domingo, 31 de julho de 2016

AR CONDICIONADO: 23 GRAUS É A TEMPERATURA ADEQUADA

Ar Condicionado: Use 23°C
 http://www.guiamedianeira.com.br/

A maioria das pessoas acredita que utilizando o condicionador de ar configurado para a temperatura mais baixa irá acelerar o processo de condicionamento do ar. 

Não é verdade, o condicionador não terá sua capacidade aumentada. Pior do que isso, irá consumir mais energia. Se ao invés de ajustar a temperatura para 17°C o usuário ajustar para 23°C a economia de energia pode atingir 50%. 

Esta redução se deve primeiramente pela redução da diferença de temperatura entre o ambiente interno e o ambiente externo, reduzindo a carga térmica e, por consequência, fazendo com que o condicionador de ar trabalhe menos. 

Em segundo lugar, aumenta a diferença de temperatura de troca entre o fluido refrigerante e o ar da sala. Isto faz com que a quantidade de calor trocado aumente. 

Caso tenha desconfiança sobre esta ideia, faça o teste: antes de usar o seu condicionador de ar para dormir, anote o valor de kWh registrado no seu contador de energia e no dia seguinte veja quanto foi consumido. Faça isto para 17°C e 23°C, a diferença é de fato, gritante.

Faça bom uso do seu aparelho e divulgue esta ideia, ajude outras pessoas a conservar energia e economizar dinheiro.

Fonte: Felipe Brochier / Midea Carrier

sexta-feira, 29 de julho de 2016

FRANQUIAS: AFINAL, QUANTO CUSTAM CADA UMA DELAS?

Quanto custam as franquias realmente conhecidas


FRANQUIAS CONHECIDAS

Franquias conhecidas são o objeto do desejo de muitos empreendedores. Mas normalmente é preciso muito dinheiro para investir nessas marcas. Para você saber quanto custa o seu sonho, confira a galeria a seguir. 
A Smart Fit, por exemplo, exige investimento inicial que oscila entre R$ 950 mil e R4 1,6 milhões. Todas as informações constam do site da Associação Brasileira de Franchising (ANF)
No caso da Hering Store, o investimento inicial começa em R$ 620 mil e termina em R$ 930 mil; O interessado, entretanto, deve ter cuidado com a marca, que passa por um período de reforma de seu posicionamento no varejo


No caso do Habib's, uma das principais marcas franqueadoras, o investimento total pode oscilar entre R$ 900 mil e R$ 2,5 milhões; o retorno desse investimento pode ocorrer em até 48 meses e a marca conta hoje com 291 unidades franqueadas



Para ser o proprietário de uma unidade da cervejaria Devassa, por exemplo, é preciso investir entre R$ 845 mil e cerca de R$ 1,5 milhão. A marca informa no site da Associação Brasileira de Franchising (ABF) que o retorno ocorre em até 48 meses. A área total de construção de uma unidade oscila entre 90 e 250 metros quadrados



Uma das redes de alimentação mais conhecidas no País, uma franquia do Bob's também exige um alto investimento. O interessado precisará desembolsar algo em torno de R$ 269 mil para os modelos menores; mas o valor pode ultrapassar R$ 2 milhões, segundo informa a empresa no site da ABF


A rede Dia % de supermercados optou pelo modelo de crescimento por meio do franchising e, por isso mesmo, ganhou bastante espaço no mercado e ficou muito conhecida. Para comprar uma unidade, o interessado precisa desembolsar  entre R$ 615 mil e R$ 815 mil. Vale lembrar que a rede promete retorno em até 36 meses e garante um faturamento médio mensal que pode se aproximar a R$ 900 mil.


Mistério sempre envolve os valores de uma franquia do McDonald's. A maior rede de alimentação rápida do mundo, com sede nos Estados Unidos, ganhou espaço no mercado brasileiro, enfrentou problemas de identidade (ser ou não ser saudável?) e agora investe em lanches 'gourmet'. É certamente uma das redes mais caras do mercado - o investimento inicial oscila entre R$ 1,6 milhão a R$ 2,6 milhões. E ter o dinheiro não é garantia de que a pessoa será aceita na rede.


A rede Spoleto cresceu muito no Brasil a partir de seu modelo criativo de oferecer massas. A possibilidade de escolher os ingrediantes dos produtos caiu no gosto do consumidor e, mais do que isso, ter uma unidade da marca passou a ser o sonho de consumo de muitos empreendedores. Para concretizar esse objetivo é preciso investir entre R$ 480 mil e R$ 880 mil


O investimento para abrir uma unidade da rede de franquias de bicicletas Sportix varia de acordo com a região e o número de habitantes no entorno. O valor varia de R$ 210 mil até acima de R$ 450 mil. O retorno é previsto entre três e quatro anos. Foto: Divulgação


A rede Sorvete Itália tem duas opções de negócio: o quiosque exige investimento a partir de R$ 160 mil com prazo de retorno de 24 a 36 meses e faturamento médio mensal de R$ 55 mil. No formato de loja, o investimento é de R$ 300 mil.  Foto: Rodrigo Azevedo/Divulgação


A tradição japonesa vai virar franquia. Um grupo de três amigos resolveu investir no bentô, espécie de marmita japonesa, para criar uma rede de restaurantes e expandi-la por meio desse modelo de negócio. A Obentô Mania tem investimento a partir de R$ 150 mil. Foto: Divulgação


A franquia padrão da Timberland tem investimento inicial a partir de R$ 300 mil e não cobra nem royalties e nem taxa de publicidade. O faturamento médio mensal é estimado em R$ 150 mil com prazo de retorno de 24 a 36 meses.  Foto: Divulgação


Os valores para abrir uma loja da Cacau Show variam de acordo com as características de cada imóvel, como, por exemplo, a reforma hidráulica, elétrica e o tamanho do ponto. De acordo com o site da marca, é possível começar um negócio com um investimento a partir de R$ 100 mil - valor referente a uma loja express. A rede aponta a necessidade de um capital de giro no valor mínimo de R$ 25 mil.  Foto: Divulgação


POLÍTICA: CASO DE LULA PODE LEVAR "PELO MENOS 2 ANOS".

ONU: caso de Lula pode levar 'pelo menos 2 anos' para ser concluído
Estadão ConteúdoEm Genebra
Fábio Motta/Estadão Conteúdo 
A Organização das Nações Unidas (ONU) confirmou que recebeu a denúncia do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra o Brasil, mas alertou que o processo pode levar "pelo menos dois anos" para ser concluído, já que existe uma fila de casos pendentes de mais de 500 outras pessoas.
A denúncia foi apresentada ao Comitê de Direitos Humanos.
"Os funcionários do escritório da ONU vão examinar a petição, fazer um resumo legal e enviar aos membros do Comitê para que avaliem", informou a assessoria de imprensa da ONU. "Membros vão decidir se o caso pode ser registrado", indicou.
Um dos critérios será se "todas as vias legais domésticas foram esgotadas". Se for registrado, o caso entra como os pendentes no Comitê.
https://t.dynad.net/pc/?dc=5550001580;ord=1469803386583https://t.dynad.net/pc/?dc=5550001579;ord=1469803396917
A entidade se reúne três vezes por ano, para analisar cerca de 40 casos a cada encontro. Existe a possibilidade de que um caso ganhe prioridade, mas somente se for de expulsão de um país ou alguém que esteja no corredor da morte.
Petição

Lula encaminhou ao Comitê de Direitos Humanos da ONU um recurso para tentar barrar ações que considera como "abuso de poder" do juiz Sérgio Moro e dos procuradores da Operação Lava Jato.
Na petição, os advogados de Lula dizem haver "clara falta de imparcialidade" nas investigações e classificam como "atos ilegais" a gravação e divulgação de conversas privadas de Lula com a presidente afastada Dilma Rousseff, além da condução coercitiva do ex-presidente para um depoimento.

COTIDIANO: COISAS DE POBRE! QUEM NUNCA!

10 COISAS DE “POBRE” QUE VOCÊ COM CERTEZA 
JÁ FEZ!!
http://www.noticiasefama.com/

Nem vem com essa de já ir dizendo que não fez nenhuma dessas coisas abaixo, que temos a certeza que em algum momento na vida vocês todos já fizeram.

Aliás, o pobre deveria ser estudado pela Nasa, porque vai ter imaginação assim pra lá!.

Todo mundo sempre coloca uma garrafa de água na geladeira usando uma garrafa vazia de coca-cola.

Ou espreme o tubo de creme dental até o fim e quando não sai mais nada corta o tubo para pegar o restinho.

São hábitos que a gente adquire pela vida que acabam sendo normais, mesmo que considerados de pobre, afinal e daí se é coisa de pobre?.

Por falar nisso vale lembrar que coisas de pobre são mais divertidas e proveitosas, como um bom prato de arroz, feijão, batatas e bife acebolado, claro que eu não trocaria esse pratão por um prato refinado onde parece que o garçom ficou com medo de sujar o prato!.

Então já que estamos esclarecidos, vamos por um pouco de humor em nossa matéria e confiram as fotos, acho que vocês irão se identificar com muitas delas, quer apostar?

Não esqueçam de comentar no final da matéria se alguma foto você já protagonizou um dia, até a próxima pessoal.

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INFORMAÇÃO: CUIDADO COM MANCHAS NA PELE

MANCHAS INTERNAS E/OU CUTÂNEAS PROVOCADAS 
PELA PERMANENTE MUTAÇÃO DO SISTEMA 
IMUNOLÓGICO DOS DOENTES FIBROMIÁLGICOS
A APDF chama a atenção dos doentes, que muito poucos elementos da classe médica têm conhecimento desta particularidade, pelo que solicitamos o máximo de divulgação.
A nossa experiência pessoal, assim como os inúmeros casos que nos têm aparecido ao longo dos anos, fazem-nos ter a certeza que estamos certos nesta nossa perspectiva.
Assim,
CUIDADO com as cirurgias que possam ser-vos apresentadas como única solução para um problema que possam aparentemente apresentar.
Através de Tacs e/ou Ressonâncias Magnéticas, podem aparecer manchas pelas diversas partes do organismo, podendo as mesmas sugerir possíveis carcinomas, mais vulgarmente encontradas na coluna e canal cárpico, mas que podem também sugerir outras patologias como peritonites, osteoporose, etc...
A única forma de não serem sujeitos a cirurgias desnecessárias, correndo sempre o risco de um agravamento do estado do doente, será aguardar algum tempo (semanas e, se possível a espera, um mês ou dois) para que seja repetido o exame. Só assim poderão ter a certeza de que não irão fazer uma cirurgia desnecessária!
Essas manchas podem também aparecer externamente, mais vulgarmente apelidadas por "nódoas negras", sendo também o reflexo da mesma situação falada atrás.
Como se diferenciam das "pancadas" que provocam o mesmo aspecto?
1.   - Aparecem muitas vezes nas partes mais internas do corpo, não sujeitas a pressões externas;
2. - Não doem ao toque;
    3. - É muito mais demorado o seu desaparecimento, podendo persistir durante       um mês ou dois;
    4. - Não desaparecem com nenhum produto farmacêutico utilizado para as              nódoas negras.
Como em todos os restantes sinais e sintomas da fibromialgia, estas manchas (internas e externas) não são comuns a todos os doentes. Contudo, para todos aqueles que notem que possuem sinais cutâneos dessas "nódoas negras", aconselhamos uma maior vigilância e cuidado sempre que lhes for recomendada uma cirurgia.
F.M.

LULA NA ONU: OFENSA AO POVO BRASILEIRO

Lula errou ao recorrer à ONU para 

tentar escapar do juiz Sérgio Moro
João Amaury Belem

Lula aparece assim na matéria do “The Telegraph”
O jornal inglês “The Telegraph” publicou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma petição para as Nações Unidas alegando abuso de direitos humanos por seu próprio país, para evitar uma possível prisão às vésperas dos Jogos Olímpicos. A reportagem menciona que Lula é apontado como suspeito na investigação da Operação Lava Jato e por isso pediu ajuda ao advogado Geoffrey Roberston QC, um grande defensor inglês dos direitos humanos, que está tentando libertar o jornalista australiano Julian Assange, asilado há anos na embaixada do Equador em Londres.
Na quinta-feira de manhã, Robertson preencheu uma petição em Genebra detalhando a violação do Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos e denunciou abuso de poder cometido pelo juiz Sérgio Moro, que encabeça as investigações. Geoffrey disse ao jornal: “Lula está trazendo esse caso para a ONU porque ele não consegue justiça dentro do seu país.”
Onde já se viu um ex-presidente da República contratar um advogado inglês para defendê-lo em Genebra, denunciando a Justiça brasileira no exterior? Lula acha que pode desmoralizar o Poder Judiciário brasileiro através de processo perante a Corte Internacional de Direitos Humanos? Ora, isso é apenas desespero, na certeza de que será condenado pela Justiça brasileira.
SEM POSSIBILIDADE DE ÊXITO
Jorge Béja

Lula tomou uma decisão insensata e sem a menor possibilidade de êxito. As decisões do Conselho de Direitos Humanos da ONU são administrativas e declaratórias. A elas se sobrepõe a soberania da Justiça brasileira e de qualquer outro país. Mais ainda os países democráticos. Acusar o juiz Moro chega a ser um crime contra a honra do magistrado, e com a agravante da repercussão internacional.
Ir ao Conselho reclamar contra a lei que permite a delação premiada chega a ser um gesto ridículo e tresloucado. Trata-se de legislação nacional que se submeteu ao rigor da Constituição Federal para se tornar lei. Se ela fere direito(s) fundamental(ais) da pessoa humana, que se recorra ao Supremo Tribunal Federal para que seja declarada inconstitucional.
E mais: condução coercitiva, prisões provisórias, sejam temporárias ou preventivas, estão previstas no Código de Processo Penal. Se a autoridade judicial cometeu abuso ao decretá-las, deve o prejudicado recorrer ao tribunal competente. No Brasil vigem a democracia e o Estado Democrático de Direito, com rigorosa observância da ordem jurídica nacional.
Se de um lado há corrupção extrema, de outro está o Judiciário, personificado no juiz Moro, no Ministério Público e na Polícia Federal, que se mostra eficaz em combatê-la para colocar os corruptos na cadeia.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

COTIDIANO: TRUQUES DOS PINTORES DE PAREDES

8 truques que os pintores de paredes não contam para você
A vaselina nas dobraduras, o lote da tinta, a cobertura do rodapé: conheça os detalhes que separam os pintores amadores dos verdadeiros profissionais.
http://super.abril.com.br/
Como pintar paredes A

Mix de cores

Calcule a quantidade de latas de tinta que você vai usar. Se elas forem de lotes diferentes, pode haver uma diferença no tom da cor. Aí faça como os profissionais: misture tudo em um recipiente para igualar os tons e só então pinte.
Como pintar paredes B
Que papelão

Para cobrir o chão, jamais use plástico. Você vai acabar pisando na tinta úmida e sujando a casa. Quem conhece o assunto usa papelão ondulado, que é barato, absorve a tinta que cai e faz com que ela seque mais rapidamente.
Como pintar paredes C
Clima ameno
Confira a previsão do tempo. Se o clima estiver muito úmido, a tinta não seca. Já se o ar estiver seco ou quente, a tinta não se espalha e a parede fica manchada. Por isso, evite dias com umidade menor de 10%.
Como pintar paredes D
Esfrega
Limpeza é fundamental para evitar manchas na nova pintura. Se a parede estiver somente suja, água e detergente nela. Se estiver com mofo, use água sanitária. O desenho lindo que aquela criança pintou na parede com caneta colorida pode ser apagado com álcool. Já os rabiscos de caneta esferográfica só saem mesmo lixando.
Como pintar paredes E
No rodapé
Compre a fita crepe mais grossa que você encontrar para cobrir o rodapé. Tire o pó para que a fita grude melhor, e passe uma régua para garantir a aderência. E nada de lambança: comece pintando o centro da parede para então puxar a tinta em direção ao rodapé. Assim o pincel chega mais "seco" no chão.
Como pintar paredes F
Dobradura
Vai pintar a porta? Preste atenção nas dobradiças! Para protegê-las, passe vaselina líquida, que vai deixá-las oleosas e impedir que a tinta grude.
Como pintar paredes G
Raspadinha
Proteja a moldura da janela com fita crepe, mas nem perca tempo cobrindo os vidros. Eles só sujam com os pingos da tintura do teto. Para evitar isso, não passe o rolo em direção à janela, role no sentido contrário. Se mesmo assim caírem gotas, é simples: passe uma espátula de plástico para remover a tinta quando já estiver seca.
Como pintar paredes H
Truque de mestre
Primeiro passe um pincel nos limites da parede. Antes de deixar a tinta secar, já complete a área com o rolo. Espere 3 horas e repita a aplicação. A segunda demão elimina as diferenças entre os cantos, que foram pintados com pincel, e o centro, pintado com rolo. 
Fontes: Fátima Machado, supervisora SAC Coral; Fernando Alves, Pinturas Alves; Marcelo Ferreira Souza, diretor da Prime Reformas; e Thais Silva, coordenadora de serviços ao mercado da Suvinil.
Fotos: Sattu

POLÍTICA: STF BLINDA ONG's E SUSPENDE DIVULGAÇÃO DE FATOS

STF blinda ONGs investigadas na CPI da Funai e suspende divulgação de fatos apurados com quebra de sigilo

Publicado em 19/07/2016

Comissão vai pedir adiamento de prazo para encerramento da CPI para que decisão do STF possa ser revertida e fatos apurados com quebra de sigilo constem em relatório final

O Ministro da Superior Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, acatou liminar da Associação Brasileira de Antropologia (ABA) para impedir a quebra de seus sigilos bancário e fiscal aprovada pela CPI da Funai e Incra.
Dessa forma os dados já obtidos não poderiam ser utilizados na conclusão da investigação no Congresso Nacional. Além da ABA, também entraram com mandados de segurança no Supremo as ONGs indigenistas Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e o Instituto Socioambiental (ISA).
Ao analisar o pedido de liminar, o ministro avaliou que a decisão da CPI não foi devidamente fundamentada, no entanto, o deputado Alceu Moreira (PMDB-RS) afirma que houve fundamentação para a solicitação da quebra de sigilo, sob a necessidade dessas provas para a conclusão da CPI.
"Temos 40 laudas de documentos que mostram a necessidade de quebra de sigilo porque há recurso público sendo destinado a essas ONG's sem nenhum tipo de averiguação e, que não chegam aos indíos", explica Moreira.
Segundo o deputado, a comissão da CPI irá angariar junto ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a prorrogação do prazo da investigação, que havia sido encurtado pelo então presidente da Casa, Waldir Maranhão (PP-MA).
"Parece que querem enrolar o processo para que no último dia da CPI, 17 de agosto, não permita a publicação desse grande escândalo nacional", ressalta do deputado.
O deputado conta que ao longo das investigações da CPI foram descobertos diversos casos de irregularidade envolvendo desmatamento e exploração ilegal, demarcações de terra, invasões, desvios de verba, entre outros.

ECONOMIA: BANQUEIROS ENVOLVIDOS EM CORRUPÇÃO

Presidente do Bradesco e mais 9 viram réus em processo da Zelotes

Luiz Carlos Trabuco é suspeito de envolvimento em esquema de corrupção.

Bradesco disse ter 'convicção' que seus executivos não cometeram crime.


Camila Bomfim Da TV Globo, em Brasília Presidente do Bradesco, Luís Carlos Trabuco (Gnews) (Foto: Reprodução GloboNews)
O presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco (Foto: Reprodução / GloboNews)

A Justiça Federal de Brasília aceitou denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, e outras nove pessoas por suspeita de envolvimento no esquema de corrupção investigado pela Operação Zelotes. Com isso, Trabuco se tornou réu na ação penal proposta pelo MPF.

A Procuradoria da República no Distrito Federal convocou uma entrevista coletiva, para as 15h desta quinta (28), para detalhar a denúncia.

O Bradesco é investigado na Zelotes desde o ano passado por ter contratado o grupo que, segundo as investigações, pagava propina em troca de decisões favoráveis no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) – onde são julgadas as multas da Receita Federal a empresas e contribuintes. O Carf é uma espécie de tribunal administrativo responsável por julgar os recursos contra essas multas.

Em uma nota enviada à TV Globo, a assessoria de imprensa do Bradesco reiterou "sua convicção de que nenhuma ilegalidade foi praticada por seus representantes". A instituição também afirmou que, "em respeito ao rito processual, apresentará oportunamente seus argumentos ao Poder Judiciário".

Em maioquando a Polícia Federal (PF) indiciou o presidente do Bradesco, a assessoria de imprensa da instituição financeira divulgou nota na qual informou que o banco e seus executivos não participaram e não contrataram os serviços do grupo investigado na Zelotes. No comunicado, o Bradesco também havia dito que iria "apresentar seus argumentos juridicamente por meio do seu corpo de advogados".

O inquérito da Polícia Federal, concluído na segunda quinzena de maio, foi enviado para análise do Ministério Público Federal no Distrito Federal, que decidiu apresentar denúncia contra Trabuco.

O que é o Carf - VALE ESTE (Foto: Editoria de Arte/G1)Relatório de 2015 da PF

Em relatório de janeiro de 2015, a Polícia Federal já havia apontado que ex-conselheiros do Carf e pessoas ligadas a empresas de advocacia tentaram manipular decisões para favorecer o Bradesco.

No documento, os policiais federais afirmam que os suspeitos foram flagrados em conversas telefônicas falando de “tratativas visando corromper conselheiros” do tribunal que julgaria o processo do banco.

A Polícia Federal apontou, nesse mesmo relatório, que houve uma reunião, em 9 de outubro de 2014, no gabinete da presidência do Bradesco, na qual Luiz Carlos Trabuco participou, para tratar da contratação do grupo que incluenciava as decisões do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais.

Os policiais rastrearam o encontro a partir da localização dos celulares dos envolvidos.

O Bradesco chegou a perder um julgamento no Carf, sendo punido a pagar R$ 3 bilhões em um processo.

Depois desse revés bilionário, aponta o relatório da Polícia Federal, as investigações teriam demonstrado que a presidência do Bradesco teria se rendido às tentativas de cooptação por parte da organização criminosa que agia no Carf.

ECONOMIA: COMO OS BANCOS ESTÃO FICANDO COM O NOSSO DINHEIRO!

Veja como os bancos ( todos ) estão ficando com o nosso dinheiro!


ALTAMIRA-PA: MPF VAI ACOMPANHAR SITUAÇÃO DA SAÚDE NO MUNICÍPIO

MPF/PA vai acompanhar reorganização dos serviços de saúde na região de impacto de Belo Monte
A reorganização é necessária para conter colapso
Hospital Regional
O Ministério Público Federal no Pará (MPF/PA) cobra de todas as instituições envolvidas no atendimento à saúde no município de Altamira um cronograma para reorganização e redimensionamento da rede de atenção à saúde na região do médio Xingu, que entrou em colapso com a construção da usina de Belo Monte. Ministério da Saúde (MS), Secretaria de Saúde do Pará (Sespa) e Secretaria de Saúde de Altamira concordaram em reavaliar a chamada Programação Pactuada Integrada (PPI) do Sistema Único de Saúde, incluindo os repasses feitos pelos governos federal e estadual ao município.
Ficou definida a criação de um grupo de trabalho para reconduzir a reorganização, com dois representantes do Ministério, três da Sespa, um representante de cada município da região atingida por Belo Monte e outro do Conselho Municipal de Saúde. Em 60 dias, o grupo deverá apresentar um diagnóstico das necessidades da região e uma avaliação de toda a capacidade de atendimento instalada, incluindo laboratórios, consultórios, centros clínicos e hospitais, de Altamira e dos municípios vizinhos.
O grupo também vai propor um novo arranjo com novos leitos e atualização dos repasses e uma proposta concreta para o funcionamento do Hospital do Mutirão, construído com recursos da Norte Energia S.A para cumprir exigência do Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente) como condição de viabilidade de Belo Monte, mas até hoje com as portas fechadas para a população. O Hospital tem 100 leitos e está pronto há mais de um ano, mas não possui uma rua de acesso e até o momento permanece indefinida a contrapartida de recursos federais e estaduais para que o município possa assumir a gestão.
A decisão de reorganizar os serviços de saúde foi acordada em reunião no final de junho no MPF em Altamira, mas o Grupo de Trabalho será formado a partir da semana que vem. Durante a reunião (confira ata), a prefeitura de Altamira informou um corte da ordem de R$ 500 mil nos repasses mensais feitos pelo estado do Pará ao município.
O governo do Pará fez o corte de recursos para Altamira no bojo do Decreto nº 1.513, de 30 de março de 2016, que reduziu gastos em várias áreas da administração pública em um total de R$ 80 milhões de verbas. A procuradora da República Thais Santi, que conduz as negociações com as instituições de saúde, considera inadmissível o corte de recursos no momento em que o atendimento no município enfrenta um colapso e pediu que os repasses voltem ao normal até que seja feita a reorganização dos serviços.
O Ibama, responsável pelo licenciamento, afirma a necessidade de se repensar a forma de auferir o cumprimento de uma condicionante como essa, já que o hospital, mesmo concluído, não teve efeito em resolver o impacto da demanda de Belo Monte sobre os serviços de saúde. Para Thais Santi, a licença de operação não poderia ter sido emitida com uma condicionante tão crucial abertamente descumprida. Ela enviou ofício ao Ibama informando a situação da saúde e pedindo que o órgão tome as providências cabíveis para que a Norte Energia. S.A assegure o funcionamento do hospital. Pela nova organização da saúde, o Hospital deverá entrar em funcionamento com o perfil de clínica cirúrgica e traumato-ortopédica.
Veja ata da reunião sobre a reorganização da saúde em Altamira
Veja ofício enviado ao Ibama

Fonte: MPF

MEIO AMBIENTE: ORGÃOS PÚBLICOS COMO PARCEIROS DO CRIME NA AMAZÕNIA

Destruição liberada

Servidora demitida autoriza retirada recorde de madeira. Na lista de aliados fiéis do governador Confúcio Moura, servidora agora coordena área urbanística no DER de Rondônia
 Devastação da floresta avança na região de Anapú, no Pará, onde a ação de madeireiros continua a ditar a economia local e a destruir a floresta. Dida Sampaio / Estadão
Devastação da floresta avança na região de Anapú, no Pará, onde a ação de madeireiros continua a ditar a economia local e a destruir a floresta. Dida Sampaio / Estadão
O desmatamento descontrolado que assola a Amazônia não inclui apenas o apoio direto de servidores públicos, em conchavos com madeireiros e grileiros de terra.  Em algumas ocasiões, a derrubada da mata também passa pelas mãos de ex-funcionários.  O Estado teve acesso exclusivo a documentos que comprovam operações ilegais realizadas pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental de Rondônia (Sedam), para favorecer madeireiros.
No dia 5 de dezembro de 2014, uma sexta-feira, um registro inusual apareceu na tela do sistema de Documento de Origem Florestal (DOF) do Ibama, programa utilizado pelos Estados para oficializar processos de extração de madeira em todo o País. Com apenas um clique, a Secretaria Ambiental de Rondônia havia liberado uma “autorização de exploração florestal” (Autex) para a derrubada de 17.613 metros cúbicos madeira, em benefício de Paulo Firmino da Silva.
Era um volume abissal. Em condições normais, essas autorizações costumam envolver quantidades bem menores, algo em torno de 3 mil ou 4 mil metros cúbicos. A retirada de toda aquela madeira, que seria feita em uma única área de “plano de manejo florestal sustentável”, equivalia a enfileirar 880 caminhões abarrotados de toras. Mas o problema não era só a dimensão do pedido, e sim como e por quem foi liberado.
A autorização milionária saiu das mãos de Nanci Maria Rodrigues da Silva, secretária da Sedam que, desde o dia anterior, 4 de dezembro, havia sido oficialmente demitida do cargo, com sua exoneração assinada pelo governador Confúcio Moura e publicada no Diário Oficial de Rondônia Um dia antes de publicar a exoneração, inclusive, Confúcio, que já estava reeleito, teve um encontro pessoal com Nanci e informou que pediria seu cargo, bem como de outros membros da equipe da Sedam.
Mesmo sem emprego, Nanci seguiu para a secretaria em 5 de dezembro e encarou mais um dia de trabalho. Além da liberação de madeira, uma transação que só ela podia fazer, porque detinha uma senha eletrônica pessoal, a ex-funcionária ainda teve tempo de registrar outras operações no sistema, como homologação de ofertas de madeira de Rondônia para o Pará e cadastros de pátios de madeira.
À reportagem, Nanci disse que registrou os pedidos na manhã daquele dia porque ainda não sabia que tinha sido oficialmente demitida no dia anterior. “No dia em que eu fui exonerada, eu não sabia. Quando tinha os lançamentos para fazer e liberar, eu chegava de manhã e as Autex estavam prontas. O setor fazia as Autex e eu liberava o que tinha para liberar. Nesse dia, eu só soube que estava exonerada depois das 10 horas da manhã, porque o Diário Oficial sai atrasado”, afirmou Nanci. “Quando eu chegava de manhã cedo, por causa do fluxo de trabalho, eu já fazia tudo que tinha de fazer no sistema, para não tumultuar as coisas.”
Ocorre que a extração extraordinária de madeira liberada pela secretária, conforme documento obtido pelo Estado, foi registrada no período da tarde daquele dia. No sistema, Nanci deu entrada na autorização às 14h25 de 5 de dezembro. “Duas horas da tarde? Tu tens certeza? Não sei, deve ter sido, não sei dizer”, declarou ela, ao ser informada sobre o horário da operação. “O que eu posso te afirmar é que eu não fiz nada que não tivesse um procedimento, um processo.”
 Tráfego de caminhões com madeira se intensifica à noite, na região de Machadinho D’Oeste (RO).  Etiquetas de papel coladas nos troncos sugerem que se trata de uma extração regularizada.  Muitas vezes, porém, esses papeis são usados para camuflar os crimes na região. Dida Sampaio / Estadão
Tráfego de caminhões com madeira se intensifica à noite, na região de Machadinho D’Oeste (RO). Etiquetas de papel coladas nos troncos sugerem que se trata de uma extração regularizada. Muitas vezes, porém, esses papeis são usados para camuflar os crimes na região. Dida Sampaio / Estadão
Sobre o encontro em 3 de dezembro com Confúcio Moura, quando Nanci foi informada de que seria demitida, a ex-secretária alegou que o governador não teria comunicado a data de sua exoneração. Ela disse que, após saber da demissão, pediu que todos os atos praticados naquele dia fossem cancelados, incluindo a autorização a Paulo Firmino da Silva para explorar madeira. O cancelamento, na verdade, só ocorreria três dias depois, conforme apurou a reportagem. Nanci afirmou que não tem nenhum tipo de relação com Firmino e não o conhece.
A ex-secretária atribui a divulgação de seus atos a “intrigas” e “maldades” de outros funcionários da Sedam, que teriam interesse em prejudicá-la, em decorrência de denúncias que ela já teria feito. “A minha vida não tem esse negócio de malícia, de falta de ética, de valores distorcidos. Agora, eu encaminhei muita coisa também para o Ministério Público, para a Polícia Federal, coisas que eu achava que estavam erradas e que foram feitas de forma direcionada.”
Nanci deixou a Sedam, mas não saiu o governo. Depois de um período de férias, Confúcio Moura a levou para fazer parte de sua assessoria no palácio do governo de Rondônia. Hoje, Nanci é coordenadora de ações urbanísticas do Departamento de Estradas, Rodagens, Infraestrutura e Serviços Públicos (DER) de Rondônia. Continua na lista de aliados fiéis do governador.
O governador Confúcio Moura ilustra a relação umbilical entre a política de manejo florestal e o financiamento de campanha eleitoral. Entre os principais doadores que o ajudaram a se reeleger em 2014, estão empresas que obtiveram concessões para explorar grandes áreas da floresta e empresários interessados na expansão de suas lavouras em áreas devastadas.
Itamar Loks e Hugo de Carvalho Ribeiro, de um grupo de produtores rurais, doaram R$ 500 mil cada para a campanha de Confúcio. A Triângulo Pisos e Painéis, que conseguiu por meio da Indústria de Madeira Manoa a exploração de uma área de 47 mil hectares, deu uma ajuda de R$ 60 mil. O esforço para reeleger o governador valia até cheques de valor quase simbólico como o dado por Jonas Perutti, de R$ 10 mil. Perutti é figura influente no meio empresarial de Rondônia. A empresa dele, a Madeflona, conseguiu grandes concessões, como a área de 87 mil hectares da floresta de Jacundá. A fiscalização do manejo é tarefa dos governos estaduais.
 Casa típica de camponeses na beira da BR-319, a cerca de 80 quilômetros de Humaitá (AM).  A “rodovia fantasma da Amazônia”, que liga Porto Velho (RO) a Manaus (AM), está com boa parte de seu traçado de 860 quilômetros intrafegável, por conta do abandono.  Seu traçado é alvo do avanço descontrolado de madeireiros. Dida Sampaio / Estadão
Casa típica de camponeses na beira da BR-319, a cerca de 80 quilômetros de Humaitá (AM). A “rodovia fantasma da Amazônia”, que liga Porto Velho (RO) a Manaus (AM), está com boa parte de seu traçado de 860 quilômetros intrafegável, por conta do abandono. Seu traçado é alvo do avanço descontrolado de madeireiros. Dida Sampaio / Estadão
Falta de controle de créditos florestais turbina desmatamento
Toda política na Amazônia é construída dentro do lógica do crime, diz diretoria de proteção ambiental do Ibama
O processo criado pelo governo federal para que os Estados registrem e gerenciem as taxas de desmatamento é hoje uma ferramenta nas mãos de bandidos para esquentar a madeira saqueada. Em vez de controle e monitoramento, o que se consolidou foi um mercado paralelo de compra e venda de créditos fictícios da floresta, documentos que são usados dia e noite para assaltar unidades de conservação. É uma estrutura podre, feita para funcionar exatamente dessa forma. Os Estados criaram floresta virtual para promover um desmatamento de árvores reais.
Ao lançarem seus registros de “créditos florestais”, as secretarias estaduais de meio ambiente declaram, teoricamente, qual será a quantidade de árvores que os proprietários poderão retirar de seus planos de manejo. Trata-se de um jogo de cartas marcadas. Não há nenhuma fiscalização sobre essas áreas a partir dos Estados, que são oficialmente os responsáveis por fazer esse monitoramento. Na prática, as autorizações são dadas sem execução de vistoria local, tampouco é checado se aquele volume e tipo de madeira solicitados existem de fato naquela região.
Invariavelmente, o volume de madeira que se registra no papel não corresponde ao que está no campo. Com os créditos nas mãos, os madeireiros estão liberados para praticar o crime: invadir as unidades de conservação e as terras indígenas para retirar as espécies mais nobres da mata.
É o próprio diretor de proteção ambiental do Ibama, Luciano de Meneses Evaristo, quem admite a falta de controle do sistema. “Você apresenta um plano com a área que deseja retirar a madeira, depois saca essa madeira de outros lugares. Em Mato Grosso, há dezenas de planos de manejo colados em terras indígenas. Na verdade, o madeireiro entra na aldeia, retira e derruba as árvores”, acusa. “O governo do Pará coloca os planos de manejo em volta da terra indígena Cachoeira Seca. Os madeireiros entram, retiram a madeira da unidade e usam os créditos fictícios dos planos de manejo, assaltando a floresta.”
Só no ano passado foram abertos 333 quilômetros de estradas ilegais dentro da Cachoeira Seca, caminhos que já se aproximam da aldeia dos índios arara. Entre 2011 e 2015, os rasgos na unidade abertos para retirar madeira ilegal chegam a 633 quilômetros.
Por ano, os governos de Pará, Mato Grosso e Rondônia, os três Estados que mais emitem créditos florestais, liberam um volume de autorizações para o desmatamento de aproximadamente 950 quilômetros quadrados, uma área equivalente a três vezes a cidade de Belo Horizonte. As estimativas apontam que pelo menos 80% desses créditos florestais são objeto de fraude. “Confesso que não conheço até hoje um único plano de manejo estadual que esteja funcionando regularmente, sem nenhum tipo de irregularidade. Todas as terras indígenas são pressionadas pelos madeireiros, que são escorados por planos de manejo fantasmas, que geram crédito fictício e desembocam na retirada de madeira em unidades protegidas”, admite o diretor de proteção ambiental do Ibama. “Para acabar com isso, teria de chamar os Estados e cancelar todos os planos atuais, fazer uma varredura”, diz Luciano de Meneses Evaristo.
Hoje, a taxa oficial de desmatamento do País é de 5 mil quilômetros quadrados por ano. Os assentamentos do Incra são responsáveis por um terço desses cortes. A meta do Ibama é baixar esse volume anual para 3,9 mil quilômetros até 2020. “Chamamos o Incra para nos acompanhar nas operações de licenciamento e diminuir esse avanço. Na hora de ir para o campo, eles não vão, não comparecem às reuniões, não têm responsabilidade”, acusa o diretor do Ibama. “Então, é o que conseguimos fazer. Os Estados não fazem nada porque todo sistema político da Amazônia é construído dentro do crime ambiental. O deputado e o senador são eleitos pelo madeireiro, pelo fazendeiro. Toda vez que o Ibama dá uma pancada em alguém, vem um deputado reclamar, porque aquele sistema está rolando em cima da ilegalidade. Ele está financiado pelo madeireiro.”
O Ministério do Meio Ambiente começou a trabalhar em um novo sistema de controle, que incluirá dados como coordenadas geográficas do local autorizado para extração e a situação detalhada do licenciamento ambiental dos planos de manejo.
A letargia dos Estados em fiscalizar suas áreas é favorecida pelo sucateamento do Ibama. Não há renovação de quadro de pessoal nem infraestrutura para dar conta do trabalho. Em 2008, o órgão federal tinha 1,6 mil funcionários. Hoje são 900 servidores. Há seis helicópteros e 400 carros para cuidar de todo o País. Para realizar uma fiscalização minimamente razoável na Amazônia, seria preciso contratar mais mil servidores. O esvaziamento progressivo causado pela aposentadoria de funcionários também é acelerado pela exoneração de profissionais corruptos. Entre 2014 e 2015, a diretoria do Ibama demitiu 60 empregados por causa de irregularidades e fraudes.
Um soldado da borracha contra os crimes na floresta
Na terra úmida da floresta, Éder Chaves Dias mostra as pegadas frescas de uma onça e seus filhotes. Mais adiante, aponta o rastro de uma paca, de um bando de caititus. A leitura dos sinais espalhados pela mata segue até o tronco de uma maçaranduba, uma “matriz” da floresta, com seus 20 metros de altura. Marcado de morte, o mateiro assiste ao fim da floresta onde nasceu e mora com sua família. Depois de ser saqueada, a mata corre o risco de ser loteada por grileiros. A incursão de Éder pelas trilhas continua. Ele encontra um talho de facão recente, aberto na casca da árvore centenária. “Está vendo esse corte? É assim que eles fazem”, diz o mateiro. “Essa é a próxima que vai cair. É uma árvore marcada pra morrer.”
O inventário feito pelo crime madeireiro aumenta conforme se avança pelo interior da mata. Aquelas que ainda não tombaram recebem um pico de facão, para que o “toreiro” saiba onde agir na hora de executar seu serviço. As espécies mais cobiçadas são justamente as mais antigas e vitais para a floresta, porque atuam como “porta-sementes”, garantindo a renovação. A caça pelas madeiras nobres já levou os bandidos até o quintal de Éder, que mora com sua família, isolado na floresta. “Estamos passando um terror”, diz o extrativista, palavra usada para definir quem vive da mata, mas sem acabar com ela.
Éder era um garoto de 15 anos quando viu a floresta onde nasceu ser transformada em uma “unidade de conservação”. O ano era o de 1995. A proteção oficial criada pelo governo prometia dar um alívio para a família Dias. Ao lado do pai e do avô, ambos seringueiros, Éder crescia nas barbas do crime organizado que dizimava a floresta e ameaçava seus habitantes. Para conter a sangria na mata e pôr um fim às “grandes pressões de atividades predatórias sobre áreas ocupadas por populações tradicionais”, um decreto sacramentou a criação da Reserva Extrativista Angelim, uma área de 9 mil hectares dentro do município de Machadinho D’Oeste, em Rondônia.
A defesa do “interesse ecológico e social” estava garantida por meio de um documento assinado pelo então governador Valdir Raupp. Angelim seria um “espaço territorial destinado à exploração sustentável e conservação dos recursos naturais renováveis, por população agroextrativista”. Hoje, passados 21 anos, a reserva está massacrada. Éder está jurado de morte.
Dos 9 mil hectares protegidos, 5,1 mil viraram pó. De Angelim mesmo, sobrou apenas o nome da reserva. A árvore que chega a atingir 60 metros de altura e que é um dos símbolos da Amazônia está praticamente extinta na unidade de conservação. Depois de a floresta protegida ruir e suas terras serem repartidas em loteamentos ilegais e invasões de grileiros, Éder vê agora seu nome ser incluído na lista dos matadores.
Tucandira, Passarinho, Zé Bala, Chaparraus. São várias as alcunhas dos pistoleiros que querem arrancar a sua pele, todos conhecidos na pequena cidade de 31 mil habitantes. Ele não o único que teve a cabeça colocada a prêmio. Nas contas da Associação dos Seringueiros de Machadinho (ASM), mantida por extrativistas, oito lideranças estão juradas de morte. “Medo a gente tem, só que toda a vida a gente foi extrativista”, diz Éder. Ele vive na Reserva Angelim com o pai, a mulher e um filho de 11 anos. Isolado, não está disposto a recuar. “Quem mata também morre. Está sujeito dos dois lados. A gente quer paz, não queremos isso. Mas eles insistem que a floresta vai ser cortada.”
Éder é neto de um soldado da borracha. Seu avô foi um dos milhares de nordestinos recrutados entre 1942 e 1945, na 2.ª Guerra Mundial, para retirar o látex das seringueiras e abastecer a indústria bélica dos Estados Unidos. Hoje, o combate está na porta de sua casa. No início do ano passado, seu quintal virou ponto de desembarque de um grupo armado. “Eram cerca de 20 homens. Falaram pra mim que eu estava atrapalhando o negócio deles e que deveria ir embora. Estavam com facão, alguns estavam fortemente armados, escondidos.”
Desde então, a casa do mateiro tem sido monitorada por estranhos. Sua esposa recebeu visitas inesperadas de desconhecidos, que queriam saber do paradeiro dele. Recados nas árvores são escritos com facões. Com uma espingarda nas mãos, Éder circula pela floresta como um animal à espreita. “Temos de andar armados aqui. A gente está fazendo um trabalho que, na realidade, o Estado deveria fazer. No dia a dia, é o povo que está na batalha.”
Realidade, a vila dos madeireiros

Distrito de Humaitá (AM) expõe incapacidade do governo em fiscalizar crescimento desordenado e exploração criminosa da floresta
De porta em porta, policiais passaram pelos comércios abertos na beira da estrada de terra. Pediam uma “caixinha”, algum dinheiro para ajudar nas despesas. Caso contrário, não ficariam mais nenhum dia na Vila Realidade. Não conseguiram nada. No dia seguinte, pegaram a viatura e sumiram do mapa. Deixaram a Vila Realidade e seus 5 mil habitantes quase um mês sem verem a polícia.
 Sérgio Cipriano de Oliveira e Martha Soares Vieira, construíram o “Hotel Flor da Amazônia”, na Vila Realidade, há cerca de 100 quilômetros de Humaitá, no Amazonas.  O investimento é uma aposta na polêmica retomada do asfalto na BR-319, que liga Porto Velho (RO) a Manaus (AM). Dida Sampaio / Estadão
Sérgio Cipriano de Oliveira e Martha Soares Vieira, construíram o “Hotel Flor da Amazônia”, na Vila Realidade, há cerca de 100 quilômetros de Humaitá, no Amazonas. O investimento é uma aposta na polêmica retomada do asfalto na BR-319, que liga Porto Velho (RO) a Manaus (AM). Dida Sampaio / Estadão
“Não foi novidade para nós. A gente ficou aqui do jeito que a gente sempre viveu, ao deus-dará, largada nesse fim de mundo”, diz Martha Soares Vieira, dona do Hotel Flor da Amazônia, uma casa de madeira erguida de frente para um lamaçal onde se passa a noite por R$ 25.
O fim de mundo de dona Martha está localizado a 102 quilômetros de Humaitá, município da região sul do Amazonas. A vila teve origem em um assentamento do Incra, em 2007. Com a área de 47,7 mil hectares, Realidade se encaixava no que os órgãos oficiais classificavam de Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS). Naquele ano, o PDS Realidade receberia 144 famílias, que passariam a viver da extração sustentável dos produtos da floresta.
Erguida às margens da BR-319, a lendária estrada que um dia ligou Porto Velho (RO) a Manaus (AM), Realidade é tudo hoje em dia menos sustentável. Com o crescimento desordenado e a ausência dos serviços sociais, a pequena vila passou reproduzir os mesmos conflitos e problemas que marcaram a ocupação desenfreada da Amazônia nos anos 1970. Em oito anos, viu sua população se multiplicar por dez. De projeto sustentável, transformou-se em um dos principais polos de devastação do Norte do País, rodeado por grandes madeireiras, a maior parte delas operando na completa ilegalidade.
Depois de erguer um assentamento em área de meio ambiente extremamente sensível e em seguida abandoná-lo à própria sorte, o governo agora é obrigado a retornar a essa mesma região para tentar coibir os crimes que a ocupação produziu. Realidade passou a ser destino frequente de operações do Ibama.
Já há movimentos políticos para que a vila deixe de ser distrito de Humaitá. Além da emancipação, moradores cobram a retomada do asfalto em toda a BR-319, uma obra polêmica, que divide ambientalistas e habitantes da região.
Com 877 quilômetros de extensão, a BR-319 é a única saída rodoviária para quem vive em Manaus. Concluída em 1973 durante o regime militar, a estrada chegou a ser transitável em seus primeiros anos de operação, mas logo em seguida teve a sua manutenção abandonada, com o esgotamento dos recursos pelos militares. Em meados de 1988, 15 anos depois de concluída, já estava intransitável. Um trecho central de 400 km, conhecido como “meião”, permanece em situação absolutamente precária. O asfalto que existia foi engolido pela mata e, em pedaços, se misturou ao barro. Durante o percurso, é possível ver as trilhas abertas pelos madeireiros para dentro da floresta.
A retomada do asfalto é tema de conflito. Enquanto a população local defende sua reconstrução, ambientalistas afirmam que a pavimentação pode acelerar o processo de degradação que avança pela floresta, como acontece no entorno da Vila Realidade.
O governo federal tenta retomar a obra e jogar o asfalto novamente sobre a mata. No ano passado, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) chegou a ser autuado pelo Ibama, após a equipe de uma empreiteira contratada pelo órgão federal ser flagrada em condições degradantes de trabalho, dormindo em barracos improvisados com lonas e tábuas no meio da mata. O Dnit argumentou que estava apenas fazendo “manutenção” na rodovia.
Apesar das condições intrafegáveis, ônibus voltaram a circular no traçado, carregando passageiros dispostos a se arriscar pelo caminho. O atoleiro é certo e acidentes são frequentes. A qualquer momento, uma ponte de madeira pode se romper e levar um caminhão barranco abaixo. “O caminho ainda não está bom, mas já melhorou bem”, diz Martha Soares Vieira. “Hoje sai um ônibus por dia até Manaus. Logo vão ser dois.”
Por: André Borges e Leonencio Nossa
Fonte: O estado de São Paulo