesmo quando conseguimos satisfazer alguns dos nossos desejos, a felicidade que eles nos propiciam é efêmera, logo se esvai, e dessa forma, pelo fato de nosso vazio interior não ser preenchido, continuamos em busca da felicidade não alcançada desenvolvendo novos desejos. Este ciclo não tem fim, nunca estamos satisfeitos e nunca alcançamos a felicidade almejada.

Quando desenvolvemos nossa espiritualidade, percebemos que a felicidade é um estado interior e nunca poderá ser conquistada com aquisições exteriores. Ao desenvolver nossa espiritualidade percebemos que há vida além da matéria, e que vida! Passamos a trilhar um caminho interior, um caminho que nos leva a descobrir, conhecer, nosso verdadeiro potencial de amor, paz e, consequente, felicidade.

Continuamos usando carros, roupas, celulares, tendo filhos, família, enfim, nossa vida diária não muda, mas nós mudamos nosso comportamento em relação a ela. Paramos de acreditar que a felicidade está em adquirir coisas, paramos de depositar nos outros, ou nas coisas, a responsabilidade da nossa felicidade, a cessação do nosso sofrimento ou a solução dos nossos problemas. 

Entendemos que nossa felicidade só pode ser alcançada quando pacificarmos nossa mente e aumentarmos nossa compaixão e sabedoria.

Ao trilhar um caminho interior, ao cultivar nossa espiritualidade, passamos a sorrir para a vida aprendendo a aceitar todas as situações que surgem como uma alavanca para nosso próprio desenvolvimento. Tudo o que nos acontece passa a ser um instrumento que nos ajuda a avançar nesse novo caminho e a descortinar sua paisagem.

Uma paisagem absolutamente nova, uma perspectiva que nosso olho material não pode ver e que modifica nossa vida. Aprendemos a aceitar as situações desagradáveis sem tanto sofrimento, e passamos a buscar e a encontrar a felicidade onde ela realmente está, em nós mesmos. Transformamos nossa mente e assim transformamos nosso mundo, para melhor.

A espiritualidade enriquece nossa vida com uma riqueza que nada, ou ninguém, pode nos roubar.

Professora residente do Centro de Meditação Kadampa Mahabodhi

ESPIRITISMO SEM MISTÉRIOS: CIDADES NO ALÉM? COMO ASSIM?

Programa Transição 128 - Bastidores Espirituais do Livro Nosso Lar




Abordagens

- Testemunhos de Chico Xavier
- Como o espírito de André Luiz foi apresentado a Chico Xavier
- A mediunidade de Chico Xavier
- Nosso Lar e Chico Xavier
- As Cidades Espirituais


DÍVIDAS: "DEVO, NÃO NEGO, PAGO QUANDO PUDER?"

Dívida nem sempre é ruim; especialistas explicam o porquê
Do UOL, em São Paulo

COMPROMETER TODA A RENDA COM DÍVIDAS - É natural que quem tem dívidas queira sair delas o quanto antes. Mas a planejadora financeira Rosário Pujado alerta: quem compromete uma parte muito grande da renda com as parcelas dificilmente consegue pagá-las. O ideal, diz ela, é que as dívidas (todas elas, incluindo prestação da casa própria) correspondam a no máximo 30% do salário líquido do consumidor Leia mais Marcelo Justo/Folhapress


O endividamento é normalmente encarado como o vilão do orçamento das famílias, mas nem sempre o quadro é tão negativo. Algumas dívidas podem representar ganho futuro para o consumidor, compensando o gasto que ele teve com os juros.
A compra à vista, claro, deve ser sempre a opção número um. Quando não for possível esperar para comprar um bem, é preciso analisar se vale a pena mesmo entrar num financiamento. Alguns representam perdas menores do que outros.
As "dívidas do bem", diz o vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel de Oliveira, são aquelas que aumentam o patrimônio do tomador.
Ele cita o caso da compra de um imóvel: o consumidor paga caro pelo financiamento, mas, em compensação, a casa ou apartamento tendem a se valorizar ao longo dos anos. Além disso, quem consegue substituir o aluguel pela prestação de um financiamento geralmente faz um bom negócio, ainda que esteja entrando numa dívida.
Outra dívida citada pelos especialistas como positiva é aquela destinada à educação própria ou à dos filhos.
"Claro que isso sempre vai depender do curso que a pessoa vai fazer. Mas, se for algo que dará retorno financeiro no futuro e fará o salário aumentar, pode ser uma dívida boa", exemplifica  Luiz Calado, vice-presidente do Instituto Brasileiros dos Executivos de Finanças (Ibef).
Tomar empréstimo para investir em um negócio próprio é outra dívida "do bem", diz Ricardo Mollo, professor de finanças do Insper. Nesse caso, o resultado pode ser um aumento de vendas e do rendimento do consumidor.
Dívidas "do mal" são também as mais caras

Na outra ponta, as dívidas "do mal" são facilmente reconhecidas pelo consumidor.  Miguel de Oliveira, da Anefac, resume: elas são caras e, quando deixam de existir, não representam ganhos para tomador.
Ele cita os exemplos do rotativo do cartão de crédito (juros médios de 9,37% ao mês, ou 192,94% ao ano, segundo a Anefac) e do cheque especial (7,77% ao mês e 145,46% ao ano).
A compra de uma casa na praia ou no campo que é pouco usada durante o ano é outro compromisso ruim. "Nesse caso, o patrimônio até aumenta, mas é preciso arcar com custos de manutenção e condomínio que podem não compensar a dívida", diz Oliveira.
Endividar-se para comprar um carro, ainda que seja a opção de grande parte dos consumidores, dificilmente é um bom negócio. Assim que sai da concessionária, o carro perde 20% do valor. Na hora da revenda, o preço cai ainda mais.
"Além disso, o consumidor terá gastos com manutenção, licenciamento, combustível e estacionamento. Muita gente não considera esses gastos, não consegue pagar o financiamento e tem o carro retomado", diz Miguel de Oliveira.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

ESPIRITISMO SEM MISTÉRIOS: NÓS ESCOLHEMOS NOSSAS FAMÍLIAS?

Programa Transição 011 - Família e Filhos Difíceis



Abordagens

- Porque as vezes existe repulsa dos pais em relação aos filhos, e vice versa?
- Precisamos impor limites aos nossos filhos?
- Será que escolhemos nossas famílias?
- Como lidar com os medos infantis?




ESPIRITISMO SEM MISTÉRIOS: O CASAMENTO


Programa Transição 193 - Casamento



www.programatransicao.tv.br

FOTOMONTAGEM: VALORIZAR A ORIGINALIDADE

Fim das montagens? Tecnologia detecta quando uma imagem foi alterada

Para o TechTudo
A nova tecnologia revela as emendas entre imagens sobrepostas com a detecção do ruído (Foto: Reprodução/ PetaPixel)

A nova tecnologia revela as emendas entre imagens sobrepostas 
com a detecção do ruído (Foto: Reprodução/PetaPixel)

Cientistas da Universidade de Albany, Nova York, desenvolveram uma técnica para medir e detectar as inconsistências de fotos que sofreram edição. O processo consegue identificar os ruídos na imagem, destacando onde houve a modificação e qual a sua extensão.

Em fotografia digital, “ruído” é o nome que se dá para pontinhos ou manchas aleatórias que aparecem em uma superfície que deveriam ser "suave". A técnica inventada pelos pesquisadores tira vantagem justamente na diferença de ruído entre imagens sobrepostas. Cada foto possui um padrão específico de ruído, por isso as montagens deixam inconsistências no ruído de sua imagem, e são essas as variações detectadas.

A nova tecnologia expõe as variações de ruído de forma simples e eficiente. Mas a técnica não é infalível: o conteúdo de uma fotografia real pode levar a uma estimativa de ruído, produzindo um resultado falso positivo; da mesma forma, um falsificador habilidoso e bem-informado pode suavizar os padrões de ruído, afastando a detecção das suas alterações.

A técnica expõe as variações de ruído de forma simples e eficiente (Foto: Reprodução/ PetaPixel)

A técnica expõe as variações de ruído de forma simples e eficiente 
(Foto: Reprodução/PetaPixel)

Apesar disso, essa técnica servirá como um importante recurso para os peritos em investigações de imagens sob suspeita de adulteração.

POLÍTICA: BEM MAIS AO MAR DO QUE À TERRA

Ponderar é preciso

Dora Kramer - O Estado de S.Paulo


...capa com desenho que remete às
velhas imagens do realismo socialista ...
(do Blog )
Quem conta um conto aumenta ou diminui os pontos como melhor lhe convém. Assim faz o PT em seu relato sobre os dez anos do partido no poder, "gloriosos" notadamente se comparados ao período "desastroso" do PSDB. 


Obviamente nem tudo é glória, mas também nem tudo é desastre. 


Um governo que renegociou a dívida externa de modo a recuperar a confiabilidade internacional do Brasil, que conferiu sentido concreto aos conceitos de estabilidade monetária, de responsabilidade fiscal, essenciais para a organização do País, profissionalizou a direção da Petrobrás, extinguiu feudos políticos dos mais tradicionais ao mesmo tempo em que abria as portas da telefonia à população, não pode ser considerado exatamente catastrófico.


Tampouco pode ser visto apenas sob o prisma do puro esplendor um governo que desmoralizou o conceito de ética, escarneceu das normas de conduta, ignorou as regras do jogo eleitoral, passou a mão na cabeça dos piores tipos, achou que poderia comprar impunemente apoio de partidos no Congresso, desconstruiu as agências reguladoras, pôs em risco a Petrobrás, maquiou dados públicos como naquele passado de descrédito mundial e, na véspera de completar 10 anos no poder e 33 de fundação, teve a antiga cúpula condenada à prisão.


A cartilha comemorativa é um elogio à mistificação: da capa com desenho que remete às velhas imagens do realismo socialista a distorções grosseiras conforme demonstrado em trabalho de Gustavo Patu na edição de ontem da Folha de S. Paulo.


No "mentirômetro" há versões falsas sobre vários assuntos: posição do Brasil no ranking das economias do mundo, o crescimento do PIB por habitante nos últimos anos, a desigualdade social, a redução da taxa de pobreza e a inflação.


Ninguém espera que o PT vá esconder seus bem feitos e exaltar os malfeitos, bem como não seria de se imaginar que o partido enaltecesse o adversário. 


Um pouco de comedimento e maturidade, contudo, daria ao PT um ganho no campo da honestidade, onde anda precisando se recuperar. Mas à ponderação que confere credibilidade aos discursos, o partido preferiu apresentar-se infalível.


Como um herói de faz de conta.


Terreno no céu. A reforma administrativa anunciada pelo presidente do Senado falando em economia de R$ 262 milhões por ano, por enquanto, é estimativa e expectativa.

Com sérios problemas de credibilidade decorrentes das repetidas promessas não cumpridas desde 2009, quando da descoberta dos atos secretos e do escândalo conhecido como "farra das passagens". 


Nesses quase quatro anos, o que se teve foi um projeto elaborado pela Fundação Getúlio Vargas ao custo de R$ 500 mil que foi literalmente para o lixo. Na época, José Sarney fez exatamente o que faz agora Renan Calheiros: procurou conter as críticas com promessas de mudanças. Andar com fé.


O presidente da Câmara disse terça-feira numa reunião que daqui em diante não vai mais pautar só assuntos que sejam produto de consenso total entre os líderes partidários.

Henrique Eduardo Alves assegurou que o critério para inclusão na pauta será a relevância dos temas, independentemente da unanimidade que acaba funcionando como obstáculo para votações que não interessem a este ou àquele partido.


Referiu-se diretamente ao fim dos 14.º e 15.º salários dos parlamentares e deu a entender que o fim do voto secreto no Congresso pode ter o mesmo destino.


Considerando o gosto de Henrique Alves pelo vaivém - como visto na questão da perda dos mandatos dos condenados no processo do mensalão -, conviria ver para crer. 


LUMIA 920: PRONTO PARA COMPETIR

Nokia lança Lumia 920, 820 e 620

no Brasil; vendas começam nesta 

quarta

De São Paulo
Novos Lumia foram apresentados nessa quarta-feira (20), em São Paulo (Foto: Allan Melo/TechTudo)

Três estrelas finlandesas brilharam no cinema nesta quarta-feira (20): o "top" Lumia 920, oLumia 820 e o "baratinho" Lumia 620. Em uma apresentação comparável a estreia de umblockbuster, dentro de uma luxuosa sala de cinema em São Paulo, Nokia e Microsoftlançaram juntas o Windows Phone 8 no Brasil.

Os novos Lumias já têm preços definidos: o 920 custa R$ 1.999, o 820 chega por 1.599 e o 620 por R$ 899. O evento de apresentação, com demonstrações de todos os smartphones da Nokia e dos principais recursos desta linha, como o carregamento sem fio e as capinhas personalizáveis, marcou a chegada do sistema operacional da Microsoft no país, apesar do discreto lançamento da Samsung nesta última terça-feira (19) e do início das vendas do Lumia 620 no último domingo (17).

Linha Lumia investe em recursos pouco explorados pela concorrência

Ao contrário dos smartphones Android, os aparelhos com Windows Phone 8 não são tão elogiados por suas especificações técnicas. O motivo, no entanto, é nobre: o sistema operacional não exige tanto para rodar com fluidez e estabilidade. Por conta disso, outros quesitos são exaltados pela Nokia, como a câmera e o carregamento sem fio.

O Lumia 920 é top de linha da companhia finlandesa e chega ao Brasil por R$ 1.999 (Foto: Allan Melo/TechTudo)

O conjunto, presente no Lumia 920, é composto por lentes Carl Zeiss e um sistema mecânico de estabilização de imagem, considerado um dos melhores do mercado, apesar de ter "somente" 8,7 megapixels. O grande segredo é a "tal" tecnologia PureView, capaz de manter uma definição de imagem ótima para um telefone. Além disso, o diafragma com abertura maior e os novos sensores garantem mais entrada de luz, melhorando sensivelmente a qualidade das fotos em ambientes escuros.

O Lumia 920 também chega por aqui com total compatibilidade com a rede 4G (LTE) brasileira. Outro quesito em destaque do aparelho é a sua tela de 4,5 polegadas PureMotion HD+, com resolução equiparável ao iPhone 5 e ao Galaxy, mas com algumas propriedades únicas. O destaque fica para a sensibilidade extra ao toque, capaz de reconhecer comandos com objetos não funcionais aos touchscreens normais, como canetas e luvas.

Carregador de brinde dado na pré-venda do 920 também estará a venda nas lojas da Nokia (Foto: Allan Melo/TechTudo)

Também inédito no mercado é o carregamento sem fio; este presente no Lumia 920 e no Lumia 820. Apontado como tendência desde 2010, o recurso foi visto pela primeira vez nos smartphones da Nokia de forma nativa. Assim, não é mais necessário plugar fios para encher a bateria de seu smartphone. Basta repousá-lo sobre uma superfície de carga para que a tecnologia faça o seu trabalho.

Capas adicionam novas cores e recursos aos smartphones

Uma das principais características dos novos Lumias é a variedade de cores disponíveis. No entanto, quem quiser variar as cores do seu gadget pode comprar cases para cada modelo. O Lumia 920, por exemplo, terá capas coloridas de silicone que trocam a cor de todo o aparelho, inclusive a vermelha, cor disponível apenas no exterior.

Cases para os Lumias 820 e 620 acrescentam novas opções de cores para os smartphones (Foto: Allan Melo/TechTudo)

Os Lumias 820 e o 620 também podem receber cases para trocar as cores. Porém, é o acessório que adiciona o carregamento wireless para o 820 é o que mais chamou a atenção. O produto, vendido separadamente por R$ 69, é encaixado entre a capa e o corpo do aparelho para fazer com que o smartphone da Nokia recarregue a bateria ao ser colocado sobre o carregador sem fio.

Apps exclusivos da Nokia são grandes atrativos

Junto a tais características há também os apps, presente em toda a linha. Muitos deles são exclusivos da Microsoft ou da Nokia, como o Office, com PowerPoint, Excel e Word, o Nokia Maps, o Nokia Music e o City Lens, um app para explorar locais próximos baseado em realidade aumentada.

Além dos smartphones, o evento apresentou novidades como o Nokia Música, um serviço de streaming e download de musicas com recomendação de artistas e rádios personalizadas. O serviço é gratuito, mas a assinatura de R$ 5,60 garante mais funcionalidades, com mais qualidade no streaming, letra das canções e a capacidade de se puxar as faixas da rádio.

Nokia Lumia 920Nokia Lumia 820Nokia Lumia 620
Nokia Lumia 920 (Foto: Divulgação)
Nokia Lumia 820 (Foto: Divulgação)

Nokia Lumia 620 (Foto: Divulgação)

Sistema operacional:Windows Phone 8Windows Phone 8Windows Phone 8
Tela:4,5 polegadas
PureMotion HD+
4,3 polegadas
ClearBlack
3,8 polegadas
ClearBlack
Processador:Qualcomm Snapdragron S4
dual-core de 1,5 GHz
Qualcomm Snapdragron S4
dual-core de 1,5 GHz
Qualcomm Snapdragron S4
dual-core de 1 GHz
Memória RAM:1 GB1 GB512 MB
Capacidade de
armazenamento:
32 GB16 GB (expansível com cartãoSD de até 64 GB)8 GB (expansível com cartãoSD de até 64 GB)
Câmera principal:8,7 megapixels com lentes Carl Zeiss e tecnologia PureView8 megapixels com lentes Carl Zeiss5 megapixels
Bateria:2000 mAh, com carregamento sem fio1650 mAh1300 mAh
Conectividade:Wi-Fi, 4G, 3G, Bluetooth 3.1, DLNA e NFCWi-Fi, 4G, 3G, Bluetooth 3.1 e NFCWi-Fi, 3G, Bluetooth 3.0 e NFC
Preço:R$ 1.999R$ 1.599R$ 899

DR. MARIANO DENTISTA: CIDADÃO ALTAMIRENSE

Homenagem ao Dr. Mariano

Do blog

Uma simples e singela homenagem a um dos mais ilustres cidadãos de Altamira, Dr. Mariano Noronha, ou Mariano Dentista.

Ser humano raro, amigo, alegre e extremamente profissional. Altamira e quem o conheceu, sentirá muita saudade.

Na foto, um dos momentos felizes de pessoas que tiveram a oportunidade de participar de sua alegria. Aconteceu durante o carnaval de 1.995, na gestão de Armindo Denardin, quando, à época, acontecia o carnaval "de escolas de samba" e MARIANO, além de ser sempre um dos destaques, pelo incrível conhecimento, bom gosto e dedicação ao tema, e foi um dos maiores incentivadores do carnaval em nossa cidade.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

RACISMO: DISCUTINDO A RELAÇÃO

Carlos Moore desconstrói senso comum sobre o racismo
Carlos Moore, um dos mais importantes intelectuais negros da atualidade, veio à Curitiba no último dia 11 de dezembro para relançar o livro Racismo e Sociedade – Novas Bases Epistemológicas para entender o racismo, da editora Nandyala. Cubano radicado na Bahia, é doutor em Ciências Humanas e em Etnologia pela Universidade de Paris e chefe de Pesquisa na Escola para Estudos de Pós-Graduação e Pesquisas na Universidade do Caribe, em Kingston, na Jamaica. Moore conversou com a equipe da Imprensa da APP-Sindicato e falou sobre falácias sobre a origem do racismo, da importância de se ter estudos sérios sobre o assunto e afirma: “o racismo é um problema dos brancos”. Confira na entrevista:

Qual é o tema principal do livro?

É o racismo através dos tempos, porque essa ideia que temos de que o racismo é algo recente é falsa. As pessoas supõem que o racismo tenha surgido por causa da escravidão há 400, 500 anos. Esta ideia está enraizada nas mentes e na academia. O racismo tem entre 3 e 4 mil anos de existência. Temos indícios claríssimos de racismo há 1.700 anos A.C.

Pode dar um exemplo?

Um exemplo é o Rigveda, que é o livro sagrado do hinduísmo. Nele estão descritas cenas de extermínio racial, na qual os invasores brancos dizem que Deus os mandou com a missão de exterminar o que chamavam de “extirpe” negra.

Já era contra os negros naquela época?

Claro, pois os negros estavam disseminados no planeta inteiro. A raça negra não era raça neste sentido em que hoje projetamos, porque eles não se sabiam negros. Os povos melanodérmicos – de pele preta – surgiram na África. Não havia outros povos. A raça branca é recente, que data entre 12 e 18 mil anos. Antes disso não havia brancos, nem amarelos. As raças leucodérmicas são recentes (caucásico-europóide e sino-nipônico-mongol).

A raça negra surgiu há 3 milhões de anos, concomitante com o surgimento da humanidade. Não era uma questão política. Durante 3 milhões de anos a humanidade teve pele preta porque surgiu em latitudes onde a pele protegia o organismo humano. Se fosse branca, não haveria existido a humanidade, pois era necessário um escudo contra os raios solares.

Se não fosse isso a humanidade não teria prosseguido…

Sim. Quando os humanos modernos saíram da África há 50 mil anos eles foram para climas distintos, onde havia o mínimo de raios ultravioletas, e aí começaram a morrer. Por processo de seleção natural surgiram duas outras raças que estava mais adaptadas porque a pele clara pode captar melhor o pouco de raios violetas que existem nestas zonas euro-asiáticas, do norte.

Essas três “raças”, que não se conheciam, entram em combates profundos e violentos por recursos. Os grupos que avançaram para o sul começaram a despejar os negros em lutas cruéis. A partir daí esses grupos se reconhecem como grupos distintos e surge o conceito de raça.

Essa história é muito antiga, mas em pleno século XXI ainda não se superou essa disputa…

Não há como superar, porque as pessoas sequer sabem que isso ocorreu e que isso deu lugar a um tipo de consciência que os domina hoje.

Por exemplo, a disputa entre mulher e homem não está superada, mas ninguém sabe de onde surgiu. É muito longínqua mas ninguém está nem aí. As pessoas falam de sexismo em um contexto atual contemporâneo, mas onde estão os estudos sobre sexismo que se remontam há 5 mil, 10, 15 mil anos? Não há!

E você acha que o aprofundamento desses estudos ajuda a combater o racismo hoje?

Claro. Não se pode combater uma coisa que não se conhece a existência, de como surgiu, como se transformou ou como atravessou os milênios. São milênios de sedimentação. Tendo essa visão panorâmica e histórica, baseada no concreto, aquilo que a genética, por exemplo, e a biologia molecular nos permitem conhecer, assim podemos começar a analisar o problema, a partir de outras bases epistemológicas.

Outro conceito que você contesta é que o racismo no Brasil foi mais brando que em outros países como nos EUA. Porque aqui ele foi mais perverso?

Eu não acredito em um racismo mais suave ou cordial. Racismo é uma forma de violência total. É uma rejeição total do outro, uma rejeição genocida. Por trás de todo racismo há uma intenção do genocídio, que não é o caso do sexismo. Homem não quer eliminar a mulher. Ele quer mantê-la em um posições subalternas, mas não quer exterminar sua esposa ou filha. A mesma coisa com homossexuais. As pessoas não querem exterminá-los da face da terra, pois podem ser às vezes os próprios filhos. No caso do racismo sim.

No Brasil, o extermínio que se está buscando é através da miscigenação. Uma coisa é falar de casamento entre iguais e outra coisa é miscigenação programada. Isso é eugenismo. A visão brasileira se baseia na noção de que se você cruza constantemente a raça negra com a raça branca, numa situação de inferioridade dos negros, você vai terminar por acabar com essa raça, porque o inferior quer ascender, e a ascensão no Brasil é branquear-se. Não é aceitar a diversidade, é eliminar. Esse racismo é mais letal.

Nos EUA se baseia no apartheid, que é agregador. Há dois grupos compactos e há possibilidade de negação, mas o racismo que temos aqui é de tipologia ibero-americana, ela é atomizadora. Quando se atomiza, você não negocia. É um racismo pré-industrial.

Como você acha que está a evolução da luta do movimento negro atualmente, com a adoção de medidas como cotas e ensino da cultura africana nas escolas?

Acho que o movimento negro está levando uma luta extraordinária. Mas ele está levando o peso do racismo da sociedade. Acho que a sociedade não pode progredir assim. O racismo vem dos brancos, então são os brancos que tem exercer um movimento e uma força de contraposição ao racismo.

Quais são as distorções que a mídia produz em torno desta questão? Pode citar?

A imprensa não é diferente da sociedade. Dentro da sociedade racista a imprensa tem seu papel. Assim como a universidade, ela reproduz os estereótipos e o sistema dominante. A imprensa não está aí para contestar. Ela descredita as cotas, o movimento negro, qualquer coisa que o movimento antirracista propõe a imprensa esta lá para barrar, distorcer, destruir, porque a imprensa faz parte do status quo – como a academia e a igreja. Em uma sociedade racista as instituições são racistas.

Há jornalistas que individualmente se dão conta disso e tentam nadar contra a corrente. Os movimentos antirracistas devem favorecer essas informações objetivas para atingir estes jornalistas.

Você acha que valorizar as contribuições que a cultura africana trouxe para a sociedade é uma das formas de modificar este pensamento?

Claro. É contribuir com a verdade. Falar dessa contribuição é simplesmente falar a verdade. Acontece que as escolas nunca valorizaram isso. Valorizar estas contribuições é simplesmente ser objetivo. Por exemplo, a ideia de que egípicios são brancos está bem  enraizada, porque consideram impossível que africanos tenham construídos a primeira civilização mundial, que é extraordinária. Isso não compagina com aquilo que eles têm na cabeça como sendo negro.

Tem outro exemplo para me dar?

Olha a televisão: brancos representam a virtude, a pureza e a nobreza.  O negro é bandido, inferior. Sempre aparece como sendo alguém violento.

Sendo que eles que sofreram violência historicamente.

Publicaram o mapa da violência no Brasil: em 10 anos, mais de 225 mil negros foram mortos! Em 10 anos, na Guerra Civil do Iraque morreram 138 mil pessoas. Imagina a hecatombe! Mas isso aqui é normal.

No Brasil não se admite que há racismo, mas basta ver que, por exemplo, na Assembleia Legislativa do Paraná nunca houve um deputado negro. É muito evidente.

E isso é violência, porque no Paraná 30% da população é negra. Isso quer dizer que esses 30% que não se vê nas prefeituras, no governo de estado, nos parlamentos, nas universidades, então sendo excluídos violentamente. Mas o racismo vê isso como algo normal.

Dê uma resposta para quem diz que defender a cultura negra é racismo ao contrário.

Não tenho nem que falar sobre isso! Porque racismo é sistema de poder. Os negros não tem poder em nenhum lugar no mundo. Mesmo na África, são os brancos que mandam e se os dirigentes se opõem são assassinatos. O negro não tem poder de ser racista em nenhum lugar, mesmo se fosse possível. Racismo negro não é nem possível porque os negros não podem reinventar a história. O racismo surgiu uma vez só. Não posso nem fazer comentários sobre algo tão absurdo, porque eu estaria na defensiva e é isso o que o racista quer: jogar essa acusação para que você se defenda. Eu não perco tempo com essa questão, eu coloco todo o meu tempo no ataque ao racismo.

Fonte: APP Sindicato