terça-feira, 30 de abril de 2013

EXÉRCITO BRASILEIRO: EM TEMPOS DE COPA DO MUNDO, "DEFESA" DESPROTEGIDA


Brasil: sucateado, Exército não teria como responder a guerra, dizem generais
Guerreiro de selva patrulha rio na Amazônia
durante ação militar em 2012
Foto: Tahiane Stochero/G1
Assinada em 2008, a Estratégia Nacional de Defesa (END) prevê o reaparelhamento das Forças Armadas do país em busca de desenvolvimento e projeção internacional, mirando a conquista de um assento permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). No entanto, poucas medidas previstas no decreto tiveram avanços desde então.

O Exército, que possui o maior efetivo entre as três Forças (são 203,4 mil militares), está em situação de sucateamento. Segundo relato de generais, há munição disponível para cerca de uma hora de guerra.
G1 publica, ao longo da semana, uma série de reportagens sobre a situação do Exército brasileiro quatro anos após o decreto da END, assinado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foram ouvidos oficiais e praças das mais diversas patentes - da ativa e da reserva -, além de historiadores, professores e especialistas em segurança e defesa. O balanço mostra o que está previsto e o que já foi feito em relação a fronteiras, defesa cibernética, artilharia antiaérea, proteção da Amazônia, defesa de estruturas estratégicas, ações de segurança pública, desenvolvimento de mísseis, atuação em missões de paz, ações antiterrorismo, entre outros pontos considerados fundamentais pelos militares.

O Exército usa o mesmo fuzil, o FAL, fabricado pela empresa brasileira Imbel, há mais de 45 anos. Por motivos estratégicos, os militares não divulgam o total de fuzis que possuem em seu estoque, mas mais de 120 mil unidades teriam mais de 30 anos de uso.

Carros, barcos e helicópteros são escassos nas bases militares. O índice de obsolescência dos meios de comunicações ultrapassa 92% - sendo que mais de 87% dos equipamentos nem pode mais ser usado, segundo documento do Exército ao qual o G1 teve acesso. Até o início de 2012, as fardas dos soldados recrutas eram importadas da China e desbotavam após poucas lavadas.

A Estratégia Nacional de Defesa elencou entre os pontos-chave a proteção da Amazônia, o controle das fronteiras e o reaparelhamento da tropa, com o objetivo de obter mobilidade e rapidez na resposta a qualquer risco. Defesa cibernética e recuperação da artilharia antiaérea também estão entre os fatores de preocupação.

Um centro de defesa contra ataques virtuais começou a ser instalado pelo Exército em 2010, em Brasília, mas ainda é enxuto e não conseguiu impedir ataques a uma série de páginas do governo durante a Rio+20, em junho deste ano.
O Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), iniciativa que busca vigiar mais de 17 mil quilômetros de divisas com 10 países, começará a ser implantado ainda em 2012, com um teste na fronteira do Mato Grosso do Sul com Paraguai e Bolívia.

Segundo o general Walmir Almada Schneider Filho, do Estado-Maior do Exército, a Força criou 245 projetos para tentar atingir os objetivos da Estratégia Nacional de Defesa. Ele afirma que os recursos, porém, chegam aos poucos.
Nos últimos 10 anos, a percentagem do Produto Interno Bruto (PIB) investido em defesa gira em torno de 1,5%, segundo números do Ministério da Defesa - em 2011, o valor foi de R$ 61,787 bilhões. Durante a crise econômica, entre 2003 e 2004, o índice chegou a 1,43%. O maior percentual foi registrado em 2009, quando 1,62% do PIB foram destinados para o setor.
Em 2012, o Exército receberá cerca de R$ 28,018 bilhões, mas 90% serão destinados ao pagamento de pessoal. Desde 2004, varia entre 9% e 10% o montante disponível para custos operacionais e investimentos.
A ideia do ministro da Defesa, Celso Amorim, é elevar gradativamente os gastos com defesa para a média dos demais países dos Brics (Rússia, Índia e China), que é de 2,4%. Segundo afirmou em audiência no Senado, o objetivo é fazer o Brasil ter maior peso no cenário internacional.
“Nós perdemos nossa capacidade operacional, sabemos dessa defasagem. A obsolescência é grande. Por isso, um dos nossos projetos busca a recuperação da capacidade operacional. Até 2015, devemos receber R$ 10 bilhões só para isso”, afirma o general Schneider Filho, responsável pelos estudos da END no Estado-Maior do Exército.
Posso lhe afirmar que possuímos munição para menos de uma hora de combate" General Maynard Santa Rosa

Falta munição

Dois generais da alta cúpula, que passaram para a reserva recentemente, afirmaram ao G1 que o Brasil não tem condições de reagir a uma guerra. “Posso lhe afirmar que possuímos munição para menos de uma hora de combate”, diz o general Maynard Marques de Santa Rosa, ex-secretário de Política, Estratégia e Assuntos Internacionais do Ministério da Defesa.

“A quantidade de munição que temos sempre foi a mínima. Ela quase não existe, principalmente para pistolas e fuzis. Nossa artilharia, carros de combate e grande parte do armamento foram comprados nas décadas de 70, 80. Existe uma ideia errada de que não há ameaça. Mas se ela surgir, não vai dar tempo de atingir a capacidade para reagir”, alerta o general Carlos Alberto Pinto Silva, ex-chefe do Comando de Operações Terrestres (Coter), que coordena todas as tropas do país.

“Nos últimos anos, o Exército só tem conseguido adquirir o mínimo de munição para a instrução. Os sistemas de guerra eletrônica (rádio, internet e celular), a artilharia e os blindados são de geração tecnológica superada. Mais de 120 mil fuzis têm mais de 30 anos de uso. Não há recursos de custeio suficientes”, diz Santa Rosa. Ele deixou o Exército em fevereiro de 2010, demitido por Lula após chamar a Comissão da Verdade, que investiga casos de desaparecidos políticos na Ditadura, de “comissão da calúnia”.
Nós perdemos nossa capacidade operacional, sabemos dessa defasagem. A obsolescência é grande" General Walmir Almada Schneider Filho

Segundo o Livro Branco, documento que reúne dados sobre a defesa nacional, o Exército possui 71.791 veículos blindados, a maioria deles comprados há mais de 30 anos. Apenas um é do modelo novo, o Guarani, entregue em 2012 e que ainda está em avaliação. Um contrato inicial de R$ 41 milhões foi fechado para a aquisição dos primeiros 16 novos carros de combate. No último dia 7, um novo contrato foi assinado para a aquisição de outras 86 viaturas Guarani, ao custo de R$ 240 milhões.
"Nenhuma nação pode abrir mão de ter um Exército forte, que se prepara intensivamente para algo que espera que nunca ocorra. A população tem que entender que é preciso ter essa capacidade ociosa, sempre, para estar pronto para dar uma resposta se um dia for necessário", defende o general Fernando Vasconcellos Pereira, diretor do Departamento de Educação e Cultura do Exército.
Riscos e ameaças

Para saber quais equipamentos, tecnologias e armas precisam ser compradas e que outras mudanças são necessárias, o Exército criou o Grupo Lins, que reúne uma equipe para prever cenários de conflitos ou crises - internos ou externos - em que a sociedade e os políticos possam exigir a atuação dos militares até 2030.

O objetivo é antever problemas, sejam econômicos, sociais, de segurança pública ou de calamidade, e saber quais treinamentos devem ser dados aos soldados até lá.
Soldados recrutas fazem teste de resistência em treinamento no Exército (Foto: Exército/Divulgação)
Nesses cenários, a Amazônia e as fronteiras estão entre as maiores preocupações. O texto revisado da Estratégia Nacional de Defesa, entregue pelo governo ao Congresso Nacional em 17 de julho, destaca "a ameaça de forças militares muito superiores na região amazônica”. Difícil – e necessário – é para um país que pouco trato teve com guerras convencer-se da necessidade de defender-se para poder construir-se"
Trecho da Estratégia Nacional de Defesa
Para impedir qualquer ataque, o Exército prepara o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), que, através de um conjunto de sensores, radares e câmeras, permitirá a visualização de tudo o que ocorre nas fronteiras em tempo real. Os equipamentos facilitarão a repressão ao tráfico de drogas e armas, ao contrabando e aos crimes ambientais. A previsão é de que o sistema esteja totalmente operando em 2024.

O alto valor que o governo pretende passar para o Sisfron - R$ 12 bilhões até 2030 – movimentou o mercado nacional e fez com que empresas se unissem buscando soluções para vencer a licitação em andamento. Entre as interessadas estão Odebrecht, Andrade Gutierrez e Embraer, que fizeram parcerias com grandes indústrias do setor.
Para o historiador e criador do Núcleo de Estudos Estratégicos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Geraldo Cavanhari, o Exército está em transformação e precisa se adequar para os inimigos do futuro. “O inimigo, seja interno ou externo, agora está extremamente bem armado. Por enquanto, não temos ameaças explícitas, mas temos que cuidar da nossa casa e estar preparados para responder, caso seja necessário”.
O general da reserva Carlos Alberto Pinto Silva diz que o problema continua sendo o orçamento. "Um coronel argentino me disse que eles aprenderam na guerra nas Malvinas que, se não existe a capacidade mínima de responder, não dá tempo para adquirir. Não adianta chorar depois”, afirma.
Mudança de percepção

Estudioso da área, o professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Ronaldo Fiani entende que a abertura democrática e a criação do Mercosul provocaram mudanças na forma da população conceber a proteção do país, Consequentemente, foram feitos cortes nos investimentos militares. “O fim da ditadura e a união dos países latinos fez com que houvesse enfoque em integração, com diminuição do investimento na área militar", explica.

Burocracia, crises financeiras e déficit fiscal também são entraves para maior disponibilidade de recursos. “A única forma dos militares receberem mais investimentos é se integrando à pesquisa acadêmica e às empresas, como ocorre nos países desenvolvidos", diz Fiani.

 
General José Carlos de Nardi cumprimenta índios durante visita ao Pará (Foto: Tahiane Stochero/G1)

O general Walmir Almada Schneider Filho concorda com o professor. “No primeiro mundo, o povo tem a mentalidade de que defesa e desenvolvimento caminham juntos e complementam-se. Um impulsiona o outro. Nós não queremos chegar neste patamar [de país voltado para a guerra], mas criar uma mentalidade de defesa, para que o povo discuta o assunto", diz.
A base da defesa nacional é a identificação da Nação com as Forças Armadas e das Forças Armadas com a Nação. Isso exige que a Nação compreenda serem inseparáveis as causas do desenvolvimento e da defesa"

Trecho da Estratégia Nacional de Defesa
“Eu acho que a redução dos investimentos tem relação com o período militar e a própria mentalidade da população, que vê como melhor alternativa aplicar os recursos em outro setor fundamental, como saúde, educação, etc", acrescenta Schneider Filho.
"Não há um palmo sobre o território brasileiro que não esteja sob a responsabilidade de uma tropa do Exército. Somos a organização mais presente em todo o território e que tem meios de chegar o quanto antes em qualquer situação. Por isso, assumimos cada vez mais responsabilidades e temos que ter capacidade para atuar em situações de emergência”, diz o general José Fernando Yasbech, também do Estado-Maior do Exército.
Yasbech se refere aos múltiplos empregos do Exército em ações civis dentro do país, como as operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), como a Constituição determina o emprego militar em casos graves de segurança pública. Além disso, o militares são convocados para o apoio em caso de enchentes, abertura de estradas, construção de pontes, distribuição de ajuda humanitária, apoio em eleições, combate à dengue e à aftosa, entre outros.
Proteger

Em 2012, mais uma linha de atuação está sendo aberta: os militares serão responsáveis pela defesa e proteção de infraestruturas estratégicas do país, como hidrelétricas, usinas nucleares, indústrias essenciais e centros financeiros e de telecomunicações a partir da criação do projeto Proteger. O programa terá recursos na casa dos R$ 9,6 bilhões e reunirá órgãos públicos dos estados e informações necessárias para prevenir, conter ou reprimir ataques ou acidentes nesses locais.

Se o Brasil quiser ocupar o lugar que lhe cabe no mundo, precisará estar preparado para defender-se não somente das agressões, mas também das ameaças"

Trecho da Estratégia Nacional de Defesa
São mais de seis mil infraestruturas estratégicas existentes no país, sendo que 364 estão entre as mais críticas, conforme levantamento do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República.
Pelotão de fronteira no Pará conta com apenas 9 horas diárias de luz
(Foto: Tahiane Stochero/G1)

"O trabalho será tanto no sentido de prevenir acidentes nessas estruturas como também de identificar riscos e, eventualmente, contê-los", diz o general José Fernando Yasbech, que responde pelo projeto.
O trabalho começará no Paraná, com a implementação de um centro de ação conjunta com polícia, Bombeiros e Defesa Civil para defender a Usina de Itaipu.
“O reaparelhamento das Forças Armadas vai além de apenas dizer que um país pacifista está tomando uma atitude de se tornar mais bélico. O emprego dos militares tem sido bem diferente nos últimos anos, seja em ações de defesa civil, de segurança pública, de apoio aos órgãos estaduais. E isso demanda alterações estruturais profundas na política, na mentalidade da população e em investimentos”, diz Iberê Pinheiro Filho, mestre em Relações Internacionais e estudioso da Estratégia Nacional de Defesa.
Procurado para comentar a atual situação do Exército, o ex-ministro de Assuntos Estratégicos Roberto Mangabeira Unger, que escreveu o texto da Estratégia Nacional de Defesa, disse que se considerava "moralmente impedido de falar" devido à "relação íntima e especial com as ações e tarefas de que tratará a reportagem".
"Direi apenas o que escrevi na dedicatória de um livro que dei à biblioteca do Exército, por mãos do general que a comanda: o Exército brasileiro é a mais importante instituição do Brasil", afirmou Mangabeira Unger ao G1.

Já o ex-ministro da Defesa Nelson Jobim, que também assinou a END em 2008, disse que não iria comentar a situação, pois não ocupa mais o cargo.
Tenente caminha entre barcos antigos usados para deslocamento em rios do AP (Foto: Tahiane Stochero/G1)

ÍNDIOS: QUESTÃO INDÍGENA VIVE SEU PIOR MOMENTO POLÍTICO


Política indígena brasileira vive momento perigoso, diz antropóloga da UFRJ
Publicado em abril 30, 2013 por HC
Brasília, 23/04/2013 – Um grupo de índios xavantes, que vivem na Terra Indígena Marãiwatsédé, no norte de Mato Grosso, entregou a representantes da Comissão Nacional da Verdade um documento em que relatam episódios de violações aos seus direitos ao longo de décadas. Foto de Antonio Cruz/ABr

O movimento indígena brasileiro vive um momento delicado, frente às pressões de setores econômicos e políticos que cobiçam as terras e aldeias indígenas para a exploração de madeira, agricultura ou recursos naturais e minerais. A avaliação é da antropóloga Elsja Lagrou, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que adverte para uma perda de direitos históricos, duramente conquistados pelos índios nas últimas décadas.
Segundo ela, um exemplo disso é a possível aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 215/2000), que inclui nas competências exclusivas do Congresso Nacional a aprovação de demarcação das terras tradicionalmente ocupadas pelos índios, a criação de unidades de conservação ambiental e a ratificação das demarcações já homologadas.
“Estamos vivendo um momento perigoso, com o ressurgimento de uma ideologia desenvolvimentista que não sabe avaliar os riscos que os recém-conquistados direitos dos índios estão correndo hoje em dia. Isso acontece quando se começa a recolocar em questão os direitos ao território e os direitos à continuação a um estilo de vida. Essa euforia desenvolvimentista está colocando em risco muitas conquistas indígenas, que só vão poder se consolidar se os índios ganharem cada vez mais espaço para se fazer ouvir, nas universidades e nas grandes metrópoles”, disse Elsja.
Além das pressões sobre as terras indígenas no interior do país, um exemplo de perda recente, segundo ela, foi a experiência da desocupação do antigo Museu do Índio, no Rio de Janeiro, quando índios e integrantes da sociedade civil foram retirados com violência policial do imóvel, no dia 22 de março. O local onde nasceu o Serviço de Proteção ao Índio, no século passado, vai ser transformado em um museu olímpico, por determinação do governo do estado.
“Foi um momento que colocou em relevo uma questão que não se reduz à dimensão indígena. Qual o preço que a cidade vai pagar para receber grandes eventos? Nacionalmente e internacionalmente houve muita divulgação desse embate e a visibilidade da presença indígena na cidade é muito importante. A questão precisa voltar a receber a atenção de uma década atrás, quando havia uma atitude muito mais aberta para as sociedades indígenas”.
A antropóloga defende a criação de um centro de referência indígena que garanta apoio aos índios em trânsito na cidade, principalmente estudantes, como era a ideia dos manifestantes que ocuparam o antigo Museu do Índio. “É crucial ter esse centro, onde possa existir uma troca à altura da riqueza dos conhecimentos indígenas, além de garantir a possibilidade de um pouso [para os viajantes de outras aldeias]. O aumento do número de estudantes indígenas vai fazer com que essa necessidade seja mais sentida. Alguns centros de estudos estão sendo criados, mas precisam de apoio político para se desenvolver”.
A professora contesta a o conceito daqueles que não reconhecem o índio urbano, pelo fato de não usar indumentária típica ou de utilizar vestimentas típicas das cidades e equipamentos tecnológicos como computadores e telefones celulares.
“O que é responsável pelo pertencimento a uma identidade, a uma etnia, é a consciência e a autoatribuição de um pertencimento a um grupo étnico e o reconhecimento pelos outros que essa pessoa pertence a esse grupo. O lugar não determina de jeito nenhum a consciência de pertencimento e as roupas, muito menos ainda”.
Para ela, a noção de que o índio verdadeiro é só o que vive na floresta reflete uma visão extremamente preconceituosa. “Existe [este preconceito] e tem sido usado politicamente para diminuir os direitos indígenas. Existe historicamente muito mais pessoas com herança indígena do que tem sido reconhecido. Esse argumento de que só é índio quem vive na floresta e que só é índio quem anda nu é hiperpreconceituoso e discriminador, para poder diminuir a chance dos indígenas exigirem o respeito aos seus direitos. É uma definição limitadora do que é identidade indígena, por parte de pessoas que competem com os índios pela terra”.
Edição: Tereza Barbosa
Reportagem de Vladimir Platonow, da Agência Brasil, publicada pelo EcoDebate, 30/04/2013

ENTREVISTA DE EMPREGO: DICAS INFALÍVEIS



Author: Adriano Moura

Você enviou seu currículo para uma empresa e foi chamado para uma entrevista, saiba que seu emprego ainda não está garantido e você precisa passar pela temida entrevista de emprego que é responsável por 70% das eliminações de candidatos. Ansiedade, falta de preparação e de informação são os principais itens que prejudicam, para aumentar as chances de conseguir a vaga, confira nossas dicas de como fazer uma boa entrevista de emprego.

Dia anterior da entrevista de emprego

- Um erro comum daqueles que não estão bem orientados de como fazer uma boa entrevista de emprego é não se informar sobre a empresa, os entrevistadores gostam de saber que o candidato é uma pessoa informada e que sabe onde pretende trabalhar.

- Deixe a roupa que você vai usar na entrevista preparada.

- Alimente-se bem para não correr o risco de sentir algum mal estar antes ou durante a entrevista.

- Durma bem para chegar na entrevista com uma aparência saudável e descansada, não pega bem em uma entrevista de emprego ficar bocejando ou estar com aquela cara de quem passou a noite na balada.

- Vista conforme o emprego, se você vai para a entrevista concorrer a uma vaga de representante de vendas ou supervisor você deverá vestir uma roupa social, mas se a vaga é para algum setor operacional pode-se vestir algo mais casual. Chinelo, bermuda e boné são indispensáveis para qualquer tipo de emprego.

- Faça um cronograma da entrevista constando o tempo que você vai gastar para tomar café, arrumar e o trajeto até a empresa, isso vai ajudar você a não se atrasar, também é importante chegar 30 minutos antes da entrevista.

No dia da entrevista de emprego

- Tenha um currículo atualizado em mãos

- Para fazer uma boa entrevista de emprego, prepare seu espírito e evite qualquer tipo de estresse ou preocupações, brigas no transito ou aborrecimentos desnecessários diminuem seu controle emocional e o entrevistador pode perceber isso e julgar como algo negativo, afinal nenhuma empresa deseja contratar um profissional que não consegue administrar seus problemas..

Durante a entrevista de emprego

- Não fume, masque chicletes, olhe mais de uma vez para o relógio e principalmente não se esqueça de desligar o celular, se o mesmo tocar no momento da entrevista você terá grandes chances de ser eliminado.

- Tenha profissionalismo: Não fale mal de empresas que você trabalhou anteriormente, se você for questionado pelo motivo da sua saída diga que está motivado a buscar novos desafios e que usará nesta empresa tudo de positivo que adquiriu nos empregos anteriores.

- Não fale demais: Fale o necessário, não interrompa o entrevistador, não use gírias e trate-o profissionalmente sem usar muita intimidade ou bajulação. 

Evite também palavras vagas com “eu acho”, “pode ser”, “provavelmente”, “gostaria”, seja firme nas respostas usando palavras como certamente, com certeza, absolutamente e tenho convicção que.

- Não fale de salário: Não questione sobre salário durante a entrevista, os entrevistadores certamente falam e caso ele não diga nada e você precise saber espere o final da entrevista para perguntar.

- Despeça: Despeça do entrevistador com simpatia e educação, agradeça pela oportunidade e diga que terá muito prazer em trabalhar na empresa, Jamais pergunte como foi à entrevista, se você se saiu bem ou se conseguiu a vaga.

Poucos sabem como fazer uma boa entrevista de emprego, os erros são constantes mesmo por aqueles com mais experiência, seguindo corretamente estas dicas não é garantia do emprego, mas certamente deixará você com maiores chances de concorrer a vaga pretendida.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

GRIPE: PARÁ EM ALERTA


Pará tem 13 casos de Gripe A confirmados
Quatro mortes já foram confirmadas. Três em Belém e uma em Tucuruí

A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) informou que até sexta-feira, no Pará, foram notificados 67 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), somente em 2013. Desses, 13 são para Influenza A H1N1, um para Influenza A H3N2, quatro para Influenza B e seis para outros tipos de vírus. Já houve quatro mortes, sendo três por H1N1 e uma por H3N2. Desses pacientes, três tinham doenças crônicas e uma estava gestante. Três mortes foram confirmadas em Belém e outra em Tucuruí.

Após a pandemia de 2009/2010, o vírus Influenza A H1N1 continuou a circular no mundo e passou a ser considerado como mais um vírus de circulação sazonal. No entanto, considerando o perfil epidemiológico da Influenza no Brasil, o Ministério da Saúde (MS) destaca a importância do tratamento oportuno dos casos de Síndrome Gripal (SG) e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), cuja incidência aumenta no período mais frio e chuvoso do ano.

Assim, o MS estabelece que todos os casos de gripe sejam atendidos em qualquer estabelecimento de saúde público e privado, ressaltando a importância do tratamento oportuno para os casos de SG e SRAG.

Fonte: Diário do Pará, com informações da Sespa

CÂNCER DE PRÓSTATA: "MAL DOS HOMENS"



Author: Adriano Moura

A próstata é uma glândula masculina localizada entre a bexiga e o reto responsável pela produção do sêmen (liquido que envolve o espermatozoide), neste artigo abordaremos alguns cuidados para prevenir o câncer de próstata, que está cada vez mais comum entre os homens.

Lembrando que boas práticas no presente podem evitar que se desenvolvam problemas futuros a sua saúde.

Cuidando da alimentação na prevenção do câncer de próstata
Alimentar-se corretamente é o principal fator para prevenir o câncer de próstata.

Evite alimentos ricos em gorduras

O leite é uma importante fonte de vitaminas e proteínas, porem estudos revelam que consumir este alimento em excesso (mais de meio litro por dia), aumenta em até 20% as chances de adquirir câncer de próstata.

O tomate é o melhor amigo da próstata, devido ao alto teor de licopeno, substancia altamente antioxidante.

A cebola e o alho ajudam a reduzir até 30% as chances de desenvolver um câncer de próstata, isto devido a substancias antioxidantes que impedem a ação dos radicais livres.

A soja, além dos diversos benefícios a saúde, também desempenha um papel importante na prevenção do câncer de próstata.

Nozes, amendoim e avelã são alimentos ricos em selênio, mineral que ajuda na reconstrução das células.

Couve flor, brócolis e o espinafre também reduzem as chances de desenvolver o câncer de próstata devido a presença do ácido fólico, substancia capaz de combater a ação dos radicais livres.

O consumo diário do chá verde pode reduzir significadamente as chances de adquirir um câncer de próstata no futuro.

Relações sexuais podem ajudar a prevenir o câncer de próstata
Estudos recentes feitos por pesquisadores australianos apontam que a pratica sexual frequente ou a masturbação podem ajudar a prevenir o câncer de próstata, principalmente enquanto o homem está na faixa dos 20 anos.

Segundo os pesquisadores a ejaculação evita o acúmulo de substancia cancerígenas na próstata. Este é sem duvida o melhor método para prevenir uma doença.
A importância do diagnóstico precoce para o tratamento do câncer de próstata
Infelizmente o diagnostico da doença em muitos homens é tardio e as chances de cura são mínimas.

Os jovens ainda não precisam se preocupar, mas aqueles que já passaram dos 40 anos devem começar a se preparar psicologicamente para fazer o exame de toque retal, é importante salientar que a saúde é o bem mais precisos que temos e deve estar acima de qualquer orgulho. 

COMPORTAMENTO: CONFIE NO SEU "TACO"



 Author: Adriano Moura
  
As mulheres sentem maior atração por homens seguros e confiantes. Neste artigo você estará aprendendo como adquirir confiança em si mesmo, com apenas algumas mudanças no seu comportamento. Ajudando você a se tornar naturalmente atraente para as mulheres.

Conheça e desenvolva todas as suas qualidades, habilidades e virtudes: Provavelmente você possui muitos pontos positivos, o problema daqueles que se sentem inseguros é justamente esquecer o que tem de bom e focar apenas nos defeitos. Faça diferente e comece a se autodescobrir e evidenciar aquilo que possui de positivo, seja suas virtudes, qualidades ou habilidades.

Invista no seu autodesenvolvimento: Cuide da sua aparência, aprenda alguma habilidade nova, trabalhes nas suas fraquezas. Você é o seu maior patrimônio e lembre-se sempre disso.

Esqueça paradigmas antigos:  Para adquirir confiança em si mesmo é importante esquecer paradigmas antigos, pensamentos como “As mulheres são interesseiras”, “É preciso ser rico ou bonito para seduzir mulheres”, “Quem nasce tímido, permanece tímido”, “Você não tem sorte”. Esqueça estas bobagens e passe a acreditar nas suas próprias convicções.

Controle os seus pensamentos:  O que mais dificulta um homem a adquirir confiança em si mesmo, são os pensamentos negativos que o dominam sempre que precisa tomar umaatitude. Quando isso acontecer, substitua todos os pensamentos negativos por afirmações positivas.

Não seja autodepreciativo: Ninguém é perfeito e o fracasso pode acontecer com qualquer um. Quando falhar, ao invés de ficar se cobrando, pense que vai fazer de tudo para melhorar e ter mais sucesso da próxima vez.

Não dê tanta importância para as opiniões alheias: 90% das críticas são destrutivas e não servem pra nada; para adquirir confiança em si mesmo, esqueça o que as pessoas dizem e foque nos seus próprios pensamentos e opiniões.

Fique feliz com pequenas conquistas: Não dependa de grandes realizações para se sentir confiante e realizado. Talvez ainda não consiga sair com uma bela mulher, mas o fato de já ter conseguido abordar e ficar conversando por cinco minutos com ela, já é um bom motivo para comemorar.


Aprender a como ser um homem confiante e seguro  é fundamental para aquele deseja sucesso com as mulheres, para elas autoconfiança está entre as 5 maiores virtudes masculinas, as mulheres são naturalmente inseguras estando sempre preocupadas com a opinião das outras pessoas sobre sua aparência, corpo e personalidade, por isto buscam nos homens características que são deficientes nelas, sentindo sempre atraídas por aqueles que são confiantes e seguros, começar a ter algumas atitudes são importantes para que você se torne o tipo de homem que elas desejam.

Valorize-se: Normalmente um homem que é inseguro sente-se inferior as outras pessoas, homens assim sempre imaginam que não está a altura de mulheres bonitas e interessantes.

Pense positivo: O principal fator responsável pela insegurança de um homem são os pensamentos negativos que aparecem tentando demonstrar para ele que tudo vai dar errado, para se tornar confiante diante das mulheres transforme todos os seus pensamentos negativos em positivos e sempre pense no que tem a ganhar e nunca no que pode perder.

Desvalorize as mulheres:  Quando digo desvalorizar não estou falando em desrespeitar e sim em aprender a colocá-las na mesma posição que você, muitos homens tratam as mulheres como verdadeiras deusas deixando-as em posição superior, uma mulher por mais linda e interessante que seja é uma pessoa com defeitos, qualidades e sentimentos igual a todas, um homem confiante sabe disto, por isto jamais se sente em posição inferior a qualquer mulher.

Não viva em função das mulheres: É muito difícil viver sem as mulheres e elas estão presentes na maioria dos nossos pensamentos, mas não devemos ser feliz apenas quando estamos com elas, para se tornar confiante é importante ter outros motivos para sentir feliz e realizado, isto porque quando estiver diante de uma mulher saberá que não depende dela para se sentir bem.

Tenha uma auto-imagem positiva:  Ser um homem confiante é não depender da aprovação das mulheres para se sentir bem, isto porque tem consciência das suas virtudes e qualidades, por isso quando está seduzindo uma mulher não fica intimidado, pois sabe que é uma companhia interessante e ela também tem muito a ganhar com a paquera.

Faça amizades: Manter um bom número de amigos ajuda muito um homem a se tornar confiante com as mulheres, isto devido ao fato de melhorar seu poder de comunicação verbal, diminuindo o medo de não saber o que falar diante de uma mulher.

Pratique: A prática é fundamental para tudo que fazemos na vida e não é diferente quando se trata de se tornar um homem confiante, converse com o maior número de mulheres possíveis, com o tempo você vai se sentir confiante diante de qualquer mulher.