terça-feira, 31 de janeiro de 2017

BELO SUN: DEFENSORIA PEDE SUSPENSÃO DE OBRA EM ALTAMIRA-PA

Defensoria do Pará pede a suspensão da licença ambiental de Belo Sun

Para a Defensoria, mineradora afetaria a vida das comunidades do Xingu.

Empresa afirma que cumpriu todas as condicionantes exigidas na licença.

Do G1 PA
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A Defensoria Pública do Estado do Pará pediu a suspensão do processo de licenciamento ambiental do projeto de mineração Belo Sun, na região da Volta Grande Xingu, no sudoeste do Estado. A ação foi ajuizada contra a empresa e contra o Estado do Pará.

A ação cautelar tem como fundamento a falta de regularidade fundiária na área de instalação do projeto, o que segundo a Defensoria causaria um impacto socioambiental para a população indígena, garimpeiros e famílias agroextrativistas da região.

A Belo Sun Mineração informou que cumpriu todas as condicionantes exigidas na licença prévia do empreendimento que vai explorar ouro na região. A empresa disse ainda que tem diálogo constante com as comunidades das áreas que serão afetadas.

Em nota, a Secretaria de Meio Ambiente do Pará informou que solicitou para a Belo Sun a elaboração de um estudo de componente indígena pra garantir a segurança das comunidades indígenas, mesmo que elas estejam acima do raio de dez quilômetros de distância do projeto, como manda a lei.

Ainda segundo a secretaria, as comunidades indígenas estão a 12 e 16 quilômetros do local de atuação da empresa. Além disso, qualquer medida referente aos estudos de impacto, tanto ambientais e sociais, são amplamente debatidas entre órgão, empresa e comunidade próxima do local da instalação do projeto Volta Grande.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

LEI DE MURPHY: SIMPLESMENTE, A POSSIBILIDADE DE ALGO DAR ERRADO!

A INEXPLICÁVEL LEI DE MURPHY
publicado em sociedade por Márcio Chocorosqui

“Nada é tão ruim que não possa piorar.” Essa é a filosofia fundamental da Lei de Murphy, uma invenção folclórica norte-americana que explica como, em situações do cotidiano, a provável melhor escolha acaba dando errado. Por experiência própria, listei algumas dessas situações, seja em filas, no trânsito ou às voltas com uma goteira.

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A Lei de Murphy age onde menos se espera, em situações corriqueiras e banais 
(Foto: Ryan McGuire/Pixabay)
Existe um senso comum da cultura popular chamado Lei de Murphy, muito bem caracterizada pelo adágio “nada é tão ruim que não possa piorar”. A lei origina-se de Edward Murphy, engenheiro e capitão da Força Aérea norte-americana, que, após fracassar num experimento aeroespacial, disse algo como: “Se alguma coisa tem a mais remota chance de dar errado, certamente dará.”
A Lei de Murphy não constata nem explica nada. É somente uma referência jocosa que se faz quando alguma coisa não ocorre como o esperado. É uma forma de jogar com as probabilidades. E sempre ocorre a pior delas. Listam-se várias situações cotidianas de aplicabilidade dessa lei pessimista, todas voltadas para o lado do humor. Por exemplo, quando a fatia de pão cai com a parte da manteiga virada para baixo, isso é atribuído à Lei de Murphy. Tal é o seu fatalismo, que nem adiantaria amarrar o pão no lombo de um gato, colocá-lo de patas para cima e soltá-lo para cair em pé. O lado da manteiga é que vai bater no chão.
Sei que muita gente é vítima da dita lei, no dia a dia. Vou relatar algumas situações vividas por mim. São, certamente, situações rotineiras que já aconteceram com outras pessoas. Vejamos:
Lee Jordan-Flickr.jpgCuidado ao escolher o caixa do supermercado; fila pequena pode não ser indicativo de atendimento mais rápido (Foto: Lee Jordan/Flickr)
Diante de duas filas no supermercado, com apenas um objeto para pagar, escolho a menor e que está andando mais rápido. A opção parece boa, mas, quando está quase chegando a minha vez, há um problema técnico no caixa. Espero, vendo a fila ao lado progredir. Se a tivesse escolhido, já teria sido atendido. Impaciente com a demora, mudo para a outra fila. Em poucos instantes será a minha vez. Na hora que coloco o produto no balcão, acaba o papel do comprovante de compras. Então, a fila da qual saí começa a funcionar. É a Lei de Murphy.
Algo parecido acontece no engarrafamento de trânsito. Se há duas faixas que levam ao mesmo lugar, acho uma brecha e passo para a que segue mais depressa. É justamente aí que ela começa a estancar, enquanto a outra avança. Também no trânsito, se pego um atalho, demoro mais do que se tivesse ido pelo caminho mais longo. E no auge da hora do rush, espero, demoradamente, para entrar na via principal, porque não para de passar carro. Quando para e haveria uma chance de seguir, vem passando uma bicicleta. Depois, volta o fluxo contínuo de carros. Maldita Lei de Murphy!
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O trânsito é campo fértil para a Lei de Murphy; se você mudar para a faixa mais rápida, o fluxo de veículos certamente cessará (Foto: Unsplash/Pixabay)
Já na fila do caixa eletrônico, é curioso como não tenho sorte. Entro na mais curta e, mesmo assim, o último da fila mais longa chega primeiro. É que, sempre na minha frente, tem uma pessoa que retira da bolsa um monte de contas para pagar. Ou é aquele cara que retira o extrato para contemplá-lo ali, parado, em frente ao terminal desocupado. Ou, pior, é aquele que tira do bolso cartões de outras pessoas. Aí vai fazer as operações: ver o saldo de cada um, sacar, fazer transferência... Então, na minha vez, penso: agora só falta ficar fora de sistema. E fica! Como se chama isso? Lei de Murphy!
Além dessas situações comuns, há outras mais específicas. Como o dia em que o meu computador pifou. Levei-o, então, ao conserto. Inexplicavelmente, na frente do técnico, a máquina funcionava perfeitamente. Já em casa, voltava o defeito. Ou como o dia em que, na loja de confecções, não encontrava uma calça jeans que me servisse (se não cabia, ficava folgada). Finalmente, uma serviu, sim, mas era horrorosa. Ou, ainda, quando tinha uma goteira que insistia em pingar no armário de madeira da cozinha. Eu sempre afastava o móvel e evitava os pingos. Porém, quando dava as costas, a goteira mudava também, para cima do armário.
Unsplash - Pixabay.jpgAparelhos costumam pifar na sua frente; ao levá-los para o conserto, voltam a funcionar, como num passe de mágica (Foto: Unsplash/Pixabay)
Tentei buscar explicações científicas para esses e outros eventos. Sem sucesso. Não há o que explicar. Agora me limito apenas a citar: é a Lei de Murphy. E nem adianta tentar evitá-la, fugindo para outro lugar ou ficando isolado e escondido em casa. Não há como lutar contra o acaso e o destino. Por isso, o que há de ser, será. Mas estou em guarda, e passado na casca do alho.
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Azar ou apenas fatalidade caracterizam a Lei de Murphy; acidentes estúpidos ocorrem ordinariamente (Foto: Erge/Pixabay)

Um dia aventurei-me no mundo das letras e, desde então, alimento-me do meu trabalho com as palavras e dele faço uma profissão de fé, mesmo que isso pareça ser a luta mais vã.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

LÓGICA: SER OTIMISTA NÃO VAI MUDAR A REALIDADE DO COPO QUEBRADO

ser otimista não vai dar certo!

publicado em sociedade por Pedro Silveira

A forma como você encara o que aconteceu não vai mudar o que aconteceu. O copo caiu e quebrou, é um fato. Por isso mesmo, não há benefício nenhum em ficar se lamentando.

Fonte: flickr de maq https://www.flickr.com/photos/maybemaq/3519778834/sizes/l

Se você espera uma coisa ruim, já está preparado quando acontece algo ruim de fato. Quando acontece algo bom, é uma surpresa excelente.

Este é o argumento dos pessimistas. Ele parece infalível e protege o pessimismo como um escudo. É um mecanismo de defesa da nossa mente, com o objetivo de evitar a decepção e as surpresas negativas.

Alain de Botton, filósofo e escritor, defende a ideia de que otimismo e altas expectativas sobre eventos futuros podem causar pressão e gerar um medo de falhar. Você vai apresentar um TCC na frente da família, amigos e colegas de trabalho: fica nervoso e gagueja. Isso não aconteceria se você fosse apresentar o TCC num ambiente onde pouco fosse esperado de você. Ele cita uma célebre frase pessimista de Nietzsche: "deveríamos colocar um crânio em cima das nossas mesas de escritório para nos lembrar de que aquilo é o nosso futuro".

Mas o pessimismo puro pode te levar pra baixo e te desencorajar de fazer as coisas. "Não vai dar certo mesmo", você pensa antes mesmo de tentar. Isso não te tira do lugar pra tentar algo diferente, nem do buraco se lá você estiver. Muitas descobertas da humanidade e casos de sucesso na vida e nos negócios não teriam acontecido se a pessoa não agisse com confiança frente às situações.

Você já deve ter ouvido que o ambiente influencia o ser humano. Se você andar com um monte de vândalos, pode acabar sendo influenciado a tacar fogo em uma lixeira. Se você segue um monte de páginas do Facebook que ficam dizendo que sua vida é uma desgraça, você pode acabar pensando que sua vida é de fato uma desgraça. Se você achar que o mundo é só o que vê na TV, vai achar que o mundo é um buraco sem fundo. As coisas que nos cercam moldam nossa visão de mundo e de forma mais profunda, moldam quem somos. O mesmo vale para como você encara as coisas na vida.

Se você ficar vendo sempre o lado negativo das coisas, qual a graça da sua vida rotineira? Você começa a se achar vítima de tudo. Um copo caiu no chão, que desastre. Vou chegar atrasado no compromisso, é o fim do mundo. Fulano não me respondeu no Whatsapp, não aguento mais. Fui mal na prova, vou rodar nessa matéria, atrasar um semestre da faculdade, demorar para me formar, não conseguir um emprego legal e ficar pobre.

Sabe o título daquele livro "Problemas? Oba!"? Essa é a chave. Não que devamos amar problemas e adorar dificuldades, mas em quase tudo na vida a gente pode tirar pelo menos uma lição, uma oportunidade ou ver um lado positivo.

Se ficarmos sempre achando que tudo está ruim, não vamos conseguir sorrir no fim do dia. Seremos esmagados pelos problemas e dificuldades, ao invés de conviver e lidar com eles. Por isso, vale a pena se esforçar para ver o lado bom das coisas.
Copo metade cheio, metade vazio

Pense assim: a forma como você encara uma coisa que aconteceu não vai mudar o que aconteceu. A xícara caiu, quebrou e sujou a sua cozinha inteira de café. É um fato, não vai mudar. Mas por isso mesmo, não há benefício nenhum em ficar se lamentando. É ruim, claro. Se você pudesse, optaria por ter a xícara de café intacta em cima da mesa. Mas já que caiu, não adianta chorar sobre o café derramado. É arregaçar as mangas, aprender que a xícara se bota bem no meio da mesa, e não na borda onde pode cair, limpar a borra do café e pensar: "bom, o chão estava sujo mesmo, pelo menos vai ficar mais limpo agora."

Isso não é da boca pra fora, é ciência! Pesquisadores da Universidade de Kent, nos EUA, pegaram mais de uma centena de estudantes voluntários e pediram que, por alguns dias, escrevessem as coisas ruins que aconteceram com eles, a forma como eles lidaram com a coisa ruim e o que sentiram depois. Os que desabafaram com amigos, extravasaram suas frustrações, se culparam ou tentaram negar o que aconteceu, acabaram se sentido pior depois. Do outro lado, os que tentaram aprender com o ocorrido e ver o lado bom da situação acabaram o dia mais felizes, contentes, alegres e sorridentes.

Além disso, ser mais positivo traz benefícios para a saúde, como a melhora do sistema imunológico e um menor risco de AVC, enquanto pessimistas têm mais tendência à depressão e pior desempenho no trabalho.

Não é difícil, podemos fazer nossa mente se acostumar com uma atitude mais positiva. E transformando nossas frustrações em aprendizado, tiramos lições importantes para evitar que os mesmos problemas aconteçam no futuro. Se você foi mal na prova da faculdade, é porque não estudou direito, certo? Então do que adianta ficar estressado e reclamando? Arregace as mangas, estude mais para a próxima e bola pra frente.

O copo está sempre meio cheio, só depende de você enxergar.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

INFORMÁTICA: SENHA É COISA SÉRIA!!!


Internautas ainda não aprenderam a usar senha; veja o que não fazer

Do UOL, em São Paulo 
iStock


 

Você é daqueles que acha um exagero pensar em senhas elaboradas? Que suas contas na internet não são dignas de ataques e invasões são uma realidade muito distante? Pois saiba que eles são mais frequentes do que imaginamos.



Pesquisa da empresa de segurança digital Kaspersky mostra que boa parte dos entrevistados acredita que deve proteger bem apenas as contas de bancos online (51%), de e-mail (39%) e de lojas virtuais (37%).



"As pessoas deveriam ter mais cuidado ao se proteger com eficácia utilizando senhas. Poder parecer óbvio, mas muitos parecem não perceber que cometem erros simples ao gerenciá-las. Esses erros funcionam como se fossem uma porta aberta para o acesso a e-mails, contas bancárias, arquivos pessoais e outros", explica Andrei Mochola, chefe de negócios ao consumidor da Kaspersky Lab.



Não se deixe enganar pela falsa sensação de anonimato e confira estes passos recomendados para evitar os erros mais comuns:


1) Não use a mesma senha em diversas contas. 

A maioria das pessoas faz isso, mas isso significa que se uma delas for descoberta, todas suas contas poderão ser invadidas. Segundo a Kaspersky, quase um quinto das pessoas entrevistadas (18%) já passou por uma tentativa de invasão de conta. Ainda assim, apenas um terço (30%) criou senhas novas para diferentes contas 


2) Não use senhas fracas, fáceis de decifrar. 

A pesquisa apontou ainda que os usuários não criam senhas fortes o suficiente. Menos da metade dos participantes da pesquisa (47%) usa combinações de letras maiúsculas e minúsculas, e 64% usam uma mistura de letras e números.


3) Não armazene suas senhas sem segurança.

Isso invalida o objetivo de ter uma senha.


4) Não anote ou compartilhe sua senha.

Quase 28% dos ouvidos pela Kaspersky já compartilhou senha com familiares, e 11% contou a amigos, o que aumenta as chances de as senhas vazarem. Mais de um quinto (22%) também admitiu que anota as senhas em um caderno para não as esquecer. Mesmo que a senha seja forte, isso deixa o usuário vulnerável.


Confira as senhas frágeis preferidas dos internautas:

Uma pesquisa da Keeper, que cuida do app gerenciador de senhas com esse mesmo nome, revelou a fragilidade de nossas senhas e quais são as mais usadas.



Fica a dica: não entre nas estatísticas abaixo:



1)    Quase 17% dos usuários ainda escolhem a combinação "123456" para proteger suas contas.



2)    Sequências são uma prática comum: no do top 5 desta lista estão "123456789", "qwerty" (as primeiras letras do teclado), "123456789" e "111111".



3)    Quatro das dez senhas mais usadas têm seis caracteres ou são ainda mais curtas.



4)    A palavra mais usada como senha é "password" (senha em inglês), que ocupa o oitavo lugar geral da lista.


Veja dicas para uma senha segura

1)    As melhores senhas não se encontram nos dicionários.



2)    Prefira senhas longas, com letras maiúsculas e minúsculas, números e sinais de pontuação.



3)    Para lembrar ou gerar senhas, use um programa ou aplicativo de gerenciamento de senhas --como LastPass, Keeper, 1Password, Password Store e Kaspersky Password Manager. Eles reúnem várias senhas e o usuário só precisa lembrar-se de uma senha mestra.

domingo, 15 de janeiro de 2017

VIOLÊNCIA: MINAS GERAIS TEM PRESÍDIO MODELO

Minas Gerais apresenta o presídio modelo para o Brasil
Único presídio privado brasileiro que segue modelo americano nunca teve rebelião (assista)


sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

CIDADANIA: A CORRUPÇÃO E SUAS CONSEQUÊNCIAS


Índios são presos com mais de duas toneladas de maconha, em Barra do Corda/MA
Segundo as polícias Militar e Civil, essa foi a maior apreensão de drogas da história do município
 (Foto: Divulgação / Polícia)


As polícias Civil e Militar do Maranhão apreenderam mais de duas toneladas de maconha, apreenderam armas e carros e prenderam sete pessoas na aldeia Felipe Boner, em Jenipapo dos Vieiras, distante 340 km de São Luís. A operação foi na manhã desta quarta-feira (11) e todo material foi encaminhado para a 15ª Delegacia Regional de Barra do Corda. Entre os presos está no cacíque da aldeia.

As polícias informaram que a operação foi o resultado de quatro meses de investigação, que levantou informações sobre “tráfico de drogas, crimes de receptação de veículos roubados, organização criminosa, corrupção de menores na cidade de Jenipapo dos Vieiras, especialmente na Aldeia Felipe Boner”.

A ação foi assegurada por meio de mandados de busca e apreensão na aldeia, inclusive na casa do cacíque Darlan Guajajara de Sousa, de 36 anos. A polícia divulgou que o líder indígena é também suspeito de ser o líder “de todos esses ilícitos ocorridos na aldeia”. A Delegacia Regional de Barra do Corda é comandada por Renilto Ferreira.

Além do cacíque, foram presas em flagrante outras seis pessoas, todas da aldeia. Jacilene Guajajara de Sousa, Licinha Carvalho Guajajara de Sousa, Laide Carvalho Guajajara de Sousa, Erivan de Sousa Carvalho Guajajara, Ezequiel Carlos Atanazio Guajajara e Elizaldo de Sousa Carvalho Guajajara. A Polícia Civil informou que todos foram autuados por tráfico de drogas, associação para o tráfico e posse ilegal de arma de fogo.

Só de maconha, a operação resultou na apreensão de 2.300 kg. Foram apresentados também na delegacia três veículos (entre as quais um carro de luxo que era usado pelo cacique), cinco armas de fogo, duas prensas artesanais usadas no ‘tratamento’ do entorpecente, balanças utilizadas nos crimes e demais objetos suspeitos. 



Fonte: G1MA

ÍNDIOS: "INDIOS TEM TERRA DEMAIS? QUEM TE DISSE ISSO?"


20 grupos estrangeiros têm 3 milhões de
hectares de terras no Brasil


Entrada da JBS na Austrália e de várias transnacionais no território brasileiro estão em relatório da Grain sobre mega aquisições globais

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Marcas do grupo JBS na Austrália
Pelo mundo, mais de 30 milhões de hectares foram adquiridos por apenas 490 proprietários.  Os dados da organização Grain referem-se ao ano de 2016 e contam – ainda que de maneira incompleta – a história recente do land grabbing, um fenômeno mundial que pode ser definido como a mega aquisição de terras por investidores estrangeiros.  Grandes corporações, fundos.  A Grain avisa: essa tendência continua crescendo.


E o Brasil é um dos principais protagonistas. Principalmente como território dessas aquisições. Mas já aparece também como comprador. O relatório da Grain inclui entre os destaques pelo mundo a expansão do grupo JBS na Austrália. A empresa já tem cinco estabelecimentos com 10 mil hectares, com produção anual de 330 mil cabeças de gado. Somente a JBS australiana exporta para mais de 80 países – o que ilustra bem a escala global do land grabbing.

África e América do Sul

O agronegócio brasileiro também está presente na Colômbia, com o grupo Mónica Semillas, que leva o nome da empresária matogrossense Mônica Marchett – filha do produtor de soja Sérgio João Marchett, um dos acionistas principais da empresa. A Grain identificou 8.889 hectares de soja e milho da Mónica na Colômbia. Mas a corporação possui ainda 70 mil hectares na Bolívia e terras no Paraguai. Segundo a Grain, a empresa já foi condenada a pagar 2 milhões de pesos por subsídios indevidos, que violam a lei de terras colombiana.

O Paraguai aparece duas vezes com brasileiros no relatório, pelas atividades do Grupo Favero e de Wilmar dos Santos. Ambos sojeiros. O primeiro tem 33.719 hectares. Santos teria 1.000 hectares – o critério da Grain para grandes propriedades é o piso de 500 hectares. O Senado paraguaio expropriou 11 mil hectares de Tranquilo Favero para um parque. Wilmar dos Santos é definido no relatório como um dos muitos brasileiros “colonialistas”, produtores de soja transgênica. Os agrotóxicos de Wilmar dos Santos estariam envenenando animais e cursos d’água utilizados por camponeses.

A Asperbras representa os investimentos brasileiros no Congo, com propriedades que somam 50 mil hectares. O empresário Francisco Colnaghi tem um leque amplo de culturas no país: cana de açúcar, pecuária, soja e milho. O total de área plantada já teria ultrapassado 100 mil hectares. Ainda na África, o Brazil Agrobusiness Group – de Frademir Saccol – aparece no relatório com 8 mil hectares de arroz em Gana. Seiscentos camponeses despejados foram à Justiça contra a empresa.

No Sudão, o Pinesso Group – da família sulmatogrossense Pinesso – possui 12 mil hectares para produção de grãos, em parceria com o governo local. E mira o Moçambique. (No Brasil, em 2015, o grupo tinha 110 mil hectares no Mato Grosso, no Mato Grosso do Sul e no Piauí e estava em recuperação judicial por uma dívida de R$ 571 milhões.)

De olho no Brasil

Mas o Brasil aparece bem mais vezes no relatório como alvo dos investidores. E com quantidades de terra – adquiridas ou geridas por estrangeiros – ainda mais fabulosas.
Vejamos:

1) A BrasilAgro, com capital da argentina Cresud (que já foi um investimento de George Soros e também tem aporte chinês), possui 166 mil hectares para cana, grãos e pecuária.

2) O fundo canadense Brookfield Asset Management possui 97.127 hectares para produção de soja e cana de açúcar em terras brasileiras. E está de olho na aquisição de mais usinas.

3) A empresa Universo Verde Agronegócios também atende pelo nome de Chongqing Grain Group, a maior empresa estatal chinesa do setor de grãos. No Brasil, segundo o relatório da Grain (a ONG, não a empresa), o grupo possui 100 mil hectares, mais da metade deles “como se fossem de brasileiros”. O MST ocupou em 2015 uma área de 75o hectares em Porto Alegre, definindo-a como improdutiva.

4) Outra empresa estatal chinesa, a Cofco, aparece com 145 mil hectares de cana no relatório. Com direito a capital de Singapura, do fundo de private equity Hopu Investment Management e do Banco Mundial.

5) A francesa Louis Dreyfus Commodities comparece ao relatório sobre land grabbing com nada menos que 430 mil hectares no Brasil. Para cana, arroz, laranjas e laticínios. E ainda opera mais 500 mil hectares, sem direito de propriedade. O grupo controla 10% do mercado mundial de matérias primas agrícolas, informa a Grain. O grupo está em 12 estados brasileiros.

6) A Índia também já se faz presente no Brasil. A Shree Renuka Sugars – aqui, Renuka do Brasil – possui 139 mil hectares de cana de açúcar, a partir da compra, nos últimos anos, de usinas brasileiras. O grupo Equipav possui 49,7% das ações.

7) A japonesa Mitsubishi atua em terras brasileiras pela Agrex do Brasil. São 70 mil hectares de soja nos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Goiás. O brasileiro Paulo Fachin tem 20% de participação no grupo.

8) Mais duas empresas japonesas estão no relatório da Grain. A Sojitz Corporation (aqui, Contagalo) produz 150 mil hectares de soja, milho e trigo. Os planos são de triplicar a produção e adquirir mais 200 mil hectares.

9) A outra empresa japonesa é a Mitsui & Co, com 87 mil hectares de grãos na Bahia, no Maranhão e em Minas Gerais. A face brasileira do grupo é a SLC-MIT Empreendimentos Agrícolas.

10) A Holanda entra na lista com o Grupo Iowa, na matriz BXR Group. São 12 mil hectares de grãos na Bahia. O BXR pertence ao checo Zdenek Bakala (estamos falando de globalização, afinal), em parceria com o Credit Suisse.

11) A Nova Zelândia aparece com discretos 850 hectares em Goiás. Maior exportadora mundial de produtos lácteos, ela abastece com essa atividade a Dairy Partners America, parceria com a suíça Nestlé.

12) A antiga metrópole também faz parte dessa nova colonização: Portugal está na lista brasileira de land grabbing com a Nutre, ou Prio Foods no Brasil, com 29.528 hectares. Um terço dessa área fica no Maranhão, onde a empresa pretende adquirir mais 14 mil hectares.

13) Outro país marcado pelo histórico de metrópole, o Reino Unido, compõe esse cenário com o fundo de investimentos Altima Partners (ou, regionalmente, El Tejar), com 130 mil hectares para pecuária e grãos, principalmente no Mato Grosso.

14) E, falando em investidores estrangeiros, que tal, novamente, o nome de George Soros? O estadunidense – que ilustra a foto principal desta reportagem – controla 127 mil hectares no Brasil, segundo a Grain, por meio da Adecoagro, em parceria com um fundo de pensão holandês. O leque de culturas é variado: café, cana, grãos, pecuária.

15) Os seis últimos investidores da lista são estadunidenses. Comecemos com o Archer Daniels Midland e seus 12 mi hectares para produção de óleo de palma no Pará.

16) Um dos nomes mais conhecidos da lista, a multinacional Bunge administra 230 mil hectares de cana de açúcar no Brasil, por meio de parcerias, e ainda tem 10 mil hectares da usina (o nome não deixa de conter uma ironia) Guarani.

17) E ainda temos 25 mil hectares com o Galtere, um fundo de investimentos criado por ex-vendedor da Cargill, para produção de arroz e soja. O grupo tem na mira mais 22 mil hectares.18) A cana de açúcar volta a aparecer no relatório com 35 mil hectares da própria Cargill. A Proterra Investiment Partners investiu, em 2015, US$ 175 milhões em usinas no Brasil.

19) O Teachers Insurance and Annuity Association (TIAA), fundo de pensão de professores, administra uma das fatias mais representativas entre os investidores estrangeiros: 424 mil hectares. Em parceria com a brasileira Cosan. Leia mais aqui: “Fundo americano de professores passa a controlar 270 mil hectares no Brasil“.

20) Finalmente, e reiterando que esta lista trata apenas dos investimentos mencionados pela Grain no relatório de 2016, a YBY Agro controla 320 mil hectares de terras no Brasil. A empresa foi criada por dois ex-executivos brasileiros do Bank of America. Mas 45% da companhia pertencem a fundos privados dos Estados Unidos. Outros 35% ficam com o grupo brasileiro Francioni Brothers y Golin. As terras ficam no cerrado.

Total de terras de brasileiros no mundo, conforme a lista parcial da Grain (Oceania, África e América do Sul): 124 mil hectares.

Total de terras controladas no Brasil pelos 20 grupos estrangeiros mencionados: 2,74 milhões de hectares. Um Haiti. Ou metade da Croácia.

Média por grupo: 137 mil hectares.

Por: Alceu Castilho

Fonte: De Olho nos Ruralistas

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

COMUNICAÇÃO: LIBERDADE DE EXPRESSÃO EM RISCO


A liberdade de expressão ameaçada
EDITORIAL
Queremos liberdade de expressão na internet
A liberdade de expressão nunca esteve tão ameaçada desde que a internet foi inventada. E são vários fatores caminhando para mostrar que a censura do século 21 vai ser nas redes sociais.

O primeiro fato de perigo foi a mudança da autoridade da internet mundial. Agora passará a ser de um órgão burocrático associado à ONU, não mais salvaguardada pela constituição americana.

O segundo fator de perigo está sendo o repetido padrão de redes sociais bloqueando ativistas conservadores. O Twitter excluiu Milo Yiannopoulos, o homossexual de direita que faz palestras em universidades criticando o esquerdismo e a doutrinação universitária que também ocorre nos Estados Unidos.

O terceiro fator de perigo está no fato de que o Twitter anunciou que deve suspender a conta de @realDonaldTrump, o presidente eleito americano. Essa foi a piada da semana. E Trump já deixou claro: a exclusão de um perfil resultará na criação de novo perfil.

Mas a censura e a remoção de todos os posts de Trump, documentos históricos que mostram como foi suja a campanha de 2016, podem ser perdidos para sempre apenas porque o Twitter quer.

Esta semana o Facebook censurou um post nosso sobre jihadismo. Mas você pode lê-lo de novo clicando no link ao lado. Felizmente hoje temos o nosso site que nos dá liberdade de escrevermos o que quisermos, sem medo da censura.

É justo que nós tenhamos censura em pleno século 21? É justo que essa censura venha, novamente, de socialistas com ideologias tiranas que sempre estão buscando ocupar o poder? A resposta a essas perguntas é o tema do editorial de hoje.
A liberdade na internet é o que a revoluciona
E os espaços para comunicação entre as pessoas, apesar de serem muitos, não possuem audiência nem dão tanta voz quanto as redes sociais.
Portais de notícias são controlados por empresas e possuem linha editorial. Mas há portais independentes, como é o caso do WND, Breitbart, Infowars e outros, que superam a linha do antiprofissionalismo e estão provando ao mundo que o jornalismo independente está comprometido, ainda, com a busca da verdade.

Quando redes sociais começam a retirar a voz de quem pensa diferente, o pensamento único é o que se procura espalhar pela população. É preciso, portanto, que mais portais, como o Avança Brasil, existam. É preciso que outros meios sejam usados para que conteúdos exclusivos sejam escritos. Textos autorais, vídeos, fotos e imagens importantes precisam ser compartilhadas, não importando quem é o dono da rede social onde esses artigos são compartilhados.

A censura de páginas e contas do Facebook e Twitter representam, no século 21, o desespero de uma esquerda pagã, anti-cristã e anti-maçônica em sua essência. Tratam-se de pessoas que não aceitam o diferente, que não toleram opiniões contrárias. Que querem censurar até mesmo o que você pensa ou diz pelo politicamente correto. São pessoas que temem outras pessoas que possam pensar por si mesmas.

Essa liberdade é a única que não conseguirão destruir. Por mais que tentem.

A liberdade de expressão em países comunistas não existe
Com mais e mais países de linha socialista com cadeira na ONU, a ONU passou a achar aceitável alguns controles sociais, como a censura.

Esse é mais um dos absurdos da ONU, uma instituição que um dia serviu para criar uma paz artificial no mundo. E hoje é só mais um braço do movimento comunista internacional.

A verdade é que não tem liberdade de expressão na China, em Cuba, na Coreia do Norte. Não há internet em Cuba direito e quem posta coisas de dentro da ilha o faz de forma absolutamente suspeita.

Não existe imprensa livre em país comunista. Jornais publicam o que o governo autoriza. Não há nem liberdade religiosa direito nesses países. Cristãos são perseguidos na China, na Síria e em vários países da Ásia e da África. Todos dos diversos tons de vermelho do socialismo que conhecemos.

No Brasil ainda há alguma liberdade. Mas o movimento comunista brasileiro implantou um sistema em que apenas pessoas de esquerda conseguem empregos nas redações. Trata-se de um filtro terrível, mas viável de ser feito. Os donos dos meios de comunicação não têm controle sobre a redação. Aqui, o que se implanta, portanto, é uma censura auto-imposta.

A liberdade de expressão e as caixas chinesas
Sabe o que é “caixa chinesa“? É o disparar de uma notícia absurda gravíssima num momento de crise política para evitar que a crise política ocupe os noticiários. A caixa chinesa pode ser fabricada, como uma grande tragédia, por exemplo, ou pode ser providencial.

Nesse momento está havendo uma guerra dentro dos presídios brasileiros. Sabemos que o partido com maior força na cadeia hoje é o PSOL, um partido que está “fazendo a revolução”. É de se imaginar que um partido comunista como esse só poderia estar usando a cadeia para fazer uma caixa chinesa, tirando a atenção do povo do que vem por aí na Lava Jato.

E isso é bem possível e provável. A partir de agora as eleições 2018 entraram no jogo. E o governador Geraldo Alckmin, que tinha mantido a paz nas cadeias até então, deve ser candidato a presidente. Faz todo o sentido os comunistas concentrarem as forças deles contra um adversário tucano. É a estratégia das tesouras.

A liberdade de expressão só existe para a esquerda

Notícias sobre sexo de todas as formas. Notícias sobre feminismo, sobre ideologia de gênero e sobre ideias de esquerda o tempo todo. Ao navegar nos principais portais, temos a sensação de que a imoralidade cerca as redações. As mentes que produzem os conteúdos devem estar entediadas, pois nada se fala de bom. É sempre sacanagem, orgias, sexo, drogas e outras coisas mais.

Queremos liberdade de expressão na internetAs páginas policiais dos jornais diminuíram. Não é porque crimes deixaram de acontecer. Dado o nosso alto número de homicídios, nossos cadernos policiais deveriam ser os maiores do mundo. Mas não são, e isso mostra a nossa incompetência em falar a verdade.
As polícias estaduais são importantes porque impedem que o comunismo seja implantado por meio de golpe nos estados brasileiros. Porém a esquerda quer eliminar essas polícias, facilitando para que vândalos tomem o poder nas cidades.

Queremos liberdade de expressão na internet, na imprensa, na mídia, na TV, no rádio e em todos os lugares. Queremos redações equilibradas, e não redações só de esquerda.

Essa é a rebelião que a esquerda quer promover: uma rebelião de jovens imorais que querem censurar a opinião alheia. São pessoas incapazes de compreender o efeito de impostos altos na economia e que, por isso mesmo, vão às ruas pedir “mais direitos”, sem entender o que isso significa.

Para nós, isso significa que o nosso portal é mais do que necessário: ele é mandatório. Não fosse ele, não estaríamos aqui buscando a verdade e transmitindo essa verdade para vocês leitores. Vocês serão sempre bem vindos aqui. A liberdade de expressão em nossa página está garantida.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

LEIS: PORQUE A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA NÃO "FUNCIONA"?


Constituições dos Estados Unidos e Brasil?
Por Mateus Menezes do Nascimento, publicado pelo Instituto Liberal
blog

A Constituição dos Estados Unidos foi elaborada no século XVIII. Seus elaboradores foram bastante influenciados pela ideologia liberal em aspectos de governo limitado, direitos naturais à vida, direito de liberdade, direito à propriedade privada, eleições democráticas, Estado laico, entre outras características.

O foco central da Magna Carta estadunidense está na matéria estritamente constitucional, ou seja, a abordagem do texto constitucional é sobre a forma da organização do Estado em sua estrutura própria e politicamente organizada, é enxuto, apresenta divisão de poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), estabelece normas limitadoras para os governantes, divisão de competências, principais órgãos governamentais e direitos fundamentais dos cidadãos. O princípio mais marcante é a questão da prevalência dos direitos individuais dos estadunidenses.

É o formato material mais recomendado no universo constitucional para que ela não venha sofrer tantas emendas que é o maior problema estrutural da Constituição Federal de 1988, por englobar várias matérias diferentes, volumosas e infraconstitucionais.

No sistema de governo estadunidense, os três poderes são eleitos pelo voto popular. No nível federal, o voto é indireto, o presidente é eleito por um sistema de “colégio eleitoral” e os cargos dos legislativos municipal, estadual e federal seguem o modelo distrital. São eleitos, inclusive, cargos da magistratura do Judiciário até o chefe das polícias locais, conhecido como sheriff, no qual cumpre um papel semelhante de um delegado de Polícia Civil no Brasil. O sistema é federativo, com níveis municipal, estadual e federal. Em cada um dos estados nos Estados Unidos da América, os territórios menores no plano da esfera municipal são condados. Em ampla maioria deles, a maior cidade da região é encarregada em manter todo o aparato burocrático e estatal.

Diferente de tudo que vimos anteriormente, a Constituição do Brasil, de 1988, mais parece uma “concha de retalhos”. São 250 artigos e mais 70 nas disposições transitórias, totalizando em 320 artigos. É a mais longa de todas anteriores. Até 31 de dezembro de 2016, ocorreram 95 emendas, enquanto a Constituição dos Estados Unidos teve 27. Ela é extremamente analítica, não só aborda matéria constitucional, bem como matérias dos mais variados tipos, infraconstitucionais e expansivas. Temos representado nela um Estado inchado, mercantilista e interventor. O protagonista é o Estado, e não os indivíduos. Em comparação aos países com as instituições políticas mais consolidadas, nenhum tem uma Carta tão extensa quanto a brasileira.

O texto constitucional manteve a denominação República Federativa do Brasil. O Parlamento se manteve bicameral (Câmara e Senado). É um Estado democrático de direito, porém é para inglês ver. O voto é obrigatório, o sistema partidário é um verdadeiro manicômio partidário com tantas siglas, sem levar com tanta seriedade a ideologia, as propostas partidárias e encontramos distorções dos formatos eleitorais com prevalência do sistema proporcional em detrimento do distrital puro dos Estados da América do Norte e dos países de origem anglo-saxônica.

Na contramão das nações mais livres e inclusivas, a Carta Magna do nosso país nos revela um Brasil tomado por instituições políticas extrativistas, herdada do estamento burocrático de Portugal, no lugar da economia de mercado temos um Capitalismo de Estado, possui um enorme aparato burocrático, um ordenamento jurídico que facilita brechas, corrupção e insegurança jurídica, glorifica a ineficiência, transfere renda dos mais pobres para os “amigos do rei”, país que experimenta só o “voo de galinha”, mas o ciclo virtuoso não se firma e o sonho da prosperidade nunca é realizado.

Sobre o autor: Mateus Menezes do Nascimento é Graduado em História pela Universidade de Franca, Especialista pelo Centro Universitário “Barão de Mauá” e Bacharelando em Direito pela mesma instituição de ensino superior. Suas pesquisas se concentram na área de Gestão Pública, instituições políticas brasileiras, concepções econômicas da Escola Austríaca, pensamento conservador, liberal e mentalidade revolucionária.