quinta-feira, 26 de junho de 2014

JUSTIÇA: CURTIU ... ASSUMIU!

 Justiça condena internautas por 

“curtir” e compartilhar no Facebook

Publicado por Moema Fiuza 

Justia condena internautas por curtir e compartilhar post no Facebook
Ao curtir ou compartilhar algo no Facebook o usuário mostra que concorda com aquilo que está ajudando a divulgar. Levando esse fato em consideração, o Tribunal de Justiça de São Paulo incluiu os replicadores de conteúdo em uma sentença, fazendo com que cada um seja condenado junto com quem criou a postagem.
O caso foi relatado nesta manhã pela colunista da Folha de S. Paulo Mônica Bergamo, segundo a qual a decisão, inédita, será recomendada como jurisprudência para ser aplicada sempre que uma situação semelhante surgir.

O processo em questão envolve um veterinário acusado injustamente de negligência ao tratar de uma cadela que seria castrada. Foi feita uma postagem sobre isso no Facebook e, mesmo sem comprovação de maus tratos, duas mulheres curtiram e compartilharam. Por isso, cada uma terá de pagar R$ 20 mil.
Relator do processo, o desembargador José Roberto Neves Amorim disse que "há responsabilidade dos que compartilham mensagens e dos que nelas opinam de forma ofensiva". Amorim comentou ainda que a rede social precisa "ser encarado com mais seriedade e não com o caráter informal que entendem as rés".
Clique aqui para ler o Acordão e aqui para ler a Sentença deste processo.


Moema FiuzaPublicado por Moema Fiuza
Formada pela UFPB, eterna estudante, blogueira, viciada em séries de tv, apaixonada pelo cheiro dos livros, intolerante à violência contra animais...

SMARTPHONES: QUANTO MAIOR, MELHOR?

Tendência de celulares gigantes se mantém e pode levar a iPhone maior
YURI GONZAGA
DE SÃO PAULO

Faz algum tempo que não ponho um smartphone no bolso. Não por não usar um celular esperto, mas justamente porque a maior parte dos lançamentos testados para este caderno especial são tão grandes que é imperativo carregá-los em outro lugar.

É verdade que algumas fabricantes vêm se preocupando em lançar "miniaturas" de seus topos de linha, mas a tendência de aumento parece longe de desacelerar –é sintomático que o G2 Mini, modelo "míni" a ser lançado pela LG em maio, tenha tela de 4,7 polegadas, o que outrora seria exageradamente grande.

Em relatório divulgado neste mês, a firma de pesquisa de mercado Strategy Analytics aponta para um crescimento de 84% nas vendas dos smartphones com telas entre 5 e 6 polegadas; para 74% de incremento de "phablets" (termo que mescla telefone e tablet) com tela superior a 6 polegadas; e meros 28% dos celulares com tela de 4 polegadas ou menos.

MENOS É MENOS?

A Apple começa no mês que vem a produzir o próximo iPhone, que deve ser lançado em setembro em versões com telas de 4,7 polegadas e de 5,5 polegadas, segundo reportagem publicada pela Reuters que cita "fontes ligadas à sua cadeia de produção", mantidas em anonimato. A empresa não confirma.

Desde a estreia do aparelho, em 2007, o celular só passou por uma mudança no tamanho de tela, de 3,5 polegadas para 4 polegadas, do iPhone 4S para o iPhone 5.

O design e o peso diminutos que resultam da manutenção da tela menor rendem elogios ao aparelho, mas nem todos os fãs da Apple são favoráveis a continuar usando apenas as 4 polegadas do aparelho: uma enquete no site "Business Insider" resultou em 65% de consumidores que desejam mais tela.

Outra, no site "BGR", aponta que 55% prefeririam um eventual iPhone de 5,5 polegadas em vez de um com 4,7.

Segundo as empresas de pesquisa, o Samsung Galaxy S5, com suas 5,1 polegadas de tela, teve uma estreia melhor que a do rival iPhone 5s.

A fabricante coreana detém hoje 31% do segmento, ante 15% da Apple, segundo dados de Gartner e IDC.

Uma tela grande causa desvantagens ergonômicas, mas geralmente traz como bônus –além da área útil para ícones, texto e um teclado menos claustrofóbico– bateria com duração superior e espaço para um cartão de memória ou outro chip SIM.

Ao menos para as fabricantes, os prós de um telão estão superando o fator cômico.


HOMEM X MULHER: VAMOS FALAR SÉRIO?

A incrível geração das mulheres chatas
Mariliz Pereira Jorge


Não faz nem um mês eu disse aqui que a melhor desculpa de uma mulher que está sozinha é que não tem homem no mercado. É muito boa. Mas tem uma que disputa à faca o primeiro lugar: estou sozinha porque os homens têm medo de mulheres independentes.

Uma ova.

E posso afirmar: a cada minuto que você reclama, tem outra mulher também independente e bem sucedida - mas muito mais esperta do que você - sendo bem sucedida na dança do acasalamento. E você aí, sozinha no bar com as suas amigas independentes, com suas bolsas caras, indo dormir sozinhas, reclamando da morte da bezerra e dos homens. Aqueles ingratos.

Não sei de onde tiraram essa ideia de que a vida só mudou para as mulheres. Não é possível que a gente acredite mesmo que fomos criadas para ganhar o mundo, estudar, disputar vagas de trabalho, fazer o imposto de renda, encarar hora extra, sair sozinha com as amigas, e que ninguém contou nada aos homens. Enquanto isso, os pobres empacaram no tempo e, portanto, hoje temos que conviver com trogloditas que ainda esperam casar com a dona Baratinha.

Tenho um irmão 11 meses mais novo do que eu. Crescemos na mesma casa, com os mesmos pais. Nós dois vimos minha mãe trabalhar a vida inteira, chegar em casa muitas vezes depois de todo mundo, dividir as contas da família no papel, fazer uma comida mais ou menos, viajar sozinha no Carnaval porque meu pai sempre detestou os dois.

Saídos da mesma fôrma, eu ganhei o mundo. Meu irmão casou antes dos 20 anos. Não estou contando nenhuma história que não seja a mesma de quase todo mundo que eu conheço. Esse discurso de que os homens não estão preparados para essa nova mulher seria revolucionário na época da minha avó, que se separou aos 50 anos, decidiu aprender a dirigir, fez vestibular para educação física e foi procurar emprego - porque, até então, o único duro da vida da dona Dorah tinha sido criar quatro filhos. Talvez tenha ficado mal falada na cidade. Mas era a minha avó, no tempo da minha avó.

Essa ladainha em 2014 não dá.

Quando é que a gente vai cansar de se fazer de vítima e parar de encarar os homens como incapazes? Se a gente se adaptou aos novos tempos, eles também. Ainda precisamos de ajustes aqui e ali, mas está tudo bem.

Eu não convivo com homens despreparados para essa nova mulher que sou eu, você e quase todo mundo. Tenho amigos homens, e eles querem, sim, mulheres parceiras e não dependentes. Choram no meu ombro por causa de pé na bunda. Reclamam de mulher que não vale nada. Ficam perdidos sem saber como agradar essa fulana que, na verdade, não sabe o que quer porque cresceu acreditando que pode querer tudo. E pode. Só deveria parar de encher o saco.

Fizemos as nossas escolhas, eles fizeram as deles. Nenhuma mulher é igual. Assim como qualquer cara pode vir com mil variações do que a gente aprendeu a conhecer por macho. Tem todo tipo por aí. Mas com todos os requisitos que a tal nova mulher - que de nova não tem nada - quer, não sobra um na face da terra que baste.

Inteligente. Óbvio. Antenado. Com certeza. Remediado. Tem remédio? Fodão. O tempo todo. Bem humorado. É o mínimo. Frágil. Nem pensar. Imaturo. Socorro. Machista. Deus me livre. Glúten free. Pra quê? Fiel. Possível. Rico. Com a graça de deus. Comprometido. Por que não?

Esqueça.

Eu agradeço por nunca ter tido um único namorado que não me quisesse da forma como eu fui criada. Ganho o meu dinheiro, bebo uísque, gosto de futebol, dirijo super bem, cuido do meu imposto de renda sozinha. Sei pregar botão, ainda que torto, não sei nem por onde começa a receita de suflê de cenoura, só vou ao supermercado pra comprar vinho e no dia em que tive que aprender a diferença de alvejante e água sanitária, dei um Google.

Compro bolsas caras, saio sozinha com as minhas amigas e nunca fui cobrada por ter que trabalhar domingo ou terça à noite. Neste momento em que escrevo e tomo vinho tem um cara lá na cozinha preparando o jantar. Um cara que me escolheu do jeito que eu sou, que vibra com as minhas vitórias e me salvou de jantar miojo ou cerveja pelo resto da vida.

Meus pais nunca perguntaram quando eu iria casar ou quando lhes daria netos. Mas sempre torceram que eu encontrasse um companheiro para dividir a vida. Eles se orgulham muito do caminho que eu quis seguir e nunca me fizeram pensar que escolher ser bem sucedida significaria ser mal amada. Conheço uma penca de gente que tem os dois porque isso aqui não é uma competição. Todo mundo quer a mesma coisa. Eu, você, o Arthur, o Marco, o Fernando, o Rodrigo, o João, a Cris, a Camila.

Todo mundo quer um chinelo velho pro seu pé cansado. Quer sossegar o rabo num relacionamento feliz e cheio de cumplicidade, de parceria, de mãos dadas no cinema, de silêncios que signifiquem enfim sós.

Chega desse discurso de ser mal compreendida pelo mundo e pelo homens. Tem muita gente avulsa por aí. Dos dois lados, por inúmeras razões. Se você acredita mesmo que ninguém te quer porque é independente e porque os homens não sabem lidar com isso, só quero lhe dizer uma coisa: você está sozinha porque é chata.

Vou jantar, porque depois tem uma pia de louça me esperando. Justo. 


Mariliz Pereira Jorge é formada em comunicação social, tem pós-graduação em relações internacionais, curso de marketing estratégico e especialização em nutrição e aromaterapia. Já trabalhou na Folha e escreveu para as revistas 'Veja', 'Men's Health' , 'VIP' e 'Boa Forma', entre outras. Atualmente, é editora do 'Encontro com Fátima Bernardes', da TV Globo.

BELO SUN: JUSTIÇA FEDERAL ANULA LICENÇA

PA: Justiça Federal anula licença ambiental para o projeto Belo Sun

Publicado em junho 26, 2014 por Redação
belo sun
Mapa: ISA

Mineradora canadense não fez estudo do impacto sobre indígenas afetados por projeto de mineração no rio Xingu, em Altamira, no Pará

A Justiça Federal publicou sentença em que confirma decisão liminar (urgente), de novembro do ano passado, de suspensão do licenciamento ambiental do projeto Volta Grande de Mineração, planejado pela mineradora canadense Belo Sun para a mesma região onde está sendo construída a hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, no Pará. A sentença também anulou a licença prévia expedida para o projeto. A expedição da licença havia sido anunciada pelo Conselho Estadual do Meio Ambiente (Coema) do estado do Pará, em dezembro de 2013.

Assim como na decisão liminar, do juiz federal Sérgio Wolney de Oliveira Batista Guedes, a sentença assinada pelo juiz federal Cláudio Henrique Fonseca de Pina condicionou o licenciamento à elaboração prévia, pela mineradora, do estudo de componente indígena, parte do Estudo de Impacto Ambiental que trata dos impactos do projeto sobre os povos indígenas, seguindo as orientações da Fundação Nacional do Índio (Funai).

Segundo a sentença, as provas apresentadas no processo — iniciado a partir de ação do Ministério Público Federal (MPF) — mostram que é “fato incontroverso” que o projeto causará impactos para índios da região, especificamente para os povos das Terras Indígenas Paquiçamba, Arara da Volta Grande e Ituna/Itatá, “com reflexos negativos e irreversíveis para a sua qualidade de vida e patrimônio cultural”.

“A condução do licenciamento ambiental do multicitado empreendimento sem a necessária e prévia análise do componente indígena acarreta grave violação à legislação ambiental e aos direitos dos indígenas, razão pela qual a procedência do presente pleito é medida que se impõe”, diz a sentença. “Soma-se a isso a circunstância de que as sobreditas terras indígenas também estão sob a área de influência da UHE Belo Monte, o que exige ainda muito mais cautela na avaliação e dimensão dos impactos do empreendimento em destaque para as comunidades indígenas afetadas”, ressaltou o juiz federal.

A Secretaria de Meio Ambiente do Pará, responsável pelo licenciamento, chegou a argumentar na Justiça Federal que os estudos de impactos sobre os indígenas poderiam ficar para fases posteriores, com base na Portaria Interministerial 414/2011, que estabelece parâmetros com base nas distâncias entre territórios de povos tradicionais e empreendimentos que os impactam. Para a Sema, exigir o estudo indígena seria “penalizar o empreendedor e restringir o desenvolvimento socioeconômico que o empreendimento propõe”.

O juiz  Cláudio Henrique Fonseca de Pina refutou: “a referida portaria deve ser vista como parâmetro, e não como norma absoluta, de sorte que, a depender das peculiaridades do caso, os limites nela fixados não serão aplicáveis”. Para ele, no caso da Belo Sun, “a excepcionalidade restou devidamente caracterizada, na medida em que a área encontra-se sob influência de outro empreendimento de elevado porte e impacto ambiental e socioeconômico”.

Exigir todos os estudos é, de acordo com a sentença, “medida de acautelamento e precaução imprescindível para o dimensionamento mais precisos dos impactos a serem causados na população indígena do oeste do Pará, já substancialmente impactada pelos empreendimentos em curso na região”.

O projeto Volta Grande de mineração é anunciado pelos empreendedores como o maior do Brasil. O plano é instalar a mina em Senador José Porfírio, a aproximadamente 10 km de distância da barragem de Belo Monte. A empresa Belo Sun, do grupo canadense Forbes&Manhattan, divulgou aos investidores que extrairá, em 12 anos, 50 toneladas de ouro.

Entenda o casoA Funai emitiu, em dezembro de 2012, um Termo de Referência (com as questões a serem respondidas pelos Estudos) para que a Belo Sun fizesse as pesquisas necessárias sobre os impactos aos indígenas que residem na área da Volta Grande do Xingu. Os indígenas que vivem nesse trecho de 100 km do rio Xingu vão sofrer o mais grave e definitivo impacto provocado pela hidrelétrica de Belo Monte, que é a redução da quantidade de água no rio em 80% a 90%.

O impacto é tão severo que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), ao conceder a licença para a usina, estabeleceu um período de seis anos de testes para saber se a Volta Grande e as populações terão capacidade de sobreviver à construção da barragem e à seca permanente. A própria Norte Energia S.A, responsável pelas obras de Belo Monte, enviou documento ao MPF pedindo atuação e expressando preocupação com a sinergia entre os dois empreendimentos.

O Estudo de Impacto Ambiental, no entanto, foi aceito pelo Coema sem diagnósticos sobre os impactos nos indígenas e também sem menção à sobreposição de impactos com os de Belo Monte.

No início de 2013, o MPF recomendou à Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) do Pará a não concessão de licença para o projeto da Belo Sun. A Sema respondeu que não poderia “penalizar o empreendedor” e que a licença para a Belo Sun está amparada na “concepção da função social da atividade minerária”. O caso, então, foi levado pelo MPF à Justiça.

Processo nº 0002505-70.2013.4.01.3903



Dados e fotos do projeto divulgados pela mineradora

Fonte: Ministério Público Federal no Pará


EcoDebate, 26/06/2014
 

quarta-feira, 25 de junho de 2014

VAI SE APOSENTAR? VEJA DICAS PARA EVITAR PROBLEMAS COM O INSS

Dez dicas para não ter problemas ao pedir a aposentadoria do INSS

Sophia Camargo

Do UOL, em São Paulo

Ao longo da sua carreira, o trabalhador pode tomar algumas providências para facilitar a concessão da aposentadoria pelo INSS. Confira dez dicas do coordenador dos cursos de pós-graduação em Direito Previdenciário do Damásio Educacional, Theodoro Vicente Agostinho Arte/UOL


Depois de vários anos de trabalho duro, nada mais justo do que se aposentar. Para não problemas na hora de requerer a aposentadoria no INSS, no entanto, é preciso tomar alguns cuidados durante a vida profissional, para facilitar que a aposentadoria seja concedida sem problemas.

Confira, a seguir, dez dicas do coordenador dos cursos de pós-graduação em Direito Previdenciário do Damásio Educacional, Theodoro Vicente Agostinho, para o trabalhador se aposentar com tranquilidade.

1. Verifique suas contribuições - Peça o CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais) ao INSS, para ver se as contribuições estão sendo repassadas pela empresa ao INSS. A dica do advogado é conferir o CNIS a cada ano e guardar esse documento. É necessário agendar o primeiro atendimento no site do INSS ou pelo telefone 135. Após a primeira verificação do CNIS, o INSS irá fornecer uma senha para consulte o extrato sempre que quiser. Correntistas do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal conseguem consultar o CNIS por meio de seus bancos.

2. Confira se os dados do CNIS estão corretos - Se a pessoa teve vários vínculos empregatícios, é preciso verificar se constam no documento, se o valor que recebe de salário está correto. "É mais comum do que se imagina que uma pessoa tenha trabalhado 10 anos em uma empresa e quando vai se aposentar descobre que a empresa não repassou as contribuições ao INSS."

3. Guarde as carteiras de trabalho em bom estado de conservação - É por meio da carteira de trabalho que o INSS irá verificar os vínculos empregatícios. Além disso, o advogado aconselha que o trabalhador guarde ao menos um holerite por semestre, a fim de comprovar o salário recebido.

4. Guarde o PPP (Perfil Profissiográfico Profissional) - Trabalhadores que terão direito à aposentadoria especial por terem em algum momento atuado em serviços desgastantes, exaustivos ou prejudiciais à saúde devem apresentar o laudo do PPP na hora de solicitar a aposentadoria. Sem ele, o trabalhador não consegue a concessão desse benefício. A empresa deve fornecer esse documento quando o empregado sair da empresa ou quando for se aposentar. É aconselhável que o trabalhador peça o documento assim que se desligar de cada empresa.

5. Trabalhadores autônomos e empresários devem redobrar os cuidados - Profissionais liberais, como médicos e advogados, demais autônomos e empresários devem guardar muito bem seus comprovantes de contribuição à Previdência. É que, nesse caso, não cabe à empresa repassar aos cofres do INSS a contribuição, mas sim, o próprio trabalhador deve recolher a contribuição diretamente ao INSS. Na hora de pedir a aposentadoria, deve mostrar todas as guias e carnês de recolhimento.

6. Atenção se for contribuinte facultativo - Contribuintes facultativos, como donas de casa, estudantes e desempregados, também devem guardar todas as contribuições para apresentar na hora de requerer a aposentadoria. Esses contribuintes têm de tomar um cuidado adicional. Como sua contribuição é facultativa, caso haja lapsos de tempo na contribuição, não é permitido que paguem as contribuições atrasadas. Isso só é possível para os trabalhadores obrigados a fazer o recolhimento.

7. Onde obter a lista de documentos para pedir aposentadoria - No site do INSS, na página destinada aos agendamentos, há uma relação completa de documentos.

8. O que fazer se perder a carteira de trabalho - Nesse caso, o trabalhador terá de pedir à empresa em que trabalhou uma cópia do registro para poder solicitar ao Ministério do Trabalho a reconstrução da carteira. Outros documentos, como extrato do FGTS e o próprio CNIS também servem de prova das contribuições.

9. Não saque dinheiro se discordar do valor da aposentadoria - Se o trabalhador discordar do valor de sua aposentadoria, quando ela for concedida, ele não pode sacar o dinheiro. Se fizer isso, segundo o advogado Theodoro Agostinho, fica subentendido que o aposentado aceitou o valor que lhe foi concedido. O advogado orienta a não sacar o dinheiro e solicitar a desistência do benefício. "Assim que chegar a carga de concessão, o segurado deve protocolar a carta de desistência e entrar com recurso administrativo no INSS para contestar o valor ou procurar ajuda de um especialista", diz.

10. Simule o valor de sua aposentadoria - É possível fazer uma simulação do cálculo da renda mensal do benefício no próprio site do INSS.

MICHAEL JACKSON: 05 ANOS DE SAUDADES!

Michael Jackson - 05 anos depois


Michael Jackson - Heal The World

terça-feira, 24 de junho de 2014

SEXO: O LADO BOM DO PORNÔ

O BOM DO PORNÔ

Os efeitos positivos do consumo de pornografia

 

Em uma reportagem publicada na revista New York em 2006, a escritora Naomi Wolf lançou o alerta: a pornografia está acabando com o desejo dos homens por mulheres de verdade. É de se espantar que hoje, seis anos depois, haja crianças na primeira série.
O pornô sempre teve muitos detratores, mas, desde que a internet o trouxe para dentro de nossas casas, ele tem sido responsabilizado por uma série de males do século 21. Fim de relacionamentos, violência, pressão sexual, problemas de autoimagem corporal entre as mulheres e disfunção sexual e vício em sexo entre os homens: o ávido consumo de pornografia é considerado por muitos a causa de todos esses tormentos.
Alguém pode argumentar que tudo isso já existia bem antes do surgimento dos sites de buscas. Henrique VIII certamente encarnava alguns males dessa lista. Mas não haveria um lado positivo em ter um mundo de maravilhas sexuais ao alcance dos seus dedos adultos? Vamos olhar além dos implantes e ver se — e quando — um pouco de voyeurismo faz bem.

No livro The Sunny Side of Smut, a autora Melinda Wenner Mover, da revista Scientific American, afirma que vários estudos sugerem que “o consumo moderado de pornografia não faz com que as pessoas se tornem mais agressivas, não promove sexismo nem prejudica relacionamentos. Alguns pesquisadores chegam até a sugerir que a exposição à pornografia pode fazer com que algumas pessoas se tornem menos propensas a cometer crimes sexuais.” Mover não acredita que isso seja uma prova de que o pornô diminui a ocorrência de agressões sexuais, mas Christopher J. Ferguson, professor de psicologia e justiça criminal no Texas, declarou à jornalista que os dados “não corroboram a teoria de que estupros e abusos sexuais são em parte influenciados pela pornografia”.

Efeitos positivos

Em um estudo de 2007 com mais de 600 homens e mulheres dinamarquesas com idade entre 18 e 30 anos, os pesquisadores Martin Hald e Neil M. Malamuth pediram que fossem reportados os efeitos do consumo de pornografia hardcore em itens como “conhecimento sexual, atitudes com relação ao sexo, atitudes e percepção com relação ao sexo oposto, vida sexual e qualidade de vida em geral”. Participantes de ambos os sexos declararam que o pornô hardcore tinha um efeito positivo em suas vidas.

Donald Ardell, considerado um dos fundadores do movimento pelo bem-estar nos anos 1970, escreveu em seu livro A Wellness Perspective on Pornography que bem-estar diz respeito à qualidade de vida, e que a pornografia, com sua linhagem ancestral (ele menciona o Kama Sutra, cujas origens remontam ao ano 300) e seu vasto contingente de usuários, “parece aumentar a qualidade de vida — a não ser, claro, que seus consumidores sejam pegos no ato”. Ele cita a melhora do humor e o alívio do stress como dois possíveis efeitos positivos do pornô.
Em uma pesquisa da Universidade de Montreal, em 2009, os homens participantes disseram que o pornô não mudava suas atitudes com relação às mulheres ou influenciava seus relacionamentos. Uma curiosidade sobre esse estudo é que os pesquisadores até tentaram encontrar homens que nunca tivessem consumido pornografia, mas não conseguiram.
No mesmo ano, uma pesquisa realizada por Michael Twohig, da Universidade de Utah, perguntou aos estudantes se eles achavam que seu consumo pessoal de pornografia fosse um problema. Twohig concluiu que o pornô por si só não afetava a saúde mental dos universitários; o problema surgia quando eles tentavam controlar a vontade de consumi-lo.
Alguns estudos, portanto, indicam que o entretenimento adulto pode ter efeitos positivos. Haveria outros tipos de benefícios, mais difíceis de serem quantificados?

Tabus 

A não ser por um breve momento nos anos 1970 em que casais iam juntos ao cinema assistir Garganta Profunda, ser visto como um consumidor de pornografia nunca foi algo muito desejável.
Nas décadas de 70 e 80, você tinha que ir a um cinema ou a uma locadora. Hoje, você pode bater uma punheta com uma mão enquanto baixa pornô grátis no seu celular com a outra, e ninguém precisa saber. Já que a pornografia é vista por alguns como algo “ruim e nojento”, diz Waxman, se você pode ter acesso a ela na privacidade do seu lar, por que não? Mas manter a pornografia em sigilo “cria segredos em outras áreas do relacionamento, e é por isso que as pessoas acham que o pornô é algo ruim ou do mal”, acredita Waxman.
A perpetuação do tabu também faz com que as condições de trabalho na indústria de conteúdo adulto sejam precárias, afirma a lenda do pornô Candida Royalle. Em 1984, Royalle fundou a Femme Productions, uma empresa de filmes eróticos voltada para casais. “Temos que tirar a pornografia do gueto se quisermos algo que tenha integridade, dignidade e algum valor”, acredita ela.
Você também pode aprender algo sobre o seu parceiro no processo. Descobrir que ele ou ela assiste pornô não precisa acabar em barraco; pode, em lugar disso, melhorar a comunicação entre o casal. “Dizer o que queremos na cama pode ser difícil para todos nós, principalmente para as mulheres”, diz Royalle. “Nós tememos ser julgados por nossos desejos. O pornô é como uma referência impessoal, que te permite dizer ‘olha o que eles estão fazendo. Você já pensou em fazer aquilo?’”
Catherine Salmon, professora de psicologia na Universidade Redlands e coautora com Donald Symons do livro Warrior Lovers: Erotic Fiction, Evolution and Female Sexuality, diz que o pornô pode ser um modo seguro de explorar fantasias que nós não temos intenção de realizar. Algumas mulheres adoram romances, e mesmo assim, diz ela, “há situações nesses livros que várias mulheres diriam nunca querer experimentar.”
“Eu acho que há algumas coisas boas que o pornô poderia trazer à tona, como a promoção do sexo seguro”, continua Salmon. O uso sistemático de preservativos, por exemplo, é uma oportunidade pedagógica que a mídia comum não aproveita. “Em filmes românticos convencionais ninguém saca uma camisinha antes do sexo”, comenta ela.

Moderação 

A enorme variedade de pornografia disponível é uma ótima maneira de descobrir que você não está sozinho em seu tipo de corpo, seus interesses ou sua identidade sexual. Catherine Salmon acredita que o pornô é precioso para pessoas que não estão interessadas na sexualidade tradicional, heterossexual e convencional.

Jamye Waxman destaca o trabalho de Morty Diamond, cujo filme Trans Entities é um retrato real de um casal transgênero poliamoroso, e também a modelo plus-size e atriz pornô April Flores, que mostra mulheres lindas e confortáveis em seus corpos.

A ideia de que pornô demais vicia e faz o pipi murchar é explorada no artigo de Marnia Robinson na revista Psychology Today, com o título “Disfunção sexual induzida pela pornografia é um problema crescente”. A premissa básica é que homens que assistem muito pornô acabam dessensibilizando seus cérebros aos sinais de dopamina, até que eles não conseguem mais ter uma ereção sem o auxílio do pornô.
“Isso não me convence. A alegação de que eles estão entorpecendo os centros de prazer do cérebro é boa e abstrata, e também difícil de provar”, contesta Salmon. “Sempre desconfio quando alguém tenta tirar a responsabilidade das pessoas por suas próprias ações. Pornografia em moderação é igual a todo o resto — se não há dano, não há problema. Segundo Salmon, as mulheres também estão bem mais exigentes — “algo que as pessoas raramente consideram quando analisam a ansiedade masculina”.

Imagens

No livro The Porn Myth, Naomi Wolf afirma que “a invasão da pornografia é responsável pelo declínio do desejo masculino por mulheres de verdade e está levando os homens a considerar cada vez menos mulheres ‘dignas de um pornô’, o que faz com que as jovens sintam como se não pudessem competir com o que é visto no vídeo.”

“Se os homens são expostos a uma quantidade excessiva de imagens de mulheres bonitas, é óbvio que a percepção deles muda, mas isso não é exclusividade da pornografia”, afirma Salmon. De fato, um estudo da Universidade de Harvard concluiu que a visão de mulheres bonitas ativa o centro de recompensas no cérebro masculino da mesma maneira que chocolate, cocaína e dinheiro. Mas os exemplos usados no vídeo eram as atrizes Eva Longoria e Vanessa Williams, não estrelas do pornô. “É um problema da mídia, não da pornografia per se”, diz Salmon.
“Algumas mulheres, quando descobrem que seus maridos consomem muita pornografia, dizem que a ideia que elas tinham dele mudou — e isso obviamente não é bom para o relacionamento. Mas a questão é: quem você esperava que ele fosse?” pergunta Salmon. “As pessoas às vezes esperam um ideal puro e imaculado... e a realidade nunca é tão perfeita assim.”
Além disso, as mulheres na tela não são o problema, diz ela: é com as mulheres da vida real que ela deve se preocupar, já que é com elas que ele vai se relacionar.

Diferenças

Como lembra Candida Royalle, o Relatório da Comissão Meese, realizado durante o governo Reagan nos Estados Unidos e que recomendava o aumento da repressão à pornografia, veio logo depois do surgimento de outra mídia que trouxe o pornô para dentro de nossas casas: o videocassete. E, dessa vez, as mulheres começaram a se interessar.
“Acho que enquanto o pornô era algo que somente os homens assistiam, todos faziam vista grossa”, diz Royalle. “No momento em que esposas, namoradas, filhas e mães também passaram a ver, ele se tornou inaceitável. Espera-se que as mulheres sejam as guardiãs da moralidade, e quando até elas começam a consumir pornografia, a sociedade enlouquece.”
Entretanto, nem todas as mulheres querem fazer parte disso. Nem todo mundo se sente confortável com o pornô, e decidir aceitar ou não um interesse do parceiro pode ser um indicador sobre a saúde do relacionamento. “Aceitar o seu parceiro ou parceira como ele ou ela é também significa aceitar seus gostos e interesses”, acredita Catherine Salmon.
Mas o pornô pode ser um ótimo pretexto para aprofundar o diálogo no relacionamento. “Acho que ele pode proporcionar a oportunidade de tirar várias coisas do armário e realmente conversar sobre essas questões e o que elas significam para nós”, diz Royalle.
Então o pornô tem seu lado bom — como um instrumento de exploração das possibilidades sexuais, como um modo de trazer à tona discussões sobre desejos e problemas no relacionamento, como um dos benefícios de viver em uma sociedade em que todos temos de lidar com o fato de que outras pessoas têm gostos e interesses diferentes dos nossos. E também como um momento de diversão e fantasia para adultos. Essa é, afinal, a sua principal qualidade.

Tradução por Carolina de Assis
* Texto originalmente disponível na publicação Alternet


POBREZA: SERÁ QUE A SOCIEDADE TEM CULPA?

MEDO DE POBRE


"Como se defender desse perigo insidioso", ironizava em texto de 2001 o jornalista


Com o recente fenômeno dos "rolezinhos" em São Paulo, o texto do jornalista José Geraldo Couto é oportuno para analisar as violentas reações em torno da ida de jovens da periferia, em grupo, a shopping centers -- templos de consumo tradicionais e protegidos.

Eu sei: houve os ciclos do pau-brasil, da cana, do ouro, do café e da borracha. Depois vieram a indústria e os bancos. Mas o que o Brasil mais produziu nesses 500 anos foi gente pobre.

Milhares de índios destribalizados e sifilizados, milhões de africanos trazidos como escravos e depois largados por aí, miríades de mulatos e caboclos sem eira nem beira. Gente demais para pouca moradia, pouca escola, pouco salário. Bóias-frias, sem-terra, retirantes, favelados. Bairros horrendos surgindo em todas as periferias da noite para o dia. Um país fervilhante de pobres.

Eles estão por toda parte. Nós, que temos sapatos, diploma de alguma coisa e todos os dentes, nos sentimos acossados por esse inimigo insidioso e polimorfo, que nos ameaça no sopé do morro com suas balas perdidas, no semáforo com suas pedras e estiletes, nas ruas e nos noticiários de TV com sua expressão famélica.

Por momentos conseguimos domesticá-los, dar um sentido para sua miséria, neutralizar sua virulência. A igreja os batizou. Transformamos o samba do morro em ornamento chique das salas de estar. Transfiguramos em livros de arte as imagens mais pitorescas da sua miséria. Fizemos das suas crendices exóticas elemento de turismo. Convertemos seus ritmos selvagens em sucessos pornofonográficos. Criamos instituições caridosas e campanhas da Rede Globo.

Em outras ocasiões foi necessário recorrer ao que julgávamos ser a solução final: Canudos, Contestado, Carandiru. Mas eles são muitos e se reproduzem como ratos. Quando nos dávamos conta, já estavam nos cercando de novo, com suas velhas doenças, seus novos batuques incompreensíveis, suas armas primitivas e de última geração. Como fazê-los entender que não os queremos por perto, a não ser quando precisamos deles para algum serviço?

De que adianta nos fecharmos em casamatas, cercarmos de seguranças e ar condicionado nosso consumo-e-lazer de cada dia, se a qualquer momento pode assomar diante de nós, surgido sabe-se lá de onde, um POBRE, com suas roupas pobres, seus português pobre e sobretudo sua cara pobre que, humilde ou insolente, sempre parece estar nos colocando contra a parede, como se lhe devêssemos alguma coisa?

Estamos nos aproximando de um impasse. Há quem defenda sumariamente a pena de morte para os pobres, mantendo-se apenas um contingente básico para algum serviço de emergência, enquanto a ciência não evolui o suficiente para prescindirmos de domésticas e encanadores. Mas somos um povo muito emotivo e sentimental, o que torna praticamente inviável uma solução desse tipo.

Diante disso, ganha terreno a proposta, mais moderada, de criar zonas de acesso restrito, controladas por cercas e guaritas. A idéia é simples e engenhosa: nos bairros de classe média e elite -onde ficarão as casas de alvenaria, os prédios de apartamentos, lojas, restaurantes e cinemas- pobre só entra se tiver um passe mostrando o que vai fazer lá: faxina num banco, trabalho de eletricista numa casa, conserto num bueiro. Esses passes podem ser cartões eletrônicos à prova de fraude.

Imagine as vantagens de um sistema como esse. Mesmo que você se deparasse com um pobre na rua, saberia que ele só estaria ali para fazer um serviço. Ele estaria desarmado (teria sido revistado e submetido a um detetor de metais nas cancelas de acesso) e, de acordo com o projeto em elaboração, decentemente trajado. Outra vantagem: não seriam necessárias guaritas nas casas. Talvez nem cercas, como nos filmes americanos. Os próprios shopping centers não precisariam de tantos seguranças, câmeras escondidas etc. Enfim, um mundo limpo e civilizado, sem a paranóia de hoje em dia, e com economia de recursos.

Os autores da proposta pensaram em tudo. Para os eventuais nostálgicos daquela pobreza tão lírica e selvagem do passado, seriam organizados safáris (em princípio só de turismo, não de caça) para as regiões fora da área restrita, em carros blindados com o máximo de segurança. Mas isso já é se antecipar demais.

Como sempre, há os pessimistas, para quem esse projeto teria o inconveniente de fomentar o ódio e o desejo de insurreição entre os pobres, do lado de fora. Mas os autores da proposta pensaram nisso também. O problema seria atacado em várias frentes. Além das inúmeras seitas pacificadoras, que seriam difundidas pela TV, haveria postos de observação em locais estratégicos, prontos a informar de imediato as autoridades sobre qualquer princípio de distúrbio. Claro que, no caso de tudo falhar, o projeto prevê, num adendo, a possibilidade da solução final. Mas só como último recurso, e mediante aprovação do Congresso e sanção do Executivo. Ou seja, dentro das mais estritas regras democráticas.